Terça-feira, 18 de Abril de 2017

ANTÓNIO BARRETO ESCREVEU SOBRE A ACTUAL COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Um excelente texto, escrito em bom Português, para reflectirmos o actual estado do país, através da actual comunicação social (com dignas excepções), vendida ao poder político, numa total e vergonhosa vassalagem.

 

Informa-se só o que interessa aos governantes, aos políticos, aos partidos; fala-se incorrectamente, e legenda-se ainda pior, ou seja, na versão mais inculta da Língua Portuguesa.

 

Faço totalmente minhas, todas as palavras de António Barreto.

 

AntonioBarreto-2[1].jpg

 António Barreto (Sociólogo português)

(Origem da foto: Internet)

 

É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática.

 

A preguiça é virtude. O tosco é arte.

 

A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

 

Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não se sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense.

 

Os alinhamentos são idênticos de canal para canal. Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

 

Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiza a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

 

Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

 

É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não há comentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! 

 

Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. 

 

Arte? Um director-geral chega. Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

 

A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. 

 

Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

 

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

 

A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos papagaios no seu melhor!

 

Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.

 

Origem do texto:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/antonio-barreto/interior/as-noticias-na-televisao-5407534.html

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

SANTARÉM FESTEJA SÃO JOSÉ COM FUTEVACA E MESA DA TORTURA COM O AVAL DA PSP, DO GOVERNO E DA IGREJA CATÓLICA????

 

Isto é a sério ou a brincar?

Futevaca????? Mesa da Tortura????? Seja lá o que isto for, isto é vil, é diabólico, é coisa de “gente” bronca.

 

A Polícia de Segurança Pública surge como um dos parceiros de diversas actividades tauromáquicas que vão decorrer no próximo fim-de-semana em Santarém, para festejar São José, como se São José fosse o autarca lá da terrinha…

 

A Plataforma Basta pede que se questione a PSP sobre esta parceria em actividades que colocam em causa o bem-estar dos animais e das crianças, neste link: www.facebook.com/policiasegurancapublica

 

 

Entretanto observe-se o cartaz:

 

S JOSÉ.png

 

A cerveja Sagres, a REPSOL, os cafés Delta, as Águas de Santarém associam-se à PSP nesta vergonhosa e vil celebração de um Santo da igreja católica (assim em letra minúscula porque não merecem mais), com uma série de iniciativas diabólicas e trogloditas, que nem ao diabo lembraria.

 

Isto é inacreditável, inaceitável, imoral, asqueroso, repulsivo…

 

Santarém é um antro de mediocridade, de selvajaria, de barbárie.

 

Onde estão as autoridades deste país?

 

Crianças vão estar envolvidas nestas actividades que envergonham até os piolhos portugueses, que se comportam com muito mais dignidade, sendo parasitas.

 

Isto só mesmo num país governado por políticos que não têm um pingo de sentido crítico e de cultura culta.

 

Isto só num país mediavalesco e grotesco.

 

Há que BOICOTAR Santarém e todas as marcas que patrocinam esta celebração católica com actos diabólicos.

ENTRETANTO A PSP FEZ O SEGUINTE ESCLARECIMENTO

 

PSP.png

 

«Esclarecimento - Festas de São José em Santarém

A Polícia de Segurança Pública informa que o Comando da PSP de Santarém participa, à semelhança dos anos transactos, nas Festas de São José, as quais se inserem nas comemorações do feriado municipal de Santarém, com actividades direccionadas à população/visitantes.

 

A PSP terá no local uma exposição estática em stand e fará demonstrações de algumas das suas valências, não estando envolvida na organização das demais actividades calendarizadas, nomeadamente as tauromáquicas.

 

Para além desta participação, assegurará a segurança ao espaço das festas (Campo Infante da Câmara - Casa do Campino) e reforçará o policiamento, como medida preventiva, em face do previsível aumento do fluxo de pessoas durante as festas.

 

Assim, a parceria desta Polícia com a organização das Festas de São José (CM Santarém e Viver Santarém – Empresa Municipal) restringe-se às acções acima referidas, não podendo, nem devendo, ser interpretada como patrocinadora/promotora de quaisquer outras actividades.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/photos/a.118723868183136.28032.109274852461371/1265065753548936/?type=3&theater

 

NO ENTANTO…

 

… no cartaz, aparece o logotipo da PSP ligado APENAS a ACTIVIDADES TAUROMÁQUICAS, do mais baixo nível...

