Terça-feira, 8 de Agosto de 2017

SENHORES GOVERNANTES, VAMOS FAZER UM "PATO"?

 

Como? Não, não é cozinhar um pato, até porque adoro patos a deslizar nas águas, e não nos pratos.

 

É fazer um pato, um acordo, a condizer com o acordo ortográfico de 1990.

 

É que se há quem apresente fatos em vez de factos (do Latim factum), porque não se há-de fazer um pato em vez de um pacto (do Latim pactum)?

 

É que nunca entendi os critérios que levaram os acordistas a substituírem facto por fato (e não me venham dizer que é apenas no Brasil, porque não é) e acto (do Latim actus) por ato (do verbo atar) mas não fazem patos. Porquê isto…assim…? Apenas porque sim?

 

Se praticamos um ato, por que não fazer um pato?

E é esse pato que venho propor.

 

BENVINDOInkedDSC02405_LI.jpg

 

Estão a ver esta imagem? Conseguem ver como as Línguas Inglesa, Alemã e Francesa estão bem aplicadas?

 

Mas se repararmos no Benvindo que o Intermarché utilizou para alegadamente se expressar em Língua Portuguesa, espalhou-se ao comprido.

 

Isto lido assim à letra, significa que apenas quem se chama BENVINDO (nome próprio de homem) é welcome, willkommen e bienvenue ao hipermercado. Conclusão: como eu não me chamo Benvindo, não fui fazer compras ao Intermarché.

 

Mas não é isso que importa. O que importa é que quem fez o cartaz, sabe como se escreve bem-vindo nas outras línguas, mas não sabe bem-receber, ou seja, escrever bem-vindo em Língua Portuguesa. E os Ingleses, Alemães e Franceses (bem) recebem como deve ser. E nós não. Vejam se os alemães têm peneiras contra consoantes duplas. Mas se willkommen fosse uma palavra portuguesa, já estaria reduzida a wilkomen, para facilitar a vida aos cabeças-duras.

 

E já vi pior: já vi no site de um Hotel, na Internet, um BEMVINDO assim… muito escarrapachado, como se fosse uma preciosidade linguística.

 

E isto não será grave? Não é gravíssimo?

 

É que a política acordista do corta os hífens aplica-se à balda. Aliás, tudo no AO90 se aplica à balda. Cada um escreve como calha, como quer, como lhe dá na real gana, a começar pelos governantes, cujos textos são um autêntico monumento à ignorância da Língua Oficial Portuguesa (e não estou apenas a referir-me à ortografia acordista, refiro-me também á ortografia não alterada que poucos dominam.

 

Posto isto regressemos ao pato.

 

Os senhores governantes permitem-me que eu, na qualidade de ex-professora de Língua Portuguesa, vá à Assembleia da República ditar-vos um texto escrito inteiramente segundo as regras do AO90?

 

E o que proponho para o pato é o seguinte: se todos os deputados derem zero erros no ditado, isto é, se todos escreverem correCtamente conforme a ortografia acordizada, eu deponho as armas, e dar-me-ei por vencida.

 

Mas como estou convencida de que a esmagadora maioria, se não a totalidade dos senhores deputados, darão montes de erros ortográficos, ao aplicarem o AO90, que querem IMPINGIR-NOS a todo o custo, ao custo da perda da nossa própria IDENTIDADE, eu proponho que mandem às malvas o AO90, reponham a Língua Portuguesa nas escolas, devolvam a Portugal a sua dignidade de País livre e soberano, e com a vossa escrita façam o que quiserem.

 

Querem e gostam de escrever mal, escrevam. Mas não pretendam que os Portugueses embarquem nesse barco furado que é o AO90, nomeadamente as crianças a quem estão a enganar cobardemente.

 

Ou então não fazem o ditado, e decidem, uma vez por todas, acabar com esta fantochada do AO90, a escrita à balda, que está a generalizar-se.


E um povo que não sabe escrever é simplesmente analfabeto.

 

Aceitam fazer este pato comigo? Aceitam este desafio?

 

Aguardo uma resposta. Não uma resposta directa, obviamente. Mas uma ATITUDE firme e honesta acerca deste triste e pobre episódio da nossa História recente: a substituição de uma língua íntegra, por um arremedo ortográfico estrangeirado, que nos esmaga a identidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:02

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Sexta-feira, 30 de Junho de 2017

A ESTUPIDEZ FALOU MAIS ALTO EM ANGRA DO HEROÍSMO (AÇORES)

 

Façam este vídeo correr mundo, para que se saiba que em Portugal as crianças são incentivadas a aplaudir a crueldade, a violência, o SOFRIMENTO de um animal.

 

Sinto VERGONHA do governo português, liderado por um PS arcaico, aficionado e completamente fora da modernidade, da civilização, da evolução.

