Terça-feira, 16 de Maio de 2017

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO

 

Porque a Cultura Musical é como uma segunda pele: dá-nos sensibilidade e outra dimensão da vida, concordo com esta carta aberta, e espero que o primeiro-ministro de Portugal seja sensível a elas: à carta e à musica. (Isabel A. Ferreira)

 

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Texto de Manuel Tavares

 

O Sr. Primeiro-Ministro veio a público agradecer e enaltecer a vitória do Salvador Sobral. Seria igualmente bom que agora promovesse o que até hoje nenhum governo promoveu, um plano de 20 ou 30 anos para o ensino de música neste país que inclua um verdadeiro "pacto de regime" alargado a todos os partidos, para que Portugal possa ter mais e melhor ensino de música que não esteja sujeito à precariedade ou arbitrariedade deste ou aquele governante.

 

Tenho a certeza de que sabe o salto que a música deu no país nestes últimos 20-30 anos, fruto de um trabalho continuado e duro de docentes e restante comunidade escolar. Um trabalho feito não raras vezes em circunstâncias dramáticas devido à ausência total de uma estratégia nacional para esta área (sei que infelizmente é um mal que acompanha também o ensino no geral).

 

Se começarmos AGORA esta missão talvez daqui a dez anos existam mais locais de trabalho para verdadeiros músicos porque o ensino também serve para isso... formar públicos (porque nem todos se tornam músicos profissionais apesar de gostarem de música) que hoje ainda são escassos por cá, ou melhor, públicos que não gostem apenas das coisas inenarráveis que lhes despejam em cima diariamente (nomeadamente muitos meios de comunicação ... públicos!)

 

Conto-lhe um episódio que se passou comigo há cerca de dez anos na Bélgica. Na praça central de Bruxelas decorria um concerto de música clássica e o público (que enchia a praça) era o mais variado que se possa imaginar, de todas as idades e estilos (desde punks de moicano habituados a um bom "mosh", ao betinho mais atinadinho) mas havia algo em comum a todos eles, estavam calados e com uma concentração que quase me fez chorar.

 

O Sr. Primeiro-Ministro acha que daqui a dez anos será possível algo do género por cá? Ou vamos continuar a deixar o futuro da música entregue ao esforço de meia dúzia? Ou daqui a cinquenta anos alguém voltar a ganhar um concurso musical televisivo chega para ficarmos satisfeitos?

 

Muito obrigado pela sua atenção Sr. Primeiro-Ministro e mãos à obra! Conte para isso com a ajuda de todos os que já vão fazendo das tripas coração pelo ensino e divulgação da (M)úsica.

 

Manuel Tavares

 

Petição para assinar, por favor:

EM DEFESA DO ENSINO DA MÚSICA

https://www.peticao24.com/em_defesa_do_ensino_da_musica

 

Manuel Tavares    Contactar o autor da petição

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

CARTA ABERTA AO SOCIÓLOGO SOCIALISTA LUÍS CAPUCHA

 

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Senhor sociólogo, professor e aficionado de tortura de Touros,

 

Com que então o senhor sociólogo ficou indignado com o editor do jornal Público que, no passado dia 22 de Julho, escreveu um editorial sob o título “Touradas e clientelas políticas”, tendo este a superior coragem de ali pôr a nu uma verdade que outros órgãos de informação, por serem demasiado servis, tentam esconder, afastando-se, deste modo, da nobre missão de fazer Jornalismo! Teve a coragem de pôr os pontos nos devidos is. Teve a coragem de colocar soda cáustica na chaga aberta que traz Portugal tão civilizacionalmente enfermo.

 

O Jornal Público não precisa de defensor público, nem eu estou aqui nessa qualidade. Estou aqui na qualidade de cidadã livre e leitora de um jornal que admiro por não se vergar a lobbies, e praticar um jornalismo isento e baseado em factos, que facilmente podem ser provados, por serem demasiado óbvios, e não em fantasias para governantes ficarem satisfeitos.

 

Li o editorial em causa e porque nele li a verdade que eu também sei, até partilhei o texto aqui no meu Blogue.

 

Pois não me surpreendi com a indignação injustificada de um socialista aficionado de tauromaquia, natural de Vila Franca de Xira, uma localidade que tresanda a sangue, suor, urina e crueldade tauromáquica, porque quem aqui nasce e cresce nunca evoluirá, a não ser que tenha uma bagagem moral e intelectual superior ao comum dos mortais.

 

Pois fique sabendo, senhor sociólogo, que tudo o que foi dito naquele editorial é a mais pura verdade. É uma verdade muito óbvia, mas que os cegos mentais, porque são demasiado cegos, não vêem, ou se recusam a ver por uma qualquer obscura conveniência.

 

O seu artigo “Em defesa do bom jornalismo e da liberdade cultural” (publicado no Jornal Público a 01/08/2016) fez-me rir, pelo conteúdo, saído de uma mente que ainda vive na Idade das Trevas, e fez-me chorar, pelos erros ortográficos que deu, mostrando uma falta de conhecimento da Língua (Oficial) Portuguesa.

 

Triste. Muito triste.

 

Mas ainda assim, o Jornal Público teve a hombridade de publicar o seu texto, demonstrando uma superioridade que falta a quem acha que o bom jornalismo se baseia no servilismo, e a liberdade cultural, na defesa de valores ignóbeis, assentes em mentiras repetidas há séculos, e que quem não sabe discernir acha que são verdades.

