Domingo, 12 de Novembro de 2017

«TAUROFILIA»

 

Breve reflexão sobre a tauromaquia, da autoria de Paulo Borges

O texto publicado na revista CAIS, nº 178 (Novembro de 2012), foi-me enviado via e-mail.

 

TAUROFILIA.jpg

 Passados séculos, os taurófilos continuam sem evoluir, divertindo-se com o sofrimento de um ser vivo…

 

«A tauromaquia, o combate do homem com o touro, tem a sua origem na ritualização de mitos dualistas acerca do combate originário entre a luz e as trevas, o bem e o mal, para que o cosmos possa vencer o caos. Estes mitos expressam na verdade o sentimento humano de uma divisão e combate interno entre a luz da consciência e da razão ética e as trevas da irracionalidade dos instintos e das emoções destrutivas.

 

Neste ciclo de civilização antropocêntrica, o homem foi identificado com o positivo e o animal com o negativo, sendo convertido num bode expiatório de toda a violência, conflitos e tensões dos instintos reprimidos pela vida social. Projectar a necessidade de triunfo da luz sobre as trevas interiores, do melhor sobre o pior de nós, num combate exterior com um animal, como se humilhá-lo, torturá-lo e vencê-lo, pela morte na arena ou mais tarde no matadouro, tornasse alguém melhor, é uma manifestação grosseira de ignorância da dimensão simbólica daqueles mitos arcaicos.

 

Esquecida de tudo isto, a tauromaquia converteu-se num espectáculo de pura agressão gratuita contra um ser senciente e pacífico, que é forçado a sofrer terrivelmente num confronto que não deseja. Na tauromaquia há uma dissimulação do mal da violência e do sofrimento, ficando anestesiada a tendência humana para a empatia e para se colocar no lugar do outro: em primeiro lugar pela convicção, entranhada desde há milénios no subconsciente humano, de que o homem é o “bom” e o animal o “mau”; em segundo lugar pela estética do espectáculo, estimulante dos sentidos com as luzes, as cores, a música, as vestes e os movimentos rituais; em terceiro lugar, pelo êxtase emocional de uma multidão a vibrar em uníssono, onde se esquecem os problemas da vida e as razões da consciência em momentos fugazes de diluição numa festa social com parentes, amigos, comida e bebida.

 

Para além dos que estão directamente ligados aos interesses económicos da indústria tauromáquica, a maioria dos aficionados vê apenas nas corridas de touros a estética do espectáculo e o convívio social, que lhes confere um sentimento de identidade e participação comunitária numa era de globalização e fragmentação das relações humanas. É por isso que ganadeiros, cavaleiros, toureiros, forcados e aficionados não vêem nas corridas de touros senão isso e nunca o evidente sofrimento do animal, seja o cavalo ou o touro. Mas esse sofrimento dos animais, capazes como nós de sentir a dor e o prazer psicofisiológicos, é o que acima de tudo vêem os que lutam pela abolição da tauromaquia, pois esse sofrimento e a transgressão da regra de ouro de toda a ética – o não fazer ao outro o que não desejamos que nos façam a nós – surgem em toda a sua injustificada e brutal nudez quando despidos dos véus da mítica superioridade humana, da tradição cultural, da beleza estética e da festa social. A tortura, a violação e o assassínio serão sempre tortura, violação e assassínio, e inaceitáveis, por mais que nalgum lugar do mundo se convertam numa tradição cultural apreciada por alguns e numa festa social encenada com requintes estéticos de luz, cor, som e movimento.

