Segunda-feira, 8 de Maio de 2017

NA ILHA TERCEIRA (AÇORES) A VIOLÊNCIA TEM O AVAL DO ESTADO PORTUGUÊS

 

Dizem que isto é cultura, e na realidade é a cultura da estupidez no seu estado mais puro.

Dizem que a imagem é violenta. Até pode ser, mas esta é uma violência autenticada por governantes cegos mentais, que não têm a mínima noção do que fazem.

As imagens deste vídeo dizem da extrema pobreza moral, cultural e social e do descomunal atraso civilizacional em que vivem as gentes da ilha Terceira.

O Touro apenas se defendeu legitimamente.

O bronco colheu o que semeou.

Se não morreu, na próxima, desafiará novamente a morte, com o aval da igreja católica e do governo de Portugal.

E dizem que isto “identifica” o nosso tão pobrezinho país...

Quem se revê nestas imagens? Apenas os broncos.

 

  

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:46

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

EM PORTUGAL HÁ DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS QUE CORREM AS CRIANÇAS NAS MÃOS DOS PROGENITORES

 

Tuoireirinho.jpg

 

 

A propósito de um texto que publiquei, e que pode ser recordado aqui

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-696884

no qual Hélder Milheiro, que preside à federação portuguesa de tauromaquia, diz que numa escola de toureio «o que se aprende é a coreografia (afinal sempre há uma coreografia para as bailarinas de collants cor-de-rosa). Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor», Carlos Borges, um jurista meu amigo, referiu o seguinte:

 

«Acho muita graça dizerem que pedem o "visto prévio" da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) para as criancinhas actuarem em tais pseudo-espectáculos... Pois então das duas, uma: ou a CPCJ é duplamente motivo de censura (porque dá assentimento a práticas que, no mínimo, fariam qualquer pai ou mãe ficar sem os seus filhos, por exposição gratuita ao risco de vida, o que nos termos do Código Penal é crime; e porque perde o seus preciosíssimos tempo e recursos a avaliar práticas que logo deveriam ser comunicadas ao MP e Tribunais - isto se estivéssemos num País decente...), ou o dito cujo inventou semelhante desculpa para camuflar um comportamento mais que condenável!...

 

Em todo o caso, descartada a estupidez dos intervenientes, impunha-se um esclarecimento público da respectiva Comissão sobre o assunto...».

 

Devo referir que várias vezes denunciei à CPCJ casos flagrantes de violação dos direitos das crianças, no que diz respeito à exposição de crianças de tenra idade a estas práticas violentas e cruéis, e numa dessas vezes até fui parar a tribunal, como arguida num processo.

 

Os outros é que levam as crianças para as arenas e ensinam-lhes a “arte suprema” de torturar bezerrinhos, e eu, que denuncio tal crime, é que sou levada a tribunal.

 

Isto só acontece num país que ainda brinca à justiçazinha.

 

A análise que este meu amigo jurista fez está correctíssima. Na verdade, e uma vergonha que a CPCJ dê (como dá) pareceres favoráveis a este crime de exposição de crianças em espectáculos violentos, como são as touradas, permitindo que menores assistam à tortura de touros, ainda que ao colo das progenitoras, que se fossem MÃES não as levariam para um tal lugar; e também dão permissão para que aprendam a torturar bezerros, pois se não permitissem as escolas estariam encerradas. E não estão.

 

A CPCJ terá dois pesos e duas medidas? aliás como quase todas as "autoridades" portuguesas?

 

É que em Portugal todas as crianças são iguais, mas umas são mais iguais do que outras, e os filhos dos aficionados de selvajaria tauromáquica estão fora dessa "igualdade". É como os Touros e os Cavalos, que nas leis portuguesas não são considerados animais, por isso, podem ser torturados barbaramente até à morte.

 

E as crianças, filhas dos aficionados, também não são consideradas crianças, em Portugal. Se fossem seriam protegidas.

 

Sabemos que a ONU alertou Portugal para os riscos das escolas de toureio para crianças, e considerou que as crianças em touradas são «uma das piores formas de trabalho infantil», e o Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas, com vista à eventual proibição da participação de crianças em touradas, até já recomendou a Portugal que «adoptasse as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores». E, entre outras observações, acrescentou: «O Comité, insta também o Estado Português para que adopte medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças».

 

Mas tudo isto deveria ser tão-só recomendado pelo bom senso, pela racionalidade e pela sensibilidade (se os houvesse) dos progenitores, em primeiro lugar, e dos políticos e dos organismos que têm a seu cargo a função de defender as crianças dos predadores (incluindo dos próprios progenitores), em segundo lugar.

 

Mas neste mundinho da crueldade e violência tauromáquicas quem manda é o um rei chamado Vil Metal, ao qual todos prestam muiiiita vassalagem.

 

No portal da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, podemos ler o seguinte:

 

Conceito de criança

 

O artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos da Criança define criança como todo o ser humano até à idade de 18 anos, salvo se atingir a maioridade mais cedo, de acordo com a legislação de cada país.

 

Esta noção coincide com a lei portuguesa, já que considera ser menor quem não tiver completado 18 anos de idade (artigo 122.º do Código Civil).

 

Ao atingir a maioridade o jovem adquire plena capacidade de exercício de direitos e fica habilitado a reger a sua vida e a dispor dos seus bens (artigo 130.º do Código Civil).

