Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ANULA PROIBIÇÃO DE TOURADAS NA CATALUNHA, MAS OS CATALÃES NÃO OBEDECERÃO A ESTA IMPOSIÇÃO RETRÓGRADA

 

 

Os aficionados espanhóis são como os aficionados portugueses: vivem na Pré-Idade da Pedra Lascada sem a mínima capacidade mental para ver o óbvio, evoluir e levar adiante a prática da Democracia e da Justiça.

 

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção, bem como os seus capachos. Só eles é que não vêem… E resistem, nem que para isso tenham de ser ridículos…

 

E assim se descredibiliza um tribunal constitucional…

 

MONUMENTAL DE BARCELONA.jpg

Esta arena de tortura, a Monumental de Barcelona, continuará assim: vazia, como estão destinadas todas as arenas dos oito países que ainda mantém estas práticas cruéis, grosseiras e medievais…

 

Lê-se nas notícias que por aí circulam que o Tribunal Constitucional Espanhol anulou a proibição das touradas na Catalunha, respondendo deste modo retrógrado a um recurso apresentado pelo não menos retrógrado Partido Popular espanhol, à decisão do Parlamento Catalão tomada em 2010 e que proibia a selvajaria tauromáquica na Catalunha.

 

Em Espanha, tal como em Portugal, a tauromaquia ainda se mantém em alguns poucos municípios e regiões, graças a mentes primitivas que ocupam cargos de decisão, e subsídios que ambos os governos esbanjam nesta actividade medieval protagonizada por psicopatas, sádicos e broncos.

 

E pensar que seres vivos são barbaramente torturados apenas para satisfazer os desejos mórbidos de um pequeno núcleo populacional portador de graves deformações mentais, bastamente comprovadas pelos estudos realizados por cientistas de várias especialidades!

 

Mas nem assim os partidos populares de ambos os países ibéricos são capazes de ver e aceitar o óbvio: a esmagadora maioria do povo espanhol e português não se revê nestas práticas bárbaras, assentes na mais profunda ignorância.

 

Os promotores da proibição das touradas na Catalunha, dizem que decisão do Tribunal Constitucional foi uma “decisão política” e disto ninguém tem a menor dúvida.

 

COMUNICADO DA PLATAFORMA PROU

 

A Plataforma PROU, impulsionadora da Iniciativa Legislativa Popular que originou a Lei aprovada pelo Parlamento Catalão em 2010, e que aboliu as touradas na Catalunha, emitiu o seguinte comunicado:

 

«Hoje, seis anos depois de se ter conseguido um avanço tão importante quanto à protecção animal e à não violência na Catalunha, no sentido de fomentar a cultura da paz, o Tribunal Constitucional espanhol decide que a dita lei é inconstitucional e que deve ser anulada, alegando motivos débeis e infundados, tendentes a retirar competências às regiões autónomas, impondo-nos, deste modo, um vergonhoso regresso ao passado, e à obrigatoriedade de continuar a autorizar a tortura pública de touros, nas arenas.

 

A Iniciativa Legislativa Popular utilizada foi um mecanismo de democracia participativa, que mobilizou centenas de milhares de pessoas se organizaram civicamente, num exemplo de exercício democrático rigoroso, transparente, aberto e com todas as garantias para o debate e a liberdade de expressão, e esta é a primeira vez na história que se revoga, sem as garantias acima indicadas, uma Lei aprovada através deste recurso.

 

É impossível acreditar que esta sentença responde a normas meramente jurídicas, tratando-se tão só de uma decisão política, que os antecedentes e a História corroboram.

 

Recordamos que o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, incluiu no seu manifesto eleitoral a defesa intransigente das touradas, aprovando durante o seu mandato uma lei que definiu a tauromaquia como "património histórico e cultural comum a todos os espanhóis”, com a única finalidade de tentar anular a Lei catalã.

 

Recordamos que o presidente do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, foi notícia pela sua filiação e militância no Partido Popular, ainda que, todavia, continue em funções.

 

Recordamos que nos últimos anos vários magistrados foram fotografados em praças de touros, desfrutando da cruel e sangrenta tortura dos animais.