 

Todavia, a abolição da tauromaquia, que lenta mas firmemente se desenha no horizonte da civilização, apenas exige o fim da presença dos animais, touros e cavalos, no espectáculo, e não o do próprio espectáculo. Tal como os montados e os touros bravos podem sobreviver ao fim da tauromaquia, convertendo-se em santuários da vida selvagem, reservas ecológicas e pólos de atracção turística, também o actual espectáculo, sem animais, se pode converter numa encenação não-violenta, mantendo a sua estética tradicional, a exemplo do que aconteceu com práticas semelhantes em todo o mundo, hoje apreciadas como artes lúdicas livres de sangue e morte, como as antigas artes marciais do sabre japonês, o kendo, e da capoeira afro-brasileira. Livre de animais, o actual espectáculo continuará a ser uma festa de convívio e coesão social, mas deixará de ser a festa da violência e da dor que actualmente indigna e envergonha a nossa consciência e fere o mais fundo da nossa sensibilidade humana à dor do outro, à aflição do próximo, humano ou não-humano.

 

Paulo Borges, 2012»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:09

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

NO TEMPO DE UM PORTUGAL QUE SE QUERIA EVOLUÍDO

 

 

Isto era no tempo em que a Lucidez tinha algum peso na política.

 

Hoje, a Lucidez anda emigrada por lugares longínquos, nem se sabe aonde... O que se sabe, é que não está em Portugal.

 

Em vez de se evoluir, progredir, avançar para um futuro civilizado, retrocedeu-se medievalescamente…

 

Senhores actuais governantes, não se envergonham deste retrocesso?

 

1836.jpg

 

«No Reinado de D. Maria II, em que o Ministro do Reino foi Passos Manuel, estiveram proibidas as touradas em todo o país.

 

No ano de 1836, Passos Manuel promulgou um Decreto proibindo as touradas em todo o país (Diário do Governo nº 229, de 1836): “Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”

 

Fonte:

https://www.facebook.com/CorucheAntiTouradas/photos/a.136312259910228.1073741828.136311009910353/174313536110100/?type=3&theater

 

BIOGRAFIA DE PASSOS MANUEL NESTE LINK:

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Manuel_da_Silva_Passos

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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Quarta-feira, 19 de Julho de 2017

AS TOURADAS NÃO SÃO SERVIÇO PÚBLICO

 

Escrevam, por favor, ao Provedor do Telespectador

 

A RTP transmite esta 6ª feira mais uma tourada em directo na sua emissão. O anterior Provedor do Telespectador recebeu milhares de queixas, considerou que "as touradas não são serviço público" e a RTP reduziu as transmissões para três touradas/ano. Há que continuar a insistir e contestar o investimento neste tipo de conteúdo, por isso, a vossa opinião conta!

 

Em dois minutos apresentem uma queixa pela transmissão de touradas na RTP enviando um email para:

provedor.telespetador@rtp.pt

 

 

Em alternativa enviem a vossa queixa por aqui:

https://goo.gl/C6x2VQ

 

 

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Eis a minha mensagem:

 

Exmo. Senhor Provedor do Telespectador,

 

Ao tomar conhecimento da transmissão de mais uma tourada na emissão da RTP1, venho por este meio apresentar a minha queixa e indignação pela insistência da Administração da Televisão Pública em promover um conteúdo que não é consensual na sociedade portuguesa, que implica violência e maus tratos contra animais, além das vítimas humanas e acidentes com imagens de grande violência que são inerentes a esta prática. 

 

Aproveito esta ocasião para transmitir a V. Exa uma sugestão do que deveria ser a postura da estação pública de televisão em relação à tauromaquia:

 

- A RTP deveria reger-se por uma ética que recusasse a emissão de actividades que comportam violência real (e fomentam o exercício de violência contra animais e pessoas). A Lei n.º 92/95 de 12-09 (na redacção da Lei n.º 19/2002 de 21-07) proíbe expressamente “todas as violências injustificadas contra animais (..) infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal” (art.º 1.º, n.º 1). E embora esta mesma lei faça excepção expressamente às touradas, não o faz aduzindo que elas não são violentas (nem o poderia fazer, tendo em conta que as touradas implicam a inflicção de sofrimento cruel, intenso e prolongado a animais). Independentemente de as touradas serem legalmente permitidas em praças de touros, o tipo de violência que implicam deveria ser, para a RTP, um argumento com mais peso do que qualquer outro (seja ele qual for) e determinar a sua não transmissão;

