Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

CAÇADOR (MAIS UM) MATA PAIS E AVÓ A TIRO DE CAÇADEIRA EM MONTEMOR-O-VELHO…

 

… e depois suicida-se…

 

Estes episódios repetem-se frequentemente, tão frequentemente que nos leva a reflectir sobre o “carácter” destes crimes.

 

Os caçadores são indivíduos com instintos assassinos. Se não o fossem, não se embrenhavam nos matos, para matarem cobardemente, por diversão, animais inocentes, indefesos e inofensivos, que são surpreendidos e mortos no seu habitat natural, assim… sem mais nem menos…

 

CAÇADEIRA.jpg

(Origem da foto - «Pai atinge filho com tiro de caçadeira em Ponte de Lima»

https://www.google.pt/search?q=ca%C3%A7adeira&biw=1240&bih=915&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjQkI_ppPrMAhWQmhQKHd8EBRgQ_AUIBigB#imgrc=OIg-JxpQJLU5SM%3A

 

A caça justificou-se nos primórdios do mundo, quando a “humanidade” dava os seus primeiros passos.

 

O homem primitivo teve necessidade de caçar, como qualquer dos outros animais que com ele partilhavam (e ainda partilham) o planeta Terra, para subsistir.

 

Mas à medida que foi evoluindo, e ao tornar-se agricultor, a caça deixou de ser uma actividade básica do homem.

 

Contudo, depois disso, uma parte dessa humanidade não conseguiu evoluir, e não evoluindo, os instintos primitivos que obrigavam o homem a matar outros animais (mas a matar sem crueldade, como desde sempre o fizeram todos os animais ditos irracionais e carnívoros) permaneceram quase imutáveis, e ainda hoje vemos tribos caçadoras, muito primitivas, que ainda caçam para subsistirem, na selva, onde a civilização ainda não entrou.

 

Porém, uma parte, dessa parte da humanidade não evoluída, desenvolveu esses instintos assassinos, e fez da caça um desporto, matando pelo simples prazer de matar. Algo que sempre esteve ligado à realeza, às classes mais altas, por ser “chique” ir à caça…e que depois se estendeu à plebe.

 

E a partir daqui é que estas histórias trágicas de assassinatos a tiro de caçadeiras começaram a expandir-se.

 

Quando o instinto assassino lateja nas entranhas de um indivíduo, qualquer pretexto, qualquer contrariedade leva o caçador a matar. E não lhe interessa qual seja o animal. Será o que estiver mais à mão: humano ou não humano.

 

Os mais desesperados suicidam-se depois. Os mais cobardes fogem ou deixam-se apanhar, tendo de arcar com a consequência dos seus actos. Mas nada aprendem.

 

Ora este instinto assassino teria tendência a dissolver-se, caso não fosse a caça uma modalidade desportiva, disfarçada de “necessária para o ecossistema”. Caso os lobbies dos caçadores e o da venda de armas não fossem poderosos e incentivadores deste instinto assassino. Caso os governantes tivessem a coragem de legislar a favor da evolução, da civilização e da cultura culta.

 

Enquanto não houver consciência, bom senso, responsabilidade e sensibilidade para as questões da Ética Animal, esses crimes continuarão a acontecer, pelas localidades mais atrasadas civilizacionalmente, onde uma boa fatia do povo ainda vive num estádio ainda muito primitivo. Mas não só.

 

Nem de propósito, ontem estive a ler uma entrevista de Sophia de Mello Breyner ao Jornal de Letras, nº 468, de 25 de Junho de 1991, e a alturas tantas o José Carlos de Vasconcelos (o entrevistador e director do jornal) afirmou:

 

- O seu pai estava ligado à alta burguesia do Porto.

 

Ao que Sophia respondeu:

 

- Mas era uma pessoa muito original. O que gostava era de caçar, da natureza, dos jardins e dos cães.

 

Agora entendo porque Miguel Sousa Tavares, filho de Sophia e neto do caçador que fazia parte da alta burguesia do Porto, diz o que diz e é o que é em relação à sua apetência por touradas, e à sua aversão pelos animais não humanos.

 

Alguém que gosta da caça, mas também da natureza, de jardins e de cães, não pode ser original. Será outra coisa, será tudo, menos original.

 

Alguém que goste de caçar, não pode gostar da Natureza, da qual os animais caçados fazem parte. Alguém que goste de caçar não tem a noção do ser cósmico. Alguém que goste de caçar está reduzido a uma dimensão meramente terrena, ainda pouco evoluída, pertença à burguesia, à realeza ou à plebe.

 

Quem não respeita um animal não humano, não respeitará o animal humano, e muito menos respeitará a si próprio.