 

Recordamos que o Partido Popular acumula centenas de casos de corrupção, que inclusive afectam o próprio partido e que vinculam o nome de diversos presidentes deste partido e do Estado espanhol. Recordamos que nos últimos anos foram descobertos casos de corrupção também no mundo tauromáquico, desde a evasão fiscal, até à gestão danosa de corridas de “beneficência”, associadas a crianças deficientes, entre muitos outros.

 

Enquanto na Catalunha se abriu uma brecha de distanciamento social em relação à tauromaquia, essa tendência estendeu-se a todo o Estado espanhol, onde actualmente a sociedade considera as touradas uma terrível forma de maltrato animal; e em 2013, a ONU considerou que esta actividade viola os direitos humanos.

 

Acreditamos firmemente que por trás desta decisão disfarçada de “poderes judiciais” há uma conspiração que só pode ter explicação no momento político que o Estado espanhol está a viver.

 

Negamos rotundamente que esta sentença corresponde aos interesses que diz corresponder.

 

Vamos denunciar, jurídica e moralmente, à opinião pública internacional estes abusos.

 

A Plataforma PROU começará, desde hoje, a trabalhar na denúncia internacional desta violação dos direitos democráticos que a nossa sociedade civil, organizada e mobilizada, sofreu, ao mesmo tempo que apresentará queixas nos tribunais especializados na persecução de atentados contra os direitos políticos. Estes direitos foram claramente violados como consequência da rede existente do relacionamento entre poderes e interesses pessoais, por parte de quem os utilizam.

 

Espera-nos um longo trabalho em toda a Europa e nas instituições jurídicas internacionais.

 

Da mesma forma, a Plataforma PROU também anuncia uma série de acções internas na Catalunha, com o Governo e o Parlamento, para assegurar que a tirania legislativa desta sentença não acabe por ter efeitos práticos e as touradas não voltem a realizar-se.

 

Do mesmo modo, esta Plataforma orgulha-se de partilhar este cenário com outras leis que foram revogadas por este mesmo tribunal, como a que defendia a igualdade de género; a lei que garantia que uma família não pode ficar sem abrigo; a disponibilidade para acolher refugiados na Catalunha; a lei de participação e consulta; a lei de emergência de energia; todas destinadas a melhorar a qualidade da democracia, justiça e igualdade.

 

Tanto quanto a nossa indignação por este atentado contra a democracia e a participação da cidadania legislativa, queremos tornar público o nosso entusiasmo, ao entender que este debate nos permitirá avançar para uma sociedade mais justa, menos violenta, mais civilizada.

 

 

Longe de aceitar o regresso das touradas à Catalunha, a Plataforma PROU acredita que chegou o momento de discutir as práticas violentas que nos envergonham como sociedade.

 

Por isso pedimos:

 

- À comunidade internacional que nos acompanhe.

 

- Ao Parlamento da Catalunha, uma nova Lei adaptada a esta sentença, mas que para efeitos práticos não permita o regresso das touradas.

 

- Ao Governo da Catalunha, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar qualquer tipo de actividade proibida pelo nosso Parlamento.

 

- Ao Governo da cidade de Barcelona, que mantenha firme a sua postura e não permita que a praça de touros volte a ser utilizada para actividades tauromáquicas.

 

- E muito especialmente, à comunidade da Catalunha que mantenha o seu apoio firme à causa da protecção animal, algo que orgulha, dignifica e é um importante reconhecimento internacional a este povo excepcional.»

 

Texto traduzido do original, publicado no blogue El Caballo de Nietzsche, em El Diário, neste link:

http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Comunicado-PROU-Tribunal-Constitucional-Cataluna_6_571202886.html

***

O Blogue Arco de Almedina apoia a Catalunha

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

BRILHANTE REPORTAGEM SOBRE TOURADAS EM PORTUGAL

 

Reportagem espectacular sobre touradas. Todos os argumentos, todos os factos, todas as razões num brilhante trabalho.

 

"O Touro é um animal que, quando uma mosca pousa no seu dorso... ele afasta-a com a cauda. Ele é hipersensível"

 

COBARDE.jpg

 

O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia. A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães. Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos. Por vezes, os touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem. Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais os que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.

