Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

A ILHA TERCEIRA NA BOCA DO MUNDO PELOS PIORES MOTIVOS – TAUROMAQUIA

 

Um texto capital, escrito pelo médico veterinário, Dr. Vasco Reis, em 26 de Janeiro de 2014, ainda actual, e que nos conduz pelo mundinho tauromáquico da Ilha Terceira, que envergonha o Arquipélago dos Açores, Portugal, o Mundo e a Humanidade com o que os terceirenses chamam “cultura taurina”, ou seja, a selvajaria das selvajarias, como podemos ver na imagem…

 

(Estou a pensar traduzir para Inglês estes e outros textos semelhantes, e enviá-los às agências turísticas de todo o mundo, para que se fique a saber que Portugal não é apenas a Ilha da Madeira, o Algarve, Lisboa e os seus hostals, o Porto e o Rio Douro. Existe este submundo que muito nos envergonha.)

 

COLTURA.jpg

 Esta imagem diz tudo sobre a “coltura” taurina da ilha Terceira….

 

«A PROPÓSITO DO III FÓRUM MUNDIAL DA CULTURA TAURINA NOS AÇORES

Um dos intervenientes pretende que os touros plantam biodiversidade???

 

Ou será uma falácia para servir a ânsia de inventar vantagens ambientais da criação de gado bravo que é explorado nas touradas???

 

A informação objectiva que eu tenho, é que o gado bravo ocupa largas áreas da Ilha Terceira, o que impede que essas áreas sejam percorridas por pessoas/turistas com gosto por passeios na natureza.

 

Por isso, tais potenciais turistas devem procurar outros destinos, que não a Ilha Terceira.

 

A presença desses animais representa um perigo para quem inadvertidamente, ou por não conhecer a zona, ande por ali.

 

Já aconteceram ataques por touros.

 

- A tourada à portuguesa implica uma enorme tortura para touros e cavalos e é degradante para a sociedade e para o prestígio do país.

 

- A Sorte de Varas como autorizada em Espanha, não é permitida em Portugal. É uma modalidade de tortura maquiavélica destinada a perfurar e destruir musculatura do pescoço do touro, que deixará de poder levantar a cabeça ao investir contra o toureiro. O animal sangrando, debilitado, torturado por dores fortíssimas, fica impossibilitado para a luta.

 

Agora as autoridades estão "generosamente" a autorizar este massacre para agradar aos visitantes do FÓRUM, desrespeitando a lei proibitiva.

 

- A tourada à corda é propagandeada como atractivo turístico e como evento festivo, muito interessante, popular, emocionante, desopilante, lucrativo, etc.

 

Na realidade o que ali acontece é grave:

 

- um grande sofrimento psicossomático para o touro, que arrisca ser ferido gravemente e até a morte;

 

- elementos do público, mais afoitos, mais exibicionistas, mais alcoolizados, mais estúpidos, menos ágeis, arriscam-se a sofrer acidentes mais ou menos graves e até mortais por quedas, colhidas pelo touro, síncopes, etc.;

 

- despesas várias, desde organizativas (policiamento, bombeiros, ambulância, pessoal médico e enfermeiro, médico veterinário. etc) até outras, mais do que prováveis, em consequência de acidentes, tais como, de exames clínicos, hospitalização, cirurgia, morgue, autópsia, funeral, tudo à custa de dinheiros públicos alimentados pelos impostos dos contribuintes;

 

Daí resulta uma reputação lastimável para a cultura, para a ética das gentes, das autoridades, da Ilha, da Região.

 

O interesse pelo turismo na Terceira fica muito abalado.

É enorme a vergonha que recai sobre a Ilha Terceira e os Açores, por tanta exploração, por tanta tortura, por tanta mentira!

 

Vasco Reis»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/vmmreis/posts/1219164091507302?notif_t=notify_me&notif_id=1485440731300468

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

AS TOURADAS CONTRA O TURISMO NOS AÇORES

 

Comunicado do Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

 

TOURO.jpg

 

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA), num momento como o actual de grande desenvolvimento do turismo nas nossas ilhas, regista, com muita preocupação, alguns relatos de turistas que são intimidados pela presença de touros soltos quando percorrem alguns dos trilhos pedestres da ilha Terceira. Tal facto cria um clima de insegurança que é exactamente contrário à tranquilidade necessária e desejável para quem se desloca para contemplar as belezas naturais da ilha. Já houve mesmo relato de feridos entre os turistas.

 

Sendo os trilhos pedestres um dos principais pólos de atracção turística da região e dos mais procurados por quem nos visita, não se percebe alguma apatia existente na ilha Terceira que se traduz na falta de criação das devidas condições para a sua utilização.