 

O redaCtor (é assim que se escreve esta palavra) do Editorial de 22 de Julho (é com letra maiúscula que se escrevem os meses do ano) do Público não alinhou com argumentos anti-taurinos, coisa nenhuma, senhor sociólogo.

 

O redactor simplesmente limitou-se a constatar um facto, e a dizer o que na realidade todos os portugueses atentos sabem: o lobby tauromáquico está bem instalado na Assembleia da República, representado pela maioria dos deputados da Nação, que se tivessem Honra também teriam Vergonha e não faziam a figura triste que fazem, perante o mundo civilizado.

 

Ficaram mal na fotografia ao defender o indefensável à luz da Racionalidade.

 

Não foi sem reflexão ou justificação que o redactor acusou os partidos que chumbaram os projeCtos (é assim que se escreve esta palavra) do PAN, do BE e do PEV de clientelismo político, pois todos nós sabemos que os partidos que aprovaram a continuidade de usar os impostos dos portugueses para subsidiar a tortura de Touros e Cavalos e encher os bolsos a ganadeiros estão ao serviço dos interesses do lobby tauromáquico.

 

E ter a coragem de dizer isto é fazer bom jornalismo. A direCção (é assim que se escreve esta palavra) do Público está muito bem informada e, sobretudo, é honesta. E os portugueses têm o direito de saber a verdade.

 

Como se atreve um aficionado vila-franquense vir a público dizer que o Público disse falsidades? É que nem sequer foi uma opinião do redactor. Foi a verdade, tal qual ela existe sob o tecto do Palácio de São Bento. Infelizmente, para Portugal.

 

Nenhum de nós tem ideias erradas nos planos moral e ético, quando falamos de tortura de seres sencientes indefesos e da utilização dos impostos dos portugueses nesta prática bárbara, porque a tortura não é nem da Moral, nem da Ética, nem da Evolução. É simplesmente imoral. E nem os impostos dos portugueses devem servir para encher a pança de pançudos.

 

O que lemos no editorial do jornal Público nada tem a ver com opinião. Foi a constatação de factos que aos governantes não convém dizer alto, para não prejudicar a minoria inculta que manda na Assembleia da República e que eles tanto protegem.

 

Mas há quem tenha a coragem de o fazer.

 

E sabe porquê, senhor sociólogo (nem sei como é que se pode ser sociólogo, professor e aficionado de tortura ao mesmo tempo. Ou saberei? É que o Ensino Superior dá “canudos”, mas não dá carácter a ninguém)?

 

Porque nem todos são escravos do poder.

 

O senhor sociólogo diz no seu texto: «Diz-se no referido Editorial que “quando um pouco por toda a parte tendências de comportamento e movimentos cívicos evidenciam uma crescente sensibilização aos direitos dos animais, a Assembleia da República mostra o quanto está distante dessas preocupações e desses avanços civilizacionais”. Estranho civismo este que esquece o mais importante: um pouco por todo o lado o que cresce é a violência, o autoritarismo, o ódio, o terrorismo, a injustiça social e económica, o recuo dos direitos humanos, as agressões ao ambiente. O recuo do humanismo, o avanço da misantropia e a transferência dos afetos (erro de Português – escreve-se afeCtos; "afêtos" é uma coisa inexistente) para com os nossos semelhantes para os afetos para com os animais de companhia não fará parte do ambiente cultural em que vingam todos estes grande problemas humanos?

 

Ora faça-me um favor! É por causa de gente como o senhor sociólogo e de governantes que apoiam a crueldade que o mundo está cheio de violência, de autoritarismo, de ódio, de terrorismo, de injustiça social e económica, de recuo dos direitos humanos, de agressões ao ambiente e de agressões também aos animais não humanos que connosco partilham o Planeta e têm todo o direito a viver nele, porque não é o homem que é a medida de todas as coisas, mas sim a Natureza.

 

O senhor demonstra uma ignorância crassa sobre esta matéria. Aliás não é apenas o senhor sociólogo, mas todos os governantes que apoiam esta actividade extremamente cruel e sanguinária.

 

Mas vou deixar-lhe aqui uns links para que se instrua e não torne a dizer disparates do quilate daqueles que disse, ou a acusar jornalistas bem informados, ou a desfazer nos bem fundamentados projectos do PAN, do BE e do PEV. E principalmente para não morrer ignorante.

 

E não torne a dizer que os aficionados são “pessoas” iguais a nós. Porque não são. Todos nós, que defendemos os animais (obviamente humanos e não humanos e também o Planeta) pertencemos à espécie Homo Sapiens, porque evoluímos.

 

Os aficionados e afins pertencem à espécie Homo Parvus, porque ainda não evoluíram, estando a um nível ainda pré-humano.

 

Sobre esta matéria, aconselho-o a ler o livro «A Hora do Lobo» onde a autora Josefina Maller desenvolve uma teoria inovadora sobre um novo conceito de Humanidade.

 

O senhor sociólogo, professor no ISCTE-IUL, socialista convidado para a comissão do futuro museu da tauromaquia de Vila Franca de Xira (onde ficará patente todo o lixo tauromáquico existente) ficou parado no tempo. Não evoluiu e veio a Público demonstrar uma ignorância que até dói às pedras da calçada portuguesa.