 

Depois temos o Conceito de Risco/Perigo

 

Entre outros (que para aqui não interessam) estão:

 

- Sofrer maus tratos físicos ou psíquicos;

 

- Ser obrigada a actividades ou trabalhos excessivos /inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;

 

- Estar sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhe oponham de modo adequado a remover essa situação.

 

Isto é o que se lê nesse portal, mas não é o que se pratica, pois os filhos dos aficionados até aos 18 anos, são obrigados a frequentar escolas de toureio, e a aprender a “arte” de torturar bezerros, e são também obrigados a ir às arenas, assistir à tortura.

 

Dizem os adultos: «A nós, não nos fez mal nenhum

 

Mal sabem eles que esse mal é a insensibilidade com que hoje assistem à tortura de um animal, e a aplaudem com muiiiiito prazer. Numa palavra: esse mal chama-se SADISMO, que faz parte de uma psicopatologia grave, e ataca desde o analfabeto, até aos mais letrados professores catedráticos, presidentes, ministros, juízes, doutores, deputados, etc…

 

Sabemos que em Portugal existem doze escolas de toureio  subsidiadas com dinheiros públicos,  onde crianças, dos 3 aos 18 anos recebem aulas teóricas e práticas com gado vivo, pondo em risco a sua integridade física e mental, e, deste modo, aprendem a tourear, ou seja, a torturar bezerros, nalguns casos também a matar touros, e como em Portugal não é permitido matar touros, excepto nas primitivas localidades de Barrancos (legalmente) e de Monsaraz (ilegalmente), as crianças portuguesas vão matá-los para Espanha, e há quem diga que em PRIVADO, em Portugal, também se mata muitos touros, para divertir os sádicos.

 

Concluindo:

 

A ONU (que bem poderia recomendar a abolição desta prática selvática, porque também perturba mentalmente os adultos que a praticam, aplaudem e apoiam) recomendou que Portugal poupe as crianças desta selvajaria.

 

Porém, em Portugal, os nossos políticos não sabem interpretar as recomendações da ONU, e nem sequer os psicólogos, nem os pedopsiquiatras saem a público para defender estas pobres crianças, destes maus tratos psicológicos e deste abandono às “feras” a que estão votadas.

 

Já vi retirarem crianças a pais com problemas económicos. E em vez de resolverem os problemas económicos dos pais, retiram-lhes as crianças... para mostrarem serviço?  

 

No que respeita à selvajaria tauromáquica, as crianças vivem com progenitores portadores de graves deformações mentais, os quais as obrigam a aprender a crueldade, violando deste modo um dos mais sagrados direitos das crianças: o de viverem uma vida mentalmente e fisicamente saudável.

 

Contudo, estas crianças, “aficionadas à força”, estão abandonadas a um destino cruel, sem que ninguém lhes valha.

 

Por isso aqui deixo um repto público à CPCJ: porquê estas crianças são menos crianças do que todas as outras?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:17

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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016

ERC (ENTIDADE REGULADORA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL) CONSIDERA A TORTURA DE TOUROS “HERANÇA CULTURAL PORTUGUESA” PROTEGIDA PELO ESTADO

 

Não era de esperar outra resposta de alguém que ocupa certos cargos, não para seguir as RECOMENDAÇÕES de uma maioria qualificada, mas para cumprir ordens do lobby tauromáquico instalado no poder, e o qual a ERC, entre outros organismos, serve com uma fidelidade canina.

 

ERC1.jpg

 

Veja-se o que está aqui em causa, neste vídeo:

 

 

Para o conselho regulador da ERC, o que vemos neste vídeo, constitui uma parte integrante da “herança cultural portuguesa”, que o Estado (pasmemo-nos) tem a incumbência de promover e proteger, de acordo com o que vem consignado na Constituição da República Portuguesa, nos artigos 9º, alínea a) e e); 42º, nº1; 73º, nºs 1 e 3; e 78, nºs 1 e 2, alínea e).

 

Senhores Carlos Magno e Alberto Arons de Carvalho e senhoras Luísa Roseira e Raquel Alexandra (membros desse conselho regulador) acham que os portugueses são todos parvos? Acham que os portugueses são todos analfabetos ou sofrem de iliteracia e não sabem ler ou interpretar o que vem consignado nos citados artigos da CRP? Acham que todos os portugueses são uma cambada de ignorantes? Acham que todos os portugueses não têm espinha dorsal e andam por aí vergados aos incultos que mandam em Portugal?

 

Isto vem a propósito de 242 queixas de diferentes cidadãos (nos quais me incluo) que, exercendo um direito cívico, fizeram chegar à ERC uma reclamação contra as transmissões de selvajaria tauromáquica (prefiro esta designação, porque corrida de touros não corresponde à realidade bárbara que se passa dentro de uma arena contra indefesos animais) na rtp um, e requerendo que o conselho regulador da ERC dirigisse a esse canal televisivo uma recomendação concreta para que deixe de transmitir tortura de seres vivos, independentemente do horário, considerando que essa conduta viola os direitos, liberdades e garantias dos telespectadores.