 

Isto é mórbido, patológico, doença mental grave. 

 

 

 

https://www.facebook.com/451257841614428/videos/vb.451257841614428/1569516539788547/?type=2&theater

 

«Jun 30, 2017 — Governantes, autarcas, deputados e toda a classe política têm as mãos sujas. É a deseducação das crianças e o sangue de seres vivos que é derramado para satisfazer o vício de alguns e encher os bolsos de outros.»

 

Fonte:

https://www.change.org/p/presidente-do-governo-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-%C3%A0s-touradas-para-crian%C3%A7as-n%C3%A3o-aos-apoios-p%C3%BAblicos-para-a-tauromaquia/u/20694772

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:48

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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

PUNIÇÃO PARA OS RESPONSÁVEIS PELOS EVENTOS ILEGAIS NAS FESTAS DE BENAVENTE

 

Assinem aqui a petição, por favor. O texto abaixo diz tudo o que há a dizer.

 

Em ano de eleições, os políticos são capazes de fazer ou deixar fazer tudo e mais alguma coisa, para captarem a simpatia do povo INCULTO.

 

Não podemos deixar que a IMPUNIDADE se instale em Portugal…

PETIÇÃO:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86130&fb_action_ids=1687102677970484&fb_action_types=og.comments

 

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«Para: Presidente da AR e Deputados

 

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República

Exmos. Srs. Deputados/as

 

Excelências

 

Na madrugada do dia 23 de Junho de 2017, realizaram-se as Festas da Amizade em Benavente, com o anúncio nas páginas oficiais da Câmara Municipal do respectivo programa onde eram anunciados "Touros de Fogo" e "Picarias".

 

Dado que nem o evento de "Touros de Fogo", nem as "Picarias" fazem parte da tradição tauromáquica portuguesa, mas sim uma imitação espanhola, mais precisamente da zona de Valência (no caso do 1º) e aí mesmo já sobejamente contestada pela barbaridade e violência que encerram, juntando-se o facto de não ter havido um parecer favorável da DGAV, nem o IGAC ter sido consultado para tal fim, estes dois eventos são, como é óbvio, ilegais e nunca poderiam ter acontecido.

 

Atear fogo às hastes de um bovino é uma prática dolorosa de extremo maltrato que jamais será tolerada pela maior parte da nossa sociedade mais consciente e compassiva.

 

Quanto às "Picarias", integradas na "Sortes de Varas", proibida pelo artigo 3º, 3 da Lei nº 92/95 de 12 de Setembro, com redacção actualizada pela Lei nº 19/2002 de 31 de Julho, só poderiam ter acontecido, caso tivessem sido consideradas excepções, segundo o disposto no artigo 3º, 4 e se estas práticas se tivessem mantido ininterruptamente durante os 50 anos anteriores à entrada em vigor do referido diploma, segundo o qual ainda teria que ser a Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) a verificar os requisitos legais para a devida autorização.

 

Perante o exposto, verificaram-se não só no caso do "Touro de Fogo" como também das "Picarias", duas grave ilegalidades que devem ser analisadas em conformidade.

 

Dado que a Câmara Municipal de Benavente anunciou horas antes do "Touro de Fogo" que este tinha sido cancelado e o comando da GNR assegurou o mesmo, consideramos que tanto uma como outra, teriam obrigação de ter impedido que a comissão de festas tivesse levado a cabo tal evento, mas não o fizeram e após a contestação pública, ainda permitiram que se realizassem as "Picarias", demonstrando assim um lapso grave de autoridade, incumprimento da legislação em vigor, bem como o desrespeito pelos cargos que ocupam e que devem ser regidos de forma honesta para com os cidadãos deste país.

 

Vêm portanto os abaixo assinados, exigir a Vossas Exas punições exemplares para a Câmara Municipal e GNR e o sério compromisso de que jamais estes eventos se realizarão no Concelho que superintendem.

Solicitamos também que seja uma força policial isenta e estranha à região a identificar os componentes da comissão de festas e os intervenientes dos dois eventos "Touro de Fogo" e "Picarias" que figuram nos vídeos e fotos que circulam na Internet e que tanto a Associação Animal, como o PAN, alguns cidadãos e até a SIC dispõem.

 

Solicitamos ainda a Vossas Exas que jamais em terras portuguesas estes eventos bárbaros aconteçam, como se têm verificado em alguns lugares, com a complacência das autoridades locais.

 

Gratos pela vossa atenção e aguardando uma clara definição sobre este caso que tanto nos indigna.