 

Aqui ficam os links para que se instrua, e passe a respeitar os jornalistas que têm a coragem de dizer que em São Bento existe um manifesto clientelismo político. Porque esta é a mais pura verdade.

 

É que nem todos somos parvos, senhor sociólogo...

 

Isabel A. Ferreira

 

***

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

 

HÁ VARIAS RAZÕES PARA SER ANTI-TOURADA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/148618.html

 

 

«E A TOURADA CONTINUA…»

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/e-a-tourada-continua-662892

 

 

O QUE SEPARA O HOMO SAPIENS DO HOMO PARVUS

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-que-separa-o-homo-sapiens-do-homo-654936

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:18

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Segunda-feira, 14 de Março de 2016

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

 

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O ainda Professor Marcelo Rebelo de Sousa e Maurício do Vale, à direita, autor do desvairado apontamento que desprestigia Portugal, a Cultura Portuguesa e o novo Presidente da República

Origem da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2016/03/14/se-a-estupidez-matasse/

 

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa

Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

 

Tive o desprazer de ler, num aficionado e desprestigiado órgão de comunicação social, o seguinte texto, intitulado «Presidente, vá por si», assinado por um amigo de V. Excelência, o também aficionado Maurício do Vale, no qual faz um brinde toureiro, ao novo Presidente da República, como se um brinde toureiro (seja lá o que isto for) seja algo que eleve a condição e o prestígio do representante máximo da Nação Portuguesa.

 

Diz ele:

 

“A Tauromaquia é uma escola de ética e estética. De solidariedade e doutros valores. Respeito e solenidade. Elegância no gesto, rigor e determinação. Sublimando arte, sortilégio de Vida em encontro com a Morte. Brinda-se. Entrega total, aproximando-se de Deus, como dizia o aficionado Padre Teodoro!

 

Hoje e aqui, em arena de esperança, um brinde a quem já nos acentua que valemos muito mais do que pensamos, mensagens de liberdade de pensamento e expressão, abraços de AFECTOS que unem. A Tauromaquia está consigo, feliz pelo seu advento e CARÁCTER de popularidade ilustre, como a Festa de Toiros, baluarte de portuguesismo, como dizia Ramalho Ortigão.

 

Início de tempo novo. Um brinde toureiro: “Senhor Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, vá por si e que o vejamos muitas vezes!”

 

Não posso dizer que fiquei “chocada” com este pequeno (parvo) texto, que diz bem da perturbação mental de que sofrem os que vêem na tortura de seres sencientes, ética e estética, solidariedade, valores, respeito, solenidade, elegância, arte, sortilégio de vida em encontro com a morte, entrega total aproximando-se de Deus (aqui a culpa é dos padres católicos), festa de touros como baluarte de portuguesismo (nem sequer a ironia de Ortigão foi entendida!).

 

Não fiquei “chocada”, pois é mais do que sabido que o mundo tauromáquico não passa de uma alucinação, onde alienados mentais “vivem” uma mentira propagada desde o tempo das trevas, como se fosse verdade.

 

Nascendo-se, crescendo-se e vivendo-se fechado num mundinho muito limitado, desvirtuado pela ignorância, e onde a evolução nunca teve a oportunidade de entrar, provocando, deste modo, uma estagnação total nas mentalidades, é muito natural que se escreva o que o articulista escreveu, com uma monumental falta de noção do ridículo.

 

Ali, sublima-se a vidinha pequena que se vive, por não se conhecer outros horizontes, outros mundos, outras vivências maiores. E então, naquelas mentes deformadas, a tortura de um ser vivo transforma-se em arte, em estética, em ética, em tudo aquilo de que já ouviram falar, mas que não fazem a mínima ideia do que é.

 

É assim como quando alguém sabendo que é chique usar gravata, enfia na cabeça uma boina velha, calça umas tamancas, veste umas farpelas maiores do que o próprio corpo, amarra ao pescoço a tal gravata que comprou com muito sacrifício, e sai para a rua a pavonear-se como se fosse um lorde.

 

Eu não fiquei “chocada” com o que Maurício do Vale escreveu. Não fiquei.

 

Porém, senti-me fortemente agredida na minha inteligência, na minha condição de cidadã portuguesa, na minha dignidade, em tudo o que aprendi na Universidade que, tal como V. Excelência, tive o privilégio de frequentar.

 

Lá, aprendi os conceitos de Cultura e de Civilização, que V. Exa. poderá (se assim o entender, obviamente) consultar neste link:

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

 

E foi precisamente neste meu saber que me senti agredida, fustigada, esmagada, como se as palavras do articulista fossem pedregulhos arremessados por uma besta (pronuncia-se bésta) medieval, contra a Humanidade.

 

Senhor Presidente da República, mas estes são aqueles que nunca tiveram a oportunidade de se instruírem, de se cultivarem, de evoluírem. Ou mesmo que tivessem. É mais do que sabido que as licenciaturas, os doutoramentos, ou quaisquer outros graus académicos não conferem dignidade ao ser humano, se este não nasceu predisposto a evoluir.

 

Mas convenhamos… V. Excelência agora é o Presidente da República Portuguesa. Não pode andar por aí na boca do povo, como um aficionadozinho qualquer. Não fica bem ao representante máximo da Nação.