 

Se me é permitida a expressão: a treta não diz com a careta…

 

E é como diz o Jorge Freitas:

 

«A PSP de Santarém não se deve desculpar, deve agir em conformidade.


O esclarecimento publico da PSP de Santarém é dúbio e fugaz... ... ..., muito fugaz.

.1 - Está no cartaz como patrocinador.
.2 - Se não é patrocinador tem de agir em conformidade.
.3 - Se não age em conformidade, é cúmplice.
.4 - Se é cúmplice, assume a responsabilidade.
.5 - Se a PSP de Santarém assume a responsabilidade, em minha opinião está a cometer um crime. Maltratar apenas por divertimento e lucro (ou outra razão qualquer), um animal, seja ele, de companhia, doméstico ou feroz, é crime.
.6 - É lamentável e triste ver uma força de segurança envolvida nesta vergonha, e quando criticada apenas se desculpa, mas nada faz (que até este momento seja público) quanto ao cartaz.

Recordo e lamento que no cartaz está escrito algures, no lado direito inferior:

** MESA DE TORTURA **

Eu pergunto, tortura a quem?, ou a quê?.
Pergunto ainda: com a permissão de quem?.

Fico à espera de respostas.»

Faço minhas estas palavras e também fico á espera de respostas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:09

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Domingo, 12 de Março de 2017

TOURADA: NEM FESTA, NEM BRAVA

 

Tourada é simplesmente uma prática medievalesca assente na cobardia, na psicopatia e na mais profunda ignorância.

 

Felizmente está a perder espectadores vertiginosamente.

E já este ano foram canceladas várias touradas.

 

De que estão à espera, senhores governantes, para darem o golpe final a esta actividade que só os muiiiiiito ignorantes (felizmente poucos) praticam, aplaudem e apoiam?

 

PP.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155120203789106&set=pcb.1106688199442242&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:26

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

MORTE NA ARENA

 

Esta imagem é terrível.

Nos olhos do Touro a morte espreita exactamente do mesmo modo que nos olhos do torturador de Touros.

 

MORTE NA ARENA.png

 Repare-se bem: a expressão é a mesma. Animal Touro e animal homem morreram na arena, com uma diferença: O Touro, com honra, porque foi barbaramente torturado, até à morte; o tauricida, desonrado, porque morreu aos cornos do Touro, que cobardemente torturou.

 

Obviamente não aplaudo a morte do Touro.  Também não aplaudo a morte do carrasco. Mas não serei hipócrita ao ponto de dizer que e a morte do torturador de Touros abala os meus sentimentos.

 

Não abala. Não sinto nada.

 

É terrível quando a morte de uma criatura que se assemelha a um ser humano, mas não se comporta como humano, não nos diz nada.

 

Pelo contrário, a expressão dolorida do Touro esmaga-me.

 

Esta imagem mostra-nos dois seres que já foram vivos e agora estão mortos e jazem no chão, desfeitos pela mesma morte, que os atacou de modo diferente.

 

Existe uma diferença brutal no modo como ambos foram mortos.

 

O Touro, indefeso, que não foi para a arena por sua livre e espontânea vontade, depois de barbaramente torturado, antes e durante a lide, foi morto propositadamente para gáudio de sádicos tauricidas.

 

O torturador de Touros, que foi para a arena por sua livre e espontânea vontade de torturar e matar um Touro, foi morto porque o Touro, muito legitimamente, reuniu as derradeiras forças para se defender do seu carrasco.

 

O Touro morreu com Honra. O torturador morreu sem ela.

 

E é isto que os sádicos aplaudem e que governantes, com cérebros microscópicos, apoiam.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

O POVOS TÊM O QUE MERECEM… NOMEADAMENTE O POVO PORTUGUÊS…

 

Reflictamos neste curto, mas precioso texto de Maria Helena Capeto

 

POVO.jpg

Origem do texto: Internet 

 

O texto da Maria Helena Capeto é um comentário a um excelente texto publicado no Facebook, por Maria João Gaspar Oliveira, intitulado «CETA – a lei do mais forte…» ou seja, um tratado de livre comércio entre o Canadá e a UE, que é uma grave ameaça à soberania e democracia nacionais, e que recomendo lerem neste link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1126055524178379&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

«Maria João Gaspar Oliveira, tem toda a razão no comentário e críticas que faz. Tem toda a razão no seu apelo. No entanto, tenho a dizer, uma vez mais, que os povos têm o que merecem, nomeadamente o povo português que é aquele a quem este post é dirigido particularmente.