 

Cláudia Vantacich

 

As touradas: Violência, Crueldade, Ignorância, Futilidade

A vergonha de Portugal

 

 

Fonte:

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/05/brilhante-reportagem-sobre-touradas-em.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Sábado, 25 de Julho de 2015

ENQUANTO O MUNDO EVOLUI, PORTUGAL RETROCEDE E CONDECORA TORTURADORES DE ANIMAIS

 

Mais um avanço vindo de Espanha. Mais um exemplo vindo de Espanha, com o qual Portugal tem a aprender! Município espanhol reconhece cães e gatos com os mesmos direitos dos humanos

 

ESPANHA.jpg

Um município na Espanha acaba de tomar uma decisão histórica, que representa uma grande vitória para os animais.

 

Na pequena cidade de Trigueros del Valle, região de Castela e Leão, o conselho municipal votou unanimemente em favor de definir cães e gatos como “residentes não-humanos”, o que equivale a conferir a essas espécies direitos similares àqueles dos seres humanos que vivem no município. As informações são do site The Independent.

 

“Cães e gatos vivem entre nós há mais de mil anos. O prefeito precisa representar não só os residentes humanos, também deve auxiliar os outros,” afirma Pedro Pérez Espinosa, actual prefeito da cidade de cerca de 330 habitantes e membro do Partido Socialista Operário Espanhol.

 

Entidades defensoras de animais comemoraram a decisão, que confere mais protecção a gatos e cães. “Hoje, somos mais próximos, como espécies, e somos mais humanos, graças à sensibilidade e inteligência demonstradas pelas pessoas de Trigueros del Valle. Esse foi um óptimo dia para cidadãos humanos e não-humanos também,” segundo a organização Rescate 1.

 

Os novos direitos concedidos a essas espécies também alegraram os opositores das touradas, pois a medida inclui um dispositivo que proíbe “qualquer acção que cause a mutilação ou morte de um residente não-humano.”

 

Muitos municípios e regiões espanhóis já proibiram as touradas e, para activistas, a nova legislação de Trigueros del Valle também tem a proibição como objectivo.

 

Regiões como a Catalunha já baniram a prática, desafiando o governo federal de Madrid, que, lastimavelmente, estaria considerando incluir as touradas no património nacional espanhol. Essa medida ofereceria isenções fiscais aos organizadores de touradas e, essencialmente, permitiria que as proibições regionais à prática sejam ignoradas.

 

Esse não é o único caso em que não-humanos passam a ser titulares de direitos similares aos dos seres humanos. Nos Estados Unidos, há um forte movimento de luta pelo reconhecimento dos direitos de chimpanzés. Em Maio, uma corte norte-americana decidiu que quatro chimpanzés prisioneiros em um laboratório de uma universidade não poderiam ser tratados como propriedade, concedendo personalidade jurídica aos primatas. Foi a primeira vez que direitos individuais foram reconhecidos em favor de sujeitos não-humanos nos Estados Unidos, o que indica que há uma tendência positiva nas cortes do país.

 

Nota da redacção: A ANDA luta para que um dia, todos os animais tenham seus direitos reconhecidos, em todas as cidades de todos os países do mundo.

 

Fonte: ANDA

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/07/25/mais-um-avanco-vindo-de-espanha-mais-um-exemplo-vindo-de-espanha-com-o-qual-portugal-tem-a-aprender-municipio-espanhol-reconhece-caes-e-gatos-com-os-mesmos-direitos-dos-humanos/comment-page-1/#comment-370 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

O DELÍRIO DE UM AFICIONADO DESESPERADO

 

Bem, lá terei de praticar mais uma obra de caridade espiritual…

 

 

 

O Diogo vê uma pessoa a assistir à tourada e diz que são milhares…

 

Diogo, deixou um comentário ao post TAUROMAQUIA - A OPINIÃO DE UM MÉDICO VETERINÁRIO VERDADEIRO (PORQUE OS HÁ A FINGIR) às 00:23, 2013-02-27. Comentário:

« ‘Bla bla bla whiskas saquetas... bla bla bla bla bla whiskas saquetas’.