 

E então os títulos de matanças surgem como cogumelos em matas húmidas:

 

- Homem mata pais e avó a tiro de caçadeira (Montemor-o-Velho)

- Mata ex-militar a tiro de caçadeira (Vinhais)

- Pai atinge filho com tiro de caçadeira (Ponte de Lima)

- Desavença termina com dois tiros de caçadeira (Alcochete)

- Jovem de 18 anos baleado a tiro de caçadeira (Almancil)

- Foi provocado em casa e matou rival com tiro de caçadeira (Santiago do Cacém)

- Jovem morto a tiros de caçadeira (Ferreira do Alentejo)

- Tragédia com morte a tiros de caçadeira (Mafra)

- Mata mãe a tiro de caçadeira (Paderne)

 

Estes são apenas alguns dos inúmeros títulos que podemos encontrar numa busca, no Google. Reparem nos nomes das localidades onde estes crimes foram cometidos. Não vos dizem nada?

 

Até quando os caçadores e as suas caçadeiras vão andar por aí a matar animais humanos e não humanos, apenas porque o instinto de matar, seja quem for (coelho, raposa, perdiz, javali, cão, gato, pai, mãe, filho, irmão, avós, vizinho, mulher) fala mais alto do que qualquer outro instinto mais humano?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:20

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Terça-feira, 10 de Maio de 2016

AFICIONADOS DE LUXO OU LIXO SOCIAL?

 

Francamente, esta “gente” acha que ser aficionado dá estatuto social a “individualidades” que se divertem à custa do sofrimento de seres sencientes. Só isto demonstra a falta de lucidez e de carácter dos intervenientes.

 

E, obviamente, não é lá por uns quantos colunáveis serem aficionados, que a selvajaria tauromáquica vá ser considerada algo moralmente, culturalmente e socialmente admissível.

 

AFICIONADOS DE LIXO.jpg

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.175438099165520.37999.175436649165665/1139111489464838/?type=3&theater

 

Esquecem-se de que o divertimento à custa da tortura de seres vivos  pertence ao foro dos sádicos. Está mais do que provado.

 

Também está mais do que provado que um curso superior, um cargo político superior ou uma profissão superior não faz ninguém ser moralmente e mentalemente superior.

 

Recorde-se que os mais bárbaros e cruéis assassinos, sádicos, ditadores, usurpadores, torturadores, psicopatas, empaladores da História da Humanidade, desde tempos remotos, saíram das classes altas, de imperadores, de políticos, de governantes, de monarcas, de indivíduos que frequentaram cursos superiores e exerceram os mais altos cargos políticos e sociais.

 

É que só existe uma superioridade: a superioridade mental, e esta não se aprende nas universidades, nem se ganha ocupando cargos de relevo.

 

E definitivamente, estas personagens, que vão para uma arena aplaudir a tortura de um ser vivo, são moralmente, socialmente, culturalmente, intelectualmente e mentalmente de muito baixo nível e com graves desvios comportamentais e de carácter. Está mais do que provado cientificamente.

 

Portanto, não venham falar em aficionados de luxo, porque não passam de lixo social, assim como lixo é a tauromaquia.

 

«A tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relacção entre o Homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura.» Esta é uma verdade universal, seja lá quem a proferiu. Uma verdade irrefutável.

 

E quem não percebe isto, rasteja na lama da ignomínia, achando que a selvajaria tauromáquica é um diploma que se tira numa qualquer universidade.

 

Nenhum escritor, político, artista plástico, governante, presidente da república, professor universitário, seja lá quem for, fugirá ao estigma de sádico, quando vai a uma arena aplaudir a tortura de um ser senciente indefeso.

 

Estas “individualidades” esquecem-se de que ficarão no caixote de lixo da História. Não nos pedestais. Não perpetuados em estátuas de pedra ou de bronze para toda a eternidade.

 

E mais… terão de enfrentar, inevitavelmente, a infalível Lei do Retorno. Mais tarde, ou mais cedo.

 

O jornal i pôs a nu as fraquezas mentais de alguns aficionados a que chamou de “luxo”

 

No próximo dia 1 de Junho o tema da selvajaria tauromáquica será levado (uma vez mais) à Assembleia da Republica, onde se encontram de atalaia bastantes aficionados a ganhar salários pagos com o nosso dinheiro, para, quase exclusivamente, defenderem a tortura de seres vivos, desprestigiando, de um modo aviltante, aquele órgão do Poder.

 

Diz o “i” que Jorge Sampaio e Vera Jardim, dois aficionados assumidos, nados e criados entre a barbárie, viajavam até Madrid para assistir a touros de morte. Não esqueçamos que Jorge Sampaio, enquanto presidente da República, levou os “touros de morte” para Barrancos, uma das mais atrasadas localidades portuguesas, talvez para não ter de ir tão longe satisfazer os seus mais mórbidos instintos. 