 

Ao exposto, temos de acrescentar a realização na referida ilha de mais de uma tourada à corda por dia, por vezes cortando o trânsito, paralisando a economia e criando novas e absurdas situações de perigo para os turistas. Segundo notícias divulgadas na comunicação social nos últimos anos, são já vários os turistas que receberam ferimentos graves no decorrer duma tourada à corda, ou simplesmente por se encontrarem nas proximidades no momento da fuga do touro. Este ano foi ainda mais grave, tendo uma turista sido morta.

 

É este o cartaz turístico que os Açores pretendem oferecer a quem nos visita?

 

O MCATA considera delirantes as recorrentes declarações da indústria tauromáquica no sentido de afirmar que as touradas servem para atrair o turismo quando as mesmas são cada vez mais repudiadas a nível internacional. Ainda recentemente um operador turístico da ilha Terceira afirmou que os trunfos para atrair o turismo eram “os toiros, a natureza e a gastronomia”, convidando uma série de agentes de viagens espanhóis para conhecer estas realidades da ilha. O resultado foi o que se esperava: os próprios convidados foram peremptórios em desmentir as palavras do seu anfitrião, afirmando que “o principal trunfo da Terceira no campo turístico reside na natureza”.

 

O negócio das touradas parece ser claramente um entrave para o desenvolvimento do turismo, tanto na ilha Terceira como nos Açores, pois os aspectos negativos de qualquer uma das ilhas ficam, para o turista, associados ao conjunto do arquipélago. A irresponsabilidade e a falta de cuidado no desenvolvimento do turismo de natureza na Terceira, ou em qualquer outra ilha, pode dissuadir novos turistas de visitar os Açores.

 

O MCATA repudia todos os apoios declarados ou encobertos à tauromaquia e considera que devem ser criadas todas as condições para que os turistas se sintam em segurança na ilha Terceira bem como nas restantes ilhas.

 

Comunicado do

Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/

27/10/2016

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2016

«FERRO ALVES QUERIA QUE OS TOUROS MARRASSEM MAIS»

 

O relato hilariante, datado de 1935, de uma tourada à corda nos Açores

 

Assim como era naquele tempo, assim é hoje. Nada mudou. O tempo parou ali, e ainda hoje as mulheres soltam uns «ais terroríficos e parturientes» e os homens com «pronunciadas atitudes simiescas, trepam às árvores, encarrapitando-se nos últimos ramos, como se o toiro fosse um animal trepador»…

 

Divirtam-se!...

 

FERDINANDO.jpg

 Cena do filme «Ferdinado, o Touro»

(Para quem estiver interessado em ver (ou rever) esta extraordinária curta-metragem)

 

 

O jornalista e advogado Ferro Alves que esteve nos Açores como deportado, onde participou na “Revolta dos Açores e da Madeira”, em 1931, antes de aderir ao salazarismo, esteve na ilha Terceira durante quinze dias, tendo assistido a uma tourada que descreveu no seu livro “A Mornaça***”, publicado em Lisboa em 1935.

 

Aqui vai um relato do que viu:

 

«Na praça da terra reúnem-se todos os habitantes no meio de uma chinfrineira aguda empunhando cacetes e com mais abundância guarda-chuvas, Esse instrumento antipático e avelhado disfruta aqui de irresistíveis simpatias. Nas janelas apinham-se cachos humanos chilreantes…

 

O cacique local com aspecto importante – as ilhas estão pejadas de odiosos caciques – dirige a função. Munido de uma corneta, ou búzio, o soba do povoado dá o sinal para começar a festa. As mulheres, que no mais recôndito das suas almas escondem a sua adoração pela tragédia, cerram os olhos, soltando uns ais terroríficos de parturientes. Os homens atacados dum pânico súbito fogem em todas as direcções. Alguns, com pronunciadas atitudes simiescas, trepam às árvores, encarrapitando-se nos últimos ramos, como se o toiro fosse um animal trepador.

 

A praça fica deserta e respira-se um ar pressago de dramatismo. Contraídos e anelantes, como nas tardes famosas de Madrid, em que Belmonte alterna com Cagancho, aguardamos a aparição do toiro, fumegando cólera e bramindo vingança. Afinal surge o cornúpeto, que não é toiro, mas simplesmente um novilho, e bastas vezes, uma raquítica vaca, muito enfastiada por ver-se metida em zaragatas. Pois, senhores, e aqui reside o ineditismo do espectáculo, o tal novilho de poucas carnes e de insubsistente acometividade, vem amarrado por uma longa corda de quinze ou vinte metros. O pobre bicho de olhos chorosos, autenticamente bovinos, acossado pelo gritério, dá uma corridita até ao meio da praça, estaca de repente assustado soltando uns mugidos lancinantes, em que bramam desejos insatisfeitos duma boa ração de favas.

