Quarta-feira, 12 de Abril de 2017

SE A IGNORÂNCIA PAGASSE IMPOSTO, PORTUGAL SERIA O PAÍS MAIS RICO DO MUNDO

 

Uma reflexão sobre a ignorância e os ignorantes militantes, ou seja, aqueles que, apesar de toda a informação, optam por continuar ignorantes.

 

IGNORÂNCIA1.jpg

INDIFERENÇA.jpg

 Origem da foto: Internet

 

Consta que são bastantes, os ignorantes, os indiferentes, os invejosos, os mesquinhos, os desconfiados, os medrosos, os corruptos e os interesseiros, que desconhecem o sentido da cidadania, logo, não a exercem. E, por isso, permitem que o país seja malgovernado, abandalhado e vendido aos pedaços, a quem dá mais.

 

Se a ignorância pagasse imposto, Portugal seria o país mais rico do mundo.

 

Esta é a triste verdade.

 

É que a ignorância está disseminada por toda a parte, por todos os extractos sociais e pelos mais altos cargos da Nação.

 

A Saúde, em Portugal, está gravemente doente.

 

A Pobreza espreita em cada esquina.

 

O Ensino anda a rastejar por um chão pejado de uma descomunal cegueira mental.

 

A Cultura Culta e a Cultura Crítica emigraram para mundos mais civilizados.

 

As Artes sufocam, e apenas os escravos do poder vivem à custa delas.

 

A Língua Portuguesa anda perdida nos subterrâneos de uma ignorância e de uma indiferença descomunais que, alarvemente, estão a esmagar a identidade do povo português.

 

A política da violência e crueldade contra seres vivos tem os seus maiores defensores sentados nos Palácios de São Bento e de Belém.

 

Os indiferentes andejam por aí, como sonâmbulos. Se lhes mexem nos bolsos, agitam-se, mas sem grande convicção, por isso tudo continua sempre igual, sempre funesto, sempre obscuro, sempre mergulhado no lodo de um passado que se quer passado, e não presente ou futuro.

 

Na hora do voto, vota-se na continuidade, porque o medo de mudar é mais forte do que a vontade de ousar o desconhecido, a modernidade, o avanço civilizacional.

 

A ignorância e a indiferença estão a cozinhar Portugal em banho-maria, e os bobos da corte saltam e riem, porque enquanto houver povo ignorante e indiferente, mantê-lo-ão sob o seu jugo, e destruirão a Nação, em prol de interesses que não interessam, de modo algum, a Portugal.

 

E os Portugueses, tal como num tempo ainda bem presente, lá vão cantando e rindo, levados, levados, sim, pela voz do som tremendo, da ignorância sem fim… (1)

 

Isabel A. Ferreira

 

(1) Excerto adaptado do Hino da Mocidade Portuguesa, letra de Mário Beirão

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Segunda-feira, 3 de Abril de 2017

CARTA ABERTA A MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

 

Convidado de honra para assistir a uma sessão de selvajaria tauromáquica no campo pequeno, em Lisboa (que dizem ser) a capital de um país da Europa do Sul…onde se esbanja dinheiros públicos nesta actividade selvática...

 

MARCELO NA ARENA.jpg

 No passado dia 25 de Março, quando o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, se deslocou ao campo pequeno para assistir ao Meeting Lisboa, foi abordado pelo aficionado Rui Bento, que o convidou para estar presente na tourada que comemora o 125º aniversário daquela arena de tortura de seres vivos, convite que, segundo rezam as crónicas, o presidente da República teria aceitado com muito agrado.

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2017/03/28/presidente-da-republica-uma-vez-mais-conivente-com-a-mafia-tauromaquica/

 

Excelentíssimo Senhor

Presidente da República Portuguesa,

Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Tive conhecimento de que Vossa Excelência foi convidado a assistir a uma sessão de tortura de bovinos, vulgo tourada, para comemorar os 125 anos da existência da arena do campo pequeno, a qual, só por si, já diz do enorme atraso civilizacional em que Lisboa ainda está mergulhada. Uma vergonha!

 

Como é do conhecimento do mundo civilizado e, com certeza, de Vossa Excelência também, a tauromaquia é uma actividade cruel e sanguinária, de natureza retrógrada e medievalesca, que revela um enorme atraso civilizacional e uma descomunal brutalidade por parte de quem a pratica, aplaude e promove.

 

A existência de touradas noutros países (em mais sete, entre 193 que existem no mundo) não legitima a sua existência em Portugal, até porque, nesses outros sete países, onde ainda existe esta prática grotesca, fortes grupos abolicionistas estão a trabalhar afincadamente, para que esta actividade abjecta, que envergonha a Humanidade, e que consiste em torturar seres sencientes e indefesos, para divertir mentes perversas e deformadas, seja abolida. E os progressos são mais que muitos.

 

Um cidadão medianamente culto sabe que esta brutalidade não faz parte da Cultura Portuguesa, e Portugal nada ganha ao manter activa esta crueldade gratuita, pelo contrário, só perde prestígio e afunda-se na incivilidade para a qual tal prática impele o país.  