 

Com que fundamentos? Com os seguintes:

 

a – o Provedor do Telespectador da rtp afirmou que não considera que esse conteúdo seja serviço público (e na verdade a tortura ao vivo de seres vivos, não é de todo serviço público em parte alguma do mundo civilizado e evoluído e quiçá do Universo);

 

b – A rtp é financiada sobretudo pela contribuição audiovisual que os portugueses PAGAM nas suas contas de luz (somos OBRIGADOS a pagar, assim é que é);

 

c – Os portugueses, na sua maioria, não aprovam os maus tratos aos animais e a violência injustificada inerente às touradas (nenhum ser humano em pleno uso das suas faculdades mentais aprova tais actos violentos e cruéis);

 

d – Os dados divulgados pela IGAC mostram que as touradas perdem público e telespectadores (nem as moscas lá põem os pés, apenas sempre os mesmos sádicos, que circulam pelo país de autocarros pagos com dinheiros públicos, para dizerem qu, têm (algum) público na assistência);

 

e – O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselhou Portugal a criar legislação que restrinja a exposição das crianças às touradas, demonstrando preocupação com os efeitos daquelas na saúde física e mental dos menores (e existem a circular na Internet bastantes estudos científicos abalizados, que o afirmam categoricamente);

 

f – O Parlamento Europeu determinou em Outubro de 2015 que os subsídios atribuídos ao sector da agricultura deixem de ser usados para criar touros com destino às touradas para «não financiarem actividades letais de tauromaquia» (um modo elegante de dizer deixem de dar dinheiros públicos a cerca de duas dezenas de famílias que vivem à tripa forra, à custa dos impostos que o povo paga com muita dificuldade);

 

g – A proposta do PAN (partido Pessoa-Animais-Natureza), que propunha proibir a transmissão de actividades tauromáquicas na estação televisiva pública, assente em posições assumidas em respeitáveis instituições internacionais, estudos académicos e no próprio entendimento a este respeito, sustentados pelo Provedor do Telespectador (e que foi rejeitada);

 

***

Estes foram os argumentos em que nos baseámos, para exigirmos à ERC a recomendação já citada.

 

O conselho regulador num e-mail que nos enviou, diz ter analisado todas estas alíneas e contudo, considerou o seguinte (pasmemo-nos!):

 

«Tais premissas não são aptas a modificar o entendimento já oportunamente expresso a este preciso respeito (…) porque as corridas de touros constituem uma parte integrante da herança cultural portuguesa que o Estado tem a incumbência de promover e proteger (…), seja porque esses mesmos espectáculos tauromáquicos (pasmemo-nos!) não são sequer susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade das crianças e de adolescentes (…) não existindo assim, quaisquer impedimentos legais à sua transmissão, seja ainda porque proibir a transmissão de espectáculos tauromáquicos representaria uma compressão injustificada da liberdade de programação do operador de serviço público».

 

Feita esta inteligente e lúcida análise o conselho regulador deliberou não dar provimento às reclamações.

 

Perante isto, só tenho a endereçar os meus pêsames à ERC, por esta deliberação completamente desprovida de lucidez e de fundamentos racionais, e que vai contra o que o mundo culto e evoluído pensa sobre esta SELVAJARIA que o Estado português defende e apoia, baseado numa interpretação completamente descabida da CRP, mantendo esta barbárie como um "produto cultural" que identifica e caracteriza um país completamente terceiro-mundista (basta ver as imagens do vídeo).

 

Terá este conselho regulador a noção dos argumentos RIDÍCULOS com que fundamentou esta deliberação?

 

Terá a noção de que serão a chacota do mundo quando este texto correr mundo?

 

A ERC não regulamenta nada.

 

É simplesmente REGULAMENTADA.

 

São mais uns tantos a viver à custa dos nossos impostos, para não cumprirem o dever de auscultando a opinião pública, deliberarem em conformidade.

 

Com a minha mais veemente repulsa deixo aqui este recado à ERC: que não consigam ver o óbvio e não saibam interpretar o que vem consignado na Constituição da República Portuguesa, é lá convosco, porque nem todos nascem dotados intelectualmente.

 

Mas por favor, não queiram fazer-nos de parvos.

 

Esta deliberação não só é vergonhosa, como demonstra uma descomunal falta de conhecimentos dos mais básicos, e uma notória subserviência ao grupo de pressão económica que rege esta matéria.

 

Isabel A. Ferreira

***

Acrescento o comentário de Borges Carlos (advogado) que complementa o que penso de toda esta bandalheira que desonra o Jornalismo, a Política e a Governação…

 

«Estou absolutamente de acordo e compartilho da mais veemente repulsa, incredulidade, vergonha e indignação perante a resposta oferecida por essa espécie de organismo denominada ERC!...

 

A ERC é já há muito tempo uma das maiores causas da nossa vergonha e descrença perante o poder público!

 

Uma entidade que, no caso da jornalista Bárbara Reis, comportou-se indecorosamente, protegendo politicamente o ex-Ministro Relvas, ao arrepio grosseiro da Lei e das normas constitucionais, resolveu agora vestir a beca e, usando da Constituição como o Credo na boca, vem proteger uma prática abominável, ilegal, contrária à Lei Fundamental e, acima de tudo, imoral!!!...

 

Esses (…) denominados Carlos Magno ou Raquel Alexandra nem conseguem esconder a origem! A de um jornalismo bacoco, sem rei nem roque, acrítico e sem profissionalismo algum!...

 

O que esses vendilhões do templo mereciam era uma Acção Popular nos tribunais contra tal barbaridade... Mas até aí já lá vai o tempo em que as Magistraturas se davam ao respeito e seguiam rigorosa e escrupulosamente a Lei!...

 

Hoje os Magistrados são como as senhoras de Cascais: vão às touradas, aparecem na Caras e viram notícia de Telejornal!!!...