 

Aproveitando a indecisão do animalzito nostálgico duma verde campina, onde possa saciar a sua fome, os populares mais atrevidos lançam-se à praça com a chaqueta*** numa mão e o obcecante guarda-chuva na outra. Com estes singulares atavios, que substituem a muleta e as bandarilhas citam o pachorrento animal, que exala uns quantos gemidos a ver se não o metem em sarilhos.

 

Animados pela mansidão do cornúpeto, los diestros, puxam-lhes o rabo, espicaçam-no com a ponta das malditas sombrinhas, provocam-no com lenços escarlates.

 

O animal resolve-se finalmente a investir depois de laboriosa deliberação. Os artistas abandonam a presa e os instrumentos de combate. Se porventura o triste novilho consegue alcançar algum dos seus algozes, rasgando-lhe com uma cornada o fundilho das calças, o gentio delira. Há palmas e vivas, desmaios e chiliques. Os marmanjões que sustentam a corda que prende o bicho puxam dela desesperadamente até que imobilizam completamente o bicharoco. Se este num movimento ocasional se volta, enfrentando-se com os moços de corda, então o pânico é indescritível.

 

Um autêntico salve-se quem puder. Os muros e as árvores são impotentes para conter a correria vertiginosa, alucinada, dos pretensos campinos. Chiam como ratazanas aprisionadas na ratoeira.

 

Felizmente a mornaça contamina não só os homens como os animais. O novilho a breve trecho se fatiga, pára tristonho e rendido entregando-se sem combate à fúria vencedora dos seus inimigos. Docilmente deixa-se conduzir ao curral, com um olhar resignado, de quem pede perdão por ter magoado o traseiro de algum diestro menos veloz. Creio que nestas touradas, apesar de frequentes, nunca houve colhidas que demandassem mais do que um pouco de álcool para friccionar as nádegas dos campónios.

 

Nestas touradas somente tomam parte como aficionados elementos populares. Os filhos dos sobas e régulos, classifico assim as personagens locais, abstêm-se de participar nestes folguedos. A sua seriedade de jarrões impede-os de se misturarem a tudo o que seja dinamismo.

 

O espectáculo termina com a lide de alguma vaca, mãe respeitada de numerosa prole. Insensível aos guarda-chuvas e às chaquetas permanece estática no meio da praça entre as chufas da multidão. Para arrancá-la à sua passividade chegam a picá-la com sovelas. Eu vi uma tão pachorrenta, que um indígena no meio do entusiasmo da assistência, puxava-lhe cinicamente as orelhas. Com a descrição das célebres touradas à corda, cremos dar uma ideia nítida da maneira como a mornaça transforma em insipidez, os mais emocionantes espectáculos.»

 

Açores, 12 de Setembro de 2016

José Ormonde

 

***

*** Mornaça - clima quente e húmido particular dos Açores.

*** Chaqueta – o mesmo que jaqueta (casaco curto)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:19

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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016

COMO UM TERCEIRENSE JUSTIFICA A MORTE DE UMA TURISTA NUMA TOURADA À CORDA

 

 

Isto diz da alienação mental em que vive um povo que fez um pacto com o diabo, e venera-o visceralmente, oferecendo-lhe em sacrifício a tourada à corda, que não sendo a prática tauromáquica mais cruel, é, com toda a certeza, a mais estúpida…

 

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Cereja Costa, deixou um comentário ao post MORRE A TURISTA QUE FOI COLHIDA NUMA TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA às 13:39, 2016-09-19

Comentário:

Bom dia Se a senhora, que infelizmente morreu, não sabia que um animal com mais de 200kg a correr pode ser perigoso, não cabe aos Terceirenses à volta dela informar. Cabe a ela, pelo que me parece, bastante adulta, saber para onde vai. Eu não vou para África sem me vacinar, não vou para o jardim zoológico e salto para a gaiola do Leão, não faço uma serie de coisas óbvias. Um touro no meio da rua, pode pegar?? Claro que pode!! Olha a novidade. Um cão na rua também pode morder. Um ser humano também pode matar. Mas mais óbvio, um touro numa tourada à corda pode magoar!!! Pode matar... Quem não quer, não vá, quem vai que? se informe...gostam tanto de ver os vídeos no youtube, acham que? aquilo é o que?? Edição??Só acontece aos outros?? Pois... Há muita tradição que? eu não gosto e por isso não participo, mas não vou criticar, muito menos desta maneira só com contras, sem nada a favor... Cumprimentos Cereja Costa

***

Cereja Costa,

Se a senhora, que infelizmente morreu, não sabia que um animal com mais de 200kg a correr pode ser perigoso, não cabe aos Terceirenses à volta dela informar?