 

Quem enche as ruas aos milhares por causa do futebol, quem enche os centros comerciais nos dias do "sem iva" ou "promoção especial", quem enche as praças para assistir aos concertos de uma qualquer pop star e não se rala com mais nada, merece o que tem. Por isso continuo a dizer: p'ra baixo que ainda mexe. Os governantes são a imagem dos povos que representam. Os governantes só tomam as decisões que os povos permitem que tomem. Tão culpados são os governantes como os povos por tudo o que se passa no mundo, para o bem e para o mal.

 

Eu faço a minha parte não consumindo o que não me parece consumível. Faço a minha parte fazendo o que está ao meu alcance para um mundo melhor. Faço o que está ao meu alcance para abanar consciências. Mas se querem continuar a permanecer homo parvus, cada vez mais parvus, como muito bem os apelida a amiga Isabel A. Ferreira, força! Pode ser que entrem em extinção e se acabe o inferno na Terra. A minha especial preocupação são os animais das outras espécies que não têm culpa nenhuma da imbecilidade e boçalidade humanas e sofrem as consequências.

 

Se o humano continua a ser ignorante é porque quer, não por que isso lhe seja imposto. O conhecimento está, hoje em dia, ao alcance de todos. Não é difícil perceber que se me dói picar-me numa agulha, certamente dói igualmente aos outros. Menos televisão e mais leitura e procura de informação certamente traria outros resultados. Mas cada um faz as suas próprias escolhas, convém é não se esquecer que, queira ou não, terá que viver com elas.»

 

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

QUANDO É QUE OS NOSSOS GOVERNANTES E AUTORIDADES DEIXARÃO DE ACHAR QUE OS PORTUGUESES SÃO TODOS PARVOS?

 

Uma vez que os governantes portugueses ganham salários pagos com os nossos impostos para SERVIR Portugal e os Portugueses e nada mais do que isso, eu (mas não só eu) quis saber (até porque temos esse direito) se a tourada subsidiada também com os nossos impostos, realizada em Agosto, no Carregado (concelho de Alenquer) cumpria os requisitos exigidos no RET (o triste regulamento de “espectáculos” tauromáquicos), nomeadamente quanto à existência de curros, na arena amovível que foi montada no centro urbano, e à qual foi passada uma licença.

 

Curros.jpg

 

Depois de muita insistência lá veio esta inacreditável resposta:

 

 

 

 

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

COMANDO OPERACIONAL

DIREÇÃO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO DA NATUREZA E DO AMBIENTE

 

 

 

E-MAIL

 

31AGO16

 

N.º

2281/16/DSEPNA

 

 

«Sobre o assunto em epígrafe, encarrega-me o Exmo. Major – general Rui Fernando Batista Moura, Comandante do Comando Operacional, de informar que após a situação comunicada por Vª. Ex.ª em 31 de agosto de 2016, cuja denúncia ficou registada com o n.º 27899 /2016, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, através do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Alenquer, deslocou-se ao local visado, juntamente com o Médico Veterinário Municipal de Alenquer.

 

Das averiguações efetuadas, foi possível verificar a presença de quatro exemplares da espécie brava de Touros de Lide, tendo o Veterinário Municipal em causa verificado que todos os animais envolvidos encontravam-se devidamente identificados e certificados, não apresentando sinais de maus-tratos ou outras patologias higino-sanitárias, encontrando-se aptos para participarem no evento em apreço.

 

A firma promotora do espétaculo denunciado era portadora de Licença de Funcionamento de Recinto Itinerante emitido pela Câmara Municipal de Alenquer, bem como de comunicação previa  à Inspeção Geral das Atividades Culturais, nos termos do Decreto - Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, não tido sido verificada qualquer infração.

 

Estando a Guarda profundamente empenhada na defesa dos valores ambientais e numa melhor segurança e bem-estar das populações, o SEPNA agradece a sua participação, continuando sempre disponível a novos contributos que poderão ser feitos através da Linha SOS Ambiente e Território n.º 808 200 520, da denúncia On-line no site www.gnr.pt ou do mail sepna@gnr.pt.

 

Com os melhores cumprimentos,

O DIRETOR DO SEPNA

ANTÓNIO ALBUQUERQUE

CORONEL»

 

(Os termos a vermelho são erros ortográficos detectados pelo meu computador)

 

***

 

Excelentíssimo Senhor DireCtor do SEPNA,

 

Agradeço a resposta.

 

Mas não foi isto que perguntei exaCtamente.

 

O que peço a gentileza de me responder é se a praça amovível do Carregado tinha as condições exigidas no RET para a tourada que lá se realizou, poder ter sido realizada dentro da LEGALIDADE, ou seja, a praça estava dotada de CURROS?