 

Estamos em pleno século XXI depois de Cristo, e nem no século XXI antes de Cristo, esta brutalidade existia. Não faz sentido algum retroceder no tempo, até porque nunca se retrocederia tanto, ao ponto de igualar a crueldade com que hoje se trata os animais não humanos, para divertir mentes perversas. Nunca, em tempo algum, em épocas primitivas, os homens das cavernas se comportaram tão brutalmente como os do século XXI depois de Cristo, no que respeita ao divertimento à custa do sofrimento atroz de animais como eu ou como V. Exa., sim, porque, na realidade, somos biologicamente tão animais quanto eles.

 

O avanço civilizacional não se faz à custa da tortura animal, para que sádicos e psicopatas se divirtam. É que a tauromaquia, queiram ou não queiram os tauricidas e aficionados, assenta na violência, na crueldade, na sevícia, na cobardia, na estupidez, na ignorância, na insensibilidade, no mau carácter e na falta de empatia para com a vida dos outros seres vivos, que têm direito à vida, tanto quanto nós também temos.

 

Por tudo isto, a tauromaquia é uma prática absolutamente indefensável e jamais poderá merecer respeito ou aceitação por parte dos seres humanos, civilizados e evoluídos, que cresceram moralmente, culturalmente, intelectualmente, socialmente.

 

Posto isto, senhor presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, sugiro a Vossa Excelência que, publicamente, já demonstrou afectos por esta barbárie, que faça uma reflexão profunda sobre esta matéria, pois essa reflexão poderá ser-lhe bastante útil, se ainda não conseguiu ultrapassar a crença no que insistem em chamar de “tradição”, pois esta não passa de um costume obsoleto e obscuro, assenta na mais profunda ignorância, e que não faz o mínimo sentido em pleno terceiro milénio depois de Cristo.

 

A presença de Vossa Excelência numa tal comemoração só desprestigia o alto cargo público que exerce.

 

Por favor, não envergonhe Portugal, nem os Portugueses.

 

Com fé e esperança no triunfo da lucidez,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

A TAUROMAQUIA ASSEMELHA-SE À HISTÓRIA DO SALVADOR…

 

 

Os aficionados de selvajaria tauromáquica têm muita dificuldade em aceitar o que várias Ciências demonstram ser uma deformação da mente. Vivem com os pés fincados no passado e recusam a evolução. Têm medo da verdade e da mudança.

 

Preferem viver na ignorância, para não terem de enfrentar a dura realidade de descobrirem qual o grau exacto da patologia que lhes deforma a mente.

 

Até porque se aceitarem a verdade, acham que podem correr o risco de deixarem de ser o que são…

E isso assusta-os.

 

E isto faz-me lembrar a história do Salvador…

 

SALVADOR.jpg

 

Salvador era um homem feito, de barba na cara, mas decidiu que não casaria enquanto a mãe (conhecida pela alcunha “a ruiva” devido à cor dos cabelos) vivesse.

 

Ela, no conceito dele, sempre fora uma santa de altar, que ficara viúva pouco antes de ele nascer. Criara-o sozinha, com grande sacrifício, e isso, ele nunca poderia esquecer. E lá ia vivendo a sua vidinha, pacata, do trabalho para casa, e da casa para o trabalho, com paragem, por vezes, na Taberna do lugarejo, o seu único “entretenimento”.

 

Um dia, porém, inesperadamente, um estranho entrou na taberna para se “refrescar”, e depois de beber uns copos, começou a recordar passagens pitorescas da sua vida, que iam fazendo as delícias dos homens que ali se reuniam, para jogar às cartas, beber e conversar. Foi então que veio à baila “a ruiva” que ele conhecera em tempos idos, num bar de alterne, e que um dia engravidou e foi de lá corrida quase a pontapés, por não ter mais serventia. Percebiam, não percebiam?

 

E as gargalhadas jocosas soaram alto.

 

Ora juntando isto a mais aquilo, e mais o facto de o indivíduo ter reconhecido “a ruiva”, quando ela, nesse dia, por azar, entrou na taberna, para comprar vinho como era habitual, Salvador descobre, ali mesmo, que a mãe fora uma famosa e bela prostituta, das mais requisitadas, e que nunca soube quem era o pai do seu filho.

 

De uma só virada, Salvador ficou a saber que era filho de pai incógnito e que a mãe, além de não ser santa, era uma grande mentirosa e hipócrita.

 

Hipócrita, porque desde que Salvador se conhecia como gente, uma vez por ano, no dia 13 de Agosto, dia do (suposto) aniversário da morte do pai, a quem a mãe chamava o “meu querido Totó” (diminutivo de António), acompanhava-a até ao cemitério local, e diante de uma campa rasa (uma campa de ninguém, abandonada há anos, soube mais tarde) onde ela depositava uma flor que arrancava furtivamente do jardim público (as posses eram poucas), chorava baba e ranho, com ladainhas e orações à mistura, por alma do Totó, ritual que Salvador acompanhava sempre com muita consternação ao ver o enorme sofrimento da mulher que o dera à luz.