 

Grupo Anti Tourada de Viana do Castelo,

Grupo de cidadãos»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

«OS DEPUTADOS DAS VAQUEJADAS»

 

Mais um magnífico texto de Teresa Botelho que nos fala da estupidez das chamadas vaquejadas, que estão para o Brasil, como as touradas estão para Portugal: um “divertimento” de e para trogloditas que descontam nestes indefesos seres vivos, de um modo brutal e irracional, a falta de virilidade que lhes retorce e mirra as entranhas

Eles bem que queriam ser HOMENS… mas falta-lhes o principal… (se é que me entendem…)

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Texto de Teresa Botelho

 

«Apetece-me aqui falar de um país que não é o meu, mas cujas retóricas são comuns.

 

Perdi o meu tempo assistindo a uma comédia humorística   em directo que não me fez sequer sorrir, porque assistir a qualquer discussão acalorada entre os políticos brasileiros, é pior que estar enjoada e não conseguir vomitar.

 

O tema eram as Vaquejadas, espectáculos degradantes, com bovinos e cavalos, lidados e torturados por gente rude e mal formada que vive nos confins da ignorância.

 

Contudo, hoje em vez de falar dos bois, prefiro descrever os Deputados, porque esses sim, merecem ser "vaquejados" e depenados dos seus fracos, ou mesmo inexistentes valores mínimos morais e de racionalidade.

 

O vídeo do debate que pretendeu desautorizar a decisão do Supremo Tribunal que declarou recentemente inconstitucionais estes espectáculos bárbaros, decorria animadamente, com uma coluna lateral para críticas e comentários do povo e como sempre, não resisti à opinião despojada, porque mesmo considerando-me bem educada, dei comigo a escrever por lá umas certas coisas que normalmente só digo em privado, ou entre os amigos mais fiéis e condescendentes a linguagens de palavreado impróprio, por isso, ao cabo de umas 2 horas, decidi sair, até porque o que vi, chegou para me inspirar neste comentário...

 

A maior parte dos oradores era fazendeiros do Nordeste que não conseguiram desmentir as acusações de que as suas campanhas eleitorais tinham sido financiadas pelos "Coronéis do gado".

 

O próprio presidente da mesa, manifestou claramente a sua vocação anti- animalista e geriu o tempo dos discursos, conforme as suas próprias preferências, em relação aos previsíveis conteúdos que iriam ser apresentados.

 

Quando algum orador não agradava, era vaiado e ofendido com palavrões e gritos, interrompendo o discurso, como aconteceu a uma veterinária que teve a ousadia de mencionar as diversas consequências físicas provocadas aos animais durante estas vaquejadas, como a sujeição dos bois pela cauda que muitas vezes acaba por ser arrancada, as fracturas nas patas e coluna, bem como as hemorragias internas que provocam aos animais, mortes lentas, em dolorosa agonia.

 

Quando a activista vegan e apresentadora da TV Luísa Mell que fora convidada para fazer parte do debate por um deputado animalista e a quem foram "generosamente" concedidos 5 minutos de prosa, se preparou para falar, a indignação da assistência foi de tal forma ruidosa que as sucessivas interrupções, apenas lhe permitiram expressar com dificuldade os seus altos valores compassivos e a emoção de reconhecer o atraso civilizacional do seu pobre país...  

 

 

De repente, com agressões à vista, os insultos e a barulheira, obrigaram a interromper a sessão por 2 minutos.

 

Afinal, quem viu um excerto da discussão pelo afastamento da Presidente Dilma, já conhece o ambiente acalorado de Brasília, mas o que mais me entusiasmou, foram os argumentos tirados de letra aos que oiço por cá, das bocas sujas dos defensores da "tradição" tauromáquica...

 

E não é que as touradas também foram por lá faladas, como pertencendo a países civilizados da Europa?

 

Só não sei em que escalão de civilidade, colocam eles o Brasil, mas não interessa ...

 

O problema foi o meu desnorte e o "doce" vernáculo que me foi saindo, lá na coluna dos comentários, ao lado do tal vídeo da discórdia...

 

Mas após umas explicações cheias de "ética e sabedoria", dadas por uns mercenários, digo, veterinários, bem pagos para a defesa do indefensável, como alguns que conhecemos por cá, eis que subiu à mesa um cowboy de enorme chapéu branco, com abas retorcidas e cuja obesidade mórbida lhe fazia pendurar as flácidas bochechas gordurosas sobre o colarinho branco, encobrindo o nó da gravata de tal forma apertada que lhe deixava a face roxa!

 

O cowboy, mesmo sem pistola, disparou os seus impropérios a torto e a direito, terminando com aquele argumento tão batido também por cá, sobre a crise laboral que as proibições de torturar bovinos causariam entre os peões mal pagos que lhes engraxam as botas.

 

Antes disto, tinham havido uns momentos empolgantes, mas que acabaram em paz, após um convite de um animalista a um adepto das "tradições", para um ajuste de contas lá fora, mas que não deu em nada, porque quando o primeiro gritou "seja homem", o segundo encolheu-se e só fingiu que o era...

