Domingo, 27 de Novembro de 2016

O POVOS TÊM O QUE MERECEM… NOMEADAMENTE O POVO PORTUGUÊS…

 

Reflictamos neste curto, mas precioso texto de Maria Helena Capeto

 

POVO.jpg

Origem do texto: Internet 

 

O texto da Maria Helena Capeto é um comentário a um excelente texto publicado no Facebook, por Maria João Gaspar Oliveira, intitulado «CETA – a lei do mais forte…» ou seja, um tratado de livre comércio entre o Canadá e a UE, que é uma grave ameaça à soberania e democracia nacionais, e que recomendo lerem neste link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1126055524178379&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

«Maria João Gaspar Oliveira, tem toda a razão no comentário e críticas que faz. Tem toda a razão no seu apelo. No entanto, tenho a dizer, uma vez mais, que os povos têm o que merecem, nomeadamente o povo português que é aquele a quem este post é dirigido particularmente.

 

Quem enche as ruas aos milhares por causa do futebol, quem enche os centros comerciais nos dias do "sem iva" ou "promoção especial", quem enche as praças para assistir aos concertos de uma qualquer pop star e não se rala com mais nada, merece o que tem. Por isso continuo a dizer: p'ra baixo que ainda mexe. Os governantes são a imagem dos povos que representam. Os governantes só tomam as decisões que os povos permitem que tomem. Tão culpados são os governantes como os povos por tudo o que se passa no mundo, para o bem e para o mal.

 

Eu faço a minha parte não consumindo o que não me parece consumível. Faço a minha parte fazendo o que está ao meu alcance para um mundo melhor. Faço o que está ao meu alcance para abanar consciências. Mas se querem continuar a permanecer homo parvus, cada vez mais parvus, como muito bem os apelida a amiga Isabel A. Ferreira, força! Pode ser que entrem em extinção e se acabe o inferno na Terra. A minha especial preocupação são os animais das outras espécies que não têm culpa nenhuma da imbecilidade e boçalidade humanas e sofrem as consequências.

 

Se o humano continua a ser ignorante é porque quer, não por que isso lhe seja imposto. O conhecimento está, hoje em dia, ao alcance de todos. Não é difícil perceber que se me dói picar-me numa agulha, certamente dói igualmente aos outros. Menos televisão e mais leitura e procura de informação certamente traria outros resultados. Mas cada um faz as suas próprias escolhas, convém é não se esquecer que, queira ou não, terá que viver com elas.»

 

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ANULA PROIBIÇÃO DE TOURADAS NA CATALUNHA, MAS OS CATALÃES NÃO OBEDECERÃO A ESTA IMPOSIÇÃO RETRÓGRADA

 

 

Os aficionados espanhóis são como os aficionados portugueses: vivem na Pré-Idade da Pedra Lascada sem a mínima capacidade mental para ver o óbvio, evoluir e levar adiante a prática da Democracia e da Justiça.

 

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção, bem como os seus capachos. Só eles é que não vêem… E resistem, nem que para isso tenham de ser ridículos…

 

E assim se descredibiliza um tribunal constitucional…

 

MONUMENTAL DE BARCELONA.jpg

Esta arena de tortura, a Monumental de Barcelona, continuará assim: vazia, como estão destinadas todas as arenas dos oito países que ainda mantém estas práticas cruéis, grosseiras e medievais…

 

Lê-se nas notícias que por aí circulam que o Tribunal Constitucional Espanhol anulou a proibição das touradas na Catalunha, respondendo deste modo retrógrado a um recurso apresentado pelo não menos retrógrado Partido Popular espanhol, à decisão do Parlamento Catalão tomada em 2010 e que proibia a selvajaria tauromáquica na Catalunha.

 

Em Espanha, tal como em Portugal, a tauromaquia ainda se mantém em alguns poucos municípios e regiões, graças a mentes primitivas que ocupam cargos de decisão, e subsídios que ambos os governos esbanjam nesta actividade medieval protagonizada por psicopatas, sádicos e broncos.

 

E pensar que seres vivos são barbaramente torturados apenas para satisfazer os desejos mórbidos de um pequeno núcleo populacional portador de graves deformações mentais, bastamente comprovadas pelos estudos realizados por cientistas de várias especialidades!

 

Mas nem assim os partidos populares de ambos os países ibéricos são capazes de ver e aceitar o óbvio: a esmagadora maioria do povo espanhol e português não se revê nestas práticas bárbaras, assentes na mais profunda ignorância.

 

Os promotores da proibição das touradas na Catalunha, dizem que decisão do Tribunal Constitucional foi uma “decisão política” e disto ninguém tem a menor dúvida.

 

COMUNICADO DA PLATAFORMA PROU

 

A Plataforma PROU, impulsionadora da Iniciativa Legislativa Popular que originou a Lei aprovada pelo Parlamento Catalão em 2010, e que aboliu as touradas na Catalunha, emitiu o seguinte comunicado:

 

«Hoje, seis anos depois de se ter conseguido um avanço tão importante quanto à protecção animal e à não violência na Catalunha, no sentido de fomentar a cultura da paz, o Tribunal Constitucional espanhol decide que a dita lei é inconstitucional e que deve ser anulada, alegando motivos débeis e infundados, tendentes a retirar competências às regiões autónomas, impondo-nos, deste modo, um vergonhoso regresso ao passado, e à obrigatoriedade de continuar a autorizar a tortura pública de touros, nas arenas.