 

Moita Flores, Elísio Summavielle, Maria Alzira Seixo, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, João Soares, Daniel Oliveira, entre outros “colunáveis”, desde pequenos assistem à tortura de Touros. E quando tal desgraça acontece na vida de uma criança, enraizasse nela os maus instintos, a apetência para a crueldade e, quando crescem, tornam-se sádicos, ávidos de ver sangue e sofrimento, sem o menor escrúpulo, sem a menor compaixão. Típico da síndrome da apetência para a crueldade que neles se desenvolve.

 

Todos eles, uns mais, outros menos, perdendo o sentido crítico e a noção do ridículo, do bom senso e da auto-estima, devido à patologia de que sofrem, assumem que gostam da “festa brava”, com a mesma naturalidade que dizem adorar ir ver um concerto da Maria João Pires, estando-se nas tintas para o prestígio que perdem, para as críticas de que são alvo, para o epíteto de sádicos que recebem e para a exposição pública da patologia deles.

 

E isso é já uma demonstração da total alienação mental que uma infância vivida em antros tauromáquicos (como Vila Franca de Xira, Moita, Santarém entre outros) lhes provocou. É inevitável.

 

Todos aqueles que cresceram a ver torturar Touros e Cavalos criaram uma carapaça de insensibilidade e incompaixão pelo outro, transformando a crueldade em algo normal, plausível e praticável, não concebendo outra alternativa, e esses, mais do que outros, são os mais arreigados aficionados de selvajaria tauromáquica.

 

Contudo, há uns que nascem com genes evolutivos e evoluem, independentemente do meio onde foram criados. Outros, nascem esvaziados desses genes e não conseguem ultrapassar a linha do horizonte que lhes é mostrada.

 

Ainda recorrendo ao jornal “i”, este referiu que andando Jorge Sampaio em campanha eleitoral para a Presidência da República, em Vila Franca de Xira (um outro antro de selvajaria tauromáquica) um jornalista perguntou-lhe se gostava de touradas. Os que o rodeavam esperaram dele uma resposta politicamente correcta, mas Sampaio deixou falar mais alto a sua carga genética involutiva e os seus instintos mais mórbidos e disse “Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes.” Esta resposta realmente diz bastante da fragilidade mental de alguém que, por incrível que pareça, já ocupou o mais alto cargo político da Nação.

 

O “i” acrescenta ainda que João Gabriel, assessor de imprensa, confessou que, naquele momento ficou “gelado” e correu atrás dos jornalistas para tentar desvalorizar a revelação feita pelo futuro presidente da República. Não haverá aqui algo incongruente? Então a tourada, para eles, não é considerada “arte”?

 

Se a tourada fosse “arte” e “cultura” estudá-la-íamos nas disciplinas de História de Arte e Cultura Portuguesa, nas Universidades. Fiz estas duas disciplinas e jamais, nem de passagem a tourada nelas foi abordada.

 

Quanto a Elísio Summavielle, actualmente presidente do Centro Cultural de Belém (para vergonha de Portugal) e ex-secretário de Estado da (in)cultura, como o avô era da Moita, um dos maiores antros tauromáquicos portugueses (e estaria tudo dito), ele “desde muito cedo” começou a frequentar as arenas de tortura na Moita e em Vila Franca de Xira, e diz sem pejo algum: “Toda a vida vi corridas e toda a vida vivi com as pessoas ligadas à festa brava.”

 

Pois… O contacto com a violência e a crueldade praticada contra indefesos Touros moldou-lhe um carácter totalmente desprovido de sensibilidade e compaixão, desvirtuando-lhe a noção dos valores humanos, ao ponto de se embevecer com o combate (desigual) de vida e morte entre um cobarde torturador (vulgo toureiro) e um Touro indefeso, e considerar esta barbárie como “património cultural”, não podendo ser abolido por decreto.

 

Se não for por decreto, esse impatrimónio incultural será abolido pela evolução.

 

Fará este aficionado a ideia do descomunal disparate que diz? Pensará este ex-governante que todos os Portugueses são idiotas?

 

O mesmo acontece com Moita Flores que desde “puto” está enfronhado na prática da violência e da crueldade, e o seu carácter também foi moldado pela selvajaria tauromáquica, ao ponto de, enquanto presidente da Câmara de Santarém, ter esbanjado mais dinheiros públicos com a tortura de seres vivos, do que com as infra-estruturas necessárias à terra.

 

É que, para estes aficionados, pode faltar tudo, excepto o cheiro a sangue, a urina, a bosta e a álcool que uma tourada proporciona, para satisfazer o prazer mórbido deles, através da masturbação mental.

 

Refere ainda o jornal “i” que Daniel Oliveira, comentador e ex-dirigente do BE, confessou que a grande maioria das pessoas com quem convive acha “inacreditável” que ele goste de ir a corridas de touros.