 

E os dois ficavam ali, um tempo sem tempo, a chorar sobre o túmulo de ninguém, apesar de Salvador sempre ter estranhado o facto de a mãe não ter uma fotografia do pai.

 

Ao ouvir a narrativa do estranho, Salvador sofre um tremendo choque psicológico e instintivamente recusa-se a acreditar nesta verdade, à qual chama repetidamente mentira, até porque a mãe dizia que o indivíduo estava bêbado e devia estar a confundi-la com outra ruiva, que não ela. Mas “ruivas” nunca as houve aos magotes, e ainda mais por aquelas bandas.

 

Se Salvador decidisse acreditar no que descobriu, a sua vida, a sua realidade, a sua história mudaria por completo. Ele não seria mais ele, nem a mãe seria mais a santa do altar que ele tanto venerava, e aquele ritual do 13 de Agosto nunca mais se repetiria, e ele ficaria definitivamente órfão de pai, e quando saísse à rua sentir-se-ia como se estivesse completamente nu.

 

Saiu da taberna, cabisbaixo, atrás da mãe, repetindo não é verdade, não é verdade, é tudo mentira… E a mãe a dizer que sim…

 

E quando queremos que uma verdade seja mentira, ou uma mentira seja verdade, repetimo-la até à exaustão, e então ela passará a ser o que quisermos que seja.

 

Foi o que fez Salvador. A mãe continuou a negar. Ele a recusar-se a acreditar, e assim o tempo foi passando, e a vida foi sendo vivida quase como dantes… Quase… porque a dúvida instalara-se na mente de Salvador, e isso flagelava-o.

 

Naquele ano, o ritual do cemitério realizou-se sem a baba e ranho habitual… E este detalhe foi o princípio de alguma coisa que começou a burburinhar na mente de Salvador.

 

Um dia, em que a mãe saiu, Salvador virou a casa do avesso, com o intuito de encontrar alguma coisa que aquietasse aquela dúvida que estava a corroê-lo por dentro.

 

Foi então que, escondido entre a roupa interior da mãe, encontrou um pequeno álbum de fotografias, que ele nunca tinha visto. E entre as fotografias estava uma, aquela que o catapultou para a realidade que ele tanto fazia questão de negar, para defender a vida tal como sempre a vivera: a mãe, uma lindíssima ruiva, ali estava, em trajes de coelhinha da Playboy, numa pose que nada condizia com as das santinhas de altar…

 

Naquele momento o mundo desabou sobre a cabeça de Salvador: ele já não tinha um pai chamado Totó, que estava enterrado numa campa rasa, que a mãe enfeitava com uma flor roubada no jardim público; a mãe já não era a santa de altar que ele sempre tinha venerado; a verdade da vida dele passara a ser uma mentira. Ele já não era ele. Quem seria então?

 

Agora não tinha mais nada: nem identidade, nem vida, nem pai, nem mãe. O que fazer das ruinas em que esta descoberta transformou a sua vida?

 

Saiu de casa, deixando-a revirada do avesso.

 

Nunca mais ninguém soube do Salvador.

 

A “ruiva”, essa, continua a ir ao cemitério, visitar a campa de ninguém, onde agora, em vez de uma, coloca duas flores arrancadas furtivamente do jardim público.

 

***

É disto que os aficionados têm medo, quando se recusam a acreditar na realidade patológica das práticas selváticas da tauromaquia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

«QUANDO NÃO TIVEREM FRUTOS COMAM OS TRONCOS» - DIÁLOGO ENTRE UM HOMO SAPIENS E UM HOMO PARVUS

 

Maria Helena Capeto, uma cientista e escritora que muito prezo, escreveu este curto mas interessantíssimo diálogo, que diz tudo sobre a tentativa que fazemos para passar aos desinformados, as informações necessárias para que evoluam e saiam da ignorância em que estão mergulhados até à ponta dos cabelos.

 

Porém, a missão torna-se impossível, porque assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é o que, por opção, prefere continuar ignorante.

 

SAPIENS - PARVUS.png

Homo Sapiens versus Homo Parvus

 

Sapiens - Não arranques a árvore, colhe só os frutos!

 

Parvus - Eu quero a árvore toda para mim!

 

Sapiens - Se não arrancares a árvore todos vão poder comer os frutos, tu incluído.

 

Parvus - És parvo ou quê? Estão ali mais duas árvores!

 

Sapiens - Mas se arrancas essa, os teus irmãos também arrancam as outras.

 

Parvus - E depois?

 

Sapiens - Depois não há mais frutos para ninguém!

 

Parvus - Mas nós ficamos com eles, por isso não há problema. É tradição.

 

Sapiens - Os frutos vão apodrecer e nem vocês vão ter mais.

 

Parvus - Lá estás tu com as tretas das teorias sempre armado em sabichão! Aprendeste isso onde? Sempre arrancámos as árvores! Não consegues perceber que assim estamos a protegê-las? Se não as arrancássemos já não existiam! Vê se vais aprender alguma coisa de jeito! Se soubesses do que falas ias arrancar as árvores como nós!