 

Vivemos numa autêntica bandalheira: como se diz em terras de Vera Cruz, a ERC e o Estado viraram uma esculhambação!!!...»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:09

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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

O SUBMUNDO DA TAUROMAQUIA

 

(Recordando um texto escrito em 11 de Abril de 2012)

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/95384.html

 

SUBMUNDO.jpg

A imagem da tal “identidade nacional” de um Portugal pequenino, que ainda persiste, com o aval de legisladores portugueses que sofrem de cegueira mental

 

Já tudo foi dito sobre a tauromaquia.

 

Esgotaram-se todas as palavras para definir esta “coisa” a que teimam em chamar “arte” e “cultura” e “identidade nacional”, que deve manter-se por ser tradição.

 

Ora, arte até pode ser, sim, a “arte” covarde de torturar Touros e Cavalos com requintes de malvadez, numa luta absolutamente desigual, onde a covardia do torturador contrasta com a heroicidade do animal, previamente enfraquecido, o qual, ainda assim, luta valorosamente pela sua vida, enquanto é cruelmente flagelado física e psicologicamente, até à extrema exaustão, quando finalmente desiste de viver, e o torturador aproveita para vangloriar-se, levantando os braços, triunfante, como se fosse ele o herói, numa cena sinistra e patética.

 

Será a tauromaquia cultura?

 

Na Universidade aprendi que Cultura é o resultado da acção positiva do Homem sobre a Natureza; é a actividade preparatória que conduz o espírito do Homem a produzir frutos; é a realização de valores espirituais; é o conjunto orgânico dos valores expressos pela actividade intelectual do Homem na sua faceta construtiva.

 

Cultura é posse espiritual; é conquista interior; é a grandeza moral do Homem irradiada no seu agir construtivo; é a capacidade de escolher entre o saber e a erudição, e de ser capaz de utilizar positivamente esse saber.

 

A Cultura produz valores; é o conhecimento elaborado; é a assimilação do saber pela inteligência. Como formação, Cultura é a agilidade do espírito; é capacidade de síntese, de apreciar, de criticar e seleccionar os valores que nos são apresentados.

 

Cultura é, em suma, a atitude positiva do Homem em relação ao mundo.

 

Enquadrar-se-á a tauromaquia neste conjunto de significações de Cultura?

 

Quanto à tradição, só é válido manter uma tradição quando esta dignifica a Humanidade e está conforme a atitude positiva do Homem em relação ao mundo. Estará a tauromaquia dentro deste parâmetro?

 

Dalai Lama diz o seguinte: «A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o Homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo». E isto é tão verdade que basta conviver com qualquer animal, qualquer um que seja, para aferirmos esta certeza.

 

Então por que hão-de os tauricidas achar-se no direito de torturar Touros e Cavalos para se divertirem e ganharem dinheiro à custa desta tortura?

 

Nazaré Oliveira, uma abolicionista activista, no seu excelente Blog denominado Suricatina, escreveu um artigo intitulado «A Internet = arma contra as ditaduras», que podem ver neste link:

 

http://suricatina.blogspot.pt/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00Z&updated-max=2013-01-01T00:00:00Z&max-results=41

 

 

Neste artigo, Nazaré Oliveira aborda a informação global e refere: «Não há desculpa para o que desculpa nunca terá: a cumplicidade com os usurpadores do poder e para com a barbárie».

 

E não há mesmo.

 

Sabemos que a tauromaquia é uma prática cruel, que não tem lugar no mundo moderno, e as pessoas que ainda teimam em dirigir-se a uma arena para aplaudir esta barbárie e aquelas que a praticam, não têm desculpa alguma para dizerem «eu não sabia», quando se toca na questão da dor e do sofrimento dos animais.

 

Também não há razão para que os governantes sejam cúmplices desta barbárie.

 

Está tudo escrito e dito e falado e gritado na Internet. Só não sabe quem não quer ou quem é analfabeto ou não tem capacidade intelectual para compreender as palavras que se escrevem e se gritam.

 

No Facebook, esta matéria é tratada por um grupo de cidadãos portugueses, que, não sendo jornalistas, não têm obrigação de informar formando as pessoas, mas fazem-no, por se sentirem insultados na sua humanidade, pela prática subhumana da tauromaquia, fazendo aquilo que os órgãos de comunicação social deveriam fazer, e não fazem. (E até podemos imaginar porquê)!

 

Foi no Facebook que encontrei um texto magnífico da autoria de Luís Martins que, em poucas palavras, nos conduz ao submundo da tauromaquia.

 

 Escreveu ele:

 «Os aficionados tentam de formas cada vez mais desesperadas, tornar a defesa da tauromaquia num reduto inexpugnável. Sabem perfeitamente que não há argumento algum que possa justificar a tortura e o sofrimento de seres vivos sencientes, e isso assusta-os.

 

 Primeiro tentaram de todas as formas colar a tourada à tradição, julgando ser esse o tal argumento que lhes iria proporcionar segurança no seu mórbido reduto. Enganaram-se! Agora, depois de terem comprado a dignidade da Canavilhas, afirmam que o Estado Português considera a tourada como uma forma de Arte, e que a Arte é indiscutível. Segundo os torcionários é apenas uma questão de gosto... ou se gosta ou não!!!

 

Não é preciso muito esforço para desmontar tão débil argumentação. Em primeiro lugar, o Estado é o Povo, e é patente a condenação do Povo Português a essa forma legalizada de tortura em que consiste a tourada.