 

A Iniciativa Legislativa Popular utilizada foi um mecanismo de democracia participativa, que mobilizou centenas de milhares de pessoas se organizaram civicamente, num exemplo de exercício democrático rigoroso, transparente, aberto e com todas as garantias para o debate e a liberdade de expressão, e esta é a primeira vez na história que se revoga, sem as garantias acima indicadas, uma Lei aprovada através deste recurso.

 

É impossível acreditar que esta sentença responde a normas meramente jurídicas, tratando-se tão só de uma decisão política, que os antecedentes e a História corroboram.

 

Recordamos que o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, incluiu no seu manifesto eleitoral a defesa intransigente das touradas, aprovando durante o seu mandato uma lei que definiu a tauromaquia como "património histórico e cultural comum a todos os espanhóis”, com a única finalidade de tentar anular a Lei catalã.

 

Recordamos que o presidente do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, foi notícia pela sua filiação e militância no Partido Popular, ainda que, todavia, continue em funções.

 

Recordamos que nos últimos anos vários magistrados foram fotografados em praças de touros, desfrutando da cruel e sangrenta tortura dos animais.

 

Recordamos que o Partido Popular acumula centenas de casos de corrupção, que inclusive afectam o próprio partido e que vinculam o nome de diversos presidentes deste partido e do Estado espanhol. Recordamos que nos últimos anos foram descobertos casos de corrupção também no mundo tauromáquico, desde a evasão fiscal, até à gestão danosa de corridas de “beneficência”, associadas a crianças deficientes, entre muitos outros.

 

Enquanto na Catalunha se abriu uma brecha de distanciamento social em relação à tauromaquia, essa tendência estendeu-se a todo o Estado espanhol, onde actualmente a sociedade considera as touradas uma terrível forma de maltrato animal; e em 2013, a ONU considerou que esta actividade viola os direitos humanos.

 

Acreditamos firmemente que por trás desta decisão disfarçada de “poderes judiciais” há uma conspiração que só pode ter explicação no momento político que o Estado espanhol está a viver.

 

Negamos rotundamente que esta sentença corresponde aos interesses que diz corresponder.

 

Vamos denunciar, jurídica e moralmente, à opinião pública internacional estes abusos.

 

A Plataforma PROU começará, desde hoje, a trabalhar na denúncia internacional desta violação dos direitos democráticos que a nossa sociedade civil, organizada e mobilizada, sofreu, ao mesmo tempo que apresentará queixas nos tribunais especializados na persecução de atentados contra os direitos políticos. Estes direitos foram claramente violados como consequência da rede existente do relacionamento entre poderes e interesses pessoais, por parte de quem os utilizam.

 

Espera-nos um longo trabalho em toda a Europa e nas instituições jurídicas internacionais.

 

Da mesma forma, a Plataforma PROU também anuncia uma série de acções internas na Catalunha, com o Governo e o Parlamento, para assegurar que a tirania legislativa desta sentença não acabe por ter efeitos práticos e as touradas não voltem a realizar-se.

 

Do mesmo modo, esta Plataforma orgulha-se de partilhar este cenário com outras leis que foram revogadas por este mesmo tribunal, como a que defendia a igualdade de género; a lei que garantia que uma família não pode ficar sem abrigo; a disponibilidade para acolher refugiados na Catalunha; a lei de participação e consulta; a lei de emergência de energia; todas destinadas a melhorar a qualidade da democracia, justiça e igualdade.

 

Tanto quanto a nossa indignação por este atentado contra a democracia e a participação da cidadania legislativa, queremos tornar público o nosso entusiasmo, ao entender que este debate nos permitirá avançar para uma sociedade mais justa, menos violenta, mais civilizada.

 

 

Longe de aceitar o regresso das touradas à Catalunha, a Plataforma PROU acredita que chegou o momento de discutir as práticas violentas que nos envergonham como sociedade.

 

Por isso pedimos:

 

- À comunidade internacional que nos acompanhe.

 

- Ao Parlamento da Catalunha, uma nova Lei adaptada a esta sentença, mas que para efeitos práticos não permita o regresso das touradas.

 

- Ao Governo da Catalunha, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar qualquer tipo de actividade proibida pelo nosso Parlamento.

 

- Ao Governo da cidade de Barcelona, que mantenha firme a sua postura e não permita que a praça de touros volte a ser utilizada para actividades tauromáquicas.

 

- E muito especialmente, à comunidade da Catalunha que mantenha o seu apoio firme à causa da protecção animal, algo que orgulha, dignifica e é um importante reconhecimento internacional a este povo excepcional.»

 

Texto traduzido do original, publicado no blogue El Caballo de Nietzsche, em El Diário, neste link:

http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Comunicado-PROU-Tribunal-Constitucional-Cataluna_6_571202886.html

***

O Blogue Arco de Almedina apoia a Catalunha

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

«SALTANDO A LEI!»

 

 

Há algumas leis em Portugal que não são para cumprir.