 

Sapiens - Desisto. Quando não tiverem frutos comam os troncos!

...

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Domingo, 7 de Agosto de 2016

TORTURA DE TOUROS E CAVALOS DEMONSTRAM O GRANDE ATRASO CIVILIZACIONAL DOS SERES PRÉ-HUMANOS

 

É urgente rever o conceito de Ser Humano. Os que evoluíram não podem ser metidos no mesmo saco dos que não evoluíram.

 

Existe uma abismal diferença moral, cultural e humana entre uns e outros

 

CORRIDAS DE TOUROS À CORDA

 

TOURADA À CORDA1.jpg

É a ignorância (e não o sonho da poesia de António Gedeão) que comanda a pobre e podre vidinha desta gentinha que assim brinca aos parvos com um ser senciente amarrado a uma corda...

 

«Estão do lado dos que erram os que afirmam que os touros utilizados nas corridas à corda não são vítimas de maus-tratos. Claro que o são pela ansiedade e pânico que sofrem na captura e afastamento do campo e da manada; pela violenta contenção da corda; pela excitação provocada pelo ruído e pela multidão ululante; pelo esgotamento e frequentes quedas e ferimentos e até mortes que acontecem aos touros» (Dr. Vasco Reis – Médico Veterinário)

 

É deplorável a ignorância e a irracionalidade dos que defendem a cruenta corrida de touros à corda.

 

***

OS CAVALOS NÃO PRECISAM DE MEDALHA!

 

«Obviamente, até o mais inculto dos homens concluiria que o cavalo, ou qualquer outro animal explorado, nunca escolheria, por vontade própria, uma vida de subserviência aos humanos» (Direitos dos Animais)

 

 

Esta é outra barbaridade, outro crime, outra imbecilidade da criatura pré-humana.

 

A subjugação e exploração animal são eticamente erradas. Os animais não existem para servir o animal humano.

 

***

ASSIM DEVEM VIVER OS MAGNÍFICOS SERES QUE SÃO OS CAVALOS: LIVRES NA NATUREZA

 

 

 


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:23

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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

«MALTRATAR ANIMAIS É DEMONSTRAR COBARDIA E IGNORÂNCIA» (LEON TOLSTÓI)

 

(Escritor russo, autor do bestseller “Guerra e Paz”)

 

Uma reflexão magnífica de sábios, sobre a condição animal, matéria tão descurada por aqueles que se consideram seres “racionais”.

 

Vale a pena ler, e depois de ler, nunca mais poderão dizer que não sabiam…

 

DIREITOS DOS ANIMAIS.jpg

 

A defesa dos direitos dos animais ou da libertação animal, também chamada simplesmente abolicionismo constitui um movimento que luta contra qualquer uso de animais não-humanos que os transforme em propriedades de seres humanos, ou seja, meios para fins humanos.

 

Eis uma visão humanista e sábia sobre os animais não humanos.

 

***

«Pensei mais de uma vez que, quando se trata de animais, todo o homem é um nazista.» - Isaac Bashevis Singer in «O Penitente»

 

«O que todos esses pretensos sábios, filósofos e líderes mundiais sabem a seu respeito? Eles convenceram-se de que o homem, o pior transgressor dentre todas as espécies, é o ápice da criação. Todos os outros seres foram criados somente com o propósito de servirem a humanidade, podendo, com isso, serem atormentados e exterminados. Em relação a eles, todas as pessoas são nazistas; para os animais o mundo é uma eterna Treblinka.» - Isaac Bashevis Singer in The Letter Writer)

 

«Concedei aos animais um vislumbre de razão, imaginai que pesadelo apavorante é, para eles, o mundo: um sonho de homens de sangue-frio, cegos e surdos, que lhes cortam a garganta, abrem-lhes o peito, esventram-nos, cortam-nos em pedaços, cozinham-nos vivos, às vezes rindo-se deles e de suas contorções enquanto padecem em agonia. Há coisa mais atroz entre os canibais?» - Romain Roland

 

«Quanto mais completamente a criação inferior se encontra submetida à nossa força mais responsáveis deveremos ficar pelo seu mau governo; por maioria de razão se deve considerar esta responsabilidade, visto que a própria natureza dos animais inferiores os torna incapazes de receberem em outro mundo qualquer recompensa dos maus tratos que sofrerem neste.» - Alexander Pope, in The Guardian

 

«Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.» - Voltaire, in Dicionário filosófico.

 

«Responde-me maquinista, teria a natureza ajustado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.» - Voltaire, in Dicionário filosófico.

 

«Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.» - Leonardo da Vinci, citado em "Pantanal‎.

 

«Mentem todos os que afirmem que os animais nasceram para servir de sustento ao homem ou para servirem de nossos escravos… Se assim fosse teríamos de aceitar como perfeitamente lógica a asserção, condenada actualmente, de que a exploração do homem pelo homem é uma coisa imprescindível e que existe todo o direito do homem sacrificar os seus semelhantes, visto que, como os animais, nós possuímos inteligência, vida, percepção, e somos também sensíveis ao sofrimento.» - J. Fontana da Silveira em Almanaque Vegetariano.