 

Bem sei que V. Excelência já me confessou, em particular, que não é aficionado. Mas as suas atitudes públicas desmentem-no. Talvez tenha de confessar publicamente, a sua não afición, para que os Portugueses tenham a certeza de que o Palácio de Belém não está ocupado por alguém que aplaude e se diverte com a tortura de um ser senciente, tão animal como qualquer um de nós, com as nossas dores, emoções, sentimentos… Tal e qual. Diz a Ciência. Não eu.

 

Talvez tenha de confessar publicamente que não pode brindar com os aficionados o brinde toureiro que lhe propôs o articulista, e que também não pode ser visto nem muitas nem poucas vezes nesses lugares de tortura animal, porque não é digno de um Presidente da República.

 

Se realmente V. Excelência pretende ser o Presidente de todos os Portugueses (apesar de ter sido eleito por pouco mais de dois milhões de eleitores, entre nove milhões) terá de ter em conta o que a esmagadora maioria quer para Portugal, a este respeito, ou seja, a abolição da tauromaquia.

 

V. Excelência não pode correr o risco de se ver, aleatoriamente, envolvido nesse mundo com cheiro ao mofo, e imerso em escuridades, que é o mundo da tauromaquia, porque agora V. Excelência é o Presidente da República Portuguesa.

 

E tal cargo acarreta uma responsabilidade acrescida no que respeita ao respeito a ter por toda a fauna portuguesa, seja ela humana ou não humana.

 

Com os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sexta-feira, 8 de Maio de 2015

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES DE VILA FRANCA DO CAMPO (AÇORES)

 

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PELAS TRADIÇÕES LOCAIS LIVRES DE SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo,

Presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca do Campo,

Presidente da Junta de Freguesia de Ponta Garça,

Presidente da Assembleia de Freguesia de Ponta Garça,

 

C/c: Bispo da Diocese dos Açores,

Padre da Paróquia de Ponta Garça,

Presidente da AVIPAA

 

Exmos. Senhores,

 

Tomei conhecimento de que está prevista a realização de uma tourada à corda na freguesia de Ponta Garça, no próximo dia 24 de Maio, promovida pela Irmandade do Espírito Santo dos Aflitos (Boavista), e venho manifestar o meu mais veemente repúdio por esta iniciativa que, além de conspurcar as tradições do concelho de Vila Franca, que se manteve até ao momento livre de “espectáculos” degradantes, como são as touradas, conspurca também a acção de uma Irmandade que deveria seguir os preceitos cristãos, e opta por introduzir numa localidade limpa, costumes pagãos primitivos e de má memória.

 

No caso presente a situação é bem mais grave pois o evento é organizado por uma instituição que irá desviar dinheiro dos ponta-garcenses, que devia ser utilizado em acções de solidariedade social e no são convívio, para alimentar um negócio obscuro, que em nada contribui para educar o povo local para o respeito que todos devemos aos animais não humanos, tanto como aos animais humanos, além de causar sofrimento inútil aos primeiros, e colocar em risco a vida dos que vão assistir a esta diversão completamente irracional e incivilizada.

 

Num concelho que quer ser respeitado pela sua modernidade, pelo seu apego e proximidade aos valores naturais, pelo desenvolvimento do turismo de Natureza e pelo seu cuidado e bem-estar dos animais, não deve existir lugar para este tipo de iniciativas degradantes para animais não humanos e também para os animais humanos, pelo que venho solicitar um acto de contrição por parte dos organizadores de tão indigna iniciativa, e a tomada de medidas para dar cumprimento ao estipulado no Código de Posturas da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo que menciona ser proibidoutilizar animais em touradas”.

 

Com a minha mais veemente indignação,

 

Isabel A. Ferreira

***

Enviem os vossos protestos para:

rcouto@cmvfc.pt, cmartins@cmvfc.pt, jfpontagarca@gmail.com, avipaa.associacao@gmail.com, info@igrejaacores.pt, diocese.angra@iol.pt, amigosdosanimaisvilafranca@gmail.com

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:09

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Terça-feira, 24 de Março de 2015

TEMOS O DEVER DE NOS INDIGNARMOS COM A FALTA DE DIGNIDADE DE CERTOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

Afinal, quem paga os salários dos deputados?

 

É o povo, obviamente.

 

E se há coisa que eu, como povo, não tolero num governante é a falta de dignidade para exercer um cargo que é pago também com o meu dinheiro.

 

De um aficionado vulgar, de um ganadeiro inculto, de um forcado cobarde ou de um torturador estou habituada a receber os comentários mais desprezíveis e obscenos que possam imaginar-se.

 

De um deputado da nação, não é comum, mas aconteceu.

 

E porque considero grave o comportamento deste deputado centrista, tornarei pública a nossa troca de “galhardetes”.

 

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Tudo começou quando um deputado do CDS/PP veio a público dizer que se envergonhava de algumas coisas, das quais havia participado na Assembleia da República Portuguesa.

 

Ora, entre essas coisas, não li uma, que envergonha até as pedras da calçada, e que o referido deputado não mencionou.

 

Daí que lhe enviei e tornei pública a seguinte mensagem:

 

Exmo. Senhor deputado,

 

Li esta entrevista de V. Exa. e pasmei:

 

(…)  

Pensei que ia ler que se sente envergonhado TAMBÉM por ter votado em leis que permitem a selvajaria tauromáquica, algo que desqualifica, sem qualquer apelo, um deputado da nação...

 

Mas não.

 

Foi uma desilusão.