 

A informação que temos é que os CURROS não existiam. E a Lei exige-o, logo, aquela tourada (aliás como a maioria das touradas em Portugal) foi realizada ILEGALMENTE.

 

A questão é esta. E nenhuma outra.

 

Até porque o que se disse dos touros e o que se disse das licenças, todos sabemos que os touros são muito bem tratados para serem torturados; e que são passadas licenças de olhos fechados.

 

Continuarei à espera de uma resposta concreta e objeCtiva. Na arena amovível do Carregado havia curros?

 

E já agora, se me permite, gostaria de uma resposta escrita na Língua Oficial Portuguesa.

 

A ortografia aqui aplicada é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL, o que não dignifica o SEPNA e os organismos governamentais que consideram a tourada “herança cultural portuguesa” que o Estado (pasmemo-nos) tem a incumbência de promover e proteger, mas não considera herança cultural portuguesa a Língua que nos identifica como Nação, e que o Estado português, por mais incrível que pareça, não tem a incumbência de proteger,  embora este dever esteja consignado na Constituição da República Portuguesa, colocando, deste modo inacreditável e ignóbil, a Língua Portuguesa abaixo da selvajaria tauromáquica.

 

Vivemos num país a sério?????

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A NOMEAÇÃO DE GUTERRES PARA A ONU ORGULHA PORTUGAL, E PORTUGAL ORGULHARÁ GUTERRES?

 

É o que vamos esmiuçar

 

AG-1[1] GUTERRES.jpg

 

Penso que serão poucos, aqueles que não se sentirão orgulhosos da nomeação de António Guterres, ocorrida no passado dia 6 de Outubro, para Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Da direita à esquerda, a unanimidade, perante esta aclamação, parece-nos inequívoca.

 

António Guterres é dos poucos portugueses que passaram pela política sem nódoas negras a manchar-lhe o nome e a reputação.

 

Como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados reuniu consensos e prestigiou Portugal nas suas atitudes serenas e sensatas, ao contrário de outros portugueses que nos envergonham e arrastam o nome de Portugal pela lama…

 

A sua candidatura a Secretário-geral da ONU foi transparente e, apesar da pouca cristalina entrada de Kristalina Georgieva, já no final da “corrida” ao cargo, com pretensões menos claras, a aclamação de António Guterres foi absolutamente cristalina. Disso ninguém tem dúvidas.

 

Portugal intumesceu de tanto orgulho. Nunca um português chegou tão alto em cargos da governação do mundo.

 

Então, no mundo, quem não sabia, ficou a saber que António Guterres é oriundo de Portugal, um pequeno país europeu, situado na ponta mais ocidental da Península Ibérica.

 

Portugal é agora falado no mundo inteiro. Parece estar na berlinda. Na mó de cima.

 

Mas estará?

 

Os mais curiosos pretenderão saber que país é este, de onde é oriundo o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que integra 193 estados-membros.

 

Que país será o país de Guterres?

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá e por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que vejamos. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além, Nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nem António Guterres, nem nenhum português que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis… e são estes povos que praticamente “mandam” no país.

 

Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, estará tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o povo no banho-maria da ignorância para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

Ainda um destes dias ouvi falar na geração Nem, Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país. Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem, Nem?

 

A desigualdade e a pobreza em Portugal são alarmantes. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE. A pobreza aumentou para níveis do início do século. Existem ainda muitas crianças a passar fome em Portugal. A pobreza alastra-se como uma lepra. No entanto, a gastronomia portuguesa faz o deleite dos turistas.

 

O Sistema Nacional de Saúde é um caos. Faltam médicos. Faltam enfermeiros. Faltam condições nos hospitais públicos. Existem listas de espera para tudo. Ainda se morre sem a assistência adequada e atempada. 52,3% da população tem colesterol elevado; 36% sofre de hipertensão arterial; a obesidade atinge 28,7%; e a diabetes afecta cerca de 13% da população.

 

E agora pretendem taxar os produtos nocivos à saúde pública, para se angariar mais proventos para o Estado. Sim, porque em Portugal estão à venda, para consumo, produtos nocivos à saúde pública, e em vez de se suprimir esses produtos nocivos, taxam-se, porque há sempre alguém que os adquire e contribui para o aumento do colesterol, da hipertensão, da obesidade, da diabetes… e entope os hospitais públicos.

 

Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

Portugal é um país onde a corrupção existe ao mais alto nível e é generalizada entre os mais ricos e poderosos. Não existe corrupção entre os pobres e os não poderosos.