 

Será “inacreditável” para alguns, porque para a maioria dos portugueses não é, pois esta patologia aberrante da selvajaria tauromáquica apanha indivíduos de todo o género, enfronhados nas trevas, desde os ditos de direita e esquerda, aos monárquicos, a professores catedráticos, escritores, pintores, enfim… e o que os torna iguais é o terem tido uma infância perversa e vivida a louvar a crueldade e a violência como ladainhas a santos. Sim, porque a igreja dita católica tem aqui uma culpa indesculpável.

 

Diz ainda o “i” que todos recusam o rótulo de “agressores” dos animais. Moita Flores diz, sem ajuizar o alcance do que diz: “Eu tenho animais. Tenho a maior estima pelos animais. Não reconheço a ninguém autoridade para me dizer que gosta mais de cavalos ou touros do que eu”.

 

Esta afirmação já diz da alienação mental de quem a profere. Ninguém mais do que ele gosta de Touros e de Cavalos e, no entanto, aplaude vê-los ser torturados barbaramente numa arena? O que seria se não gostasse deles!...

 

Aliás, para os aficionados, os Cavalos e os Touros nem animais são. São apenas coisas que se podem espetar como se fossem almofadas de alfinetes.

 

São tão alienados que perdem totalmente a noção da realidade e acabam por não saber o tamanho das parvoíces que proferem.

 

Só nos resta que este governo, dito de esquerda, esteja à altura de políticas evolutivas, retire o pé que tem especado num passado que vem desde a monarquia, dê um salto para o futuro e coloque Portugal no caminho da evolução.

 

Isabel A. Ferreira

Fonte:

http://www.ionline.pt/509784

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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Domingo, 21 de Dezembro de 2014

SELVAJARIA TAUROMÁQUICA OU QUANDO A IGNORÂNCIA DOS “FAMOSOS” SE SOBREPÕE À RACIONALIDADE

Mais achas para a fogueira de “famosos” que sentem orgulho na sua afición, perdendo a noção da racionalidade, ao proferirem disparates de alto quilate, mostrando uma ignorância crassa sobre a selvajaria tauromáquica e sobre os anti-touradas 
Esta “gente” esquece-se de algo crucial: os Touros e os Cavalos são seres sencientes que sofrem atrozmente nas arenas para que ela (essa gente) se divirta.
Pensem antes de falarem sobre o que desconhecem… Porque a selvajaria tauromáquica é isto:

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Veja-se a expressão de dor do bovino cravado de ferros, a sangrar, e a cobardia do carrasco… pois a “valentia”, diante de um Touro moribundo e trespassado de dor, não tem outro nome…

 (Um texto retirado do Facebook. Os sublinhados são meus)
Rui M. Palmela

4 h · Editado no Facebook

 

Figuras públicas de grande responsabilidade que cultivam estes espectáculos sangrentos e violentos (as touradas).

 

Eis alguns nomes:

 

Nuno da Câmara Pereira (fadista): "eu estou aqui em Barrancos com os cornos para o ar a apoiar a causa barranquenha, dos touros de morte, tradição (leia-se costume bárbaro) que dura há séculos” (leia-se desde o tempo em que a barbárie foi introduzida pelos Reis Filipes de Espanha, em Portugal, e se o Nuno está com os cornos para o ar está muito bem... ataviado).

 

Cónego Eduardo de Melo Peixoto: " O espectáculo das corridas à antiga portuguesa, o toureio a cavalo e a pés e os "forcados" como prova de valentia, de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos". Público 18/8/98. (Isto é que é ser CRISTÃO!)

 

Mata Cáceres, ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal: "os que são contra as corridas têm o direito de se manifestar, mas comem carne e lagosta, que é cozida e o animal é morto ao lume. Também o bailado é uma arte violenta que obriga os bailarinos a dançar em pontas, o que dá imensa dor. Enfim, tudo tem que ser respeitado". Jornal de Notícias 23/8/99. (Uma comparação de mestre… da ignorância crassa).

 

Moita Flores: "O juiz que decretou a providência não sabe o que escreve, não sabe o que diz, pela simples razão que não conhece o que se passa em Barrancos, possivelmente nem sabe onde fica". Diário de Notícias 23/8/99. (Pois! e o Moita Flores como é um expert em tortura…).

 

Mafalda Ganhão: " Na corrida de morte por exemplo, o touro não é picado para ser destroçado ou humilhado. É sangrado para que descongestione e possa vir ao de cima a sua bravura, corrigindo-lhe alguns defeitos, como a sua forma de investida". Expresso 28/8/99 (Pois a Mafalda Ganhão devia ser sangrada também, uma vez que é um animal, para corrigir o defeito de se divertir com o sofrimento de um Touro).