 

Deve envergonhar-se de muita, mas muita coisa, em que participou no Parlamento, mas a de ser aficionado da tortura de seres vivos é a mais vil de todas.

 

Tenho vergonha dos políticos que se vergam (sabe-se lá porquê! ou saberemos?) a um lobby inculto, macabro, obscuro, selvático, primitivo, grosseiro, uma minoria desclassificada, para manter uma prática bárbara, digna apenas de broncos.

 

Envergonhe-se disto, em primeiro lugar, senhor deputado. E depois, envergonhe-se de tudo o resto que levou à descredibilização da classe política e dos políticos portugueses.

E acho muito bem que não volte a candidatar-se à Assembleia da República, porque esse órgão do poder tem de ser dignificado, urgentemente.

 

Com a minha mais veemente indignação,

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Ora o Exmo. Senhor Deputado, respondeu-me o seguinte:

 

Exma. Senhora,

 

Já me tinham, na verdade, prevenido para que o fanatismo chega a ser uma doença incurável.

 

Desejo as melhoras e que não seja nada de particularmente grave.

 

Cumprimentos,

 

Deputado (…)

 

***

Na verdade, não esperava esta resposta, vinda de um deputado da nação, a alguém que ajuda a pagar-lhe o salário. Até porque (a resposta) está ao nível do mais vulgar aficionado de selvajaria tauromáquica, e não ao de um deputado da nação.

 

Como não admito que alguém, a quem ajudo a pagar o salário, se dirija a mim, nestes termos, contestei:

 

Exmo. Senhor Deputado,

 

A resposta de V. Exa. não me surpreendeu, pois é o vulgar argumento dos que não têm argumentos racionais e lógicos, para defender o indefensável: a tortura de seres vivos para divertir os marialvas que não cortaram o cordão umbilical que os liga aos tempos salazaristas.

 

Estará V. Exa. a falar de si próprio? Saberá como se designa esse "fenómeno" em Psicologia? Transpor para os outros os próprios "defeitos"?

 

Chama-se projecção, ou seja um mecanismo de autodefesa, a acção de expulsar inconscientemente os sentimentos ou desejos individuais considerados totalmente inaceitáveis, ou muito vergonhosos, obscenos e perigosos, atribuindo-os a outra pessoa.

 

Relembro a V. Exa. que não sou eu que vou aplaudir a tortura de Touros para as arenas. Algo imoral, anti-ético, e que pertence ao rol do fanatismo ritualista de um passado muito primitivo.

 

Relembro a V. Exa. que "fanáticos" (que significa apaixonados) são os aficionados da selvajaria tauromáquica, são os terroristas islâmicos, são todos aqueles que fanaticamente pugnam pela barbárie, que os mantém tão cegos que não conseguem raciocinar.

 

Eu não sou fanática dessa barbárie, ao contrário de V. Exa., cujo fanatismo é tanto, que o cega, não deixando lugar para a racionalidade.

 

Disto é que devia envergonhar-se. O nome de V. Exa. ficará para a História como um deputado que pugnou pela tortura de seres vivos, na Assembleia da República. É desse modo que os seus descendentes o lembrarão, numa época em que a selvajaria tauromáquica será tida como uma vergonha da humanidade, tal como o é hoje o Circo Romano.

 

Eu sou apaixonada pela Cultura Culta e abomino a selvajaria, qualquer selvajaria, principalmente vinda de gente que tem cargos públicos e devia pugnar pela dignidade desses cargos e do bom nome do País que serve. Se a isto quiser chamar "fanatismo" esteja à vontade. Não me faz qualquer mossa.

 

Doença, têm os aficionados. Chama-se PSICOPATIA, que está estudada por especialistas, nessa matéria. Alteração de personalidade, porque não é normal, uma pessoa no seu juízo perfeito gostar de ver torturar um ser vivo, e aplaudir o atroz sofrimento dele. Isto não é uma doença incurável para aqueles que se se deixam tratar. Nos outros, nos mais fanáticos, como V. Exa., será um caso perdido.

 

Com esta postura, V. Exa. revela a inconsciência de um conhecimento mais profundo que lhe permita fazer uso do seu intelecto e discernir sobre questões morais, sobre o que é certo e errado em situações que envolvem tortura e sofrimento. Revela grande ausência de carácter na postura confortável que partilha com padrões arcaicos de comportamento institucionalizado na sociedade, demonstrando uma real falta de consciência ética e falta de conhecimentos elementares no que diz respeito ao conhecimento das espécies animais.

 

Espero que a Assembleia da República se livre urgentemente de deputados como V. Exa., que não lhe confere prestígio algum.

 

Nunca, como hoje, esse órgão do poder legislativo, esteve tão desqualificado, por muitos e variados motivos, e mais este.

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira  

 

***

 

Ora o senhor deputado, não gostou da minha contestação, e refutou deste modo:

 

Exm.a Senhora,

 

Constato, com profundo pesar, que os meus desejos de melhoras e de que não estivéssemos perante um caso particularmente grave não foram favoravelmente acolhidos pelo destino. Lamento-o.

 

Verifico também que V. Ex.ª usa frases e ideias (se lhes podemos chamar de "ideias") que são vulgares nos que padecem de similar fanatismo, mas, para mais, no seu caso, revestidas de singular vulgaridade.