 

Esgotados de tanta intelectualidade, os fazendeiros, os corruptos e os leiloeiros de animais, após mais de 4 horas de humor negro e de machismo exacerbado, decidiram o seguinte:

 

 

VAQUEIRO.jpg

 

Alguns parlamentares prometeram que vão se empenhar para mudar a Constituição por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para que as vaquejadas e os rodeios sejam definitivamente reconhecidos como “patrimônio cultural do país".

 

Onde é que eu já ouvi esta de "patrimônio cultural", apesar da diferença geográfica e de acentuação?

 

Aguardemos então que o PEC não chegue a PEC, apesar de neste momento estar já a ser afincadamente preparado por lá, até porque só o nome me lembra outros PECs que não nos sugerem por cá, nada de bom...

 

Entretanto, hoje mesmo, as manifestações e a luta dos indignados vaqueiros continuavam, transformando os bois em reaccionárias exigências políticas e cujas críticas visam até o vigente Estatuto de Desarmamento que segundo um dos cowboys direitistas, aspirante a presidente e bastante ovacionado, a proibição feita aos "cabras machos" de usarem armas, o que é criar "uma geração de maricas"...

 

E mais não digo, porque apenas me parece que bovinos e cavalos torturados, são sempre um bom ponto de partida para o atraso, a xenofobia, a escravatura e a porca miséria de países de pantanas...»

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/vaquejadas.html?showComment=1477646863289#c8821845885340707185

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016

CARTA ABERTA À ENTIDADE REGULADORA DA COMUNICAÇÃO (ERC)

Enviada para a ERC, através deste formulário online:

http://www.erc.pt/pt/balcao-virtual/formulario-de-participacoes

 

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Observem esta imagem com atenção: vejam a expressão de terror e medo, aflição e dor estampada nos olhos deste desventurado Touro embolado e crivado de bandarilhas, a sangrar por fora e por dentro, torturado por um bando de cobardes. E é esta “cultura” e é esta “arte” que a RTP pretende transmitir aos Portugueses, embrutecendo-os com estas imagens brutais?

 

Excelentíssimos Senhores:

 

Começo por apresentar a seguinte RECLAMAÇÃO:

 

A RTP tem transmitido regularmente várias touradas, como a de 22/07/2016, a de 13/08/2016 e a 25/08/2016, violando, com esta conduta, os direitos, liberdades e garantias dos telespectadores, porquanto:

 

Primeiro: O Senhor Provedor do Telespectador da RTP já afirmou publicamente que não considera a transmissão de touradas serviço público;

 

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Segundo - A RTP é financiada pela contribuição audiovisual que os Portugueses são forçados a pagar nas suas contas da electricidade;

 

Terceiro - Esses Portugueses, na sua esmagadora maioria, não aprovam os maus-tratos aos animais e a violência e crueldade injustificadas inerentes às touradas;

 

Quarto - Os dados divulgados pela IGAC mostram que as touradas têm vindo a perder vertiginosamente, de ano para ano, público e telespectadores (vide:

http://www.jn.pt/nacional/media/ntv/interior/touradas-continuam-a-perder-publico-na-televisao-publica-4741610.html?id=4741610)

 

Quinto - O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselhou Portugal a criar legislação que restrinja a exposição das crianças às touradas, demonstrando preocupação com os efeitos daquelas na saúde física e mental dos menores, recomendação mandada às malvas pelos notáveis deputados da Nação portuguesa;

 

Sexto - O Parlamento Europeu determinou, em Outubro de 2015, que os subsídios atribuídos ao sector da agricultura deixem de ser usados para a criação de touros destinados à tortura e, deste modo, deixarem de “financiar actividades letais de tauromaquia”;

 

Posto isto, e visto que ao Provedoria do Telespectador da RTP é um mero órgão de recolha de opiniões, sem qualquer efeito prático, uma vez que as queixas que inúmeros espectadores fazem chegar ao Provedor não são consideradas, venho solicitar à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) que dirija à Administração da RTP uma recomendação objectiva e concreta no sentido de deixar de transmitir touradas, independentemente do horário, uma vez que esta é a vontade da esmagadora maioria dos telespectadores que são forçados a ver parte do seu dinheiro a ser aplicada na tortura de touros, em directo, para uma minoria satisfazer os seus instintos sádicos, e porque tal prática não enobrece uma estação televisiva e muito menos dignifica um serviço público.

 

Além de ser uma monumental vergonha para Portugal, que todos queremos que seja um país virado para o futuro, e não especado num passado obscurecido por uma prática tão grosseira e cruel.

 

Com os mues cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

(Texto adaptado do original do grupo «Porto pelos Animais»)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:50

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

TOURADAS E CLIENTELAS POLÍTICAS

 

"Não deixa de ser estranha a indiferença e o alheamento com que a esmagadora dos deputados reagiu a esta exposição nua e crua da tortura animal."