 

«Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou... É nosso dever protegê-los e promover o seu bem-estar.» - Madre Teresa de Calcutá.

 

«Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais.» Abraham Lincoln.

 

«Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.» - Albert Schweitzer (Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 1952).

 

«A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos civilizados.» - Victor Hugo,

 

«As pessoas se sentem ofendidas com campanhas pelos direitos dos animais. Isso é um absurdo. Não é tão ruim quanto a indústria de assassinato em massa de animais.» - Richard Gere .

 

«Como zeladores do Planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além da nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura.» - Richard Gere.

 

«Eu dei minha beleza e minha juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e minha experiência aos animais.» - Brigitte Bardot - Actriz francesa, sobre a instituição de protecção aos animais que fundou na década de 80.

 

«Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos, que não podem defender-se.» - Brigitte Bardot.

 

«Quando o assassinato de um animal, especialmente com requintes de perversidade, for na verdade punido como crime hediondo, aí o homem terá justificada a sua condição de racional.» - Geuza Leitão.

 

«É uma barbárie, horrível, medieval. Não posso imaginar-me por um momento sequer, a cantar lá.» - Paul McCartney, revoltado com cenas de matança de cães e gatos num mercado chinês.

 

«Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer». - Jeremy Bentham.

 

«Enquanto matarmos e torturarmos animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa ser aprendido em pequena escala.» - Edgar Kupfer- Korberwitz.

 

«O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas.» - Axel Munthe.

 

«Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida.» - Julia Allen Field.

 

«O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflecte claramente a falta de humanidade das pessoas projectada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos.» - Olegario Schmitt (escritor brasileiro) em No Pé da Letra (1999).

 

«Matar um animal para fazer um casaco é um pecado. Nós não temos esse direito. Uma mulher realmente tem classe quando rejeita que um animal seja morto para ser colocado sobre os seus ombros. Só assim ela será verdadeiramente bela.» - Doris Day.

 

«A pessoa que eu amo nunca usaria pele de animais. Pele faz-me pensar em mulheres rasas, que não têm consciência. A indústria de peles pertence a uma época em que as pessoas eram inacreditavelmente egoístas. Se você fosse uma espécie de chefe de organização tribal e não existisse uma loja de departamentos, 350 anos atrás, eu entenderia. Mas hoje em dia temos fibras sintéticas e usar peles não é mais uma necessidade. O elitismo das peles deixa-me com vontade de vomitar.» - Gavin Rossdale, em entrevista à revista Grrr!

 

«A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos.» - Victor Hugo

 

«Todos os seres vivos buscam a felicidade; direccione a sua compaixão para todos.» - Mahavamsa (Budista)

 

«Os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para humanos, assim como negros não foram feitos para brancos ou mulheres para os homens.» - Alice Walker

 

«... vários vivisseccionistas ainda alegam que o que eles fazem ajuda a salvar vidas humanas. Eles estão a mentir. A verdade é que as experiências em animais matam pessoas, e os que investigam em animais são responsáveis pelas mortes de milhares de homens, mulheres e crianças a cada ano.» - Dr. Vernon Coleman (Membro da Sociedade Real de Medicina, Inglaterra)

 

«Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade contra os seus animais de estimação ou outros que cruzem os seus caminhos, elas aprenderão facilmente a ter o mesmo prazer com a miséria dos seus semelhantes. Essas tendências podem facilmente levá-las ao crime». - Fred A. McGrand (1895)

 

«Se eu tivesse outra vida, dedicá-la-ia inteiramente à luta contra a vivissecção.» - Bismark

 

«Até que tenhamos coragem de reconhecer a crueldade pelo que ela é - seja a vítima um animal humano ou não humano - não podemos esperar que as coisas melhorem neste mundo...não podemos ter paz vivendo entre homens cujos corações se deleitam em matar criaturas vivas. Para cada acto que glorifica o prazer de matar, estamos atrasando o progresso da humanidade» - Rachel Carson

 

«A civilização de um povo se avalia pela forma como 0os seus animais são tratados.» - Humboldt

 

«Mutilar animais e chamar isso de “Ciência” justifica a condenação da espécie humana ao inferno moral e intelectual... Essa repugnante Idade das Trevas da tortura impensada dos animais tem que ser superada.» - Grace Slick (Músico)

 

«Se fôssemos capazes de imaginar o que se passa, constantemente, nos laboratórios de vivissecção, não poderíamos dormir em paz e em nenhum dia estaríamos felizes e tranquilos.» - Dr. Ralph Bircher

 

«Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais (...) os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento» - Charles Darwin  

 

«Os animais dividem connosco o privilégio de ter uma alma» - Pitágoras

 

«Pergunte aos vivisseccionistas por que eles experimentam em animais e eles responderão: «Porque os animais são como nós». Pergunte aos vivisseccionistas por que é moralmente 'OK' experimentar em animais e eles responderão: «Porque animais não são como nós». A Experimentação animal apoia-se em contradição de lógica.» - Professor Charles R. Magel (1920)

 

«Incêndios deliberados e crueldade contra animais são dois dos três sinais de infância que sinalizam o potencial de um serial killer» - John E. Douglas

 

«Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que os meus próprios semelhantes.» - Émile Zola

 

«Não há crueldade pior do que pensar e acreditar que os animais existem para servir o Homem.» - Gabriela Toledo

 

«A Vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho ao progresso científico.» - Dr. Werner Hartinger (Cirurgião)

 

«Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores, 118 admitiram que quando eram crianças queimaram, enforcaram ou esfaquearam animais domésticos.» - Ogonyok (Soviet anti-cruelty magazine; citado em "The extended circle: a dictionary of humane thought‎”.