 

V. Ex.ª não me conhece de parte nenhuma, nem conhece o que penso ou não penso sobre as matérias em que discorre. O seu discurso é de puro ódio e completamente desconexo, nos lugares-comuns que vai bolsando.

 

Verifico ainda que V. Ex.ª dispõe de tempo em excesso, privilégio que usa em modo particularmente anti-social. Esse não é o meu caso.

 

Volto a desejar melhoras. Passe bem.

 

Cumprimentos,

Deputado (…)

 

***

 

Não sou de me vergar, nem perante um Rei, muito menos a um deputado que perde a sua dignidade, ao não respeitar o lugar que ocupa: o de servidor de um País e de um Povo aos quais pertenço.

 

Respondi-lhe à letra, como não podia deixar de ser.

 

Exmo. Senhor Deputado,

 

Francamente! Esperava que eu me vergasse a um comentário tão descortês, como o que me enviou?

 

Saiba que estou habituada a que os aficionados de touradas, mesmo os que não tiveram a oportunidade de frequentar uma universidade, me mimoseiem precisamente com as mesmas palavras que me dirigiu.

 

Estudaram todos pela mesma cartilha na escola primária. Dizem todos o mesmo. Não admira. E continua a projectar em mim, o que V. Exa. é. Não me surpreende.

 

A resposta de V. Exa. corresponde exactamente à ideia que sempre fiz de alguém que vai para a política sem nada saber da Arte Política.

Pois está muito enganado, em tudo o que diz. Nem sequer tem a capacidade de destrinçar o que é a vulgaridade (por exemplo, a resposta descortês que V. Exa. me enviou), de superioridade moral, que é algo que verdadeiramente lhe falta.

 

 

Não conheço V. Exa.?

 

Pessoalmente não conheço, e espero nunca vir a conhecer, porque não é propriamente alguém que me interesse conhecer.

 

Mas não se esqueça que, desafortunadamente, é uma “figura pública” que todos os portugueses (e não só eu) conhecem através dos seus actos pouco elevados na Assembleia da República, pelo que diz nas televisões, e quando aparece nas arenas de tortura de bovinos, a aplaudir a tortura e o sofrimento deles.

 

E há algo mais: V. Exa., tal como o mais vulgar aficionado, não sabe distinguir “ódio” que é um sentimento menor que os aficionados de touradas consagram aos bovinos, para lhe aplaudirem o tormento, de INDIGNAÇÃO. Como é possível, se são dois sentimentos tão diferentes?

 

Quanto ao tempo que disponho em excesso, deve ser igual ao de V. Exa.. Só que o meu é fruto de uma política de desemprego que V. Exa. ajudou a criar. E o de V. Exa. será fruto de um dolce fare niente, inerente ao cargo político que ocupa.

 

Quanto ao termo anti-social, que utiliza, tem a certeza de que ele se aplica à minha pessoa?

 

Olhe que não! Olhe que não!

 

Olhe que não sou eu que vou aplaudir o sofrimento de touros numa arena. E esse é o caso de V. Exa.. Existem provas.

 

E por fim deixo-lhe aqui um desafio, para ver quem deseja a quem as melhoras:

 

Desafio-o a consultar um psiquiatra imparcial, que nos avalie aos dois, psicologicamente. Que avalie os nossos comportamentos. A nossa mente.

 

E terá uma colossal surpresa.

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

***

 

Bem… a partir daqui fui bloqueada na “conta” deste deputado, no site da Assembleia da República.

 

O que não me admirou nada.

 

E eu só queria que alguém, que ocupa um cargo do Governo Português, me apresentasse um argumento racional, lógico, ético, culto, evoluído, civilizado, que justificasse a prática da selvajaria tauromáquica em Portugal.

 

Nem o Doutor Paulo Portas, a quem dirigi uma gentil Carta Aberta, ainda não conseguiu enviar-me um só argumento que fosse.

 

E eu já dei a minha palavra de honra que deponho as minhas armas pacíficas (as palavras) no dia em que um governante justifique racionalmente a existência da tortura de seres vivos, para divertir os aficionados desta prática selvagem, que têm assento na Assembleia da República Portuguesa.

 

Será pedir muito?

 

 ***

Pouco tempo depois de ter publicado este texto, recebi este e-mail do senhor deputado visado neste post:

 

Exm.ª Senhora,

 

Informo que não foi bloqueada na minha conta. É, contudo, uma sugestão.

 

A mensagem que recebeu era tão-só um sinal subtil de que se esgotou a minha paciência para a aturar.

 

Em complemento das preocupações que anteriormente já lhe transmiti, acrescento, agora, que dizem a fúria faz bem: estimula a corrente sanguínea. Tenha, todavia, muito cuidado com a tensão arterial.

 

Recomendo-lhe, ainda, que cuide bem da sua dignidade. E do seu tempo também.

 

Passe bem. E por favor deixe de me maçar com as suas obsessões.

 

Cumprimentos,

Deputado (…)

 

***

Bem, por aqui se vê a exiguidade moral e mental deste deputado centrista, a quem o povo português paga o salário, esperando dele uma atitude condizente com o cargo que ocupa.

 

Infelizmente não honra nem dignifica a Assembleia da República Portuguesa.