 

Carlos Cruz, dirigente da Delegação do Alentejo da Liga para a Protecção da Natureza: "os animais têm funções e não direitos ou deveres, como os protectores dos animais preconizam". Diário de Noticias 31/8/99. (Ora como Carlos Cruz é um animal, não tem direitos, mas terá o DEVER de se instruir para que possa vir a público dizer coisa com coisa, certo?).

 

Miguel Sousa Tavares: "O que eu defendo em Barrancos é a sobrevivência de uma cultura própria e enraizada localmente e que tenta resistir em face de investidas do pensamento "moderno", "jovem" e "civilizado", de uma elite urbana e arrogantemente convencida da sua suposta superioridade civilizacional". Público 3/9/99. (Pois, o que saberá Miguel Sousa Tavares de civilização, de cultura, de juventude, de modernismo, de evolução… para achar que em Barrancos existe uma “cultura” própria? Sim, talvez tenha razão: é a cultura própria dos broncos…).

 

E muitos outros como o Padre Vítor Melícias, pseudo-franciscano que nada tem a ver a este respeito com a doutrina de S. Francisco de Assis.

UMA VERGONHA!

***

Saibam mais aqui:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/nomes-de-figuras-publicas-portuguesas-498419

 

Figuras públicas a Favor das Touradas ou a Vergonha Nacional

 

***

O que dizer sobre a apetência desta “gente” para se divertir à custa do sofrimento atroz de um ser vivo indefeso?

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:44

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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

TAUROMAQUIA OU O DELÍRIO DOS INSENSATOS

 

 Para que não reste a menor dúvida, quanto à irracionalidade de um “evento” que reuniu um pequeno grupo de aficionados, o qual considera tal “evento” uma “referência” para o mundo…  

 

Estamos a falar (uma vez mais) do Fórum Mundial da Tortura Taurina realizado nos Açores

 

Numa revista, Arlindo Teles (presidente da tertúlia tauromáquica terceirense (TTT) e Miguel Sousa Tavares pura e simplesmente deliraram…

 

E foi isto que defenderam neste fórum da tortura

(abram o link):

 

 

Arlindo Teles disse que a “festa” (ou seja “isto” que acabámos de ver) não perdeu valor(es)…

 

As entrevistas são longas… E eles nada dizem que acrescente valor a algo que o mundo civilizado rejeita, por não ter qualquer valor, nem cultural, nem civilizacional, nem humano.

 

Vamos apenas esmiuçar a última resposta do AT do TTT à seguinte pergunta:

 

«TORNA-SE DIFÍCIL FAZER ESTE TRABALHO DE DEFESA DA CULTURA TAURINA?

 

«Torna-se. Primeiro por uma questão de preconceito, e não só́ dos anti-taurinos. A sociedade de hoje acha-se sempre no direito de ser anti-tudo, porque o que está em causa são os direitos; parece que ninguém tem obrigações

 

Esqueceu-se o AT do TTT que os pró-touradas não têm o direito de se divertirem ou ganhar dinheiro à custa da tortura de seres vivos, tenha a intensidade que tiver essa tortura. 

 

E obrigação, temos todos nós de preservar a Vida, tenha esta a forma que tiver.

 

Isto é um princípio humanista, que é algo que os aficionados desconheceem.

 

***

Agora vamos ver o que disse um jornalista e escritor, filho de uns Pais de grande Cultura Culta, o qual, no entanto, não absorveu nada do privilégio que foi ser filho de quem foi.

 

Atentem no que diz Miguel:

 

«É incrível chegarmos ao século XXI, depois de o ser humano ter atingindo o sofrimento máximo, e vermos que há́ cada vez mais intolerância. Acho que falta bastante serenidade. Em bom rigor, mesmo quando se fala do toiro é desadequado falar em maus-tratos. O toiro não é maltratado: o toiro é enfrentado; o espectáculo é cruente porque há́ sangue, mas não é cruel. O toiro não é um animal indefeso. Aí entra o código de ética. Todos os procedimentos que envolvem uma lide pressupõem que toureiro também se arrisca. Não consideramos que sejamos radicais. Procuramos ser firmes e determinados na defesa da nossa cultura, mas quando há́ pessoas com esse tipo de linguagem, o nosso argumento bem pode vir dourado, pode haver o que houver, que eles não querem ouvir. São pessoas que praticam o radicalismo exacerbado, a intolerância absoluta.»

 

Lemos bem?

 

«…mesmo quando se fala do toiro é desadequado falar em maus-tratos. O toiro não é maltratado: o toiro é enfrentado; o espectáculo é cruente porque há́ sangue, mas não é cruel. O toiro não é um animal indefeso. Aí entra o código de ética.»

 

Eis aqui o código de ética do Miguel (abram o link):

 

 

Ouviram o touro berrar quando o cobarde lhe espetou os ferros nas costas? Não ouviram? Pois não… A banda de música não deixou ouvir… É para isso que ela serve… O que vemos aqui é cruente, mas não é cruel, segundo o Miguel. Gostaria de lhe espetar umas farpas nas costas… Talvez mudasse de ideias, porque a dor do Touro é igual à do Homem, a não ser que o homem não seja homem.