Pegando neste conhecido anúncio de comida para gato, comparo o que o gato ouve da conversa da sua dona com ignorância e falta de inteligência que é característica de qualquer animal irracional, com aquilo que a sua pessoa ouve e interioriza de quem realmente está por dentro do mundo dos toiros e tenta ensinar-lhe alguma coisa.»

 

Resposta: primeiro, a ignorância é apenas sua, pois todos sabemos, que além do gato, outros animais não humanos são BASTANTE INTELIGENTES. O porco é tido como o terceiro animal mais inteligente. Portanto se aqui alguém é ignorante ou lhe falta inteligência é ao Diogo.   

 

«Os seus discursos falam de cobardia, falta de inteligência, falta de civismo, falta de educação e instrução, desrespeito ao animal.

 

Pois olhe que se engana. De todos os que conheço que praticam a ''cobardia'' que fala pelo forcado, que eu chamo de valentia, amizade, culto ao toiro...; 90% são formados com curso superior ou estão ainda a formar-se.»

 

Resposta: engano-me? Ai sim? Diz-me que 90% tem curso SUPERIOR? Tirado aonde? Ou como? Comprado naturalmente, porque se me diz que os forcados (que não passam de COVARDES), têm cursos superiores, o ensino em Portugal anda nivelado muito por BAIXO, pois não é SUPERIOR divertir-se sadicamente com seres vivos. Isso é covardia, falta de inteligência, falta de civismo, falta de educação, de cultura e de instrução, e principalmente desrespeito pelo animal. Não tenha a mínima dúvida. E não sou só eu que o digo. São formados em CRUELDADE, esses 90%.

 

«No meu caso, espero que tenha habilitaçoes literárias tão boas quanto as minhas, pois assim poderá provavelmente estar bem na vida.»

 

Resposta: estava tramada, se as minhas habilitações fossem “tão boas” quanto as suas, que nem sequer sabe usar correctamente a Língua Portuguesa.

 

«Já quanto ao civismo, não creio que seja falta dele que se tome a opção de se querer manter preservada uma tradição e marca tão nossa quanto o nome do nosso país. E acho de louvar quem tenha não só a coragem de enfrentar um toiro de frente, como também lutar contra uma oposiçao ''verdoca'' que no século XXI despertou para lutas que no fundo não são primárias à sociedade.»

 

Resposta: se pensa que a tourada traz prestígio a Portugal, engana-se. Lá fora somos tidos como um país terceiromundista que ainda preserva “tradições” primitivas raiando a ESTUPIDEZ. E se acha «de louvar quem tenha não só a coragem de enfrentar um toiro de frente, como também lutar contra uma oposição ''verdoca''  (seja lá o que isto for) que no século XXI despertou para lutas que no fundo não são primárias à sociedade» permita-me que lhe diga que nunca vi um raciocínio tão parvo e estúpido quanto este. Você tem a certeza de que é da nossa época. Não será um troll da Idade Média, que sobreviveu num buraco qualquer por aí, e agora anda pelo mundo a dizer disparates fenomenais?  

 

«Lutar contra a fome, doença, guerra, até extinção de espécies como o lince ibérico, para isso ja não se mexe...?? Acho que seria melhor para a sociedade do que andar com estes activismos contra a tauromaquia!»

 

Resposta: pois, você acha, mas não tem de achar nada. Isso é o que vocês querem. Que nos calemos. Você tem é de se civilizar e de ser ÚTIL à sociedade. Eu neste momento estou a lutar pela Causa dos Animais (que implica os Humanos e TODOS os Não Humanos). E você? Está a lutar contra a fome, a doença, a guerra, e até a extinção de espécies como o lince ibérico? Está? Ora diga lá qual é a CAUSA que abraçou para deixar aos seus descendentes uma sociedade melhor?  É a da VIOLÊNCIA contra seres vivos?