 

É lamentável. Muito lamentável.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:39

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

DEPUTADOS EUROPEUS FERNANDO RUAS E SOFIA RIBEIRO EXPLICAM O SEU SENTIDO DE VOTO EM RELAÇÃO AOS SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS A GANADEIROS

 

Explicações que não alteram em nada a imoralidade de se continuar a subsidiar ganadeiros, para que inocentes e indefesos bovinos sejam torturados até à morte, e enriquecer e divertir uma minoria absolutamente inculta

 

TOURO EM SOFRIMENTO.jpg

 

No seguimento da minha Carta Aberta dirigida aos deputados portugueses do Parlamento Europeu, que votaram contra (ou se abstiveram ou simplesmente não votaram) o fim dos subsídios a ganadeiros, para que estes possam continuar a enriquecer à custa da tortura de bovinos e divertir sádicos, conforme consta neste link:

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/carta-aberta-aos-deputados-portugueses-481639

 

recebi as seguintes mensagens:

 

«Cara conterrânea, não é verdade que eu tenha votado contra. Abstive-me até em sentido diferente da posição oficial do grupo político que integro.

cump. F. Ruas

 

Enviado do tablet Samsung»

 

***

Sr. Fernando Ruas,

 

A minha carta foi dirigida aos que votaram a favor dos subsídios, aos que se abstiveram, e aos que simplesmente não votaram.

 

Nos documentos oficiais consta que V. Exa. votou a favor de subsidiar ganadeiros para que se continue a torturar seres vivos, para divertir gente que não evoluiu.

 

Limitei-me apenas a transmitir as informações que vieram do Parlamento Europeu.

 

Se não é verdade, terá de tornar pública a posição de V. Exa.

 

Sempre ao dispor,

 

Isabel A. Ferreira

***

«Exmo(a). Senhor(a)

 

Em resposta ao email que me enviou, cumpre-me informar que há uma contra-informação quanto ao meu sentido de voto, não tendo este sido contra a emenda apresentada. A proposta que foi sujeita a votação não introduziria qualquer alteração no que respeita à defesa dos animais,  traduzindo-se numa proposta vazia e populista, que ilude os cidadãos europeus. Não podendo, por esse motivo, votar favoravelmente, também não quis votar contra (tal como o indicava o PPE) para não ficar associada ao que, ainda que de uma forma implícita, se critica, o que justificou a minha abstenção. Por exigir precisão na acção política em todas as áreas de actuação, tive o cuidado de apresentar ao Parlamento Europeu uma declaração que enquadra e justifica o meu sentido de voto, que pode ser consultada em

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+CRE+20141022+ITEM-005-04+DOC+XML+V0//PT&language=pt&query=INTERV&detail=3-282-000

 

Com os melhores cumprimentos

 

Sofia Ribeiro

***

Exma. Sra. Deputada Sofia Ribeiro,

 

Agradeço a resposta de V. Excelência.

Tornarei pública esta informação, embora não altere a crítica que fiz à postura dos deputados europeus, que viabilizaram a continuidade de subsídios a ganadeiros, para que estes possam enriquecer à custa da tortura de seres vivos e divertir sádicos.

 

Isto é imoral e desumano.

 

Sempre ao dispor,

Isabel A. Ferreira


***
Senhores deputados, vejam aqui a imoralidade do que ajudam a manter:

http://apodrecetuga.blogspot.pt/2012/05/agora-vai-saber-verdadeira-razao-porque.html#.VE_DBbcqWmw

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

«CARTA ABERTA AO VASCO DE SOUSA, ADEPTO DA TORTURA E MORTE DE MONSARAZ, ESPECTÁCULO EXCEPCIONAL A CHEGAR-SE A BARRANCOS!»

 

 

«É o seu execrável gosto de quem se diverte com o sofrimento psicológico e físico de um animal mais sensível e inocente do que o Vasco de Sousa e dos seus aficionados.

 

Deve ser muito ignorante e pouco ou nada perceber de anatomia, fisiologia, neurologia.

 

Consciência e compaixão devem ser-lhe bastante estranhas. Veja lá se entende: às pessoas conscientes e dignas, não basta não assistir à tortura tauromáquica.

 

É preciso que ela termine, porque sem isso sabemos que touros e cavalos sofrem horrivelmente.

 

Isso indigna-nos, revolta-nos, provoca-nos ansiedade e desespero.

Nada disso aconteceria, se vocês deixassem os animais em paz e sem massacre.

 

E, por isso tudo vos culpamos! Além de serem torturadores dos animais não humanos, condenam os animais humanos, como eu, à indignação e à ansiedade.

 

Que vergonha e que sofrimento para animais, para Portugal e para portugueses é existir essa praga "tradicional, espectacular, sádica" e existirem pessoas que a executam, apoiam, aplaudem, negoceiam, legislam, autorizam.

 

Dou-lhe um conselho precioso! Pense por si, procure a verdade, informe-se junto de pessoas detentoras de senso comum equilibrado e no que a ciência ensina.

 

Não dê crédito a tanta falácia tauromáquica disparatada. Depois, esclarecido, mude para o nosso campo, arrependido de tanta aleivosia. Creio que o aceitaríamos, como exemplo de evolução».

 

Vasco Reis (Médico Veterinário)

 

***

Comentário de Ana Luiza:

 

«É o que sempre digo, os criminosos e assassinos dos animais não humanos são os verdadeiros culpados por nossa desgraça e tormenta diária. O sofrimento vem por tabela, primeiro, os anjos indefesos animais são dizimados e logo vem o nosso... em conhecer como se dá todo o processo destrutivo dos seres mais puros do planeta, ou seja, os animais!!!»