 

(Pergunta): ESSAS MOVIMENTAÇÕES ESTÃO A POR EM RISCO A FESTA BRAVA?

 

«Obviamente que a festa passa por essa dificuldade. Infelizmente notamos cada vez mais – nos Acores, ou pelo menos na Terceira, é diferente, pelo contexto em questão – o gueto informativo a que os órgãos informativos vão votando, aos poucos, a festa. Há́ coisas completamente desequilibradas, como manifestações à porta do Campo Pequeno com 30 pessoas serem noticia e o facto do Campo Pequeno ter lá dentro 6.000 pessoas não o ser. Isso não é equilibrado, não é uma forma seria de fazer jornalismo. No fundo, o radicalismo e a intolerância não põem em causa só́ a tauromaquia; põem em causa todo o tipo de liberdades. Depois entramos noutro conceito, que tenho vindo a abordar e que é aquilo que acho que constitui, já́, uma autêntica censura: o politicamente correto. Na história política recente houve várias tomadas de posição, várias leis que foram aprovadas, e o princípio tem sido o direito à liberdade e às minorias. No caso da tauromaquia não se respeitam os mesmos princípios. Não se percebe e não é aceitável esse tipo de postura

 

- Penso que o Miguel está muito baralhado. A comunicação social e a maioria parlamentar está vendida ao lobby tauromáquico. Todos são favoráveis à tauromaquia. O que que quer mais?

 

Mas a tauromaquia é algo tão rasca que começa a ter-se vergonha de se estar ligada a ela. Só mesmo os que não têm capacidade de discernimento, ainda “sentem orgulho” em ser primitivos.

 

(Pergunta): NOS FÓRUNS MUNDIAIS DA CULTURA TAURINA TEM HAVIDO A PREOCUPAÇÃO DE INCLUIR ESSAS VISÕES OU CORRE-SE O RISCO DE ENCARAR O ACONTECIMENTO COMO UM EVENTO À PORTA FECHADA, FEITO À MEDIDA SÓ́ DOS AFICIONADOS?

 

«A não ser que tivéssemos uma cobertura mediática brutal, nomeadamente transmitindo online e nas televisões durante todo o dia, é evidente que as pessoas que estão presentes e as que acompanham através das notas de imprensa são aquelas que ficam mais por dentro. Preferia que toda a população tivesse estado por dentro, mas isso, na pratica, nem neste assunto, nem noutros é exequível. Se me pergunta se é ou não importante que cada vez mais pessoas tenham essa noção, digo que sim. Aliás, uma das conclusões do II fórum era essa. No passado, se calhar por erro nosso, dos aficionados, a festa teve dificuldades em saber comunicar a sua própria imagem. É difícil gostar-se de uma coisa que não se conhece e, por isso, deve ser uma das nossas preocupações melhorar a nossa comunicação. Não queremos impor a nossa cultura a ninguém, mas também estamos convictos de que ela tem que ser conhecida para que, pelo menos, possa ser respeitada.

 

- Mas que delírio, Miguel… Respeitar a TORTURA? Só os psicopatas o fazem. E os meios de comunicação nem à cultura culta dão cobertura, quanto mais à incultura da mais rasca… Só mesmo gente cega por algo incompreensível à luz da razão, pode esperar algo positivo de um fórum onde se fala de tortura de seres vivos para divertimento e ganhar dinheiro, e acham (porque pensar não pensam) que isso é socialmente aceitável.

Fonte:

https://mail.google.com/mail/?shva=1#inbox/143f42d58af2c35a?projector=1

 

***

Agora vejam a diferença – Isto, sim, é  cultura…

 

 

***

E as conclusões deste fórum da tortura taurina? Ouçam aqui. É de arrepiar uma pedra!

 

http://vimeo.com/85096243

 

O que aqui se diz, não só é repugnante como irracional e de uma pobreza mental assustadora! Deviam ter vergonha de chegar a tais “conclusões”…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:58

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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

NUM TEMPO EM QUE O MUNDO TENTA EVOLUIR PARA CRIAR UMA SOCIEDADE MAIS HUMANA, NA ILHA TERCEIRA (AÇORES) FAZEM TERTÚLIAS PARA INCREMENTAR A TORTURA, ESBANJANDO 60 MIL EUROS DO ERÁRIO PÚBLICO

 

A pobreza mental é tão castradora e tão maléfica como as leis irracionais que permitem a iniquidade da tauromaquia.

 

 

   

 

Origem da foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=642828862443333&set=p.642828862443333&type=1&theater

 

 

III Fórum Mundial da Cultura Taurina mais 60 mil euros para a tortura

 

A Tertúlia Tauromáquica Terceirense vai organizar, de 24 a 26 de Janeiro, um fórum mundial sobre a “cultura” taurina, que visa aumentar a visibilidade da tauromaquia da Ilha Terceira no estrangeiro.