 

- A RTP deveria respeitar os muitos portugueses que, tal como eu, sentem pela tauromaquia uma profunda repulsa - sentimento muito mais forte do que um simples “não gostar” -, abstendo-se de emitir práticas tauromáquicas, que de “espectáculo” nada têm;

 

- Sendo a tauromaquia um tema fracturante da sociedade portuguesa, a RTP, enquanto televisão do Estado, jamais deveria envolver-se promocional, logística e financeiramente na promoção, organização e exibição de touradas. Fazendo-o, deveria, no mínimo, ser imparcial e proporcionar à defesa dos animais e à oposição às touradas o mesmo apoio que presta à tauromaquia – mas nada disto acontece, numa televisão em relação à qual, nem mesmo quem decidir boicotá-la por abominar touradas, passa, por esse motivo, a ter direito à isenção de pagamento de contribuição audiovisual.

 

 

Ainda mais uma achega:

Gostaria de ser informada por que é que a RTP2, dizendo-se CULTA E ADULTA, anuncia espectáculos de massacre e tortura de bovinos, vulgarmente chamados "corridas de touros" ou "touradas" a serem transmitidas na RTP1?

 

 Na expectativa de que V. Exa. considere este meu protesto provido de razão, apresento a minha mais veemente indignação pela RTP continuar na senda do primitivismo e da incultura, e espero que os administradores ouçam finalmente os seus espectadores e o seu Provedor, que já considerou que a televisão pública não deve emitir corridas de touros, abstendo-se de promover as touradas na sua emissão. 

 

Com fé e esperança no triunfo da lucidez,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

«SANTA MARIA DA FEIRA ESTÁ LIVRE DE TOURADAS»

 

«A Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção do Bloco de Esquerda que declara o concelho como livre de touradas»

 

Eis uma medida inteligente, que deveria ser seguida pelos autarcas que ainda mantém a selvajaria activa nos municípios civilizacionalmente ainda muito atrasados.

 

E se pensam que BANIR a barbárie não dá votos, estão redondamente enganados. O povo está farto de selvajaria tauromáquica.

Existem divertimentos muito mais condizentes com a essência humana.

 

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Foto: Rafaela Cadilhe

 

«A Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira aprovou por unanimidade, esta segunda-feira, uma moção do Bloco de Esquerda (BE) que declara o concelho como livre de touradas, garantiu fonte partidária, segundo avançou a agência Lusa.

 

A proposta surgiu depois da polémica referente a um anúncio de uma corrida de touros – prevista para terrenos privados – que não ocorreu devido a um processo judicial da autarquia, que não licenciou o evento.

 

A moção do Bloco de Esquerda representa uma evolução em relação a um documento idêntico chumbado há cinco anos pelo PSD – também do BE.

 

"O concelho tem que ser firme e declarar-se município livre de touradas, para passar a mensagem clara de que em Santa Maria da Feira não será permitida a realização desses eventos ou outros que explorem a violência e o sofrimento animal", pode ler-se no documento avançado pela referida fonte.

 

"Este é o momento de escolher a cultura contra a violência, o entretenimento contra o sofrimento. Por isso entendemos que a realização de espectáculos que impliquem o sofrimento físico ou psíquico de animais não pode ser alvo de apoio institucional, ou seja, nenhum recurso ou apoio público pode contribuir para este tipo de práticas", sublinha a moção do partido.

 

Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal da Feira, explica que poucas coisas irão mudar em termos práticos, porque "a Lei Portuguesa continua a não proibir as touradas e a Câmara não pode actuar contra a legislação nacional".