 

No último inquérito conhecido, 71% dos portugueses manifestou-se contra a tourada! Mais expressividade que isto? O facto da tauromaquia ter conquistado um lugar na Secretaria da Cultura, mais não torna evidente, que os poderes obscuros dos seus defensores, que conseguiram comprar a dignidade de Canavilhas. E fosse ou não a tourada, uma forma de arte!

 

Justifica tal designação o uso da tortura? Quantas formas de violência foram já consideradas formas de arte? Os espectáculos com gladiadores foram durante centenas de anos, considerados formas de arte. Os vestígios que chegam até nós são muitos e variados, como se pode ver pelas fotos.

 

Deveremos exigir a reposição de tais espectáculos?

 

Ou devemos concluir que a designação de forma de arte, em espectáculos que promovem a violência, em vez de classificar o espectáculo, desqualifica quem a faz?

 

Bem podem os torcionários continuar a buscar nas suas mentes reduzidas e limitadas, justificações que só existem nos seus delírios. Essa argumentação caduca só nos ajuda, pela ignorância que traduz, pelo desconforto que revela. Em vão tentam recrutar mais apoiantes para as suas empobrecidas hostes. Não é de certeza com argumentos tão ridículos

 

O que será necessário dizer mais?

 

Ah! Sim! Falta falar nos subsídios que a tauromaquia recebe para poder manter-se neste país, onde não há dinheiro para o que faz falta, mas para torturar Touros e Cavalos há sempre dinheiros públicos.

 

Isto não será insultar o Povo Português? 

 

E aquela iniciativa caricata, de alguns municípios (Barrancos, Sabugal, Vila Franca de Xira) terem elevado a tauromaquia a Património Cultural Imaterial? O que será isso? Uma anedota de mau gosto?

 

Talvez, mas é também o Portugal pequenino, no seu pior.

 

 Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS REJEITA A EVOLUÇÃO ÉTICA E CIVILIZACIONAL…

 

… e comemora o Dia Mundial da Criança, oferecendo-lhe, de bandeja, a crueldade e a violência como um “valor” a seguir…

 

Para quem chumbou o Projecto de Lei do PAN, interesse€€€€€€€ mais altos se levantam e as crianças que se LIXEM!

 

E o mundo saberá que, em Portugal, a maioria dos governantes com assento na Assembleia da República, não governa. Gere os interesses particulares de ganadeiros incultos, imorais e sádicos.

 

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 Esta é a imagem que a maioria dos palamentares portugueses quer ver correr mundo...

 

COMUNICADO DO PAN

 

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O projecto-lei n.º 181/XIII/1ª do PAN que visa afastar os menores de idade dos espectáculos tauromáquicos foi hoje chumbado com os votos contra do PCP, do CDS, do PS e do PSD, com a abstenção de 11 deputados do PS e um do CDS e com votos a favor do PAN, do BE, do PEV e de 11 deputados do PS.

 

Para os partidos e deputados que votaram contra a aprovação desta iniciativa legislativa, os interesses do negócio tauromáquico sobrepõem-se à defesa dos Direitos Humanos e aos Direitos das Crianças em particular. Por todas as bancadas que tiveram liberdade de voto, já existem contudo deputados que querem efectivamente intervir, melhorar e aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e fomentar o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade.

 

Nos dias 22 e 23 de Janeiro de 2014, o Estado português assumiu o compromisso no Alto Comissariado para os Direitos Humanos em Genebra, durante a Sessão de avaliação do Comité dos Direitos da Criança, de proteger as crianças e jovens da "violência da tauromaquia".

 

No dia 5 de Fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, instou o Estado Português a “adoptar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores” bem como a adopção de "medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças".

 

O Estado português encontra-se em claro incumprimento, sendo incompreensível a posição dos partidos que chumbaram esta iniciativa legislativa, ao ignorar quer as recomendações das Nações Unidas quer os compromissos de Portugal assumidos perante esta Organização, numa demonstração de total inflexibilidade.

 

No caso específico dos maiores grupos parlamentares portugueses, PSD e PS, partidos políticos que se definem como moderados, foi com espanto que assistimos à reprovação de uma lei que pretende acompanhar a evolução ética e civilizacional que a sociedade está a atravessar e a exigir. A este posicionamento juntaram-se o CDS-PP e o PCP.

 

Não se justifica que na segunda década do Séc. XXI em Portugal possam existir posições partidárias que defendam o doutrinamento da violência, que permite que as crianças e jovens sejam expostos a situações que podem colocar em risco a sua vida e a sua saúde, física e emocional, contrariando o código do trabalho.

 

Ocidentais, ou não Ocidentais, todas as culturas integram tradições construtivas e destrutivas. A antiguidade de uma tradição não pode continuar a servir para a justificar. Os valores estéticos e culturais desta actividade, aos quais se associam os festejos comunitários, a elegância, a cor e a tradição podem e devem manter-se, sendo que, se retirarmos a violência perpetrada contra os animais, retiramos o aspecto destrutivo desta tradição e por conseguinte o impacto negativo que a actividade tem nas crianças e jovens.

 

Abstenções PS: Sónia Fertuzinhos, Eurico Brilhante Dias, Susana Amador, António Sales, Alexandre Quintanilha, Paulo Trigo Pereira, Elza Pais, António Cardoso, Joana Lima, Filipe Neto Brandão, Vitalino Canas.