 

Não caberá? Então vejamos:

 

Os turistas cultos, civilizados e evoluídos SABEM que um bovino, um elefante, um hipopótamo, um dinossauro (pesem 200 kg ou uma tonelada) não fazem mal a uma mosca, se não forem PERSEGUIDOS POR ENERGÚMENOS.

 

Ora, a senhora que morreu (afinal admitem que morreu) sendo turista, SABIA que um bovino é um animal manso.

 

O que a turista NÃO SABIA era que os terceirenses adeptos da selvajaria, que é a tourada à corda, são energúmenos que ACOSSAM os bovinos. Quando ela, que para ali foi ao engano, se deu conta disso, COMEÇOU A CORRER, mas já era demasiado tarde.

 

Os terceirenses adeptos da SELVAJARIA TAUROMÁQUICA, devem colocar um LETREIRO à entrada da ilha, avisando os turistas que ALI HÁ ENERGÚMENOS e que os ENERGÚMENOS costumam divertir-se a TORTURAR BOVINOS MANSOS que, ao serem TORTURADOS, DEFENDEM-SE LEGITIMAMENTE e podem MATAR, tanto quanto eu poderia também matar um energúmeno em legítima defesa. E, enquanto os bovinos se defendem, não DISTINGUEM OS TURISTAS dos ENERGÚMENOS, obviamente.

 

Os turistas, quando vão à ilha Terceira vão INDUZIDOS POR UMA FALSA PROPAGANDA. Pensam que o que vão ver é um DIVERTIMENTO, e quando lá chegam deparam-se com SELVAJARIA.

 

Achei muita piada ao que disse: «Eu não vou para África sem me vacinar (não vai porque é obrigado a vacinar-se, se não fosse obrigado, não se vacinava); não vou para o jardim zoológico e salto para a gaiola do Leão (não salta porque não é permitido, mas se fosse permitido, não saltava por ser cobarde, se fosse tão “valente”, como é diante de um touro embolado, assustado e amarrado a uma corda, fora do habitat natural dele, saltava para a jaula do leão e mostrava que era tão valente diante do leão, como o é diante do touro); não faço uma série de coisas óbvias (mas isso é muito óbvio, não faz, por exemplo, o que todos os seres humanos evoluídos fazem, por ser bastante óbvio, ou seja: não torturam touros.

 

E agora esta?

 

«Um touro no meio da rua, pode pegar?? Claro que pode!! Olha a novidade.»

 

Não, não há aqui novidade nenhuma. Um touro no meio da rua, poderia não pegar, se não fosse acossado e assustado pelos berros dos bêbados. Um touro, que é um bovino não castrado, poderia andar na rua, e voltar ao campo, tranquilamente, se o deixassem passar em paz.

 

Mas não é isso que acontece, na tourada à corda.

 

Um cão pode morder na rua, se for atiçado. Se não for, não morde.

 

Agora, um animal humano pode MATAR seja quem for, apenas por PRAZER. É o único animal que o faz. O touro não matou a turista POR PRAZER.

 

Mas a justificação que mais diz da falta de sensibilidade, de racionalidade, de civilidade, de moralidade por parte dos adeptos da selvajaria tauromáquica, e que comprova a vossa enorme deformação mental, é a seguinte:

 

«Mas mais óbvio, um touro numa tourada à corda pode magoar!!! Pode matar... Quem não quer, não vá, quem vai que se informe...»

Pois… o touro pode magoar, pode matar… (porque o provocam e ele tem toda a legitimidade de se defender dos seus carrascos), mas ainda assim, os terceirenses broncos fazem questão de realizar estas práticas cruéis, o que só por si demonstra uma descomunal deformação mental.

 

A finalizar Cereja Costa diz esta coisa espantosa:

«Há muita tradição que? eu não gosto e por isso não participo, mas não vou criticar, muito menos desta maneira só com contras, sem nada a favor...»

 

Pois… tudo contra e nada a favor da tortura. Por que será?

 

Diga-me lá Cereja Costa…em que país do mundo a tortura de um ser vivo tem argumentação a favor dela?

 

Só num país em que os atrasados mentais (não confundir com deficientes mentais) andam à solta na rua como se fossem normais…

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:15

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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

REJEITADA PROPOSTA DE EVOLUÇÃO NOS AÇORES

 

 

Nos Açores é assim: damos aos governantes todas as ferramentas para saírem do século XII, onde estão enterrados até ao pescoço, apoiando e chamando "cultura" a uma prática inculta e completamente imbecil, e REJEITAM essa oportunidade, optando pela ignorância e pela cegueira mental.

Há que colocar no governo gente mais inteli (gente).

 

AÇORES.jpg

Está é a imagem de marca “turística” que os estrangeiros têm dos Açores. É assim que o povinho se diverte em algumas ilhas, nomeadamente na ilha Terceira. E quem considera isto, cultura, sofre de uma evidente deformação mental.