 

«Respeitem os mais velhos e celebrem os jovens. Mesmo os insectos, as ervas e as árvores não devemos nunca maltratar.» - Ko Hung  Confucionista - Taoista

 

«Não sou basicamente um conservacionista. Quando a última baleia for massacrada, como certamente um dia acontecerá, o sofrimento delas vai acabar. Essa não é uma perda para a baleia, mas para a espécie humana. Não estou preocupado com a extinção de espécies - isso é loucura dos homens - Eu tenho uma única preocupação: o sofrimento que nós deliberadamente infligimos aos animais enquanto estão vivos.» - Clive Hollands

 

«O erro da ética até ao momento tem sido a crença de que só se deve aplicá-la em relação aos homens» - Albert Schweitzer  

 

«Jamais creia que os animais (não humanos) sofrem menos do que os (animais) humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos» - Dr. Louis J. Camuti  

 

 Fonte do texto:

https://pt.wikiquote.org/wiki/Direitos_dos_animais

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:28

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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016

O MAIOR PROBLEMA DA SOCIEDADE PORTUGUESA ACTUAL: A IGNORÂNCIA E A INDIFERENÇA

 

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Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1110104692355626&set=p.1110104692355626&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 13:50

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015

TOURADAS – A VERGONHA DE PORTUGAL

 

VIOLÊNCIA, CRUELDADE, IGNORÂNCIA, FUTILIDADE

 

 

O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia.

 

A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães.

 

Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos.

 

Por vezes, os touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos. e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem.

 

Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro dito "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:52

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

TOURADAS: O QUE É DO SENSO COMUM E DA RACIONALIDADE

 

O povo português só tem de suportar governantes aficionados de touradas se não puder correr com eles…

 

Mas como queremos e podemos, avancemos!

 

O que se segue é uma compilação do que o senso comum diz sobre a irracionalidade tauromáquica, e que corre nas redes sociais

 

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Pois … mas o óbvio é apenas óbvio para as mentes evoluídas… As outras, nem repetindo mil vezes conseguem lá chegar…

É o caso dos governantes que, não tendo capacidade para entender o óbvio, insistem em políticas retrógradas e anticivilizacionais.

 

«Já mais do que uma vez me cruzei com a evidente incapacidade do mundo da tauromaquia encaixar a mais leve crítica, partindo não raras vezes os seus protagonistas para o mais rasteiro insulto.

 

 

Curiosamente, os forcados, que eram tidos como os “valentões” da função tauromáquica, do desfile da brutalidade sanguinária (vulgo tourada), na verdade, chegou-se à conclusão de que são uns grandes cobardes, porquanto são eles que, no final, atacam um Touro já moribundo, enfraquecido, a sangrar, despedaçado por dentro e por fora, num sofrimento atroz. E veja-se o que os cobardes lhe fazem:

 

 

E leiam o que os estrangeiros dizem a este respeito:

 

Ban Bloodsports (O nome do grupo significa Banir desportos sanguinários)

 

One of the bulls tormented and tortured live on Portuguese TV - 4th September 2015. The animal gasps for breath and bleeds from wounds inflicted on his back. Witness the plight of the bulls live at

Um dos touros atormentados e torturados ao vivo na televisão portuguesa – em 4 de Setembro de 2015. Os gemidos do animal para respirar, e o sangue que escorre das feridas que lhe foram infligidas no lombo. Testemunhe-se o sofrimento dos touros ao vivo em

http://www.rtp.pt/play/direto/rtp1

 

 

Shame on the Portuguese Government for allowing this barbarity to continue.

 

Quanta vergonha para o governo português por permitir que esta barbárie continue.

 

I am ashamed of Portugal.

I am a Portuguese citizen, and I fight against this barbarity, with all my heart and soul.

 

But the Portuguese government is blind and subservient to the bullfighting lobby, which buys everything and everyone with grants from the European Union and with the public money they receive from the Portuguese government.

 

And while the European Union did not put an end to this grant, the bullfighting will continue.

 

All EU countries must say NO to this shameful help, so that bullfighting can finish once and for all.

 

Without the financial help that the EU gives to bullfighting, this will have no chance to survive.

 

Our hope is that the EU stop giving financial aid to bullfighting. (Isabel A. Ferreira)

 

***

É normal, que quem gosta desta carnificina ou o pratique seja ele próprio violento com o seu semelhante... Freud explica este desvio comportamental.