 

Contudo, o deputado acredita que a medida poderá surtir um efeito desencorajador nos promotores privados. "O reconhecimento público do concelho como município livre de touradas terá um efeito desmotivador, levando os promotores a evitarem a organização de eventos do género no território", defende o Moisés Ferreira.

 

Fonte:
(SÁBADO online,,onde se escreve em BOM PORTUGUÊS)

 http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/santa-maria-da-feira-esta-livre-de-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:10

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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2016

Ó ALENTEJANOS DE CUBA, AINDA CONTINUAM A CONFUNDIR ATRASO CIVILIZACIONAL E MENTAL COM CULTURA, ÉTICA E LUCIDEZ…?

 

Ainda continuam a confundir verdades com insultos?

 

Neste passado fim-de-semana, tive de ausentar-me, e quando me ausento, desligo-me do mundo ao qual não pertenço, ou seja, ao mundo dos que se recusam a evoluir.

 

Porém, como tenho um compromisso com a VIDA e com os que não têm voz para se defenderem de primitivos e perversos algozes, hoje, ao regressar a este mundinho, deparo-me com um derrame de comentários de alentejanos de Cuba que foram desenterrar um texto que escrevi em 29 de Setembro de 2015, sob o título «Atraso Civilizacional de um Lugar Alentejano chamado Cuba” inserido neste link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/atraso-civilizacional-de-um-lugar-582422

 

GALGOS1.jpg

 

onde, com palavras correctamente aplicadas, às quais os alentejanos de Cuba, por uma genuína ignorância, chamam de insultos, critico e denuncio o atraso civilizacional e o retrocesso de Cuba quando inaugurou um recinto de tortura de Galgos, os quais, naquela localidade de fim-de-mundo, não são considerados nem cães nem sequer animais como os outros.

 

Nesse artigo escrevi (e repito, não lhe retirando uma só vírgula):

 

«Cuba, um lugarejo situado nos confins do Alentejo, com cerca de apenas 3.200 habitantes, em vez de EVOLUIR, retrocede de um modo desprezível.

 

(disse de um modo desprezível, porque é desprezível o modo como tratam os animais, nomeadamente os Galgos, em Cuba)

 

A vergonhosa notícia de que foi inaugurado um recinto para tortura de Galgos, que são animais, pelos vistos, não reconhecidos como tais, naquela localidade, só diz do atraso civilizacional em que vive um povo, cujos governantes só têm para lhe oferecer o que há de mais repugnante no carácter dos que se dizem "homens": o seu baixo nível moral, cultural e social.

 

(disse de baixo nível moral, cultural e social porque fazer o que fazem aos Galgos é tudo isso, e muito mais, como se verá mais adiante)

 

«Fiquei perplexa, ao ter conhecimento de mais este retrocesso em território português, depois de tudo o que sabemos que se tem passado em Espanha e noutros países...

 

Os Galgos são Cães bastante sensíveis.

 

(mas os alentejanos de Cuba acham que são “coisas” feitas de pau, como os “cavalinhos” com que as crianças costumam brincar).

 

E os Cães, tal como todos os outros animais que habitam o nosso Planeta, não existem para servir de divertimento a sádicos, que se comprazem com o sofrimento alheio.

 

(e ainda por cima, ganham muito dinheiro, e é isso que os move, à custa do sofrimento de animais tão sencientes).

 

«Enquanto o mundo evolui, Portugal transforma-se no paraíso dos mentecaptos.

 

De acordo com uma fonte municipal, nas mãos da CDU, esta iniciativa tem em vista a captação de visitantes e quer afirmar Cuba como a capital dos Galgos de corrida.»

 

(o que significa dizer que os governantes locais, querem transformar Cuba na capital do “divertimento sádico”)

 

«Enganam-se aqueles que pretendem promover Cuba deste modo desactualizado e primitivo, explorando e torturando animais, com dinheiros públicos.

