Terça-feira, 18 de Abril de 2017

ANTÓNIO BARRETO ESCREVEU SOBRE A ACTUAL COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Um excelente texto, escrito em bom Português, para reflectirmos o actual estado do país, através da actual comunicação social (com dignas excepções), vendida ao poder político, numa total e vergonhosa vassalagem.

 

Informa-se só o que interessa aos governantes, aos políticos, aos partidos; fala-se incorrectamente, e legenda-se ainda pior, ou seja, na versão mais inculta da Língua Portuguesa.

 

Faço totalmente minhas, todas as palavras de António Barreto.

 

AntonioBarreto-2[1].jpg

 António Barreto (Sociólogo português)

(Origem da foto: Internet)

 

É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática.

 

A preguiça é virtude. O tosco é arte.

 

A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

 

Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não se sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense.

 

Os alinhamentos são idênticos de canal para canal. Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

 

Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiza a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

 

Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

 

É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não há comentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! 

 

Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. 

 

Arte? Um director-geral chega. Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

 

A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. 

 

Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

 

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

 

A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos papagaios no seu melhor!

 

Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.

 

Origem do texto:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/antonio-barreto/interior/as-noticias-na-televisao-5407534.html

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

O POVOS TÊM O QUE MERECEM… NOMEADAMENTE O POVO PORTUGUÊS…

 

Reflictamos neste curto, mas precioso texto de Maria Helena Capeto

 

POVO.jpg

Origem do texto: Internet 

 

O texto da Maria Helena Capeto é um comentário a um excelente texto publicado no Facebook, por Maria João Gaspar Oliveira, intitulado «CETA – a lei do mais forte…» ou seja, um tratado de livre comércio entre o Canadá e a UE, que é uma grave ameaça à soberania e democracia nacionais, e que recomendo lerem neste link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1126055524178379&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

«Maria João Gaspar Oliveira, tem toda a razão no comentário e críticas que faz. Tem toda a razão no seu apelo. No entanto, tenho a dizer, uma vez mais, que os povos têm o que merecem, nomeadamente o povo português que é aquele a quem este post é dirigido particularmente.

 

Quem enche as ruas aos milhares por causa do futebol, quem enche os centros comerciais nos dias do "sem iva" ou "promoção especial", quem enche as praças para assistir aos concertos de uma qualquer pop star e não se rala com mais nada, merece o que tem. Por isso continuo a dizer: p'ra baixo que ainda mexe. Os governantes são a imagem dos povos que representam. Os governantes só tomam as decisões que os povos permitem que tomem. Tão culpados são os governantes como os povos por tudo o que se passa no mundo, para o bem e para o mal.

 

Eu faço a minha parte não consumindo o que não me parece consumível. Faço a minha parte fazendo o que está ao meu alcance para um mundo melhor. Faço o que está ao meu alcance para abanar consciências. Mas se querem continuar a permanecer homo parvus, cada vez mais parvus, como muito bem os apelida a amiga Isabel A. Ferreira, força! Pode ser que entrem em extinção e se acabe o inferno na Terra. A minha especial preocupação são os animais das outras espécies que não têm culpa nenhuma da imbecilidade e boçalidade humanas e sofrem as consequências.

 

Se o humano continua a ser ignorante é porque quer, não por que isso lhe seja imposto. O conhecimento está, hoje em dia, ao alcance de todos. Não é difícil perceber que se me dói picar-me numa agulha, certamente dói igualmente aos outros. Menos televisão e mais leitura e procura de informação certamente traria outros resultados. Mas cada um faz as suas próprias escolhas, convém é não se esquecer que, queira ou não, terá que viver com elas.»

 

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

CUIDADO PORTUGAL!!!

 

(Recebido via e-mail)

 Não precisarei de tecer comentários.  

 

A opinião sobre a Europa, de Kuing Yamang, professor chinês de Economia, que viveu em França, dirá tudo.

 

KUING.png

Kuing Yamang

 

1 - A sociedade europeia está em vias de se autodestruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

 

2 - Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seu impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

 

3 - Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

 

4 - Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

 

5 - Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

 

6 - Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

 

7 - Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

 

8 - Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...

 

9 - Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado..