 

Legisla-se para se protegerem uns aos outros, e uma boa parte das leis não é cumprida, nem existe quem as faça cumprir. Impera uma camuflada ilegalidade em várias frentes. E a Justiça tem duas caras.

 

Não se cumpre a Constituição da República Portuguesa.

 

Não há uma política ambiental que proteja as florestas, os rios, os recursos e parques naturais, a fauna e a flora portuguesas.

 

A inexistência de políticas que elevem a Cultura, a Educação, a Moral e a Ética é gritante.

 

O que existe é uma política que promove, apoia e premeia, também ao mais alto nível, a mediocridade, a imbecilidade, a ignorância, a estupidez, a crueldade e a violência (que até estão legisladas).

 

Não existe uma política de protecção às crianças.

 

Existem doze escolas, financiadas com dinheiros públicos, onde se ensinam crianças a desenvolver instintos sádicos e psicopatas.

 

Um terço dos municípios portugueses vive ainda num patamar civilizacionalmente muito atrasado, medieval, primitivo, cujos governantes aprovam as mais hediondas crueldades contra animais não humanos, nos matadouros, na tauromaquia (em todas as suas impiedosas modalidades, e na qual se esbanjam milhares de euros do erário público), nas corridas de galgos e de cavalos, na luta de cães e de galos, no tiro aos pombos, nos circos que usam animais, em jardins zoológicos e zoo marines, na caça e pesca desportivas, nas batidas à raposa, na caça furtiva aos animais selvagens, nos festivais de matança de porcos ao vivo, na inacreditável queima de gatos, enfim… apenas alguns cães e alguns gatos gozam do estatuto de animais em Portugal. Todos os outros são apenas “coisas”.

 

E já dizia Mahatma Gandhi que o grau de civilização de um povo mede-se pelo modo como ele trata os seus animais. E neste aspecto Portugal está no grau Zero.

 

Nestas actividades cruéis está envolvida uma população inculta, encruada, bastante ignorante, desinstruída, analfabeta, mas também letrados mal formados e sem carácter, porque a boa formação e o bom carácter não se aprendem nas universidades.

 

E para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta e europeia, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mental, à incultura, à ignorância e a interesses económicos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.

 

Ainda agora na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundida na Internet é a versão inculta e desenraizada de uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta indecente que é substituir a Língua Portuguesa pelo AO90.

 

Será com esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico e que nada tem a ver com as raízes cultas das línguas europeias, que o novo Secretário-geral das Nações Unidas começará a comunicar-se com o mundo?

 

O Engenheiro António Guterres tem duas opções: ou rejeita liminarmente esta ortografia parva, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preserva a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entra no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

 

Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver.

 

E se quiser que Portugal mantenha o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres terá de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI D.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

«SALTANDO A LEI!»

 

 

Há algumas leis em Portugal que não são para cumprir.

 

Há algumas autoridades em Portugal que não cumprem, nem fazem cumprir as leis.

 

E se questionamos os governantes sobre estas matérias, simplesmente não respondem, como se ao povo não se devesse dar satisfações da governação.

 

Será que vivemos num país onde a Democracia é uma ilusão?

 

É deste “saltando a lei” que fala o magnífico texto de Teresa Botelho, publicado no seu Blogue Retalhos de Outono

Fazemos minhas todas as suas palavras.

 

 

Lisboa%20-%20Praça%20de%20Touros%20do%20Campo%20P

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Hoje apetece-me falar de falta de vergonha, negligência, compadrio, ou quem sabe se até de corrupção, protegida por propositados silêncios!

 

A conivência escandalosa das instituições portuguesas no que toca à Natureza e aos animais, não tem mais justificação, tocando descaradamente o evidente!

 

Claro que falo do Ambiente de um país primitivo que se encolhe nos recantos mais sombrios da incúria e do laxismo, sem argumentos que justifiquem claramente seja o que for...

 

Mas hoje apetece-me falar de uma Instituição que saltita impunemente sobre certas leis e não responde a quem, com os seus impostos, a sustenta: - A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).

 

Mais uma vez, falo de touros, aquele espectáculo degradante que coloca Portugal ao nível dos países menos evoluídos da Europa e quem sabe se do Mundo!

 

Foi tarde e a más horas que saiu o RET (Regulamento dos Espectáculos Tauromáquicos) e que proíbe o funcionamento de praças de touros amovíveis desprovidas de curros, ou seja, de espaços onde os animais permanecem antes e depois de serem torturados e onde deverão depois ser abatidos na presença de um veterinário, para que o seu sofrimento não se prolongue até ao matadouro, o que pode demorar, em caso de fim-de-semana.