 

Ou seja, visa SUJAR O NOME da Ilha Terceira, ainda mais do que já está.

 

O evento, organizado pela terceira vez na ilha, vai juntar cerca de 250 participantes, sendo que 120 chegam do estrangeiro, segundo o presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles.

 

Este “chegam do estrangeiro” não significa que sejam estrangeiros cultos a deslocarem-se à Ilha para ouvir falar de tortura de bovinos, mas terceirenses espalhados por alguns países, e se algum estrangeiro vier será oriundo de países terceiro-mundistas onde esta prática primitiva ainda se mantém.

 

"Temos fortes convicções, temos um projecto elaborado nesse sentido, inclusive, de que a tauromaquia, além da sua importância social na Terceira, também pode ser um dos melhores meios de promoção da nossa terra e, objectivamente, um nicho turístico importantíssimo", salientou, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

 

A importância deste “evento” aqui referida, é apenas para uns tantos aficionados, que devem muitos milhares de Euros à Cultura Culta, e só vêem €€€€€€€€€€€€€ à frente do nariz, o que é de muita pobreza e demasiado desprestigiante para a Ilha Terceira, algo que passa ao lado do Governo dos Açores.

 

Segundo Arlindo Teles, a tauromaquia terceirense já ganhou "prestígio" a nível nacional "há muito", mas nos últimos anos o trabalho de várias entidades na ilha tem contribuído para a visibilidade no exterior, o que vai tendo reflexos, por exemplo, "na capacidade de contratar artistas".

 

Aqui houve de certeza um erro gráfico, quis-se dizer DESPRESTÍGIO para a Ilha, porque é isso que acontece quando nos países evoluídos se fala na Ilha Terceira: “Ah! Aquela onde existe o costume de torturarem bovinos mansos!» Pois… essa mesmo! Dizemos nós. «Que horror!» Dizem eles.

 

"Um destino turístico não se promove em pouco tempo, é um trabalho continuado, que leva muito tempo a cimentar", frisou.

 

Por aqui se vê que a Ilha Terceira não é um destino turístico de qualidade. Por que haveria de ser? Nenhum turista culto, a não ser por engano, visitará a Ilha para ver horrores. Promover a tortura é um desperdício de tempo e de dinheiros públicos.

 

Nesse sentido, o presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense destacou a "importância enorme" do Fórum Mundial da Cultura Taurina, pelo contributo que dá para a promoção da ilha no exterior.

 

Pois esta “importância enorme”, nos tempos que correm, será uma machadada numa prática que já está morta, só os da tertúlia não sabem. E só fica mal a quem realiza um evento de tão baixo nível.

 

Para além de várias conferências e mesas redondas, ao longo de três dias, com figuras de relevo da tauromaquia nacional e mundial, como os matadores El Fundi e Cristina Sánchez, o filósofo Francis Wolff, o catedrático Alejandro Pizarroso e o jornalista Miguel Sousa Tavares, o evento inclui um programa social, que visa "promover a Terceira e a região" entre os participantes que chegam de fora.

 

Atente-se na “categoria” dos participantes: matadores, um filósofo do caos, que não diz uma com uma; um catedrático que não evoluiu, e claro o Miguel…

 

Este ano, o orçamento da organização do evento ronda os 90 mil euros, o que representa uma quebra em relação à anterior edição, devido a uma redução da comparticipação do Governo Regional de 75 para 60 mil euros.

Segundo Arlindo Teles, o preço médio das inscrições, que estão abertas até quarta-feira, também sofreu alterações, devido à crise.

 

"Os preços são significativamente mais baratos do que na última edição, precisamente para promover maior adesão", frisou.

 

Este ano, o Fórum Mundial da Cultura Taurina vai debater-se sobre os valores da tauromaquia e, segundo Arlindo Teles, vai "procurar fazer sobressair todos os valores que a tauromaquia tem e que normalmente não estão presentes na mera observação do espectáculo taurino".

 

Com 50 a 60 oradores convidados do estrangeiro, o evento atrai sobretudo os aficionados da ilha Terceira, mas a organização conta ainda com cerca de meia centena de inscrições de aficionados estrangeiros.

 

Resumindo, dinheiros públicos vão ser esbanjados, numa iniciativa que não traz qualquer benefício à Ilha Terceira, pelo contrário, só a desprestigia, e enche os bolsos e o ego de uns poucos aficionados, que têm na tortura de bovinos o objectivo de uma vida.  

 

Como alguém já disse, a abolição da tauromaquia vai chegar um pouco mais tarde à Ilha Terceira (bem como a Ponte de Lima, Barrancos ou Vila Franca de Xira) porque a EVOLUÇÃO está ainda a muitas milhas da costa.