 

10 - (Os europeus) vão directos a um muro em alta velocidade...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Domingo, 20 de Novembro de 2016

A TOURADA É CULTURA - A CULTURA DA INCULTURA

 

Um texto inserido no BLogue «Estúpido Aluga-se», que contém as maiores “pérolas” de aficionados que gostam de se expor ao ridículo e aprofundar, até ao tutano, uma ignorância atávica que faz parte de uma herança genética e não há como reverter essa doença congénita.

 

Pasmem-se!

 

INCULTURA.jpg

 

«12 de Outubro, 2016

 

Perdi alguns minutos a ler a entrevista de Hélder Milheiro ao DN, para quem não conhece este aficionado, é o homem que assumiu na Federação Portuguesa de Tauromaquia, a missão de mudar a imagem da tourada em Portugal.

 

Hélder afirma que "não há violência nas corridas de toiros, há pedagogia", este universitário em filosofia, vê a tourada como os antigos romanos, um acto bárbaro que fortalece a corrente elitista e consanguínea que advém deste evento.

 

Na mesma entrevista saliento "Há crianças de 5 e 6 anos a aprender a tourear como a aprender ballet ou futebol.

 

Não é o mesmo... Não?

 

"O que se aprende é a coreografia. Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor."

 

O que aqui é dito é uma falácia facilmente desmontada, a tourada é uma violência inútil camuflada sobre o pretexto de "ARTE", recordo aqui as palavras de Duarte Palha:

 

«Mas nós diremos que não. Que não deixamos. Que é a luta que nos resta. Desobedecer cegamente. Porque não? Porque havemos de encarneirar sempre? Vamos, por uma vez, fazer as coisas à nossa maneira. Como queremos. Como seres livres que somos. Vamos levar crianças às praças. Mentir na idade que têm, escondê-las da polícia, fingir que não conhecemos a lei. Porque é essa a nossa obrigação (…) E não é a lei que nos impede de fazer o que queremos. Nunca foi

 

Em relação ao cumprimento de regras de segurança, os registos são quase nulos porque aquando da entrada dos miúdos nas urgências pediátricas, os acidentes são dados como outros e não como acidente desportivo, o que faz com que o pagamento seja suportado uma vez mais pelo SNS (nós o contribuinte), isto passa-se com a conivência dos pais aficionados e respectivas escolas de toureio.

 

"O espectáculo tauromáquico não traduz violência, é pedagógico e recomendável, é extremamente didáctico porque ensina às crianças a forma de estar na vida."

Hélder Milheiro

 

"Talvez mais intensa do que hoje. De usar panos de cozinha como capotes e colheres de pau como bandarilhas. O toiro era, muitas vezes, um banco - o banco parado no meio da sala, e eu em volta, a cravar ferros. Mais ou menos o mesmo que tourear um murube."

Duarte Palha

 

Segundo o Hélder MATAR é didáctico e para o jovem Palha o acto pedagógico é enfiar ferros num touro imaginado, esta é a conduta apresentada pelos pró-touro, isto numa sociedade cada vez mais consciente de que os animais merecem ser respeitados, eles sentem, amam, sofrem e desfrutam como os seres humanos.

 

Os três pilares éticos fundamentais do Hélder:

 

- O primeiro é o toiro, que é criado quase em total liberdade, "em enormes áreas, de forma a manter-se o mais toiro possível, o mais selvagem - e que nos passa o valor da natureza e da sua natureza animal" (se colocar um ser humano num campo com todas as condições sabendo que o seu destino a curto prazo é a morte, aceitaria?).

 

- Segue-se o espectáculo, em que o "homem arrisca a vida ao encarar o toiro"(a sério?) (seria interessante ver essa valentia de mãos livres), traduzindo duas ordens de valores: os do animal, combativo, que nunca desiste de investir; e os do homem, corajoso, leal para com o toiro porque o encara e se expõe de uma maneira que permite ser colhido; solidário, pronto a saltar a qualquer momento para ajudar um companheiro de lide.

 

- E por último o público, "que está na bancada e absorve os valores éticos, culturais e artísticos passados por estes dois elementos, que absorve a excelência humana, aprende a estar sereno perante o perigo, a ser frontal e leal"(na realidade a tourada é uma barbárie que tem pouco a ver com a cultura e mais com a morte gratuita de um animal indefeso, muitas vezes drogado antes mesmo de sair para lutar, e isso não tem nada de excelência).