 

Saberão os responsáveis por esta iniciativa retrógrada que, ao contrário do que pensam, só afastarão visitantes?»

 

Quem, no seu juízo perfeito, irá a Cuba assistir a tão degradante “coisa” (não podemos chamar “àquilo” espectáculo)?

 

Apenas os parvos.

 

Inaugurem pavilhões desportivos; escolas de música, de dança e de artes plásticas; salas de teatro...

 

Enfim, inaugurem algo civilizado que possa chamar a Cuba turistas cultos e oferecer aos jovens locais divertimentos que os façam evoluir.

 

Agora, inaugurarem uma pista municipal de Galgos é algo que só desprestigia a vila e a coloca no rol das terrinhas portuguesas condenadas ao abandono e ao desprezo da sociedade civilizada.

 

Abaixo Cuba!»

 

GALGOS2.jpg

 Quem tiver olhos de ver, olhe bem para os olhos deste desventurado animal, que não nasceu para isto, e veja-se a angústia reflectida no espelho dos seus olhos… E os de Cuba ganham muito dinheiro à custa desta angústia.

 

O PAN - Pessoas, Animais e Natureza (um partido que levou á Assembleia da República um discurso novo), já denunciou aosMinistério Público os maus tratos a que os galgos estão sujeitos para que energúmenos encham os bolsos, e os sádicos se divirtam.

 

De entre os vários maus tratos denunciados está a suspeita do uso de drogas estimulantes, como cocaína, cafeína, eritropoietina e anfetaminas, bem como anti-inflamatórios não esteróides ou corticosteróides.

 

Todos nós sabemos que esta é uma actividade que «representa um negócio altamente lucrativo que vive à custa da exploração do alto nível da actuação dos galgos, pela exigência dos violentos treinos a que são sujeitos, com choques eléctricos, administração de drogas estimulantes altamente prejudiciais à sua saúde e um desgaste bruta.

 

E todos nós sabemos também que, quando os Galgos, aniquilados pelo uso e abuso de tudo isto, já não dão lucro, são ignobilmente abandonados para morrerem à fome, sem qualquer direito a tratamento, ou abatidos sem dó nem piedade.

 

Além disto tudo, fazem-se apostas ilegais (e quem também não sabe disto?) até porque em Portugal, tudo o que meta a exploração de animais, faz-se com muita ilegalidade à mistura.

 

A corrida de galgos não estará regulamentada, mas a corrida de touros está, e as ilegalidades são mais que muitas, e quem de direito não mexe uma palha para fazer valer o regulamento.

 

Se perguntamos às autoridades se a fiscalização a estas actividades existe, elas não respondem, o que poderá significar que essa fiscalização não existe e tudo se faz na maior das ilegalidades.

 

GALGOS3.jpg

Quem tiver olhos de ver continue a reparar na expressão desesperada dos Galgos…

 

Para aqueles alentejanos de Cuba que enviaram comentários ordinários (porque é assim que os cobardes defendem estas actividades lucrativas e abominábeis, com a intenção de calar as vozes que defendem a Vida, qualquer Vida) acrescento que em muitos países esta prática perversa já foi proibida.

 

Há pouco tempo leu-se aqui http://domtotal.com/noticia.php?notId=1045793

 

que o estado australiano de Nova Gales do Sul proibiu a corrida de Galgos depois de uma investigação que revelou o uso de iscas vivas (porcos pequenos, coelhos e gambás, que no final são devorados pelos cães), e o sacrifício de milhares de Cães considerados muito lentos.

 

De acordo com essa investigação, pelo menos 68 mil Cães foram sacrificados nos últimos doze anos.

 

Nessa notícia lê-se ainda que "as corridas de Galgos foram proibidas em muitos países e em muitos estados dos Estados Unidos e são legais em apenas oito países do mundo" (tal como as corridas de touros são legais em apenas oito tristes países do mundo, um dos quais, vergonhosamente, é Portugal).