 

Considerando que qualquer pessoa evoluída e consciente, não aceita o nome de "espectáculo" a estas actividades sádicas e menos ainda culturais, este novo Regulamento trás algumas regras que antes não eram concebidas, mas que pelo menos, demonstram o que há muito se sabe, mas que o Ministério da Cultura sempre pretendeu ignorar: - O atroz sofrimento dos animais, os cortes a sangue frio para retirar os ferros, etc.!

 

Nos tempos áureos da tauromaquia, estas praças pré-fabricadas eram instaladas em várias terriolas, para "alegrar" os famintos de sangue nas suas festas tradicionais e geralmente em honra de Santos que nunca foram ouvidos nem achados, mas que aos padres das Paróquias rendiam alguns tostões e até o prazer de ver jorrar o sangue de inocentes, ignorando assim, as sábias palavras papais sobre "maus tratos a animais".

 

Hoje, essas armações obsoletas e ultrapassadas, sem a legal e devida acomodação para os animais, continuam a ser armadas em povoações, zonas protegidas e até no meio de prédios, como aconteceu recentemente no Carregado, sob o ignorado protesto de alguns moradores incomodados.

 

Perante esta notícia, divulgada por um órgão de informação e largamente partilhada nas redes sociais, várias pessoas acharam por bem, avisar o IGAC*, para que a devida inspecção fosse feita e a lei se cumprisse, mas se as respostas chegaram a alguns sob uma ridícula desresponsabilização, atribuindo esses deveres à Direcção-Geral de Veterinária que pelos vistos, não só tem que verificar os animais, como também lhes são agora espantosamente atribuídas funções urbanísticas, num vai e vem de desculpas esfarrapadas e incoerentes, como aliás convém...

 

Aos contactos e pedidos de esclarecimentos que solicitei ao IGAC, sobre o caso concreto do Carregado, até hoje aguardo resposta, talvez porque não tenham sido ainda informados pelas Finanças que os meus impostos estão em dia, ou quem sabe, se me consideram cidadã de 2ª que não merece explicações, mas o que é certo, é que as leis se fizeram, os touros continuam a servir de gozo a psicopatas em recintos ilegais, protegidos por entidades omissas, cuja omnipotência os engasga pela falta de válidos argumentos e sujeitas a manipulações ilegais e culposas.

 

A tourada aconteceu no Carregado, sem qualquer inspecção, mas com a infalível bênção do padre da paróquia, à qual nem a Câmara de Alenquer nem qualquer outra entidade se atreveu a opor. Aconteceu este ano e voltará a acontecer em várias terrinhas deste país para os protegidos pelo sistema e implacável para quem se verga sob o peso das sua consciências, porque a Democracia se tortura em praça pública e o povo esmagado pelos atropelos, se manifesta sem ser ouvido!»

 

* Inspecção-geral das Actividades Culturais partilhou recentemente com a AMA – Agência de Modernização Administrativa, um conjunto de dados que agrega informação dos recintos de espectáculos de natureza artística activos em Portugal Continental, que se encontra publicada em:

http://www.dados.gov.pt/PT/CatalogoDados/Dados.aspxname=RecintosdeEspetaculosdeNaturezaArtistica#sthash.kIUVKOUA.dpbs...

 

(Infelizmente o link em anexo está desactivado)

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/09/saltando-lei.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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AINDA A QUESTÃO DA TOURADA PARA ANGARIAR FUNDOS PARA OS BOMBEIROS DA REGIÃO DE SANTARÉM…

 

ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BOMBEIRO

 

BOMBEIRO.jpg

Um BOMBEIRO administra oxigénio a um filhote de hamster que estava dentro de uma rulote que se incendiou. A este tipo de BOMBEIROS, eu curvo-me e reverencio.

Mais imagens de BOMBEIROS salvadores de vidas neste link:

http://misteriosdomundo.org/10-imagens-de-bombeiros-que-arriscaram-suas-vidas-para-salvar-animais/

 

***

EM SANTARÉM TORTURAM-SE TOUROS PARA ANGARIAR UMA ESMOLINHA PARA OS bombeiros DA REGIÃO

(E querem que eu fique calada?)