 

Podia continuar a desmontar a falácia promocional, mas não tenho paciência para tanto disparate junto.

 

Deixo-vos aqui um (…) BLOG para quem quiser ler mais sobre o assunto.

ARCO DE ALMEDINA

 

Fonte:

http://estupidoaluga-se.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-747396

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS “MAIORAIS” PORTUGUESES E CRISTIANO RONALDO?

 

(Uma advertência: entre os “maiorais” portugueses, aos quais aqui farei referência, haverá excepções, se bem que quando se faz parte de uma “equipa”, se não concordamos com as atitudes que podem ferir a nossa honra e o nosso bom nome, só há uma opção: abandonar o cargo. Se permanecemos nele, implicitamente, estamos a aceitar as consequências dessa decisão).

 

140120-PR-0707 CR CONDECORADO.jpg

(Origem da foto: http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=80509)

A 20 de Janeiro de 2014, o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva, condecorou o jogador de futebol e capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém, na Sala das Bicas

 

Começo por confessar que houve um tempo em que tinha o futebol e os futebolistas de alta competição, como uma inutilidade e um atentado contra os trabalhadores braçais, os mineiros, os que labutam de sol a sol e não ganham numa vida inteira o que um futebolista ganha, por vezes, em um só mês, ou em um ano, para dar pontapés a uma bola.

 

Mas pensando bem… Os melhores actores e actrizes de Hollywood também ganham fortunas a representar personagens fabulosas; e existem políticos e banqueiros, empresários e directores disto e daquilo que ganham milhares de Euros para aniquilarem um país.

 

Não que tivesse mudado a minha opinião a respeito do futebol, assim tão radicalmente, mas nos tempos que correm, e depois de tanto ver triunfar um jovem, que saiu da sua terra natal, ainda menino e só, com um grande sonho e uma pequena mala, que transportava os seus poucos pertences, rendi-me àquilo que vejo faltar aos governantes, autoridades, deputados, primeiros-ministros, chefes, presidentes, directores, secretários de estado, políticos, autarcas, vereadores, dirigentes de vária ordem, empresários, banqueiros, líderes religiosos, enfim, àqueles que podem e mandam em Portugal, que é pequeno, territorialmente falando, mas farto em riquezas naturais e humanas, subaproveitadas por eles, falha essa que é o brio profissional e uma vontade inabalável de querer dar o seu melhor para ser o melhor entre os melhores, naquilo que escolheu fazer na sua vida, conduzido por uma saudável alta auto-estima, num conhecer-se a si próprio bastante criterioso, que o catapulta para o inevitável sucesso e cumprimento de objectivos, que não afectam a Vida no e do Planeta, sob um ponto de vista global.

 

E isso não é arrogância, nem vaidade desmedida, nem ambição presunçosa, como muitos alvitram, por aí, levados talvez pela inveja (que é uma coisa muito feia), e pela incapacidade de se igualarem a quem consegue chegar mais alto, por mérito próprio.

 

O tempo dos heróis do mar (nobre povo, nação valente, imortal), dos heróis da restauração, dos heróis das pelejas que mantiveram Portugal independente, ficou para trás. Completamente esquecido.

 

(Houve quem quisesse mudar a letra do nosso Hino Nacional, porque já nada corresponde à realidade actual, mas na verdade, é melhor deixá-lo estar como está, porque hoje nada há para cantar… nem nobre povo, nem nação valente, nem imortal, nem feitos absolutamente nenhuns que nos honre… a não ser os feitos do futebol).

 

Como estava a dizer, o tempo dos heróis do mar e da terra acabou, e nunca mais se fizeram outros.

 

O que restou dos tempos gloriosos (se bem que manchados com as nódoas negras da evangelização imposta à força, da escravatura, da dizimação de povos indígenas)?

 

O que restou do tempo das descobertas de novos mundos dados ao mundo pelos heróicos e bravos Portugueses de antanho? Apenas memórias em pedra, que foram deixadas um pouco por todo o mundo descoberto.

 

Que outro governante se igualou ao nosso Rei Dom João VI, tão amesquinhado pelos incompetentes, mas que foi o único monarca europeu que conseguiu enganar o todo-poderoso imperador Napoleão Bonaparte, e manteve o Reino de Portugal e de além-mar intacto?