 

Há algumas autoridades em Portugal que não cumprem, nem fazem cumprir as leis.

 

E se questionamos os governantes sobre estas matérias, simplesmente não respondem, como se ao povo não se devesse dar satisfações da governação.

 

Será que vivemos num país onde a Democracia é uma ilusão?

 

É deste “saltando a lei” que fala o magnífico texto de Teresa Botelho, publicado no seu Blogue Retalhos de Outono

Fazemos minhas todas as suas palavras.

 

 

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Texto de Teresa Botelho

 

«Hoje apetece-me falar de falta de vergonha, negligência, compadrio, ou quem sabe se até de corrupção, protegida por propositados silêncios!

 

A conivência escandalosa das instituições portuguesas no que toca à Natureza e aos animais, não tem mais justificação, tocando descaradamente o evidente!

 

Claro que falo do Ambiente de um país primitivo que se encolhe nos recantos mais sombrios da incúria e do laxismo, sem argumentos que justifiquem claramente seja o que for...

 

Mas hoje apetece-me falar de uma Instituição que saltita impunemente sobre certas leis e não responde a quem, com os seus impostos, a sustenta: - A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).

 

Mais uma vez, falo de touros, aquele espectáculo degradante que coloca Portugal ao nível dos países menos evoluídos da Europa e quem sabe se do Mundo!

 

Foi tarde e a más horas que saiu o RET (Regulamento dos Espectáculos Tauromáquicos) e que proíbe o funcionamento de praças de touros amovíveis desprovidas de curros, ou seja, de espaços onde os animais permanecem antes e depois de serem torturados e onde deverão depois ser abatidos na presença de um veterinário, para que o seu sofrimento não se prolongue até ao matadouro, o que pode demorar, em caso de fim-de-semana.

 

Considerando que qualquer pessoa evoluída e consciente, não aceita o nome de "espectáculo" a estas actividades sádicas e menos ainda culturais, este novo Regulamento trás algumas regras que antes não eram concebidas, mas que pelo menos, demonstram o que há muito se sabe, mas que o Ministério da Cultura sempre pretendeu ignorar: - O atroz sofrimento dos animais, os cortes a sangue frio para retirar os ferros, etc.!

 

Nos tempos áureos da tauromaquia, estas praças pré-fabricadas eram instaladas em várias terriolas, para "alegrar" os famintos de sangue nas suas festas tradicionais e geralmente em honra de Santos que nunca foram ouvidos nem achados, mas que aos padres das Paróquias rendiam alguns tostões e até o prazer de ver jorrar o sangue de inocentes, ignorando assim, as sábias palavras papais sobre "maus tratos a animais".

 

Hoje, essas armações obsoletas e ultrapassadas, sem a legal e devida acomodação para os animais, continuam a ser armadas em povoações, zonas protegidas e até no meio de prédios, como aconteceu recentemente no Carregado, sob o ignorado protesto de alguns moradores incomodados.

 

Perante esta notícia, divulgada por um órgão de informação e largamente partilhada nas redes sociais, várias pessoas acharam por bem, avisar o IGAC*, para que a devida inspecção fosse feita e a lei se cumprisse, mas se as respostas chegaram a alguns sob uma ridícula desresponsabilização, atribuindo esses deveres à Direcção-Geral de Veterinária que pelos vistos, não só tem que verificar os animais, como também lhes são agora espantosamente atribuídas funções urbanísticas, num vai e vem de desculpas esfarrapadas e incoerentes, como aliás convém...

 

Aos contactos e pedidos de esclarecimentos que solicitei ao IGAC, sobre o caso concreto do Carregado, até hoje aguardo resposta, talvez porque não tenham sido ainda informados pelas Finanças que os meus impostos estão em dia, ou quem sabe, se me consideram cidadã de 2ª que não merece explicações, mas o que é certo, é que as leis se fizeram, os touros continuam a servir de gozo a psicopatas em recintos ilegais, protegidos por entidades omissas, cuja omnipotência os engasga pela falta de válidos argumentos e sujeitas a manipulações ilegais e culposas.

 

A tourada aconteceu no Carregado, sem qualquer inspecção, mas com a infalível bênção do padre da paróquia, à qual nem a Câmara de Alenquer nem qualquer outra entidade se atreveu a opor. Aconteceu este ano e voltará a acontecer em várias terrinhas deste país para os protegidos pelo sistema e implacável para quem se verga sob o peso das sua consciências, porque a Democracia se tortura em praça pública e o povo esmagado pelos atropelos, se manifesta sem ser ouvido!»

 

* Inspecção-geral das Actividades Culturais partilhou recentemente com a AMA – Agência de Modernização Administrativa, um conjunto de dados que agrega informação dos recintos de espectáculos de natureza artística activos em Portugal Continental, que se encontra publicada em:

http://www.dados.gov.pt/PT/CatalogoDados/Dados.aspxname=RecintosdeEspetaculosdeNaturezaArtistica#sthash.kIUVKOUA.dpbs...

 

(Infelizmente o link em anexo está desactivado)

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/09/saltando-lei.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

PS, PSD, CDS/PP E PCP CONTINUARÃO A USAR OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES PARA FINANCIAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

 

O BE, o PEV e o PAN consideram que os dinheiros públicos não deveriam financiar a violência e a crueldade destas actividades.