 

É “gente” desta que é condecorada por Cavaco Silva e António Costa, e aplaudida por Paulo Portas, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Elísio Summavielle, Passos Coelho, e tantos outros governantes aficionados, que são a nossa vergonha.

 

É como diz um amigo meu:

 

«As condecorações portuguesas não têm qualquer valor, eu já o tenho dito várias vezes. Condecora-se um qualquer desconhecido, para tal, basta ter um amigo influente, e então temos: fadisteiros que não são conhecidos para lá das fronteiras, o autor de um libreco sobre um assunto fútil (e disto temos conhecimento), um conjunto de música de abanar o capacete, que ensaiava numa cave e mal tinha vindo a público, já estava a ser condecorado (isto por influência de um amigo, segundo um membro do conjunto).Tudo isto e muito mais, explica a banalidade em que caíram as condecorações portuguesas.»

 

***

Festivais de Verão e Touradas

 

Outro dia, quando eu andava a responder em Tribunal a um processo-crime por ter defendido os Direitos dos Animais Humanos (crianças) e Não Humanos (bezerros) de predadores tauromáquicos, utilizando as palavras correctas para esse tipo de situação, disseram-me o seguinte:

 

«Amiga, estás a lidar com lóbis poderosos, sinistros, incultos e infelizmente arreigados em tradições de muitas regiões do nosso país, incluindo aqui na minha ilha Terceira. O país está em decadência económica e ética e só com cultura e humanismo atingiremos outros patamares de desenvolvimento. Estou muito pessimista. Isso vai levar gerações..

 

Não, não levará mais do que a actual geração decadente que está a afundar-se de dia para dia, cada vez mais.

 

Se observarmos bem, às touradas assistem sempre os mesmos, e apenas aqueles que vivem à custa da tortura animal: ganadeiros e tauricidas mais as respectivas famílias, e um ou outro marialva e betinhos e betinhas do século passado, que por terem nascido e sido criados entre a violência e crueldade têm a tauromaquia impregnada na pele, como uma doença incurável.

 

Em comparação, os nossos jovens, milhares deles, preferem os Festivais de Música de Verão…

 

Haja esperança!

 

***

Os verdadeiros activistas procedem assim:

 

«Enviei e-mail para esta J. F e publiquei na página deles, o seguinte: São as autarquias que mais têm contribuído para a manutenção da barbárie contra seres sencientes como são os touros !! A permissão por parte dos autarcas da realização de touradas nos espaços por eles geridos e a atribuição de subsídios a esta vergonhosa actividade, com dinheiros públicos (só em 2012 foram 9 milhões de Euros !!!), apenas representa não só uma condenável sujeição ao lobby tauromáquico como uma falta de sensibilidade para com o sofrimento de animais o que é ainda mais vergonhoso e desumano !! Gandhi disse: "O carácter dum povo revela-se pela forma como trata os seus animais". O carácter de quem promove e/ou autoriza espectáculos como touradas (caso da J. F. de Frejim), leva-me a que nunca visite esse local e desaconselhe todos os meus conhecimentos a visitar-vos!!!» (Carlos Ricardo)

 

***

A propósito da Ordem dos Médicos Veterinários nada fazer em defesa dos bovinos trucidados futilmente pelos carrascos tauricidas:

 

«As Ordens não são mais que resquícios do sistema corporativo que a liberdade do 25 de Abril de 1974 não conseguiu abolir! De estrutura e enquadramento jurídico duvidoso se considerarmos que vivemos num país que se quer livre de controlo de exclusividade da profissão, só servem para perpetuar privilégios afrontando quem ouse invadir a esfera da sua competência! A Ordem dos Veterinários tem como missão apenas proceder à inscrição das profissionais de veterinária, esquecendo que a profissão destes deveria ser mais nobre, consistindo em ajudar a salvar os animais e não apenas torná-los prisioneiros do mercenarismo! A Bastonária não serve simplesmente porque não ajuda nem deixa ajudar os animais! É caso para se dizer: não faz, nem deixa fazer!» (Paulo Serrão)

 

***

Bos Tauros dá uma lição ao homo stupidus, que não pertence propriamente á espécie humana.

 

 

***

Nem tudo o que reluz é ouro

 

Fui insultadíssima no Google, como PORTUGUESA, por um espanhol que se diz NOBRE e AFICIONADO.

 

O que em nada me afectou, obviamente. Mas é só para dizer que até os espanhóis, que têm tantos telhados de vidro no que respeita à tortura de Touros, arrasam o Portugal pequenino...

O que dirão então os povos mais civilizados!

 

***

A propósito do meu hábito de responder aos aficionados terceirenses:

 

Responder a essa “gentinha” é mostrar-lhe um outro modo de ver o mundo. Eles estão tão espartilhados e atados naquele mundinho deles, naquela ilha rodeada de ignorância por todos os lados, que temos o dever de lhes mostrar que o mundo evoluiu e eles ficaram para trás.

 

Eu sigo algo que aprendi com George Orwell: «Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio, transformou-se no dever de todo o ser inteligente».