 

Depois destes feitos valorosos (como diria Luís de Camões) seguiu-se um profundo mergulho na mediocridade, que se prolonga até aos dias de hoje.

 

Houve tempos, em que me entristecia ouvir os estrangeiros reconhecer Portugal apenas pelos “feitos” do Eusébio, do Luís Figo, do Cristiano Ronaldo.

 

Por vezes lá vinha o Fado, com a Amália Rodrigues, e a Fé de Nossa Senhora de Fátima.

 

E era só. E continua a ser apenas somente isto. Os três efes que caracterizaram a época negra de Portugal.

 

Temos muita sorte de não sermos conhecidos lá fora pela barbárie de um qualquer matador de touros, ou carrasco de bovinos. Do mal o menos.

 

Mas já não podemos dizer o mesmo no que respeita à política e à mentalidade miserabilista dos portuguesinhos, a quem o sistema não deu oportunidade de evoluir, e são caricaturados em filmes estrangeiros e em livros, como porcos, feios e maus.

 

Portanto, quando nos tempos que correm, em que Portugal está a ser retalhado lá fora pelos grandes escândalos financeiros e pela corrupção de governantes que nos envergonham visceralmente, o Cristiano Ronaldo vem salvar a honra do País, com uma postura superiormente aprumada, que mete todos os “maiorais” da política, da finança, da economia, da governação, da justiça, da autoridade, da religião… no bolsinho do calção com que joga futebol.

 

(É verdade que querem fazer dele um aficionado de selvajaria tauromáquica, mas ele sabe que os seus troféus perderão todo o brilho do ouro, para passar ao apagado negro do carvão, se enveredar por esse caminho obscuro. Por isso, não acredito que ele se deixe envolver nesses enredos de muito baixo nível cultural e humano).

 

Mil vezes o futebol do que a selvajaria tauromáquica.

 

Posto isto, a grande diferença que encontro entre Cristiano Ronaldo e os “maiorais” portugueses é esse modo de querer superar-se a si próprio, para dar a Portugal aquele “orgulho” que ninguém mais dá. Nem Egas Moniz, nem José Saramago, respectivamente, Prémios Nobel da Medicina e da Literatura, deram a Portugal a dimensão que Cristiano Ronaldo está a dar com o “seu” futebol.

 

E do exemplo dos governantes… nem é bom falar.

 

Não, não me rendi ao futebol assim tão radicalmente, tão-só a um jovem que faz da excelência um objectivo a alcançar na sua carreira.

 

Algo elevado que não encontro em nenhum “maioral” de Portugal.

 

E essa é a grande diferença entre aquele que é grande, simplesmente porque trabalha para o ser, e aqueles que são pequenos, porque nada fazem para serem superiores, apesar dos diplomas universitários.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

PRESIDENTE DA RTP (ALBERTO DA PONTE) DESPEDIDO – JÁ NÃO ERA SEM TEMPO

 

(Que não o substituam por um pior do que este.)

 

Penso que este tipo de gente é colocado em lugares estratégicos pelos governantes que estão ao serviço do lobby tauromáquico.

 

Contudo, por mais que tentem, nunca conseguirão evitar que o Sol regresse todos os dias, para iluminar as mentes abertas.

 

E de tanto desconstruírem... um dia, inevitavelmente, caem no fosso que eles próprios cavam.

 

10806330_875929282440636_6995814193842776444_n[1]. 

«O presidente da estação de televisão de serviço público (aquele senhor que ia para as touradas televisionadas dizer que é aficionado da tauromaquia) foi finalmente despedido, com justa causa.

 

Isto aconteceu na sequência de má utilização de dinheiros públicos decidida, sem consulta prévia a quem de direito, pela administração da RTP - também ela oficialmente destituída.

 

Foi o futebol que esteve na origem destes despedimentos, mas lembramos que também as touradas televisionadas são um esbanjar de dinheiros públicos e originam muito mais contestação do que aquela que se refere à emissão de jogos de futebol

 

Fonte: http://www.meiosepublicidade.pt/2014/12/administracao-da-rtp-por-um-fio-com-pedido-de-destituicao-formalizado/

 

(Acrescento eu: é que os jogos de futebol não agredem a sensibilidade de ninguém, nem que sejam visionados por crianças.