 

O favor PS: Pedro Delgado Alves, Isabel Santos, Rosa Albernaz, Fernando Jesus, Tiago Barbosa Ribeiro, Luís Graça, Carla Sousa, Luís Soares, Ivan Gonçalves, Diogo Leão, João Torres

 

A favor: BE, PEV, PAN

 

Contra: PSD e CDS (Abstenção CDS: João Rebelo) e um grande número de deputados do PS.

 

2 de Junho de 2016

 

***

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:54

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

CORTA-SE NO ENSINO ARTÍSTICO E DÁ-SE PARA O ENSINO DE TOUREIO A CRIANÇAS

 

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 (Foto de Arquivo - créditos: LUSA )

 

Hoje, dezenas de professores e alunos concentraram-se frente ao Ministério da Educação, numa manifestação contra os cortes no ensino artístico.

 

Luísa Marcelino, professora de contrabaixo em várias escolas de música e uma das organizadoras desta manifestação, salientou que «O objectivo (do governo) é acabar com o ensino artístico para as massas e ficar apenas para as elites», prevendo que as escolas privadas do ensino artístico especializado percam este ano lectivo 7.000 alunos e que muitas não conseguirão resistir aos cortes nas verbas.

 

Decidiu-se realizar este protesto depois de as escolas de ensino artístico especializado terem tido conhecimento dos valores que iriam receber do Ministério da Educação e Ciência para garantir a oferta de ensino da música e da dança aos alunos das escolas públicas, apesar de Nuno Crato garantir que as verbas atribuídas serão semelhantes às do ano passado (55 milhões de euros).

 

Contudo, os directores das escolas falam em cortes substanciais e já começaram a avisar vários encarregados de educação de que os seus filhos iriam ser retirados das turmas em que estavam inscritos, e de acordo com um levantamento feito pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) junto de 30% das escolas, há menos 2.519 alunos apoiados em relação ao ano passado.

 

Fonte

http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/dezenas-de-professores-e-alunos-concentrados-em-protesto-contra-cortes-no-ensino-artistico

 

No entanto…

 

                                                   

… EXISTEM “ESCOLAS” DE TOUREIO FINANCIADAS COM OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES

 

Portugal tem 12 “escolas” onde crianças aprendem a tourear, nalguns casos também a matar touros, segundo um relatório da organização Franz Weber, que motivou uma recomendação da ONU para que se protejam os menores da violência das touradas.

 

Embora estas “escolas” não sejam reconhecidas pelo Estado português (seria demasiado atrevimento), não havendo qualquer legislação que regule a sua actividade, o facto é que elas existem e são financiadas com os nossos impostos, despendidos maioritariamente pelas autarquias onde estão inseridas, apesar das graves carências sociais que por aí grassam.

 

Essas "escolas" (leia-se antros de violência e tortura onde se dão aulas práticas e teóricas a crianças, com gado vivo... e onde se aprende a espetar bandarilhas nos animais e a matá-los) são:

 

A “academia” de toureio do campo pequeno; “escola” de toureio José Falcão (Vila Franca de Xira); “escola” de toureio da Golegã; “escola” de toureio de Palmela; “escola” de toureio de Almeirim; “escola” de toureio de Coruche; “escola” de toureio da Moita; “escola” de toureio Joaquim Gonçalves (Santarém): “escola” de toureio de Alter do Chão; “escola” de toureio da Azambuja.

 

Para disfarçar e tornar viáveis estes antros, as principais “escolas” de toureio estão registadas como “associações culturais”.

 

Ler mais sobre “escolas” de toureio neste link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/e-urgente-encerrar-todas-as-escolas-de-397446

 

JUANITO.jpg

 “ El Juanito” um matador de Touros fabricado na “escola” de toureio de Alter do Chão (Portalegre). Hoje terá 16 anos de idade, mas apresentou-se pela primeira vez na arena de tortura de Monforte com apenas 4 anos de idade. Aos 14 anos MATOU o seu primeiro Touro (ou seja, um Bezerro).

 

Para fabricar matadores de seres vivos, com o vil objectivo de divertir sádicos, existe dinheiro. Para formar bons músicos é o que se vê!

 

Isto diz tudo da política cultural de governantes que, por motivos nada nobres, valorizam a cultura da violência e da crueldade, e desprezam a Cultura Culta.

 

Origem da foto:

http://diariotaurino.blogspot.pt/2011/12/el-juanito-na-escola-de-toureio-de-vila.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2015

NÃO CULPEM O POVINHO DE BARRANCOS PELA MORTE CRUENTA DOS TOUROS…

 

… porque o povinho de Barrancos nasceu e cresceu a achar (porque nem sequer consegue pensar) que o mundo gira á volta da tortura de Touros, que o Estado português promove, e nunca lhe deu a oportunidade de evoluir…

 

BARRANCOS.jpg

Vejam o que esta imagem nos mostra: umas criaturas (uma até está dependurada de cabeça para baixo, tal deve ser a piela!) que são a negação da espécie humana

 

O maior culpado desta incultura, em Barrancos, é o ex-presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, que ficará para sempre ligado a esta selvajaria, pois foi ele que ratificou a lei de excepção que permite a matança cruel de Touros em público, para que os sádicos possam masturbar-se mentalmente ao visualizar o atroz sofrimento de um animal…

 

E pensar que Jorge Sampaio foi recentemente um dos agraciados na primeira edição do Prémio Nelson Mandela, das Nações Unidas, pelo seu trabalho por um mundo melhor... (um mundo melhor...?).