 

SANTARÉRM.jpg

 

A propósito da INDIGNAÇÃO (à qual tenho direito) que demonstrei no texto que escrevi sobre esta macabra iniciativa, que encheu os bolsos de algum ganadeiro, das santas casas da (falsa) misericórdia, mas não os COFRES das corporações, em nome das quais esta carnificina se realizou, recebi este comentário, ao qual respondi.

 

João Forte, deixou um comentário ao post DISPAM A FARDA, BOMBEIROS DA REGIÃO DE SANTARÉM, PERDERAM A DIGNIDADE AO ACEITAREM DINHEIRO SUJO DO SANGUE DE INOCENTES BOVINOS SACRIFICADOS às 13:50, 2016-09-29.

 

 

Comentário:

Não lhe reconheço moral para dizer que os bombeiros têm de ser como você acha que têm de ser. Considero lamentável arrastar o nome dos bombeiros voluntários para a lama, de uma forma populista e demagógica. Não são os bombeiros que têm de decidir, mas sim as direcções. Isto é uma questão civilizacional, não "bombeirística". Como saberá, Santarém é uma região onde, infelizmente, isto se faz, portanto não confunda alhos com bogalhos sff. E, finalizando, não me leve a mal, mas não lhe reconheço qualquer autoridade para afirmar que "isto também é ser bombeiro", ou mesmo " dispam a farda. Não são dignos dela". A senhora não sabe o que é ser-se bombeiro/bombeira e os horrores e as dificuldades que passamos. Pode imaginar, mas daí a saber vai um passo muito grande. Resumindo, não confunda uma questão civilizacional com bombeiros.

 

***

 

João Forte, então estamos quites.

 

Eu também não lhe reconheço nem moral, nem cultura, nem qualquer outra virtude, para pretender fazer dos bombeiros, uns carniceiros, e aceitar esmolinhas manchadas do sangue e do SOFRIMENTO ATROZ de seres vivos inocentes, inofensivos, sencientes e indefesos. Certo?

 

É que é preciso que fique bem claro: NÃO SOU EU que aplaudo a tortura de seres vivos para angariar fundos para os bombeiros.

 

E como já disse, um bombeiro, que é BOMBEIRO e SOLDADO DA PAZ não se presta ao papel de carniceiro. E se se presta, é porque concorda. E deixa de ser Soldado da Paz.

 

E atenção! Quem arrasta os bombeiros voluntários para a LAMA também não sou eu. São eles próprios, ao ACEITAR entrar neste jogo SUJO, onde o único animal HONESTO é o TOURO. Certo?

 

E vá aprender o significado de “populista” e demagógica” junto aos governantes e às direcções de bombeiros, pois não sou EU que faço política SUJA.

 

Também já disse e vou repetir alto:

 

OS BOMBEIROS (OS VERDADEIROS BOMBEIROS) NÃO TÊM OBRIGAÇÃO DE CUMPRIR ORDENS PARVAS DAS DIRECÇÕES PARVAS. HÁ DUAS OPÇÕES CHAMADAS “OBJECÇÃO DE CONSCIÊNCIA” E “DESOBEDIÊNCIA CIVIL”, PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, ÀS QUAIS OS CIDADÃOS CONSCIENTES PODEM RECORRER QUANDO OS OBRIGAM A FAZER ALGO CONTRA A PRÓPRIA CONSCIÊNCIA CÍVICA.

 

Certo?

 

A sua ignorância abeira o ridículo. Quando é que OBEDECER a uma DIRECTIVA ESTÚPIDA é uma questão CIVILIZACIONAL? Jamais, nem no tempo da ditadura.

 

Sei muito bem que SANTARÉM é uma região TAURICIDA e CIVILIZACIONALMENTE ATRASADÍSSIMA, mas lá por ser uma região TAURICIDA e CIVILIZACIONALMENTE ATRASADÍSSIMA não significa que todos tenham de o ser, e muito menos os SOLDADOS, que se dizem da PAZ, mas aplaudem a VIOLÊNCIA e a CRUELDADE, cometidas COBARDEMENTE contra seres vivos indefesos.

 

VOLUNTARIAMENTE, sem interesses económicos, até são capazes de ir salvar cães e gatos, para ficarem bem na fotografia. Mas também VOLUNTARIAMENTE, mas já com INTERESSES ECONÓMICOS, deixam que bovinos indefesos sejam barbaramente torturados para receberem uma ESMOLINHA.

 

Diga lá qual o montante da FORTUNA que os bombeiros da região de Santarém receberam com a TORTURA DE BOVINOS?

 

E aqui não se confunde alhos com bUgalhos. Aqui DEFENDE-SE a VIDA de TOUROS INDEFESOS. Coisa que os bombeiros da região de SANTARÉM deviam ter feito e não fizeram.