 

Isto demonstra o que há de pior na (des)humanidade.

Por estas e por outras, há que separar as águas. Existem duas espécies de Homo: o Sapiens e o Parvus.

 

O Sapiens evoluiu.

 

O Parvus encontra-se a um nível abaixo de zero na escala da evolução, que vai de 1 a 100.

 

É URGENTE espalhar esta imagem aliada ao HOMO PARVUS existente no Arquipélago dos Açores, entre eles os governantes e a igreja católica, que permite toda esta barbárie em nome da celebração de santos.

 

Porque não podemos meter todos os açorianos no mesmo saco.

 ***

Vejam os vídeos e tirem as vossas ilações.

Deputados do PS quebram disciplina partidária em votação sobre touradas

http://www.rtp.pt/acores/parlamento/deputados-do-ps-quebram-disciplina-partidaria-em-votacao-sobre-touradas-video_51340

 

https://video.alra.pt/Asset/Details/2e1277a9-7561-49fa-9f6f-bd50b5c8a430

 

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores chumbou um projecto do Bloco de Esquerda para acabar com o financiamento público a espectáculos que inflijam sofrimento ou provoquem a morte a animais.

 

A maioria dos deputados votou contra por considerar a iniciativa pouco clara, podendo pôr em causa manifestações culturais.

 

Nesta votação foi quebrada a disciplina de voto: cinco deputados do PS votaram a favor da iniciativa do Bloco de Esquerda e outros 2 abstiveram-se.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:02

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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

TOURO ENTRA EM VARANDA CHEIA DE GENTE E FAZ VÁRIOS FERIDOS NA ILHA TERCEIRA (AÇORES)

 

Isto só podia acontecer na ilha Terceira.

 

Esta é sem dúvida a “festa” dos BRONCOS no seu melhor… Gritam histericamente. Por gozo? Por medo?

 

E depois não querem que se diga que estes indivíduos sofrem de uma grande panca

 

 

 

Foram vários os feridos, e nós todos a pagar o “conserto” desta gentinha.

 

No YouTube, os vídeos a mostrar esta pobreza moral, social e cultural da ilha Terceira são mais que muitos, e todos passam uma péssima imagem dos Açores.

 

Os estrangeiros gozam, criticam, e os terceirenses broncos, porque são broncos, não se apercebem de que são alvo do mais monumental escárnio do mundo inteiro.

 

Isto tem de acabar. É muita estupidez junta.

 

E o governo regional dos Açores, aliado à igreja católica portuguesa, os principais culpados desta miséria cultural, não tendo um pingo de dignidade, também não têm vergonha na cara, e permitem que os Açores sejam enxovalhados deste modo tão achincalhadinho.

 

Shame on Azores!

 

Fonte da notícia:

http://www.azorestoday.com/2016/03/20/toiro-entra-em-varanda-cheia-de-gente-video/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:12

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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016

MORRE A TURISTA QUE FOI COLHIDA NUMA TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA

 

A turista que vemos neste vídeo a ser colhida numa tourada à corda em Agualva, na Ilha Terceira, há uma semana, acabou por morrer, no maior dos silêncios…

 

Não convém às autoridades revelar estas mortes.

 

Também não convém às autoridades acabar com este divertimento boçal, em que seres humanos e não humanos morrem ou ficam maltratados desnecessariamente…

 

 

Por sua vez, a comunicação social açoriana também em nada contribui para que esta prática de broncos seja erradicada do Arquipélago dos Açores.

 

Acerca da morte desta turista, a parangona de um jornal local, o Diário Insular, num artigo de 25 de Agosto de 2016, sob o título «É preciso alertar turistas para perigo dos touros» vai para a falta de informação para quem chega à Ilha Terceira, e não para lamentar a morte de alguém que vai à ilha assistir a algo que o povo local “vende” como algo muito “coltural” e perde a vida estupidamente.

 

Mas na verdade o que é preciso é alertar os turistas não para o perigo dos touros, que esses são mansos, são herbívoros, não fazendo mal algum a ninguém, se estiverem nos prados a pastar tranquilamente, mas para o perigo dos broncos que se divertem a torturar um bovino amarrado a uma corda, e este, naturalmente, obviamente, tenta defender-se desses energúmenos embriagados, e também obviamente não sabem distinguir os carrascos dos turistas que ali são levados ao engano.

 

Diz o Diário Insular que «O interior da ilha Terceira tem paisagens e trilhos que encantam os amantes da natureza, mas tem também touros bravos, que podem surpreender os mais desprevenidos

 

Tem também touros bravos? Acontece que não há touros bravos na Natureza. Só há bovinos enraivecidos nas ruas por onde os arrastam, alarvemente, amarrados a uma corda.

 

José Pires Borges, proprietário de uma empresa dita de “animação turística”, diz que «falta informação para quem faz trilhos, sobretudo para estrangeiros».