 

Mas os restantes partidos, com os pés fincados na Idade da Pedra, voltaram as costas à vontade do povo, e uma vez mais perderam a oportunidade de apanhar o comboio da Evolução.

 

 

 

 

 

(Estas foram as vozes que representaram o Povo Português)

 

«Não queremos financiamentos públicos para a Tauromaquia!

 

A tauromaquia transformou-se num sorvedouro de dinheiro público, que retira oportunidades a áreas bem mais determinantes na nossa sociedade como a saúde, a educação ou a investigação.

 

Devemos ser equidistantes o suficiente para saber que não deve ser o dinheiro público a suportar uma actividade que é controversa, que implica violência e sofrimento gratuitos sobre animais apenas por entretenimento, que contraria a mais recente legislação europeia e o desenvolvimento uma sociedade sadia e que, de resto, a maioria dos portugueses não aceita e não apoia.» (André Silva in Facebook.)

Hoje, pudemos constatar que Portugal não vive num regime democrático, pois se vivesse, a vontade de mais de 30 mil Portugueses, expressa numa petição, onde se pedia o fim de subsídios, desviados dos impostos que todos pagamos, para a tauromaquia, tinha sido levada em conta. Pois numa democracia, o que conta é a vontade do povo, e não a vontade de uma minoria inculta e inútil, que comanda esses partidos.

 

Prevaleceu a ditadura do lobby tauromáquico instalado num órgão do governo. Um lobby, representado pelo PS (salvo uma e outra excepção), PSD, CDS/PP e PCP.

 

O lobby tauromáquico esteve no melhor do seu pior, ao mostrar ao mundo o seu especismo, a sua falta de sensibilidade e bom senso, a sua assustadora e terrífica vocação para a violência e crueldade gratuitas.

 

Perdeu-se uma batalha mas não a guerra.

 

Esses partidos estão a ficar cada vez mais isolados.

 

As vozes de protesto crescem, e cresce também o apoio aos partidos evolucionistas BE, PEV e PAN.

 

O PS, PSD, CDS/PP e PCP estão a fazer a cama onde irão deitar-se desconfortavelmente, mais dia, menos dia.

 

E isto não é uma profecia.

 

É uma certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:24

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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

COMUNICAÇÃO SOCIAL ELEGE PR ANTES DAS ELEIÇÕES

 

Esta manhã, ao pretender ouvir as notícias do dia, fui surpreendida ao ler em letras garrafais (mas muito garrafais) no rodapé, na TVI24 “Marcelo Presidente”…

O quê???? As eleições já se realizariam? Dormi durante três dias, e hoje será segunda-feira, dia 25 de Janeiro?

Tive de averiguar.

 

PR.jpg

 

Mas não. Hoje é sexta-feira, dia 22 de Janeiro.

 

Que susto! Que alívio!

 

Pensei que tivesse perdido a oportunidade de não votar em quem a comunicação social quer que os Portugueses votem.

 

Assim, descaradamente. À margem da Ética jornalística. Por encomenda.

 

A manipulação é demasiado evidente. Vergonhosa.

 

A imparcialidade é escandalosa.

 

A Democracia em Portugal terá sido substituída pela Prelocracia, ou seja, pelo governo da imprensa?

 

É triste reconhecer que quem governa realmente Portugal não é o povo. Mas os lobbies a quem governantes e órgãos de comunicação social se vergam descaradamente.

 

A verdade é que Marcelo, de todos os candidatos, é o mais popular, o mais conhecido, porque andou anos a fazer campanha política na TVI. Mas isso não significa que Marcelo seja PR antes das eleições, até porque em todas as sondagens online, Marcelo está atrás de Sampaio da Nóvoa.

 

Não haverá nenhum português que não conheça os tremoços, mas isso não significa que os tremoços sejam a iguaria mais presente na mesa dos portugueses.

 

Nem tudo o que reluz é ouro.

 

A campanha eleitoral pecou pela imparcialidade dos jornalistas.

 

Perguntas cruciais que deveriam ter sido feitas aos candidatos não foram feitas.

 

Um candidato a qualquer cargo público deveria comportar-se na campanha do mesmo modo que se comportaria se já tivesse sido eleito e já ocupasse esse cargo.

 

O que se viu foi muita imposturice. Atitudes muito popularuchas que, uma vez ocupado o Palácio de Belém não se repetirão, porque quem o ocupar será o Presidente da República, e não o candidato que quer ser o Presidente da República, e para isso faz qualquer coisa para enganar o povo, como engraxar sapatos na praça pública, andar de comboio, comer e beber nas tascas…

 

Faria tal coisa depois de eleito?

 

Mas a imposturice não foi transversal a todos os candidatos. Nem sequer as atitudes popularuchas. Houve quem se apresentasse num jeito popular, mas genuíno. E isso não é defeito É feitio. Se serve ou não para ocupar palácios… é outra história.

 

Só espero que o Povo Português não vá atrás das fanfarronices de fanfarrões, e saiba distinguir o trigo do joio, para que não tenhamos no palácio de Belém o bobo de uma corte que já não é corte.