 

Pois pouco me importa que me reconheça autoridade ou não. Estou-me nas tintas para a “avaliação” de alguém que não tem a mínima elevação moral, nem cultural nem social para discernir entre ANGARIAR FUNDOS CIVILIZADAMENTE e ANGARIAR FUNDOS MANCHADOS DE SANGUE INOCENTE, para as corporações locais.

 

Eu sou uma cidadã livre, com sentido cívico e cultura crítica. Tenho a autoridade que tudo isto me concede, para repetir isto bem alto:

 

SER BOMBEIRO TAMBÉM É SALVAR A VIDA DOS ANIMAIS CHAMADOS TOUROS, TÃO ANIMAIS COMO OS CÃES E GATOS, COMO OS BOMBEIROS, COMO EU, E COMO TODA A HUMANIDADE.

 

Certo?

 

Bem como, desprezando todos aqueles que não SABEM HONRAR UMA FARDA, tenho a autoridade cívica de lhes dizer: DISPAM A FARDA! NÃO SÃO DIGNOS DELA, UMA VEZ QUE NÃO SABEM HONRÁ-LA. É o mínimo que podem fazer para se ressarcirem do mal que provocaram.

 

SEI muito bem o que é SER BOMBEIRO, e as dificuldades por que as corporações passam. E por saber disso, todos os anos, contribuo com o MEU DINHEIRO (e não é pouco) para que os bombeiros se comportem como SOLDADOS DA PAZ, e não para que se comportem como CARNICEIROS.

 

E NENHUMA NECESSIDADE justifica ter de TORTURAR ANIMAIS SENCIENTES para angariar fundos, quando há mil e uma maneiras de angariar fundos HONESTAMENTE. CIVILIZADAMENTE. Ou não?

 

Agora gostaria que me EXPLICASSE essa sua última frase: «não confunda uma questão CIVILIZACIONAL com bombeiros».

 

Como disse? O que é isto? O que é que eu confundo? Que questão CIVILIZACIONAL é esta?

 

Quem parece estar a confundir as questões é você, pois em nenhuma parte do mundo, é da CIVILIZAÇÃO torturar seres vivos para angariar fundos. Só mesmo num país terceiro-mundista como Portugal, onde ainda existem localidades, como Santarém, com um COLOSSAL ATRASO CIVILIZACIONAL, e onde bombeiros que enchem a boca a exigir RESPEITO, desrespeitam a VIDA de INFELIZES BOVINOS, para receberem uma ESMOLINHA, que nem dá para as garrafas de água de um só dia.

 

Olhe que não sou eu que preciso de lições de CIVILIDADE, João Forte. Pode crer.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Domingo, 28 de Agosto de 2016

OS ANIMAIS NÃO HUMANOS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS E DIVIDEM CONNOSCO O PRIVILÉGIO DE TER UMA ALMA

 

Mas não é este ensinamento que a igreja católica passa aos seus “fiéis”, cuja esmagadora maioria comete as maiores barbaridades contra seres tão sencientes.

 

Um cão nunca abandona o seu dono, seja em que circunstância for.

 

Mas o dono de um cão abandona-o em qualquer circunstância…

 

FIEL AMIGO.jpg

Esta imagem está a correr mundo, e a emocionar os seres humanos mais sensíveis.

 

Vem-nos de Itália, onde nas localidades de Amatrice e Accumoli se registou um terramoto no qual morreram mais de uma centena de pessoas.

 

Os caixões das vítimas foram levados para um complexo desportivo, onde foram veladas por familiares, amigos governantes e gente anónima.

 

Entre essa multidão, encontrava-se um cão da raça Cocker Spaniel que, visivelmente triste, ficou a velar o corpo do seu dono junto ao caixão.

 

São assim os melhores amigos do Homem, mas por vezes, o Homem não é o melhor amigo do cão, e abandona-o, maltrata-o, tem-no como (mais) um objecto da casa, e não lhe dá qualquer atenção.

 

Penso que esta seria uma boa altura para a igreja católica tomar uma posição mais compassiva em relação aos animais não humanos, e pregar aos seus fiéis que eles, sejam cães ou de outra qualquer espécie, especialmente aqueles que são utilizados para divertimento dos sádicos, são tão animais como nós, têm sentimentos humanos, são criaturas de Deus, que dividem connosco o privilégio de ter uma alma, como afirma o sábio e iluminado filósofo grego, Pitágoras.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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