 

É preciso não enganar os turistas a este ponto.

 

As surpresas mais desagradáveis que os turistas podem encontrar na ilha são os terceirenses embriagados, a correr parvamente e a berrar histericamente pelas ruas, atrás de bovinos assustados, embolados, amarrados, a que chamam “touros bravos”.

 

Estes terceirenses embriagados é que são perigosos para os turistas, pois são eles que largam os bovinos nas ruas, e os bovinos nada mais fazem do que defender-se. E para eles, turistas e broncos vai dar tudo ao mesmo.

 

Este “animador turístico” diz ainda que «os animais estão à solta nos cerrados e facilmente saltam os muros»…

 

E assim se enganam os turistas.

 

Os animais que andam à solta nos cerrados, estando no seu habitat natural, não apresentam perigo algum, nem saltam os muros, se não forem lá acirrá-los. Se um turista acirrar um terceirense, estando este embriagado ou não, ele investe brutalmente contra o turista. Tão simples quanto isto. E é isto que os turistas devem saber.

O tal “animador turístico” diz também que «devem assumir que

têm touros e informar as pessoas do perigo que correm e do comportamento que devem adoptar».

 

O que os terceirenses devem assumir perante os turistas é quem têm um bando de broncos alcoolizados, que acirram bovinos e estes num acto de legítima defesa, atiram-se para cima de quem se mexer, incluindo turistas.

 

Eu faria o mesmo, se fosse bovino.

 

E são estes broncos alcoolizados que os turistas devem evitar.

 

Mas o mais hilariante neste artigo é a comparação que se faz da ilha Terceira e da “festa dos broncos” com os safaris em África. Podemos ler o seguinte: «Em África, os turistas assinam termos de responsabilidade quando vão a safaris, por exemplo. Na Terceira, isso ainda não é feito, mas Pires Borges está a ultimar um processo nesse sentido e propõe que os empresários do sector discutam essa possibilidade

 

Vamos lá a ver, querem que os turistas que vão à ilha Terceira assinem um termo de responsabilidade porque podem deparar-se com animais herbívoros, como os bovinos?????

 

Saberá esta gente o que diferencia os animais herbívoros dos carnívoros? E que a invasão de um habitat natural de um animal qualquer pode induzi-lo a defendê-lo?

 

Isto é uma autêntica anedota. Só na ilha Terceira…

 

E a finalizar este texto surrealista diz-se: «Pires Borges alerta, por outro lado, para a falta de informação sobre as touradas à corda e sobre a postura que se deve adoptar, que por várias vezes provoca acidentes com turistas. Na semana passada, uma mulher foi colhida numa tourada na Agualva e acabou por falecer.»

 

E quanto ao falecimento desta turista é tudo o que se diz.

Não lamentam a morte da jovem.

 

A preocupação maior é que os turistas assinem um termo de responsabilidade, como se estivessem em pleno coração de África, com animais carnívoros à solta, incomodados pela invasão do seu habitat natural…

 

Isto é a estupidez da tourada à corda na Ilha Terceira, no seu grau mais elevado.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

ISTO É A ESTUPIDEZ DA TOURADA À CORDA

 

Turista foi gravemente colhida numa tourada à corda na Ilha Terceira (Açores - onde mais poderia ser?)

 

É triste, muito triste, esta "diversão" de broncos!

 

Se estivessem a ouvir o Zé Cabra a cantar, seria muito mais cultural... e ninguém sairia dali quase morto… a não ser de riso…

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

A TRADIÇÃO É A PERSONALIDADE DOS IMBECIS (ALBERT EINSTEIN)

 

Porque já estou farta de comentários como os do Tiago…

 

Porque já estou farta de que optem pela ignorância…

 

TRADIÇÃO.jpg

 

Tiago, deixou um comentário ao post A TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA, ALÉM DE SER UMA PRÁTICA PRIMITIVA E GROSSEIRA, DE GENTE QUE NÃO EVOLUIU, DÁ MAU NOME À ILHA – MAS OS TERCEIRENSES NÃO QUEREM SABER DISSO… às 23:28, 2016-08-12.

 

Comentário:

 

Boas, Eu acredito que as touradas conhecerão o seu fim, acho-o inevitável. A evolução da sociedade face aos direitos dos animais a isso puxa. Mas pergunto-lhe: o que serão dos touros sem as touradas? Caminharão no mesmo caminho dos burros (falo do animal), que roça no precipício da extinção? Sem propósito ou habitat natural, o que serão dos touros?