 

Editorial do Público a 22 de Julho de 2016.

 

PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza

 

 

PÚBLICO.png Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852.1073741876.890462117681551/1128032237257870/?type=3&theater

 

Refere o Diário de Notícias:

 

"Pateada forte na bancada social-democrata", com o deputado "a fazer o gesto de quem espeta um par de bandarilhas e a lançar um 'olé!'".

 

A ideologia tauromáquica assusta e faz perpetuar uma actividade parasita do Estado, traduzida em numerosos e criativos procedimentos com dinheiros públicos. Vejam a lista:

 

- Isenção de taxas para ocupação da via pública;

 

- Mão de obra de funcionários camarários para trabalhos de montagem, manutenção e desmontagem de estruturas de apoio;

 

- Compra de publicidade;

 

- Empréstimo de transportes municipais, aluguer de viaturas, cedência de materiais e equipamentos municipais;

 

-Organização de touradas e festejos taurinos, compra e oferta de bilhetes de corridas;

 

- Aluguer de touros, contratação de cavaleiros e matadores, subsídios a colectividades tauromáquicas;

 

- Contratação de serviços de limpeza de ruas e de recintos que receberam eventos tauromáquicos;

 

- Oferta de almoços e jantares, prémios, condecorações e ofertas;

- Compra de livros alusivos;

 

- Patrocínio de escolas de toureio, financiamento de casas-museu de matadores de touros;

 

- Cedência de fracções de imóveis, doação de propriedades;

 

e

- A cereja no topo do bolo, as faraónicas obras de reabilitação e recuperação de praças de touros, templos da cultura da violência e da morte.

 

Até quando?

 

PAN - A causa de tod@s

 

Fonte

https://www.facebook.com/PANpartido/posts/1127429157318178

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:50

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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

A DEFESA IGNÓBIL DA INDEFENSÁVEL SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

A selvajaria tauromáquica nada tem, nunca teve e nunca terá a ver com ”liberdade de escolha”, mas tão-só com mau carácter, ignorância, perversidade, sadismo, estupidez, idiotismo, brutalidade, barbárie, incultura, crueldade, violência, obscurantismo, selvajaria, tudo, absolutamente tudo o que não pertence à essência do Homo Sapiens, e é atributo maior do Homo Parvus.

 

Senhores deputados do PS (à excepção de Diogo Leão, Pedro Delgado Alves, Rosa Albernaz, Inês Lamego, Ivan Gonçalves, Isabel Santos, Pedro Bacelar, Luís Graça, Carla Sousa, Tiago Barbosa Ribeiro e João Torres), PSD, CDS/PP e PCP, nós não somos estúpidos. Sabiam?

 

Pretendem enganar quem? A vós próprios?

 

 

  Uma intervenção que envergonha as pedras das calçadas portuguesas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

AS CRIANÇAS E A TOURADA: O DEVER DE PROTECÇÃO SOCIAL

 

(Um texto baseado em dados científicos, que os deputados da Assembleia da República Portuguesa devem ler e ponderar, e no fim, tomar medidas adequadas, para proteger as crianças portuguesas da violência e crueldade inúteis e gratuitas, exercidas sobre animais não humanos e sobre elas próprias, e que deformam a personalidade e o carácter de qualquer ser humano, em qualquer idade.)

Isabel A. Ferreira

 

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Diante de um Touro morto, depois de barbaramente torturado, estas crianças, insensivelmente, ainda o amesquinham… Que tipo de educação será esta?

 

As crianças e a tourada: o dever de protecção social

 

O Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas, no seu documento CRC/C/PRT/CO/3-4 de 31 de Janeiro de 2014, a par de outras problemáticas sociais da realidade portuguesa, expressa, claramente, a sua preocupação com a integridade das crianças envolvidas nos espectáculos tauromáquicos, quer como participantes quer como espectadores.

 

Reconhecendo o carácter violento da actividade tauromáquica, o Comité incentiva Portugal a tomar as necessárias medidas legislativas e administrativas para proteger a integridade física e psicológica das crianças. Deixa ainda em aberto uma eventual recomendação futura no sentido da proibição total da participação de crianças em touradas. No referido documento, é expressamente recomendado o aumento da idade mínima para participação e assistência a espectáculos tauromáquicos, à altura da elaboração do documento nos 12 e 6 anos, respectivamente. Foi aliás neste seguimento que o governo português aprovou no artigo 27º do Decreto-lei nº 23/2014, de 14 de Fevereiro, a subida da idade mínima para assistir a touradas para os 12 anos.

 

A recomendação do Comité dos Direitos da Criança, bem como a consequente legislação do governo português, vem finalmente atestar inequivocamente que a tourada constitui um espectáculo violento e, como tal, deve estar sujeita às mesmas restrições etárias que outros espectáculos de natureza artística e divertimentos públicos considerados violentos.