 

Eis o mundo melhor que ele deixou ao povinho de Barrancos e a Portugal: uma indignidade!

 

O Prémio Nelson Mandela ficou, deste modo, conspurcado…

 

Com toda a certeza, a ONU desconhece esta faceta de aficionado de Touradas, de Jorge Sampaio.

 

Algo que não abona nada em seu favor, pois uma vez abolida esta selvajaria, todos os que de um modo ou de outro estiveram ligados a ela, ficarão perpetuados no Livro Negro da Tauromaquia, tal como os outros têm o nome escrito a negro nos Livros Negros do Circo Romano, da Escravatura, da Inquisição, do Holocausto Judeu… enfim… em tudo o que era e já não é

 

Quando a abolição da tauromaquia acontecer (porque ela vai acontecer e já não falta muito), Jorge Sampaio será recordado, não pelo trabalho que realizou por um mundo melhor, mas porque, ao contrário de fazer evoluir o povinho atrasado de Barrancos, deu-lhe lenha para se queimar na fogueira de um ignóbil costume bárbaro, atirando-o para um tempo anterior ao dos homens das cavernas, que eram muito mais civilizados do que os que hoje se divertem a torturar e a matar seres vivos.

 

Não culpem o povinho de Barrancos pelo atraso civilizacional em que está mergulhado.

 

Culpem Jorge Sampaio que o afundou ainda mais no repugnante e desprezível mundinho dos sádicos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:59

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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

O LIXO TAUROMÁQUICO DESTA VEZ NÃO CONSPURCOU A BELA CIDADE DE VIANA DO CASTELO

 

E não foram os tribunais que venceram. Não foram os autarcas vianenses que venceram.

 

Foi a racionalidade que venceu através do Movimento Anti-touradas de Viana do Castelo, aguerridamente liderado por Ana Macedo, a grande mentora desta vitória (à qual se seguirão muitas mais vitórias), e das centenas de abolicionistas que se uniram por uma Viana do Castelo livre da selvajaria tauromáquica.

 

VIANA DO CASTELO.jpg

 

A união faz a força

 

E a força dos que lutam pela abolição da tauromaquia em Portugal e nos outros sete atrasados países, entre os 193 que existem no mundo, é cada vez mais poderosa.

 

Que adianta dizerem que a selvajaria tauromáquica é legal?

 

É legal mas não é racional.

 

Existem leis injustas. E esta lei que legitima a violência e a crueldade gratuitas sobre seres vivos indefesos, que nem sequer são considerados animais, é injusta, além de ser inconstitucional.

 

E quando as leis são irracionais e injustas, não existe justiça.

 

É chegada a hora de o Estado Português se convencer de que ou avança na evolução, e se coloca ao nível dos países civilizados, ou ficará novamente orgulhosamente só, no mundo, uma vez que os outros sete países, onde ainda se pratica a selvajaria tauromáquica, estão a caminho da abolição deste comportamento bárbaro, selvático e cruel, que nem os mais primitivos homens das cavernas praticavam.

 

O retrocesso é total.

O Movimento Anti-touradas de Viana do Castelo ganhou uma batalha. Falta ganhar a guerra. E essa ainda agora começou.

 

Vamos a isto, companheiros e companheiras abolicionistas!

 

Gritemos como gritou Miguel de Cervantes, que viu todos os carrascos que o torturaram no seu longo cativeiro, caírem um a um: «Deus suporta os maus, mas não eternamente.»

 

Aguardem-nos, carrascos de Touros e Cavalos!

 

Nós também não vamos suportar mais a vossa violência, a vossa crueldade, a vossa maldade, a vossa ignorância e a vossa ignominiosa maneira de estar no mundo.

 

Havemos de vos ver cair, um a um… a começar pelos “de cima”…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:55

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015

FRASE OBRIGATÓRIA NOS CARTAZES QUE ANUNCIAM SELVAJARIA TAUROMÁQUICA NÃO SERÁ UMA FALÁCIA?

 

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Está em vigor, em Portugal, um regulamento do dito “espectáculo” tauromáquico que obriga os cartazes que anunciam   a selvajaria tauromáquica (vulgo touradas) a mencionar a seguinte advertência: «Este espectáculo pode ferir a susceptibilidade dos espectadores».

 

Depois de a ONU ter reconhecido a “violência física e mental da tauromaquia”, o Estado português foi obrigado a reconhecer também o carácter violento das touradas e o seu impacto negativo e traumatizante nos espectadores mais sensíveis (pois só quem é feito de cimento armado não é sensível a esta barbárie).

 

Acontece que nos cartazes onde já se colocou essa frase, esta está de tal modo DIMINUÍDA que nem um super olho a lê.

 

Portanto, seria da HONESTIDADE que o Estado português obrigasse os fazedores de cartazes a colocar essa frase em letras garrafais, para que até um cego a leia.

 

Ou não será essa a intenção do Estado português?

 

Fonte

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/np.1439536935126598.100000123032483/815531955144279/?type=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:37

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

«O GRANDE CIRCO MÍSTICO» E A PERMISSIVIDADE DO ESTADO PORTUGUÊS

 

Do Brasil, recebi uns comentários, a pedir uma informação sobre o Circo em Portugal.

 

E a minha resposta não poderia ser outra senão questionar a permissividade da legislação portuguesa, que exclui os animais usados e abusados no Circo, do Reino Animal.