 

Vi num dos seus comentários transcritos, as touradas prejudicam a economia da ilha. Isso é falso, infelizmente. As touradas empurram uma enorme massa de gente que, sim, gera negócio que só se pode classificar como gigantesco, 2.6 do PIB bruto da região e 11.4 da ilha – procurei os números aqui:

 

https://www.noticiasaominuto.com/economia/580521/touradas-a-corda-representam-2-47-do-pib-dos-acores).

 

Não podemos, por tanto, arrancar as touradas como se de um penso rápido numa ferida. Não dá a ganhar só algumas famílias, como li, mas muitos negócios. Vê-se muitos turistas, de países de morais supostamente mais avançadas, e não os vejo com caras de horror, mas antes a comer, beber e correr à frente dos touros.

 

Açoriano civilizado – outro disse – não sei o que é isso. Parece-me um significado muito simplificado se for só de alguém que defende a abolição de touradas, já que não sei o que fazem por trás de portas fechadas. “Queimadelas com ferros” – li noutro comentário, como se fosse algo exclusivo da da ilha ou da espécie animal.

 

A tradição em Portugal (todo território) ordena que todos os equinos e bovinos sejam ferrados. Não apoio esta prática. Defenda as suas ideias, lute por elas, mas não nos ofenda; ilumine-nos, não nos alienei. Seja aquilo que acredita ser, mais evoluída. O problema, se me permite o atrevimento, de quem defende a abolição é o mesmo de quem defende as touradas, frustração por não saberem usar dos seus argumentos para um discurso iluminado que não tombe para a agressividade. Meus cumprimentos.

 

***

Tiago, nas suas várias perguntas «o que serão dos touros sem as touradas? Caminharão no mesmo caminho dos burros (falo do animal), que roça no precipício da extinção? Sem propósito ou habitat natural, o que serão dos touros?» noto que nada sabe de touros, de burros, ou de qualquer outro animal, nem sequer de si próprio, e quer a abolição das touradas tanto como eu quero que elas se mantenham.

 

Vamos por partes:

 

Os touros são bovinos. Touros ditos “bravos”, esses que são utilizados na diversão dos broncos, NÃO EXISTEM NA NATUREZA, por isso, não se extinguirão. E os bovinos continuarão a existir, muito para além dos seus carrascos. Também os burros não se extinguirão, quando a besta humana deixar de os torturar como burros de carga e de trabalho escravo. O que acontecerá a esses animais é continuarem a viver, no seu habitat natural, pacificamente, longe das investidas brutas dos seus algozes.

 

Além disso, os bovinos não nasceram para ser torturados em arenas, para divertir a besta humana. Nem os burros nasceram para servir de escravos à besta humana.

 

Portanto, não é racional dizer: sem propósito o que serão dos touros? Que propósito é esse? Divertir broncos?

 

Sem propósito de serem torturados numa arena, os bovinos que os ganadeiros torturam desde a nascença para se tornarem “touros bravos” serão apenas BOVINOS e CONTINUARÃO simplesmente a viver.

 

Quanto ao que diz do PIB é uma MENTIRA já exposta em público. AQUI:

 

COMUNICADO DO MCATA SOBRE O RECENTE ESTUDO QUE ATRIBUI ÀS TOURADAS UMA DETERMINADA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIB DA ILHA TERCEIRA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/comunicado-do-mcata-sobre-o-recente-662259

 

 

 

É óbvio que PODEMOS ARRANCAR as touradas das ilhas como se fossem um penso rápido debaixo de uma ferida gangrenada. A cheirar mal.

 

PODEMOS E DEVEMOS.

 

Quanto aos tão falados “turistas” que vão assistir à selvajaria, serão “turistas de garrafão”, que os há em toda a parte? Sim, porque um turista CULTO nunca irá gastar o seu dinheiro num divertimento de broncos.

 

Quanto à “tradição” que diz que…. blá, blá, blá… blá, blá, blá… sabe o que é tradição? É a personalidade dos imbecis. E isto não sou eu que o digo, é Einstein.

 

Estou farta de VOS ILUMINAR. Estou farta de publicar ESTUDOS que dizem da grande barbárie que são as touradas, à corda ou sem corda. E o que fazem? RECUSAM-SE A EVOLUIR.

 

Optam por continuar na ignorância, nas trevas, no buraco escuro. E assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que não quer deixar de ser ignorante.

 

E permita-me agora ILUMINÁ-LO (uma vez mais):

 

Frustrados são os que precisam de mostrar uma “virilidade” que não têm, a torturar touros INDEFESOS. Além de FRUSTRADOS são COBARDES.

 

Isso é o que significa FRUSTRADOS.

 

Nós, que os DEFENDEMOS, não somos frustrados. Muito pelo contrário.

 

Também para sua informação, o nosso (o meu) discurso não é agressivo. É simplesmente INDIGNADO.

 

É um discurso proporcional à BRUTALIDADE das touradas.

 

Só tenho discursos iluminados para POETAS e POESIA.