 

«Quanto à Tauromaquia estar ''com os pés na cova e só faltar o empurrãozinho final'', tenho que discordar novamente. À bem pouco tempo um estudo provou que os ''anti'' representam uma baixíssima parcela de 11% da população portuguesa: LINK Sondagem ''Público'':

 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/maioria-dos-portugueses-defende-que-touradas-favorecem-imagem-do-pais-no-exterior-1489793

 

Resposta: «À bem pouco tempo?»… (Olhe o seu Português!) Pois… Isto já tem barbas brancas, e NUNCA, NUNCA, NUNCA  CORRESPONDEU À VERDADE. NUNCA!

 

"A verdade é que tem havido muita manipulação dos números e estes demonstram que apenas 11 por cento dos portugueses são contrários aos espectáculos taurinos", refere. Para além do facto de afirmarem contra a verdade de serem muito mais do que aquilo que são:

 

Resposta: a VERDADE é que 89 % dos portugueses SÃO CONTRA AS TOURADAS. Essa é que é a verdade. Todas as sondagens recentes dizem que os DEFENSORES DOS ANIMAIS são a ESMAGADORA MAIORIA. Os predadores estão em minoria. Uma minoria ridícula, e estas contas até são fáceis de fazer. Nem eram necessárias sondagens.

 

«'O presidente da APET e responsável pela Protoiro, grupo que inclui não só os empresários, mas ainda as associações de forcados, toureiros e criadores de touros de lide, comentando os resultados da sondagem - onde 32,8 por cento dos inquiridos referem não ser aficionados, mas nada terem contra os que gostam dos espectáculos tauromáquicos -, diz ainda que grupos como a Animal "são muito proactivos, quase a roçar o extremismo e capazes de argumentar que esta percentagem de pessoas é contra os touros".'' (ora, ir contra a verdade (mentir), com fim de demover as pessoas a juntarem-se a movimentos ''anti-taurimos'', é uma das coisas pela qual eu não fui educado.»

 

Resposta: fale-me de gente SÉRIA. Todos os portugueses de bem sabem quem são os indivíduos da prótoiro, que não tem nenhum, mas nem o mais pequeno vestígio de respeitabilidade e credibilidade na sociedade portuguesa (tal como os políticos que os apoiam, por isso vão ser todos corridos brevemente). Pois eu sei, você lá foi educado para a VERDADE? Claro que não! Foi educado para a MENTIRA, para a VIOLÊNCIA, para a CRUELDADE, por isso não sabe o que diz.

 

«Para além disto, é facto que houve proíbições em certos e determinados sítios, como na Catalunha - isto durante um/dois anos, pois já se prevê o retrocesso dessa mesma proibição, o que demonstra que talvez esteja enganada quanto a força que o Protaurino tem, que tem muita! 27/02/2013 Diogo»

 

Resposta: como estão ENGANADOS. DESINFORMADOS. Em pleno DELÍRIO. AS TOURADAS jamais REGRESSARÃO à Catalunha. E em Portugal e nos restantes países tauricidas, elas estão por um fio de aranha. Não se ILUDAM. Comecem é a comprar lençóis para enxugar as lágrimas que derramarão brevemente, no ENTERRO DA TAUROMAQUIA.


 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

A TODOS OS QUE LUTAM PELA ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA

 
 
 
 
 

«Sou o Touro que nunca te escreverá.

 

Sou o Touro que possivelmente nunca acariciarás.

 

Sou o Touro que jamais falará contigo.

 

Sou o Touro que não conhece o teu rosto, nem sabe o teu nome.

 

Contudo, sou o Touro que, graças a ti, já não será torturado e assassinado na Catalunha, em

Bogotá, em Quito (ou no Campo Pequeno…)

 

Por isso, activista, sou o Touro que te agradece e que te pede para não desistires.

 

Do mesmo modo que foste a minha, és a única e a última esperança de muitos outros Touros.

 

Julio Ortega»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:35

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

«A DECADÊNCIA DA TAUROMAQUIA»

 

 

Mais gente na arena do que nas bancadas. Boa!

 

 

E dizem eles que a tauromaquia está de boa saúde! A verdade é que ela está moribunda. Com os pés na cova. Vamos dar-lhe o empurrão final para que caia no abismo e fique soterrada para sempre no fundo dos infernos, onde já devia estar há muito tempo.