 

Está nas mãos do eleitorado português votar no candidato que mais lhe parece conveniente, e não naquele que a comunicação social elegeu antes das eleições.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM DEMOCRACIA MANCA

 

CANDIDATOS.png

 

Eis um puzzle onde o tamanho das peças (fotos) não tem a menor importância. Elas não se encaixam umas nas outras, e nem teria o mínimo interesse que se encaixassem.

 

Todos são iguais perante a lei. Têm o mesmo direito cívico de se candidatarem. Uns serão mais intelectuais do que outros. Alguns serão menos treteiros do que os restantes.

 

Os espaços vazios deste puzzle poderiam ser preenchidos com outros rostos, outras intelectualidades.

 

Mas foram estes candidatos que se apresentaram ao escrutínio dos Portugueses que, no próximo dia 24 de Janeiro, terão de escolher apenas um.

 

As sondagens, que andam para aí a favorecer uns mais do que outros, são meras sondagens. São meras falácias, para desviar o Povo do essencial.

 

Esta é uma luta que ainda não está ganha por nenhum candidato. Até ao dia 24 muita água ainda há-de correr por debaixo de todas as pontes.

 

Cada candidato terá de se esforçar muito para convencer os Portugueses de que merece ocupar o cargo de Presidente da República, que tão mal ocupado tem estado, nos últimos tempos.

Portugal não merece mais do mesmo. Tenha-se isso em atenção.

 

Todos sabemos que a democracia em Portugal é manca.

 

Falta-lhe alguma coisa para que realmente seja uma Democracia plena.

 

O Povo ainda não é quem mais ordena, porque se engana demasiadas vezes. O Povo não vê competências, mas cores partidárias. E as cores partidárias quase nunca são sinónimo de competência.

 

Todos os candidatos, tenham ou não capacidade para exercer tão alto cargo, devem ter o mesmo tempo de antena, para que os Portugueses possam conhecer o que cada um tem para oferecer a Portugal.

 

E têm de dizer tudo. Sem papas na língua. Sem titubear.

 

Nenhum deles tem o direito em arvorar-se em vencedor das eleições, antes das eleições. Não é honesto.

 

E têm de ter a hombridade de mostrar os seus “defeitos” e não enganar o Povo. É esse o principal problema da nossa democracia: o engodo. Dizem uma coisa enquanto candidatos, e fazem completamente outra enquanto poder.

 

E aí temos a nossa democracia manca.

 

Todos os tabus devem ser discutidos em público.

 

Porque um Português que se preze não devia votar num candidato que não tenha categoria humana e política para representar Portugal.

 

Um Presidente da República poderá ser apenas uma "figura de estilo" da dita democracia manca, mas para representar Portugal, tem de ser uma pessoa que caminhe verticalmente, e não curvada a lobbies obscuros.

 

Chega de treteiros.

Portugal precisa de recuperar, urgentemente, a sua HONRA.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

TOURADAS: O QUE É DO SENSO COMUM E DA RACIONALIDADE

 

O povo português só tem de suportar governantes aficionados de touradas se não puder correr com eles…

 

Mas como queremos e podemos, avancemos!

 

O que se segue é uma compilação do que o senso comum diz sobre a irracionalidade tauromáquica, e que corre nas redes sociais

 

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Pois … mas o óbvio é apenas óbvio para as mentes evoluídas… As outras, nem repetindo mil vezes conseguem lá chegar…

É o caso dos governantes que, não tendo capacidade para entender o óbvio, insistem em políticas retrógradas e anticivilizacionais.

 

«Já mais do que uma vez me cruzei com a evidente incapacidade do mundo da tauromaquia encaixar a mais leve crítica, partindo não raras vezes os seus protagonistas para o mais rasteiro insulto.

 

 

Curiosamente, os forcados, que eram tidos como os “valentões” da função tauromáquica, do desfile da brutalidade sanguinária (vulgo tourada), na verdade, chegou-se à conclusão de que são uns grandes cobardes, porquanto são eles que, no final, atacam um Touro já moribundo, enfraquecido, a sangrar, despedaçado por dentro e por fora, num sofrimento atroz. E veja-se o que os cobardes lhe fazem:

 

 

E leiam o que os estrangeiros dizem a este respeito:

 

Ban Bloodsports (O nome do grupo significa Banir desportos sanguinários)

 

One of the bulls tormented and tortured live on Portuguese TV - 4th September 2015. The animal gasps for breath and bleeds from wounds inflicted on his back. Witness the plight of the bulls live at

Um dos touros atormentados e torturados ao vivo na televisão portuguesa – em 4 de Setembro de 2015. Os gemidos do animal para respirar, e o sangue que escorre das feridas que lhe foram infligidas no lombo. Testemunhe-se o sofrimento dos touros ao vivo em

http://www.rtp.pt/play/direto/rtp1

 

 

Shame on the Portuguese Government for allowing this barbarity to continue.

 

Quanta vergonha para o governo português por permitir que esta barbárie continue.

 

I am ashamed of Portugal.

I am a Portuguese citizen, and I fight against this barbarity, with all my heart and soul.

 

But the Portuguese government is blind and subservient to the bullfighting lobby, which buys everything and everyone with grants from the European Union and with the public money they receive from the Portuguese government.