 

Deste modo, torna-se evidente que a recente recomendação do Comité dos Direitos da Criança a Portugal encontra-se solidamente ancorada em evidências científicas.

 

Enquanto os riscos para a integridade física das crianças que participam activamente nos espectáculos tauromáquicos são óbvios e inquestionáveis, tendo em conta a estatura e força dos animais envolvidos e a natureza da interacção dos mesmos com as crianças intervenientes, os riscos para a sua integridade psíquica, moral e social são menos óbvios, porém não menos negligenciáveis.

 

Diversos estudos comprovam que a exposição a violência explícita nos media provoca efeitos significativos a curto-prazo, aumentando a probabilidade de originar comportamentos agressivos ou de medo. Este efeito é particularmente preponderante nas crianças mais novas, e em especial, do sexo masculino (para uma revisão, ver Browne & Hamilton, 2005). Ocorre também um efeito de dessensibilização face à violência, podendo esta ser aceite como forma de solução de problemas violentos (Bartholow, Sestir & Davis, 2005) o que, por seu turno, pode contribuir para o aparecimento de comportamentos desviantes (Fitzpatrick, C., Barnett, T. & Pagani, 2012).

 

Especificamente no respeitante à tourada, um estudo realizado em Madrid com 240 crianças dos 8 aos 12 anos de idade (Graña et. al., 2004) demonstrou que a maioria das crianças apresentava naturalmente uma atitude negativa face à mesma, expressando reacções emocionais negativas quando a ela expostas. O mesmo estudo atesta, ainda, que o facto de a tourada ser apresentada aos menores como um espectáculo cultural, chega a aumentar os efeitos nefastos que tem nos mesmos: as crianças que assistem a touradas sendo sugestionadas para as ver como um espectáculo festivo obtém resultados significativamente mais elevados em escalas de ansiedade e agressividade do que crianças que assistem a uma tourada sem qualquer sugestão.

 

Os estudos sobre empatia revelam uma correlação positiva entre a capacidade de empatizar com seres humanos e a capacidade de empatizar com animais não-humanos (Signal & Taylor, 2007). Assim, é pertinente pensar que ao ensinar as crianças a ignorar o sofrimento do touro, estamos a potenciar um défice na sua capacidade de empatizar com seres humanos, o que acarreta, necessariamente, consequências psíquicas, morais e sociais. Importa salientar que a empatia não só sustenta a maioria das decisões morais que tomamos (Miller, Hannikainen.& Cushman, 2014) mas também se encontra na base dos comportamentos cooperativos, imprescindíveis para a vida em sociedade (para uma revisão sobre a evolução e papel da empatia ver Castro, Gaspar & Vicente, 2010). Comprovando tal fato, tem sido demonstrado que a promoção de atitudes de respeito e afecto para com os animais não-humanos é benéfica para o bom desenvolvimento das crianças a vários níveis (para uma revisão ver, por exemplo, Endenburg. & van Lith, 2011).

 

Deste modo, torna-se evidente que a recente recomendação do Comité dos Direitos da Criança a Portugal encontra-se solidamente ancorada em evidências científicas. Como tal, e muito além de quaisquer considerações acerca da legitimidade das actividades tauromáquicas, deve ser claro para todos os seus intervenientes que, no supremo interesse da criança, devem ser célere e claramente transpostas para a legislação portuguesa medidas que a protejam dos possíveis riscos desta actividade.

 

Dr.ª Constança Carvalho

Psicóloga Clínica, especialista em desenvolvimento infantil

 

Referências Bibliográficas

 

1 - Bartholow, B., Sestir, M. & Davis,E. (2005) Correlates and consequences of exposure to video game violence: hostile personality, empathy, and aggressive behavior. Pers Soc Psychol Bull. 31(11), pp.1573-86.

2 - Browne, K.D. & Hamilton-Giachritsis, C. (2005). The influence of violent media on children and adolescents: a public-health approach. Lancet; 365(9460), pp. 702-10.

3 - Castro, R., Gaspar, A., Vicente, L. (2010). The Evolving Empathy: hardwired bases of human and non-human primate empathy. Psicologia, XXIV(2), pp.131-152

4 - Endenburg, N. & van Lith, H.A. (2011). The influence of animals on the development of children. Vet J., 190(2), pp.208 Fitzpatrick, C., Barnett, T. & Pagani L.S. (2012). Early exposure to media violence and later child adjustment. J Dev Behav Pediatr.,33(4), pp. 291-7.

5 - Graña, J., Cruzado, J., Andreu, J., Muñoz-Rivas, M., Peña, M. & Brain, P. (2004). Effects of viewing videos of bullfights on Spanish children. Aggressive Behavior, 30 (1), pp. 16–28.