 

Mas vem a caminho.

 

 

***

 

Links que assinalam a POBREZA NOS AÇORES:

 

http://www.acorianooriental.pt/artigo/a-pobreza-2

 

 

http://economiadestaque.blogspot.pt/2012/08/pobreza-nos-acores-acima-da-media.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

A TOURADA DO MIGUEL SOUSA TAVARES

 

 

 

 

 

(Um texto com o qual estou inteiramente de acordo, por isso aqui o transcrevo com a devida vénia)

 

 

Por Richard Warrell

 

Caro Miguel Sousa Tavares,

 

Tenho um filho com 2 anos que está a começar aos poucos a aprender a fazer chichi no bacio.

 

No outro dia, a minha mulher sentou-o no bacio, na casa de banho, e ausentou-se por uns segundos enquanto o pequenito esperava que o chichi chegasse.

 

Eu, que estava na sala, comecei a ouvir um barulho que me era familiar, mas que não reconheci de imediato. Levantei os olhos e lá o vi, todo nú, barriga espetada para a frente, a fazer um enorme chichi para o chão da sala.

 

Não pode ser, não é? Peguei nele, ralhei e levei-o de imediato para a casa de banho, enquanto ele esperneava e estrebuchava

por todos os lados. Aquele tipo de comportamento infantil que tanto o incomoda quando está num restaurante, onde ainda por cima já não o deixam fumar em paz, está a ver?

 

Conto-lhe isto a propósito da intervenção que fez na SIC, no Domingo à noite, sobre o fim das touradas na Catalunha. Creio que disse que era "um caminho da estupidez", comparou com a Casa dos Segredos (essa sim, verdadeira barbárie e selvajaria, disse o Miguel), disse que era falta de cultura querer a abolição, citou pintores espanhóis que pintaram touradas (AH!; se Goya pintou touradas, então está tudo bem!), usou aquele argumento típico que a "espécie" acaba quando acabarem as touradas, chamou ignorantes a quem não gosta delas e que não percebem nada da vida no campo...

 

Deixe-me só esclarecê-lo um pouco, mas nem me vou alongar muito que não tarda nada tenho uma fralda para ir trocar e isso é mais importante: a espécie Bos Taurus já existia muito antes das touradas e vai continuar a existir. Talvez se referisse a raça, mas também não existe uma raça "touros de morte", porque não cumprem as 3 regras básicas de uma raça: características morfológicas próprias, características psicológicas diferenciadores e descrição científica dessas características. O que existe sim, são fundos comunitários. E €2000 por cada touro. Informe-se, não lhe deve ser difícil. E nesse processo, veja quais as raças autóctones portuguesas estão realmente ameaçadas de extinção e ajude também a protegê-las.

 

Mas talvez tenha razão: torna-se complicado estes animais sobreviverem quando acontece o que aconteceu no outro dia em Idanha-A-Nova, onde a Dir. Geral de Veterinária pediu a ajuda a elementos especiais da GNR para abaterem a tiro centenas de bovinos que pastavam em liberdade, numa herdade de dezenas de hectares, só porque o proprietário não os deixou verificar in-loco se os ditos animais respeitavam todas as regras de saúde pública que o ser humano acha que os animais "selvagens" têm de cumprir.

 

E depois vem a velha história da liberdade e do "não gostam, não vejam". Como se alguém tivesse alguma vez perguntado ao touro se ele queria ser retirado do seu habitat, enfiado numa camioneta durante horas (onde perde 10% do seu peso), ficar fechado outras tantas horas na praça de touros, ver as pontas dos seus cornos serem serradas a frio, ser picado, torturado, ficar sem comer nem beber e depois ser lançado numa praça, rodeado de gente aos berros que berra ainda mais de cada vez que um ferro de 4cm lhe perfura a carne. Não senhor, não gosto e não vejo. E assim como não fico de braços cruzados ao ver o meu filho fazer chichi no meio da sala, também não posso ficar perante a barbárie e a tortura gratuita a um animal.

 

No seu caso, vê-se que fica irritado por lhe limitarem a liberdade. Mas o seu discurso, a mim, faz-me lembrar o meu filho. Até parece que vejo o Miguel Sousa Tavares em pequenino, o Miguelito, de calções e meias até ao joelho, deitado de costas no chão, a espernear e a estrebuchar, porque não deixam o menino ver a tourada.

 

Mas olhe Miguel, vá-se preparando, porque com birra ou sem birra, esse dia há-de chegar.

 

PS - é mais que justo que deixe aqui um link para as suas declarações:

http://aeiou.expresso.pt/proibicao-de-touradas-e-o-caminho-da-estupidez=f676502

 

Até porque a causa anti-taurina precisa de mais momentos destes.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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