 

O texto que se segue diz da situação de Espanha, que é o que se passa exactamente em Portugal. Sem tirar nem pôr.

 

LÁ COMO CÁ, ESTAMOS A TRABALHAR PARA QUE 2013 SEJA O ANO DA MORTE DAS TOURADAS.

 

Este é um texto que é OBRIGATÓRIO LER.

 

***

 

«Agoniza em declive e ferida de morte» estas seriam as palavras com as quais, no dia de hoje, definiríamos a situação da tauromaquia em Espanha.

 

(E também em Portugal e nos restantes países tauricidas do mundo).

 

Palavras que começam a ouvir-se da boca dos próprios ganadeiros, empresários, jornalistas, críticos taurinos, aficionados e toureiros.

 

A consciência social, a apatia dos aficionados taurinos, a falta de dinheiro, a forte crise que golpeia a Espanha (e também Portugal) e o esforço que algumas Câmaras Municipais estão a fazer, hoje, mais do que nunca, permite que  tauromaquia esteja à beira do precipício.

 

Desde 2007, os festejos taurinos decresceram 47% em toda a Espanha (e em Portugal o mesmo se passa).

 

Os ganadeiros já destinam mais bovinos para os matadouros do que para as arenas, e dia após dia, vêem-se a braços com enormes perdas económicas, pelo que já planeiam seriamente a alternativa dos matadouros como única via de escapar à crise.

 

A ferida aberta pela Catalunha, em 2010, proibindo as corridas de Touros, longe de cicatrizar, torna-se mais funda, à medida que as Organizações de Defesa dos Animais, com o apoio de mais de 73% da população (em Portugal chega-se aos 87%) continuam a trabalhar para abolir esta tradição cruel, digna apenas de um povo primitivo.

 

Dois anos depois da sua proibição na Catalunha, parece chegar a vez de San Sebastian, cujo alcaide quer pôr fim a esta atrocidade e, deste modo, não derramar mais sangue inocente nas arenas daquela localidade.

 

«O sofrimento dos animais não deve converter-se num espectáculo público», referiu o alcaide Juan Carlos Izaguirre.

 

É de realçar que com um país prestes a pedir um resgate financeiro, se desperdicem mais de 500 milhões de Euros em festejos taurinos e que apesar de utilizarem a palavra “austeridade”, muitas Câmaras Municipais continuem a endividar-se, ano após ano, realizando corridas de Touros em praças CADA VEZ MAIS VAZIAS.

 

Apesar de 73% da população estar contra ou ser indiferente à tauromaquia, o governo central faz ouvidos de mercador ao grito unânime da população que pede o fim da tortura e da morte de milhares de Touros, todos os anos.

 

(O mesmo acontece em Portugal, com governantes CEGOS E SURDOS)

 

A tauromaquia sobrevive graças aos interesses privados de alguns políticos, ao endividamento das Câmaras Municipais, às entradas gratuitas a centros escolares de algumas comunidades e aos turistas que lá vão ao engano.

 

A estes últimos vende-se-lhes um espectáculo de dança entre um Touro e um Cavalo, na qual em nenhum momento se maltrata o Touro. Uma vez iniciada a lide, os turistas saem horrorizados, com lágrimas nos olhos pelo que presenciaram.

 

(Além de tauricidas são mentirosos e traiçoeiros).

 

A Organização Internacional pela Defesa dos Animais “AnimaNaturalis" , continuará a trabalhar para que num futuro próximo, esta mal denominada “festa nacional” seja abolida em todo o Estado Espanhol , e deixe de envergonhar a maioria dos cidadãos que não querem ser identificados com tal atrocidade.»

 

Guillermo Amengual,

Coordenador para Espanha de «Campanha Antitauromaquia».

 

Fonte: http://animanaturalis.org/p/1584

 

 ***

 

EM PORTUGAL ESTAMOS  A TRABALHAR TAMBÉM PARA O FUNERAL DA TAUROMAQUIA

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

TOURADA: A CULTURA DA MORTE

 

 

 

É esta “cultura” que a Assembleia da República Portuguesa quer para Portugal, com a cumplicidade da RTP, uma estação pública de televisão. Chamo a atenção para o desespero deste ser, que não deu o seu consentimento para estar ali, naquele lugar, a servir de divertimento a sádicos e a psicopatas.