6 - Miller, R., Hannikainen, I.& Cushman, F. (2014). Bad Actions or Bad Outcomes? Differentiating Affective Contributions to the Moral Condemnation of Harm. Emotion. 2014 Feb 10. [Epub ahead of print]

7 - Signal, T & Taylor, N (2007). Attitude to Animals and Empathy: Comparing Animal Protection and General Community Samples. Anthrozoos, 20(2), pp. 125-130.

 

Fonte:

http://basta.pt/as-criancas-e-a-tourada-o-dever-de-protecao-social/

 

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:21

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Terça-feira, 7 de Junho de 2016

A ALA DECENTE DA GERINGONÇA

 

(Um excelente texto de Ana Martins, para reflectirmos sobre o que se passou na Assembleia da República, no Dia Internacional da Criança)

 

TOURO.jpg

 

Texto de Ana Martins

 

Facto #1: A ONU, através do Comité dos Direitos das Crianças, a 31.01.2014, exortou Portugal a limitar a participação de crianças portuguesas em touradas.

 

Facto #2: A delimitação do que é ou não uma criança e a sua balização etária pode dar azo a discussões muito interessantes, mas o limite, por razões práticas, teve de ser convencionado e é por isso que a maioridade formal é de 18 anos em Portugal (no seguimento, mais uma vez, de uma recomendação da ONU, que o Estado Português acatou);

 

Facto #3: na legislação actual, existe já uma limitação em função da idade: 6 anos para a presença da criança em espectáculos tauromáquicos e 12 anos para a sua presença em actividades de toureio;

 

Facto #4: Seja na baliza etária 16 ou 18 anos, a presença de toureiros menores de idade é recorrente nas inspecções feitas pela Autoridade para as Condições do Trabalho, que constataram “de forma pessoal, directa e imediata a participação de menores na referida corrida de touros”, o que é ilegal.

 

Facto #5: Outras recomendações da ONU incluíram o aumento do Salário Mínimo Nacional (check para a geringonça), o aumento progressivo do RSI de modo a “garantir o aumento do número de beneficiários elegíveis” (guess whatcheck para a geringonça), implementação de medidas para a diminuição do desemprego jovem (acertaram: check para a geringonça).

 

Ou seja: as recomendações da ONU são frequentemente vertidas para projectos de lei ou projectos de resolução. Desta feita, não foi isso que aconteceu. Talvez porque a aprovação destes PdL’s estava comprometida, à partida, pelo facto do PEV e do BE se terem revelado incapazes de chegar a acordo com o PAN para criar um projecto que pudesse criar maior agregação nas bancadas do PS. Porque, como já sabemos, nestas matérias de avanço civilizacional, a ortodoxia do PCP rima muito bem com a moral bafienta da direita, por isso não se poderia contar com os comunistas.

 

Então como poderia a geringonça fazer aprovar uma lei destas? Se o PS se tivesse lembrado que a chamada “agenda de costumes” é também uma das razões de ser da geringonça. O argumento de falta de consenso na população sobre este tema não colhe, porque isso não foi óbice à aprovação, por exemplo, das mais recentes alterações à Procriação Medicamente Assistida. Ou será que me querem convencer que há maior consenso na população em relação ao facto de uma mulher solteira ou lésbica poder ter um filho sozinha do que a tourada ser uma actividade explicitamente violenta, que vive da glorificação da tortura de animais e da morte? Aliás, de tal modo isso é consensual que mesmo a RTP, que perdendo audiência ano após ano e contrariando o parecer do seu Provedor continua a emitir touradas, mas opta pelo horário das 22h. Porque será?

 

Que outros argumentos? Bom, há outro quase divertido se não fosse ele certificado de indigência mental a quem o ouve: é “proibido proibir”. Que por muito condenável que seja a actividade tauromáquica, estamos a falar de liberdade individual. Deve ser a mesma liberdade individual de que falávamos como base da censura à “criminalização do piropo”, alteração ao Código Penal que todos os grupos parlamentares votaram a favor, ainda no tempo da caranguejola. Voto a favor que inclui, claro está, muitos dos deputados do PS que o eram na anterior legislatura. E, portanto, quanto a coerência, estamos conversados.

 

Para memória futura, a ala decente da geringonça, no dia 1.06.2016, limitou-se ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, ao PEV e a 11 deputados do PS:

Rosa Albernaz, @tbribeiro, @pdelgadoalves, Fernando Jesus, Luis Graça, @Isabelsantos47, @ivan_goncalves, @diogo_leao, @jvstorres, Carla Sousa e Luís Soares (sendo que estes dois últimos não votaram a favor do PdL do PEV).