Já a emissão das touradas era (já dou como passado esta era das trevas na RTP) maléfica, e dizia da incultura dos que administravam uma estação pública, paga com dinheiros públicos).

 

Vá e não volte, Alberto da Ponte.

 

Vá… e que não seja substituído por outro pior…

 

Haja lucidez e bom senso, que é do que Portugal precisa, neste momento em que a Nação está virada do avesso…)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/875929282440636/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:49

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

TOUROS DE MORTE EM MONSARAZ E BARRANCOS SÃO A PROVA DE QUE O ESTADO PORTUGUÊS NÃO ACOMPANHA A EVOLUÇÃO DA EUROPA

 

 

«Mas que país é este onde vivemos? Já não basta a barbárie da tourada tradicional, ainda conseguiram ir mais longe matando o touro em público?

 

Digam-me que formação é que têm os indivíduos que autorizaram esta carnificina?

 

Esqueceram-se de que estão no século XXI ou querem canalizar a fúria do povo perante a situação nacional e aplacá-la com sangue de animais inocentes?

 

Tanta correria para estarmos ao nível do resto da Europa e afinal para isto; sim, porque até em certas regiões de Espanha, já estão a abolir estes costumes infames.

 

Muito sinceramente é nestas alturas que tenho vergonha de ser portuguesa e quase que tenho ganas de adoptar a outra nacionalidade a que tenho direito.

 

A tourada, meus senhores, surge na linha de continuidade do Circo Romano e foi fomentada de modo intencional para acalmar pulsões de gressividade nas massas a par e passo com os três efes; Fátima, Futebol e Fado.

 

Já chega de entorpecerem as mentes para poderem governar à tripa forra com os conluios a que estamos sujeitos ao longo das gerações.

 

Só tenho um desejo: Que O Meu Povo Acorde E Perceba Que A Evolução Também É Viável Em PORTUGAL»

 

Ana Wiesenberger

 

***

Faço minhas as palavras da Ana Wiesenberger

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

A ABOLIÇÃO OFICIAL DA TAUROMAQUIA É UMA QUESTÃO POLÍTICA QUE INTERFERE COM MUITOS €€€€€€€€€€€€€€

 

Daí que quando a actual maioria parlamentar deixar de ser maioria para ser minoria, talvez os que vierem depois dos que lá estão agora, venham com uma lucidez aprimorada, e em vez de  €€€€€€€€€ possam ver

 

 

 Uma vez que o povo português não foi educado para ser sensível e culto, em Portugal, a abolição oficial da tauromaquia (como sabemos, ela já está abolida oficiosamente) terá de ser concretizada por decreto.

 

É triste, mas é assim, num país em que ainda se deve muitos milhares de Euros à evolução de mentalidades.

 

Por isso tudo está a ser feito para que esta maioria, que ainda não saiu das cavernas e teima em manter uma prática a cheirar ao mofo, primitiva, insólita, já morta e quase enterrada, por uma questão de  €€€€€€€€€€€, seja afastada da governação.

 

Também não podemos esperar que a abolição oficial  aconteça através da “desistência” dos tauricidas, da tomada de consciência dos aficionados, da “boa vontade” dos ganadeiros, da mudança de atitude dos sádicos (constituindo estes uma minoria) ou de uma luz que se acenda nas mentes daqueles governantes, que são paus-mandados da máfia tauromáquica que, como já definiu um “expert” neste assunto, «é uma organização criminosa, cujas actividades estão submetidas a uma direcção colegial oculta e que repousa numa estratégia de infiltração da sociedade civil e das instituições.»

 

E sabemos que pau que nasce torto, torto morrerá. É uma fatalidade.Trata-se da famosa (f)atalidade portuguesa da qual nasceu o (F)ado, e se arrastou para (F)átima e para o (F)utebol.

 

Os pró-tourada acham que o tauricídio é uma LEI dos “homens” aprovada por Deus. Mas muito se enganam eles.


Por isso, vamos ter um pouquinho mais de paciência, e aguardar.


Mas uma coisa é certa: a abolição oficial está a caminho.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:17

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