 

Concluindo:

Alentejanos de Cuba, antes de abrirem essas vossas bocas sujas, para expelirem obscenidades (que é o único modo que sabem utilizar para tentar defender o abuso e tortura de animais sencientes) inteirem-se do que se passa no mundo, ao redor de Cuba, que continua a ser uma vila enterrada no meio do Alentejo, onde a evolução ainda não chegou.

 

E saibam que não tenho medo de ameaças de cobardes.

 

Entretanto vejam neste link quem são os atrasados mentais:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/cubenses-alentejanos-nao-confundam-583576

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016

«TORDESILHAS CONTINUA A SER A CAPITAL DO ÓDIO CONTRA OS ANIMAIS»

 

HOJE EM TORDESILHAS TROCOU-SE O “TORO DE LA VEGA” PELO “TORO DE LA PEÑA

 

Para festejar Nossa Senhora da Penha…

 

A crueldade é como uma segunda pele. Quem nasce com ela, morrerá com ela, a menos que seja despelado em vida.

Em Tordesilhas, infelizmente, os que nasceram perversos, ainda não foram despelados...

 

TORO DE LA PEÑA.jpg

Pelado – o Touro (na imagem) que esta manhã, em Tordesilhas, foi perseguido pelas ruas, durante hora e meia, por uma multidão de doidos, ficou exausto e foi abatido por um dardo sedante e permanece encerrado numa gaiola, até que seja conduzido ao matadouro.

Por uma iniciativa da CapitalAnimal e o Hogar Pro Vengan foi proposto ao alcaide de Tordesilhas que em vez de se matar o touro, que este seja enviado para um santuário.

Assinem a petição, por favor:

https://www.change.org/p/sanchezcastejon-expulsa-del-psoe-al-alcalde-de-tordesillas-por-no-suprimir-el-toro-de-la-vega/u/17844362?tk=841KvLaC_kN3QiPHXbOQjwdu3-G8E-c2qN8CzFnJeAQ&utm_source=petition_update&utm_medium=email

 

AIDA.jpgMensagem de Aïda Gascón Bosch Directora en España | AnimaNaturalis Internacional www.AnimaNaturalis.org

 

«Tordesilhas converteu-se numa dessas palavras carregadas de violência, agressão e crueldade. Ao escutá-la, vemos os rostos alienados de aficionados transportando longas lanças e ideias curtas.

 

Encontramos o olhar dos Touros Rompesuelas, Volante e Afligido.

 

Temos estado do lado da compaixão contra a ignorância, do amor contra as “tradições” mais desprezíveis.

 

Temos lutado juntos nesta batalha de Tordesilhas.

 

Desde os que enchemos autocarros, para mostrar que somos milhares, aos que povoam as redes sociais, aos que pressionam os políticos e aqueles que põem em causa a sua integridade física.

 

Ganhamos esta batalha. Já não se perfuram os Touros com lanças… mas somos testemunhas do que hoje sofreu o Touro Pelado.

 

Damo-nos conta de que a violência ainda não terminou.

 

Tordesilhas continua a ser a capital do ódio contra os animais.

 

Ganhámos a batalha de Tordesilhas, mas a luta pelo bem-estar animal não está terminada.

 

Ainda temos centenas de largadas de touros, touros embolados, Medinacelli, encierros (confinamentos), San Isidro, corridas de touros, Pamplona, bezerradas, todos ao mar, amarrados, e um extenso etc.

 

A AnimaNaturalis festeja cada êxito, mas antes que os copos repousem na mesa, já estamos a pensar no passo seguinte… na batalha seguinte.

 

Ajuda-nos a ganhar mais batalhas. Sê parte da nossa luta contra tantos abusos. Assina a nossa campanha contra as corridas de touros em Pamplona, para pôr fim aos correbous (os touros de fogo), para abolir a tauromaquia nas Ilhas Baleares, para continuar o nosso trabalho dia e noite, para que possamos mudar o mundo para os animais.