 

Ou seja, em 86 deputados do PS, 64 votaram contra* (ou estiveram ausentes da votação). Isto é, a bancada do PS votou contra, levando um Sérgio Sousa Pinto, quiçá acordado do verdadeiro coma em que se tornou a sua carreira política, a ufanar vitória, orgulhosamente sublinhando perante o Presidente da AR “Senhor Presidente da Assembleia, a bancada do PS votou contra!”. Não é novidade: o PS tem uma quota de deputados assumidamente aficionados da tauromaquia e do lobbie dos caçadores. Oscilam entre i) a impaciência que estes temas lhe causam, como se fosse temas de somenos importância, ii) o discurso sobranceiro sobre a liberdade de escolha e iii) o tom paternalista de quem acredita na dicotomia pessoas vs. animais, como se a humanidade estivesse perdida por ter uma visão cada vez menos obscurantista do mundo. Nada disto, no âmbito do PS, é novidade. A única novidade – talvez a mais lamentável de todas – é a nova era inaugurada pela geringonça se revelar selectiva nos avanços civilizacionais que escolhe, ao ritmo das conveniências bolorentas da direita e do PCP.

 

Que fique escrito para memória futura: no dia em que se votaram estes projectos de lei, a geringonça só teve uma ala decente – foi a constituída pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, do PEV e de 11 deputados do PS. Foram os únicos que não adiaram a marcha inexorável do tempo e das conquistas civilizacionais. Sim, anotem aí: um dia a tourada acaba, é apenas uma questão de tempo.

 

Podem vir com as lantejoulas, os collants e os berloques, enquanto descem a Avenida da Liberdade, agitando o bicho-papão da “polícia dos costumes” e rasgando as vestes pela liberdade individual como valor supremo. Até lá, até ao dia em que nos livrarmos desta actividade anacrónica e criminosa, os deputados do PS e do PCP que votaram contra podem ir deitando a cabecinha no travesseiro e tentar lidar com o facto de terem ficado do lado errado da História – a que se irá fazer inevitavelmente, como o fim do financiamento europeu e a queda sustentada do número de espectadores facilmente fazem adivinhar.

 

(*) 11 deputados abstiveram-se no PdL do BE: @filipenb, Sónia Fertuzinhos, António Sales, Paulo Trigo Pereira, @DiasEjbd, Elza Pais, Alexandre Quintanilha, @SusanaAmador, António Cardoso, Vitalino Canas e Joana Lima

 

Para quem quiser ler ciência sobre o impacto das touradas nas crianças, pode estudar um bocadinho aqui.

 

Fonte:

http://geringonca.com/2016/06/06/ala-decente-da-geringonca/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:08

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Sexta-feira, 6 de Maio de 2016

DEMITA-SE “SENHOR DEPUTADO” JOÃO ALMEIDA (CDS/PP)!

 

Que cobardia! Que indignidade! Que falta de respeito pelo cargo que ocupa na Assembleia da República!

 

Não é o único, sabemos disso. Por isso o parlamento português tem a fama que tem…

Devia ter vergonha de dizer que é deputado da Nação.

 

JOÃO FERREIRA.jpg

Fonte da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2016/05/06/deputado-abusa-vaca/

 

Leiam, o que disse este “deputado”, depois de, no passado domingo, ter ajudado um bando de cobardes a torturar um pobre bovino indefeso, conforme a foto demonstra.

 

“Não foi a primeira vez que saltei a uma arena. Já tinha saltado também à do Campo Pequeno, há dois ou três anos, numa Festa do Forcado.

 

Também não foi a primeira vez, nem há-de ser a última, que salto em defesa da tauromaquia. Faz todo o sentido fazê-lo. Na Assembleia da República, representamos os portugueses e não podemos esquecer que há muitos portugueses, muitos mesmo, que se revêem da tradição tauromáquica e a apoiam. Somos muitos!”.

 

Na Assembleia da República, os deputados, que ganham um salário PAGO pelos contribuintes, têm o dever de representar os interesses civilizados de Portugal e dos Portugueses, e não os interesses obscuros do lobby tauromáquico, uma MINORIA INCULTA, constituída por uma dezena e meia de famílias marialvas e parasitas, que vivem à custa dos DINHEIROS PÚBLICOS, e divertem-se a TORTURAR BOVINOS, COBARDEMENTE.

 

Por muito menos, o povo já exigiu a demissão de deputados que não cumprem a sua função, na Assembleia da República.

 

Tenha vergonha e demita-se, “deputado” João Almeida. Não sabe honrar o assento onde se senta, no hemiciclo de São Bento. Não sabe honrar sequer o próprio nome.

 

Apenas os ditadores não estão disponíveis para ouvir o clamor da esmagadora maioria de um povo que rejeita com desmedida repulsa a selvajaria tauromáquica.

 

Portugal dispensa “deputados” que o envergonham.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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