 

Para os grosseiros torturadores de Touros, o meu discurso é de REVOLTA, de REPUGNÂNCIA.

 

Ficou esclarecido, Tiago?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

COMUNICADO DO MCATA SOBRE O RECENTE ESTUDO QUE ATRIBUI ÀS TOURADAS UMA DETERMINADA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIB DA ILHA TERCEIRA

 

MKCATA.jpg

 

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) considera oportuno fazer algumas considerações e repor a verdade sobre alguns factos em relação ao recente estudo titulado “Os valores económicos e sociais da tourada à corda”, da autoria de Domingos Borges, que afirma que as touradas podem ser responsáveis por 11,4 % do PIB da ilha Terceira.

 

Antes de mais, é preciso deixar bem claro que o Produto Interior Bruto (PIB) não é um sinónimo de criação de riqueza, ideia errónea que muitas vezes é passada na comunicação social. Na realidade, o PIB tanto pode indicar criação de riqueza como uma simples transferência de dinheiro ou mesmo uma perda de riqueza para uma região ou país.

 

O PIB é um indicador que reflecte o valor total da produção de bens e serviços num país ou região num determinado período. No entanto, segundo Ladislau Dowbor, economista e consultor da ONU, é “uma cifra que, tecnicamente, ajuda a medir a velocidade que a máquina gira, mas não diz o que ela produz, com que custos ambientais, e nem para quem”.

 

Para perceber melhor a questão podemos citar determinadas actividades económicas que entram dentro do cômputo do PIB mas que em nada favorecem a economia ou as populações que dela dependem, como pode ser por exemplo um aumento no sector funerário após uma epidemia, no sector de produção de armas quando o país entra em guerra, ou no sector madeireiro após um incêndio florestal.

 

Em relação às touradas, elas encontram-se economicamente na categoria de espectáculo, e como tal são um sector económico não produtivo, que não produz riqueza. Os touros são criados para participarem num espectáculo e com isso em nada beneficia materialmente, directa ou indirectamente, a população, para a qual só servem como distracção por breves momentos. É na realidade um tipo de economia dissipativa que gasta recursos humanos, materiais e naturais.

 

No referido estudo faz-se no entanto referência a outras actividades, estas sim produtivas, associadas ao espectáculo tauromáquico. Mas se as analisamos com atenção chegamos à conclusão de que a sua produtividade é muito reduzida ou nula. Aquilo que é pago ao ganadeiro é uma transferência de dinheiro da população para o bolso de um particular. O que é pago em licenças é uma transferência de dinheiro da população para a autarquia. O que é gasto em combustível e desgaste de veículos, citado no estudo, é na realidade uma perda de dinheiro para a economia da região, que com isto deve importar mais gasolina e mais carros. O sector das comidas e bebidas é realmente uma actividade produtiva, mas ela existe todo o ano independentemente do tipo de espectáculo e das touradas. E quando consideramos que aquilo que é mais consumido, a cerveja, é toda importada, percebemos que também aqui temos mais uma perda económica para a região.

 

E ainda poderíamos falar também da perda da produtividade no âmbito laboral que significa ter mais de uma tourada por dia na Terceira durante a Primavera e o Verão. Ou dos gastos médicos dos cerca de 300 pessoas feridas por ano nas touradas.

 

Não vamos aqui a discutir os números do referido estudo, mas eles são claramente exorbitantes quando referem um PIB do 11,4% às touradas na Terceira. Um outro recente estudo, muito mais realista, da autoria de Tomaz Dentinho e João Paes, calcula que representam apenas um 0,6% do PIB da ilha Terceira, uma diferença abismal. Como referência, podemos dizer que o sector leiteiro, um dos sectores produtivos mais importantes da região, contribui com um 9% para o PIB regional.

 

O MCATA considera que o referido estudo, realizado desde e com o apoio do mundo tauromáquico, não tem outro propósito para além de amplificar os números de forma absurda e exagerada e ocultar a natureza não produtiva das touradas, apoiando assim o negócio da tauromaquia num momento em que esta actividade é tão criticada nos Açores e no mundo inteiro.

 

Na realidade, a economia da ilha Terceira só ganharia com o fim das touradas e dos subsídios públicos a elas atribuídos. A qualidade de vida e o futuro dos terceirenses melhoraria sem dúvida se o dinheiro gasto nas touradas fosse destinando a sectores produtivos da economia e que melhorassem a produtividade, a competitividade e a inovação no tecido empresarial da ilha. Afinal, qual é o interesse de ter um PIB, por pouco ou muito elevado que este seja, baseado apenas em perdas e despesas e não na criação de riqueza?

 

Comunicado do Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/

 

20/07/2016

Fonte:

http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/2016/07/comunicado-do-mcata-sobre-o-recente.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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