 

And while the European Union did not put an end to this grant, the bullfighting will continue.

 

All EU countries must say NO to this shameful help, so that bullfighting can finish once and for all.

 

Without the financial help that the EU gives to bullfighting, this will have no chance to survive.

 

Our hope is that the EU stop giving financial aid to bullfighting. (Isabel A. Ferreira)

 

***

É normal, que quem gosta desta carnificina ou o pratique seja ele próprio violento com o seu semelhante... Freud explica este desvio comportamental.

 

É “gente” desta que é condecorada por Cavaco Silva e António Costa, e aplaudida por Paulo Portas, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Elísio Summavielle, Passos Coelho, e tantos outros governantes aficionados, que são a nossa vergonha.

 

É como diz um amigo meu:

 

«As condecorações portuguesas não têm qualquer valor, eu já o tenho dito várias vezes. Condecora-se um qualquer desconhecido, para tal, basta ter um amigo influente, e então temos: fadisteiros que não são conhecidos para lá das fronteiras, o autor de um libreco sobre um assunto fútil (e disto temos conhecimento), um conjunto de música de abanar o capacete, que ensaiava numa cave e mal tinha vindo a público, já estava a ser condecorado (isto por influência de um amigo, segundo um membro do conjunto).Tudo isto e muito mais, explica a banalidade em que caíram as condecorações portuguesas.»

 

***

Festivais de Verão e Touradas

 

Outro dia, quando eu andava a responder em Tribunal a um processo-crime por ter defendido os Direitos dos Animais Humanos (crianças) e Não Humanos (bezerros) de predadores tauromáquicos, utilizando as palavras correctas para esse tipo de situação, disseram-me o seguinte:

 

«Amiga, estás a lidar com lóbis poderosos, sinistros, incultos e infelizmente arreigados em tradições de muitas regiões do nosso país, incluindo aqui na minha ilha Terceira. O país está em decadência económica e ética e só com cultura e humanismo atingiremos outros patamares de desenvolvimento. Estou muito pessimista. Isso vai levar gerações..

 

Não, não levará mais do que a actual geração decadente que está a afundar-se de dia para dia, cada vez mais.

 

Se observarmos bem, às touradas assistem sempre os mesmos, e apenas aqueles que vivem à custa da tortura animal: ganadeiros e tauricidas mais as respectivas famílias, e um ou outro marialva e betinhos e betinhas do século passado, que por terem nascido e sido criados entre a violência e crueldade têm a tauromaquia impregnada na pele, como uma doença incurável.

 

Em comparação, os nossos jovens, milhares deles, preferem os Festivais de Música de Verão…

 

Haja esperança!

 

***

Os verdadeiros activistas procedem assim:

 

«Enviei e-mail para esta J. F e publiquei na página deles, o seguinte: São as autarquias que mais têm contribuído para a manutenção da barbárie contra seres sencientes como são os touros !! A permissão por parte dos autarcas da realização de touradas nos espaços por eles geridos e a atribuição de subsídios a esta vergonhosa actividade, com dinheiros públicos (só em 2012 foram 9 milhões de Euros !!!), apenas representa não só uma condenável sujeição ao lobby tauromáquico como uma falta de sensibilidade para com o sofrimento de animais o que é ainda mais vergonhoso e desumano !! Gandhi disse: "O carácter dum povo revela-se pela forma como trata os seus animais". O carácter de quem promove e/ou autoriza espectáculos como touradas (caso da J. F. de Frejim), leva-me a que nunca visite esse local e desaconselhe todos os meus conhecimentos a visitar-vos!!!» (Carlos Ricardo)

 

***

A propósito da Ordem dos Médicos Veterinários nada fazer em defesa dos bovinos trucidados futilmente pelos carrascos tauricidas:

 

«As Ordens não são mais que resquícios do sistema corporativo que a liberdade do 25 de Abril de 1974 não conseguiu abolir! De estrutura e enquadramento jurídico duvidoso se considerarmos que vivemos num país que se quer livre de controlo de exclusividade da profissão, só servem para perpetuar privilégios afrontando quem ouse invadir a esfera da sua competência! A Ordem dos Veterinários tem como missão apenas proceder à inscrição das profissionais de veterinária, esquecendo que a profissão destes deveria ser mais nobre, consistindo em ajudar a salvar os animais e não apenas torná-los prisioneiros do mercenarismo! A Bastonária não serve simplesmente porque não ajuda nem deixa ajudar os animais! É caso para se dizer: não faz, nem deixa fazer!» (Paulo Serrão)

 

***

Bos Tauros dá uma lição ao homo stupidus, que não pertence propriamente á espécie humana.

 

 

***

Nem tudo o que reluz é ouro

 

Fui insultadíssima no Google, como PORTUGUESA, por um espanhol que se diz NOBRE e AFICIONADO.

 

O que em nada me afectou, obviamente. Mas é só para dizer que até os espanhóis, que têm tantos telhados de vidro no que respeita à tortura de Touros, arrasam o Portugal pequenino...

O que dirão então os povos mais civilizados!