 

Caminhemos unidos até à vitória seguinte!»

 

Aïda Gascón Bosch Directora en España | AnimaNaturalis Internacional www.AnimaNaturalis.org

 

 

ASSINATURA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Domingo, 7 de Agosto de 2016

TORTURA DE TOUROS E CAVALOS DEMONSTRAM O GRANDE ATRASO CIVILIZACIONAL DOS SERES PRÉ-HUMANOS

 

É urgente rever o conceito de Ser Humano. Os que evoluíram não podem ser metidos no mesmo saco dos que não evoluíram.

 

Existe uma abismal diferença moral, cultural e humana entre uns e outros

 

CORRIDAS DE TOUROS À CORDA

 

TOURADA À CORDA1.jpg

É a ignorância (e não o sonho da poesia de António Gedeão) que comanda a pobre e podre vidinha desta gentinha que assim brinca aos parvos com um ser senciente amarrado a uma corda...

 

«Estão do lado dos que erram os que afirmam que os touros utilizados nas corridas à corda não são vítimas de maus-tratos. Claro que o são pela ansiedade e pânico que sofrem na captura e afastamento do campo e da manada; pela violenta contenção da corda; pela excitação provocada pelo ruído e pela multidão ululante; pelo esgotamento e frequentes quedas e ferimentos e até mortes que acontecem aos touros» (Dr. Vasco Reis – Médico Veterinário)

 

É deplorável a ignorância e a irracionalidade dos que defendem a cruenta corrida de touros à corda.

 

***

OS CAVALOS NÃO PRECISAM DE MEDALHA!

 

«Obviamente, até o mais inculto dos homens concluiria que o cavalo, ou qualquer outro animal explorado, nunca escolheria, por vontade própria, uma vida de subserviência aos humanos» (Direitos dos Animais)

 

 

Esta é outra barbaridade, outro crime, outra imbecilidade da criatura pré-humana.

 

A subjugação e exploração animal são eticamente erradas. Os animais não existem para servir o animal humano.

 

***

ASSIM DEVEM VIVER OS MAGNÍFICOS SERES QUE SÃO OS CAVALOS: LIVRES NA NATUREZA

 

 

 


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:23

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

NASCE A “REDE INTERNACIONAL ANTI-TOURADA PARA ACABAR COM A TAUROMAQUIA NO MUNDO

 

Em Janeiro de 2015 a ONU reconhecia a existência de 193 países no mundo.

Desses 193 países apenas 8 (oito) mantêm a prática da selvajaria tauromáquica.

Nessa minoria, muito minoria, vergonhosamente está Portugal.

Os outros são Espanha, França, México, Equador, Venezuela, Colômbia e Peru, que envergonham a Humanidade.

 

P06- REDE AMTITAURINA.jpg

 

Mais de 100 organizações de defesa animal de vários países apresentaram a “Rede Internacional Anti-Tauromaquia”, com a finalidade de erradicar esta prática em todos os países onde ela ainda é legal.

 

Entre essas organizações encontra-se a AnimaNaturalis.

 

De acordo com o porta-voz desta “Rede”, lutarão para responder urgentemente ao enorme apelo social a nível internacional e local para abolir a exibição do maltrato e morte de um ser inocente como entretenimento.

 

Concretamente, tratará de eliminar qualquer apoio directo ou indirecto à tauromaquia, com recursos públicos, por parte das instituições, e instar o sector privado a acabar com a promoção e financiamento desta actividade.

 

Para além disso, oferecerá assessoria especializada às diversas organizações integradas na “Rede” e divulgará a dimensão do movimento anti-tauromáquico mundial a instituições e autoridades.

 

Igualmente espera proteger a infância da violência física e mental da tauromaquia, tal como recomendou Comité dos Direitos da Criança da ONU, em relação a Portugal e Colômbia.