 

Concordo em absoluto com o que diz Orwell.

 

***

Uma miscelânea de ideias:

 

*** Quando o mundo estiver livre das touradas, Portugal ainda as praticará, porque com os governantes que temos... a EVOLUÇÃO está comprometida.

 

*** Os animais humanos irracionais divertem-se com a tortura de animais não humanos racionais.

 

*** É da qualidade de seres inferiores brincar aos broncos com animais indefesos.

 

*** «Esta canalha devia ser esterilizada, para não deixar descendência...

 

A esta gente (não querendo ofender as pessoas normais) dá-se o nome de "projecto que não deu certo".

 

Acho mesmo que só acontece nos humanos e nos vegetais.

 

É assim ............ que Deus os mantenha longe da minha família e dos meus animais.

 

Dirigir a palavra a esta chungaria demente, é uma perda de tempo. São ervas daninhas que em nada dignificam a espécie humana. São de um baixo nível cultural, de um primitivismo assustador. Como é possível haver gente tão ordinária, tão cobarde, tão reles. Quem serão os pais destes anormais? De que buraco saiu esta gentinha?» (estas palavras são da minha amiga Judite)

 

***

Aos aficionados que andam sempre a falar em democracia:

 

Sabem lá eles o que é Democracia!

 

Nós vivemos numa democraciazinha disfarçada de ditadura nazista, um regime onde os energúmenos se divertem a torturar seres vivos.

 

*** Esta é a horrenda supremacia humana que escraviza, aprisiona e tortura os restantes seres vivos.

 

*** Isto nem devia estar a acontecer, porque está mais do que provado, desde Darwin, que animais somos todos nós: os que se dizem humanos e os ditos não humanos. Então porque tratá-los como "coisas"?

 

***

Sobre a ignorância:

 

No mundo ainda existe uma senhora chamada Ignorância, que é tão velha, tão velha, que já lhe perdemos a conta dos anos, mas infelizmente ainda vive. E numa época em que o mundo já devia ter regressado ao paraíso primordial...

 

Eis então a questão que se põe:

 

Se podemos ir à Lua, porque não podemos ser civilizados?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

 

«Hoje em dia, só é ignorante quem quer.

A informação sobre esta matéria é mais que muita.

 

Hoje em dia, ser ignorante é uma opção. E como é triste comprovar que ainda há criaturas, e algumas com diplomas universitários, governantes no activo, ex-governantes e candidatos a governantes que optam pela ignorância» …

 

Aqui deixo a verdade verdadeira sobre a selvajaria que o Estado português vergonhosamente promove» (Isabel A. Ferreira)

 

VASCO REIS.jpg

Este é o Médico Veterinário, Dr. Vasco Reis, o único expert português que tem a coragem de dar a cara e o nome pela abolição da selvajaria tauromáquica em Portugal, por isso tem a minha admiração e respeito (IAF)

 

Os animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso.

 

Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga, sem as quais, não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são condições essenciais de sobrevivência.

 

Afirmar-se que nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância, ou intenção de negar uma verdade vital.

 

A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.

 

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento. O senso comum apreende e a ciência confirma-o.

 

Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.

 

Conclusão comportamental ética?

 

Seres humanos (tauromáquicos) não devem infligir a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios infligidores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.

 

Na tourada à portuguesa importa mencionar o terrível sentimento de claustrofobia e pânico que o touro sofre desde que é retirado violentamente da campina e transportado em aperto até à arena. Depois, há o maltrato com a finalidade de o enfraquecer física e animicamente antes de ser toureado.

 

Na arena, o touro enfrenta a provocação e a tortura durante a lide e no fim desta, com a retirada sempre violenta e muito dolorosa das bandarilhas, rasgando ou cortando mais o couro sem qualquer anestesia.

 

No final de tudo, o animal é metido no transporte, esgotado, ferido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que a morte o liberte de tanto sofrimento.

 

O cavalo sofre um esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.

 

À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e corrente à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves, até a morte na arena.

 

É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e aficionados amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento.

Questiono-me porque se continua a permitir uma actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?

 

E uma verdadeira democracia não permite nem legaliza a tortura. E você?

 

Vasco Reis,13.6.13

Publicado no Algarve Jornal 123, Portimão, Algarve, Portugal

 

Fonte:

http://abolicionistastauromaquiaportugal.blogspot.pt/p/os-animais-humanos-e-nao-humanos-sao.html

 

***

Comentários:

 
«Se algum médico veterinário afirmar que o touro não sofre na tourada e em outros espectáculos igualmente bárbaros, só vislumbro estas hipóteses: ou é incompetente ou intelectualmente desonesto ou ambas!!!
(Ana Teresa Cunha)

***

«Concordo plenamente com cada frase escrita e isto só continua porque o dinheiro que envolve as touradas fala mais alto; na minha opinião não é por aficionamento mas sim pelo lucro e o egocentrismo em dominar um animal de grande porte entrincheirado, deslocado do seu meio ambiente, assustado e sem se poder defender.»

(Luís filipe Ricardo)

 

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 12:04

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