 

***

A propósito do meu hábito de responder aos aficionados terceirenses:

 

Responder a essa “gentinha” é mostrar-lhe um outro modo de ver o mundo. Eles estão tão espartilhados e atados naquele mundinho deles, naquela ilha rodeada de ignorância por todos os lados, que temos o dever de lhes mostrar que o mundo evoluiu e eles ficaram para trás.

 

Eu sigo algo que aprendi com George Orwell: «Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio, transformou-se no dever de todo o ser inteligente».

 

Concordo em absoluto com o que diz Orwell.

 

***

Uma miscelânea de ideias:

 

*** Quando o mundo estiver livre das touradas, Portugal ainda as praticará, porque com os governantes que temos... a EVOLUÇÃO está comprometida.

 

*** Os animais humanos irracionais divertem-se com a tortura de animais não humanos racionais.

 

*** É da qualidade de seres inferiores brincar aos broncos com animais indefesos.

 

*** «Esta canalha devia ser esterilizada, para não deixar descendência...

 

A esta gente (não querendo ofender as pessoas normais) dá-se o nome de "projecto que não deu certo".

 

Acho mesmo que só acontece nos humanos e nos vegetais.

 

É assim ............ que Deus os mantenha longe da minha família e dos meus animais.

 

Dirigir a palavra a esta chungaria demente, é uma perda de tempo. São ervas daninhas que em nada dignificam a espécie humana. São de um baixo nível cultural, de um primitivismo assustador. Como é possível haver gente tão ordinária, tão cobarde, tão reles. Quem serão os pais destes anormais? De que buraco saiu esta gentinha?» (estas palavras são da minha amiga Judite)

 

***

Aos aficionados que andam sempre a falar em democracia:

 

Sabem lá eles o que é Democracia!

 

Nós vivemos numa democraciazinha disfarçada de ditadura nazista, um regime onde os energúmenos se divertem a torturar seres vivos.

 

*** Esta é a horrenda supremacia humana que escraviza, aprisiona e tortura os restantes seres vivos.

 

*** Isto nem devia estar a acontecer, porque está mais do que provado, desde Darwin, que animais somos todos nós: os que se dizem humanos e os ditos não humanos. Então porque tratá-los como "coisas"?

 

***

Sobre a ignorância:

 

No mundo ainda existe uma senhora chamada Ignorância, que é tão velha, tão velha, que já lhe perdemos a conta dos anos, mas infelizmente ainda vive. E numa época em que o mundo já devia ter regressado ao paraíso primordial...

 

Eis então a questão que se põe:

 

Se podemos ir à Lua, porque não podemos ser civilizados?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015

BLOCO DE ESQUERDA E PAN GRANDES VENCEDORES DAS LEGISLATIVAS 2015

 

A Democracia tem destas coisas:

nem sempre o que parece, é.

 

BE-PN.png

 

Ontem, os portugueses foram a votos, e decidiram colocar Portugal em banho-maria, embora se tivesse dado um passo em frente que, na minha modesta opinião, merece ser destacado:

 

Os grandes vencedores das eleições legislativas 2015 foram, sem qualquer dúvida, o Bloco de Esquerda e o PAN.

 

Porquê?

 

Porque Portugal perdeu. A abstenção de 43,07% nestas eleições foi a maior de sempre. Um enorme desastre.

 

Porque a coligação PSD/CDS/PP perdeu a maioria absoluta (elegeu 104 deputados).

 

Porque o PS perdeu estas eleições (tem apenas 85 deputados).

 

Porque a CDU perdeu para o Bloco de Esquerda (com 17 deputados).

 

Porque uma série de pequenos partidos simplesmente perderam…

 

Quem ganhou então?

 

O Bloco de Esquerda, que de oito deputados passou para 19. Grande vitória!

 

E o PAN que nunca se sentou na Assembleia da República, e tem agora um deputado. Grande vitória também!

 

E esta é que é a grande verdade.

 

Não chega para revolucionar o governo. Não chega.

 

Mas chegará para fazer alguma mossa.

 

E é isso que os que votaram no Bloco de Esquerda e no PAN esperam destes partidos: que façam alguma mossa.

 

Os outros pequenos partidos só atrapalharam: contribuíram para que se dispersassem votos, que eram necessários para uma mudança radical na governação. Espero que cada um faça agora uma reflexão séria sobre o papel que não representaram nestas eleições, e desistam a favor de um partido de esquerda que tenha viabilidade e possa ser a grande alternativa aos da direita: PSD/CDS/PP e PS (que perdeu credibilidade ao aceitar para líder um oportunista direitista).

 

Existe uma enorme carência de liderança à esquerda.

 

Os partidos que já passaram pelo governo mostraram-se, todos eles, com um pé fincado num passado que ficou parado no dia 24 de Abril de 1974.

 

A abstenção de 43,07% só prejudicou Portugal.

 

Uma grande fatia do povo português está-se nas tintas para quem governa o país.

 

Agora não se queixem. Não têm esse direito.

 

Os que não votaram irão pagar a factura desse alheamento.

 

Quem serão os abstencionistas?

 

Não sabemos ao certo. Mas poderão estar entre os que andaram nas ruas a contestar o governo PSD/CDS/PP? Poderão. É que nem sempre a treta diz com a careta.