 

 

Os órgãos de comunicação social portugueses não são lá muito virados para a causa da Abolição das Touradas, o que não admira, por motivos que não vou agora aqui evocar.

 

Por isso estranhei a publicação do artigo abaixo, no Jornal Público, e que com a devida vénia passo a transcrever, porque embora seja datado de Janeiro, ainda estamos a deglutir o que se passou naquela tarde em que a Assembleia da República decidiu que TORTURAR TOUROS faz parte da Cultura Portuguesa.

 

Não admira, contudo. 

 

Se torturam o povo com os seus desmandos, porque não hão-de permitir que se torture Touros e Cavalos, apenas para se divertirem? É a política da Cultura da Morte a funcionar em pleno.

 

«A cultura da morte

 

Há quem considere que a tourada seja cultura, há quem a encare como tradição. Mas é apenas o que o homem tem de pior

 

David Andrade, jornalista do jornal PÚBLICO

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/2065/cultura-da-morte

 

No final de Julho, o parlamento da Catalunha aprovou a proibição das corridas de touros naquela região de Espanha a partir de 1 de Janeiro de 2012, dando provimento a um requerimento assinado por 180 mil cidadãos. Tal como aconteceu na Catalunha, o assunto chegou este mês ao parlamento português por iniciativa da Campanha Anti-Tourada de Portugal, que lançou uma petição legislativa para a abolir as touradas. O (verdadeiro) debate nunca foi lançado e, sem surpresa, em Portugal, a maioria parlamentar rejeitou a iniciativa popular.

 

Para justificar a continuidade de uma “arte” na qual os animais são torturados para entretenimento de alguns humanos, Gabriela Canavilhas, deputada do PS, ex-ministra da Cultura e conhecida apoiante das lides tauromáquicas, falou em “manifestação inequivocamente cultural”. Mais à direita, o “aficionado” Duarte Marques, líder da JSD, disse ser “preciso respeitar a tradição” e lamentou o “fanatismo” dos movimentos que lutam pela abolição das corridas de touros.

 

No entanto, apesar de um poderoso "lobby" amparar a causa em Portugal, os números revelam um acentuado decréscimo da actividade no nosso país: em 2011 realizaram-se pouco mais de 230 touradas, a maioria delas nos distritos de Lisboa e Setúbal.

 

A culpa, segundo os apoiantes das lides, é da “crise económica” e do “mau tempo”. Desculpas à parte, a verdade é que as últimas sondagens realizadas em Portugal mostram que apenas 10 a 15 por cento dos portugueses apoiam as touradas. E em Espanha não é diferente: 81,7 por cento dos jovens entre os 15 e os 24 anos revelaram não ter qualquer interesse na “manifestação cultural”. Para contornar o desinteresse na “arte”, os promotores têm abdicado de parte dos lucros baixando significativamente os preços dos bilhetes. Para o negócio (no fundo, é apenas disso que se trata), é fundamental manter a aparência de que ainda há “aficionados” e, com isso, continuar a financiar a cultura da morte.

 

Durante o debate que se levantou na Catalunha, Jesús Mosterín, professor de Filosofia na Universidade de Barcelona, comparou o castigo infligido aos touros com a mutilação genital feminina praticada em alguns países de África e da Ásia. A sua lógica era: se a tourada deve preservar-se por respeito à tradição, também deveríamos aceitar a prática da excisão feminina e do apedrejamento de mulheres. Afinal, em ambos os casos, os defensores dessas práticas justificam-se com o argumento de que essas são tradições seculares.

 

Sejam lutas de cães na América Latina, sacrifícios de animais em locais públicos do Nepal, combates de galos na Tailândia ou touradas na Península Ibérica, tudo se resume à tortura para diversão de humanos. Há quem considere que isso seja cultura, há quem o encare como tradição. A realidade é que isso é apenas o que o homem tem de pior».

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:57

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