 

Está também entre os objectivos da nova “Rede” informar a sociedade sobre o que é a tauromaquia, compilando documentação em vários países; impulsionar leis que tornem realidade os Direitos dos Animais, incluindo os utilizados em “espectáculos” públicos; criar uma plataforma de comunicação para todas as organizações de protecção animal que lutam pela abolição da tauromaquia; partilhar experiências de progressos anti-tauromáquicos nos diversos países onde esta ainda é uma prática legal.

 

A apresentação desta “Rede” realizou-se no âmbito da Assembleia Nacional do fórum «Experiências da Luta Anti-tauromaquia a Nível Internacional», no qual organizações do Equador, Portugal, França, Holanda, Espanha, Colômbia, Venezuela e México partilharam os resultados conseguidos pelo Movimento Anti-tauromaquia nos últimos anos e em cada um dos países onde ainda é legal esta actividade.

 

Entre os fundamentos apresentados por estas organizações, neste fórum, foi referida a crescente repulsa da sociedade pela crueldade implícita na tauromaquia; a diminuição generalizada de espectadores nos eventos tauromáquicos; o decréscimo do número dos “divertimentos” tauromáquicos em Espanha, que patenteia uma descida de 50% desde 2007, a abolição da corrida de touros na Catalunha, a proibição de touradas nos estados mexicanos de Guerrero e Sonora; a suspensão das corridas de touros em Bogotá.

 

Neste contexto, recorde-se que em 2014, 323 deputados europeus manifestaram-se a favor de acabar com os subsídios europeus para o gado de lide, frente aos 3089 que votaram contra.

 

«A “Rede” elegeu o Equador porque com a sua Constituição de 2008 e os conceitos de Bem Viver abriu um precedente a imitar pelo resto do mundo no que respeita à relação do Homem com a Natureza», explicou a presidente da plataforma “A tortura não é cultura”, de Espanha.

 

É importante que esta iniciativa não se fique “meramente pelo papel”, mas que sejam implementadas medidas legislativas como a erradicação de toda a forma de maltrato animal, incluindo as corridas de touros.

 

 

Fonte:

Animanaturalis

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:41

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Sábado, 2 de Agosto de 2014

BOAS NOTÍCIAS A FAVOR DA ABOLIÇÃO DAS TOURADAS

 

O fim desta selvajaria aproxima-se, tristes países aonde ela ainda existe, por mera incompetência dos governantes

 

No estado de Guerrero (México, foram proibidas, por lei, as corridas de Touros.

 

Querer ainda é poder.

 

Mais informação:

http://goo.gl/6vfVnm

 

Fonte:

https://www.facebook.com/FFW.IBEROAMERICA/photos/a.787866264568227.1073741832.296208133734045/807068825981304/?type=1&theater

 

ESTA VEM DE GIJÓN (ESPANHA)

 

Eles (os tauricidas) queriam… queriam, mas não podem… porque a Câmara Municipal de Gijón não permitiu aos organizadores ministrarem cursos de toureio a crianças. 

 

Autoridades portuguesas, é tempo de seguir o exemplo dos lúcidos, por favor!

 

 

Fonte:

https://www.facebook.com/asturiasverde.pagina/photos/a.10151365762332404.1073741825.319666207403/10152305552522404/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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Sábado, 21 de Junho de 2014

EM SÃO ROQUE (ESPANHA) FORAM SUSPENSAS AS CORRIDAS DE TOUROS, GRAÇAS À PRESSÃO DE MILHARES DE ANTITOURADAS

 

Maravilhoso! Suspendem corridas de Touros graças à pressão de milhares de pessoas que disseram NÃO ao maltrato animal.

Isso é bom. Muito bom.

 

 

Vejam a notícia neste link: http://bit.ly/1kXaay5

 

E nesta página encontrarão mais notícias do género:

https://www.facebook.com/scpa.chile

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:04

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