 

A enorme contestação às políticas débeis e desastrosas em todos os sectores da vida pública, realizadas pela coligação PSD/CDS/PP não se notou grande coisa nas urnas: apenas no facto de ter perdido a maioria.

 

Ainda assim, 36,8% dos portugueses votaram nessa coligação tão contestada.

 

E 32,4% votou no PS, que também já demonstrou a sua incompetência no poder.

 

Os portugueses, que votaram no Bloco de Esquerda e no PAN e nos outros (demasiado) pequenos partidos, que só serviram para partir Portugal em pedacinhos, fizeram uma boa tentativa para mudar alguma coisa.

 

Mudaram. Mas era preciso muito mais.

 

Colocaram mais bloquistas no poder. E um elemento do PAN.

 

Foi muito bom, mas isto não chega para que possa haver uma mudança drástica no rumo da governação.

 

As expectativas não são as melhores.

 

A coligação ganhou, mas terá muita dificuldade em governar.

 

Dizem os entendidos, que este governo não tem pernas para andar.

 

Andará aos tropeções. A manquelitar, como um coxo.

 

É bem provável.

 

Então, chegou o momento de reflectir.

 

Temos estes partidos:

 

PaF, PS, BE, CDU, PAN no poder, sem poder de decisão soberano.

 

E mais estes…

 

PSD, PDR, PCPT/MRPP, L/TDA, PNR, MPT, PTD-MAS, NC, PPM, JPD, PURP, CDS, CDS-PP-PPM, PPV/DC, PTP, PDA, “pedaços” de forças sem força alguma nos destinos do país. Para que servirão tantas pequenas "forças"?

 

O futuro é incerto.

E agora, Portugal?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:16

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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

NO PRÓXIMO DIA 4 DE OUTUBRO VOTEM COM INTELIGÊNCIA

 

 

Lembrem-se de que a abstenção só favorece os maus políticos

Não queremos que Portugal se afunde mais do que já está afundado.

É URGENTE EVOLUIRMOS…

 

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Pensem nisto.

 

Chega de mais do mesmo.

 

Não vou apelar ao voto deste ou daquele partido.

 

Só apelo para que não votem nos que já passaram pelo poder e nos deram razões mais do que suficientes para não confiarmos neles.

 

É necessário e urgente mudar o rumo político do nosso país.

 

Lembrem-se de que os ideais de Abril ainda não foram cumpridos.

 

Vivemos numa falsa democracia, constituída por um governo que foi eleito por uma minoria votante. Graças à abstenção, aos votos brancos e aos votos nulos.

 

Não queremos, não merecemos mais do mesmo.

 

Mudem o rumo do vosso voto.

 

Milhares de portugueses têm todas as razões para não votarem nos partidos que já passaram pelo poder e destruíram o país.

 

As sondagens (nas quais não acredito, de todo) dizem que milhares de portugueses, apesar de terem todas as razões para não votarem nos mesmos de sempre, vão escolhê-los para que fatalmente se continue a destruir Direitos e a esmagar a Honra de Portugal.

 

No próximo dia 4 de Outubro, sejam lúcidos.

 

Tenham bom senso.

 

Votem. Mas não nos dêem mais do mesmo.

 

Por favor!

 

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ESCLARECIMENTO SOBRE VOTOS BRANCOS E NULOS

 

Acerca dos votos em branco e nulos, a bem do esclarecimento público, esclarece-se em termos jurídicos o seguinte:

 

"É verdade que os votos em branco e nulos são contabilizados.

Porém, são à partida separados dos restantes votos: veja-se o art. 102.º, n.º 1, da Lei Eleitoral da AR, a respeito da “Contagem dos votos”:

 

"1 — Um dos escrutinadores desdobra os boletins, um a um, e anuncia em voz alta qual a lista votada. O outro escrutinador regista numa folha branca ou, de preferência, num quadro bem visível, e separadamente, os votos atribuídos a cada lista, os votos em branco e os votos nulos.”

 

O art. 103.º regula o destino dos boletins de voto nulos: “Os boletins de voto nulos (…) são, depois de rubricados, remetidos à assembleia de apuramento geral, com os documentos que lhes digam respeito.”

 

Isto significa que o voto nulo e o voto em branco nem sequer são englobados na percentagem, não contam em termos de eleger ou impedir a eleição de nenhum candidato:

 

  1. o voto nulo não elege ninguém: não ficam cadeiras vazias no Parlamento;
  2. o voto em branco não impede a eleição de ninguém."

 

Ler mais neste link:

http://www.publico.pt/politica/noticia/o-sentido-do-voto-em-eleicoes-parlamentares-1635335?page=-1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Terça-feira, 28 de Julho de 2015

A TRISTE REALIDADE DE UM POVO AO QUAL FALTA CULTURA CRÍTICA

 

Como confiar na minoria que vota e coloca no poder políticos incompetentes?

 

Sim, minoria, porque a percentagem dos votos nulos, dos votos brancos e das abstenções é maior do que a dos votos válidos.

 

E no poder estão aqueles que fazem da Assembleia da República o seu feudo.

 

E chamam a isto “democracia”…

 

VOTO DO POVO.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=449671405213655&set=a.295683550612442.1073741828.100005123985201&type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:11

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