 

Porquê? É uma pergunta para a qual os governantes não têm uma resposta racional.

 

vegetarianismo circo com animais[1].jpg

 

Marli Delucca, deixou um comentário ao post LISBOA ESTÁ A UM PASSO DE PROIBIR CIRCOS COM ANIMAIS às 12:38, 2015-02-01.

Comentário:

 

Olá Izabel estou no Brasil escrevendo sobre 'O Grande Circo Místico' filme que será rodado em um circo em Portugal, de um conhecido abusador de animais, agradeceria se pudesse me escrever para que pudesse me explicar sobre a legislação portuguesa diante dessa deliberação, abraços.

 

***

Olá Marli,

 

A legislação em Portugal quanto a Circos, Caça, Touradas e Luta de Animais é do pior que existe, porque não existe, podendo-se torturar, matar e estropiar todas as espécies animais, desde os domesticados, aos que vivem livres na Natureza, além de permitir manter escravizados e confinados a jaulas, animais que deviam estar na selva, como ursos, elefantes, leões, tigres, entre outros; e no mar, como golfinhos e tubarões; e no Ártico como os pinguins, enfim, em Portugal, só os CÃES e os GATOS são considerados ANIMAIS, e têm protecção legislativa, sendo que os cães, utilizados nos circos, NÃO SÃO ANIMAIS. Apenas os que as pessoas têm como "animais” de estimação.

 

De resto, bovinos, cavalos, raposas, cães, galos, pombos, entre muitos outros animais, são barbaramente torturados, com o aval do Estado português.

 

Por isso, esse “senhor” que pretende vir para Portugal filmar “O Grande Circo Místico” tem as portas abertas. Portugal é o paraíso da TORTURA dos animais não humanos, e o paraíso dos CARRASCOS. Mas nós, os Defensores dos Animais, estamos absolutamente contra essa filmagem, contra os Circos com Animais, contra a caça desportiva, contra a batida às raposas, o tiro aos pombos, a luta de cães, de galos e outros animais, e estamos também CONTRA o governo português que TEIMA em manter uma legislação que permite a TORTURA de animais para DIVERTIR os SÁDICOS. E é isto que tenho a dizer, Marli, com muita mágoa.

 

***

Marli Delucca, deixou um comentário ao comentário LISBOA ESTÁ A UM PASSO DE PROIBIR CIRCOS COM ANIMAIS às 21:10, 2015-02-01.

 

Comentário:

 

Olá Izabel, agradeço pela pronta resposta e entendo perfeitamente sua frustração, mas lhe peço paciência, se somos poucos a lutar pelos animais, tenhamos foco em nossas batalhas, para salvarmos o que pudermos. Mas voltando ao filme, vi que a câmara de Lisboa aprovou a recomendação

(http://www.am-lisboa.pt/302000/1/001481,000075/index.htm)

Veja que nesse link não consta que o filme será filmado no circo.

(http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/filme-brasileiro-rodado-em-lisboa)

 

Agora lhe pergunto a deliberação diz não emitir novas licenças - saberia dizer qual o período de uma licença - já que essa deliberação foi em novembro e houve apresentação do circo no natal...

 

***

Bom dia, Marli,

 

A minha frustração prende-se essencialmente pelo facto de em 2015 da era Cristã, ainda termos de andar a lutar pela abolição de tantas coisas que já deveriam estar extintas há muito, em nome da evolução.

 

Quanto ao primeiro link que a Marli refere (o da recomendação do PAN) note que é apenas uma recomendação, que ainda não foi levada a discussão, para ser aprovada. E é muito provável que tal recomendação não seja aprovada, devido às mentes retrógradas de alguns “políticos” instalados na Câmara e na Assembleia Municipais de Lisboa (a começar pelo presidente da Câmara que é aficionado de touradas, atribui medalhas municipais a carrascos tauromáquicos, mostrando uma insensibilidade gélida no que respeita ao sofrimento dos animais).

 

No segundo link, na verdade, não é referido explicitamente que o filme vá ser filmado nos circos. Mas raciocine comigo: qual o interesse do Cacá em vir a Lisboa filmar as ruas da cidade, para um filme que aborda o circo? Poderia ir ao Rio de Janeiro, se não é para filmar nos circos. Não?

 

É que em Portugal é hábito da comunicação social omitir os detalhes menos civilizados quando se trata de noticiar ocorrências que envolvam a tortura de animais, sejam em circos, em touradas, ou em qualquer outra carnificina, que existem por todo o país.

 

É preciso conhecer o espírito mesquinho e castrador de alguns “políticos” e dos lobbies mafiosos que os manipulam para entender esta camuflagem.

 

A recomendação do PAN refere que não sejam emitidas licenças a espetáculos circenses que incluam a exibição ou utilização de animais.

 

Essas licenças, devido à condição itinerante dos circos, são emitidas de cada vez que um circo quer apresentar-se num determinado local, e têm a duração do tempo em que o circo se mantiver nesse local, o que poderá ser por uma semana, quinze dias, um mês…

 

Por isso, Marli, o Cacá Diegues poderá vir a Lisboa, mas, com toda a certeza, não é para filmar as belas ruas desta cidade que, segundo a lenda popular e romântica foi fundada pelo herói mítico Ulisses, e incluí-las no Grande Circo Místico, até porque não estou a ver Lisboa como uma arena de circo, a não ser sob o ponto de vista político.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:42

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