 

***

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DO DR. VASCO E DA ANA LUIZA

***

 

Comentário de Jerónimo Augusto:

 

 

Excelente, amigo Vasco Reis, esse (que lamento chamar-se Vasco) de Sousa, não deve ser dotado do discernimento tão necessário para poder avaliar questões tão sérias e delicadas como os aspectos psicológico, fisiológico e emocional dos animais.

 

 

Infelizmente isso é uma característica comum a todos os que gravitam em torno da tauromaquia, isto é, aqueles que nela participam activamente, aos que assistem à barbárie e aos que legislam em favor dela.

 

 

De todos os que se dedicam a "tourejar", outra coisa não seria de esperar a não ser uma notória e acentuada imbecilidade que, para maior fatalidade, é apoiada por um governo que tem o sumo interesse em debelar a iliteracia em Portugal.

 

 

Mas enquanto não tivermos respeito por aqueles seres que connosco partilham o planeta e que como nós possuem emoções, por mais letrados que sejamos, seremos sempre um péssimo exemplo para a Europa e para o Mundo.

 

 

E ao senhor Vasco Sousa, aconselhamo-lo a despoluir a sua mente, e a civilizar-se, para merecer o respeito daqueles que lutam por uma sociedade digna e mentalmente mais saudável.

 

 

***

 

Faço minhas as palavras do Jerónimo. 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:35

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2014

CARTA ABERTA AO SENHOR BISPO DOS AÇORES, DOM ANTÓNIO DE SOUSA BRAGA

 

Exmo. Reverendíssimo Senhor Dom António de Sousa Braga:

 

Está prevista a realização de duas touradas à corda na Ilha Graciosa, nos próximos dias 2 e 3 de Agosto, integradas nas festividades de Nossa Senhora de Guadalupe (que deve estar a chorar lágrimas de sangue).

 

Considerando que a Igreja Católica deveria ter uma posição clara relativamente às touradas, que foram condenadas e proibidas, numa Bula ainda em vigor, pelo Papa Pio V, que as considerava «espectáculos alheios de caridade cristã»;

 

Considerando a crise socioeconómica em que os Açores estão mergulhados, à qual não ficam imunes as paróquias que se debatem com falta de recursos, e onde até se passa fome;

 

Considerando que a «tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras; traumatiza as crianças e adultos sensíveis; agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos e desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afrontando a moral, a educação, a ciência e a cultura» UNESCO, 1980;

 

Considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito a ter com todos os seres da criação divina, além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida dos adeptos de tal selvajaria;

 

Considerando que as touradas em nada promovem o turismo culto e de qualidade, que se quer para a Graciosa e para o Arquipélago dos Açores;

 

Venho manifestar a V. Reverendíssima, o meu mais veemente repúdio pela inclusão de uma “diversão” selvagem e cruel, como é a das touradas, sejam em que modalidade for, num programa de uma festividade da Igreja Católica, “diversão” essa que origina sofrimento, sem qualquer justificação, aos animais, e ferimentos e mortes aos adeptos dessa selvajaria, e repudiar também o mau uso de dinheiros da comunidade católica da Graciosa.

 

Esperando que V. Reverendíssima leve em conta estas linhas, que dizem do sentimento da esmagadora maioria dos açorianos, dos portugueses em geral e de milhões de cidadãos do mundo civilizado, e contribua para a evolução moral, cultural e religiosa desse Arquipélago, fico com a esperança de que elimine destas festividades e do território açoriano, definitivamente, este costume bárbaro e cruel, que não dignifica os Santos e as Santas em nome dos quais se tortura um animal, que esteve presente no Nascimento de Jesus Cristo, naquele estábulo, em Belém… há 2014 anos...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:15

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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

CARTA ABERTA À JORNALISTA ISABEL A. FERREIRA, CRIADORA DO «ARCO DE ALMEDINA»

 

(Recebi esta carta, hoje, e é com emoção que a publico, porque além de ser aberta, contém matéria de interesse público, a favor dos meus amados Touros e Cavalos. Obrigada, Dr. Vasco Reis, e bem-haja por ser como é.)

 

 

Aljezur, 13 de Janeiro de 2014.

 

Cara Isabel,

 

Tenho acompanhado a sua dedicada, generosa, corajosa, persistente acção em defesa do ambiente, dos animais e das pessoas, o que reconheço e agradeço profundamente.

 

A obra é muito extensa, mas vou modestamente lembrar a sua intervenção quando alerta para uma iniciativa com o intuito de aliciar jovens para a tauromaquia, o que está a acontecer numa escola de Alter do Chão.

 

Esta iniciativa é protagonizada por um professor e seus apoiantes, entre os quais estão os pais de alunas e alunos.

 

O professor responsável, atingido pelo alerta da Isabel, não se conformou com a denúncia desta iniciativa destinada a criar futuros adeptos e artistas tauromáquicos e fez queixa contra si.

 

Por isso vai a Isabel responder perante autoridades neste dia 13 de Janeiro. 

 

A tauromaquia é uma actividade extremamente cruel para os animais; degradante para os próprios aficionados, artistas, lobbistas; extremamente prejudicial para o prestígio do país; deturpador de mentalidades juvenis; profundamente confrangedora para pessoas conscientes e compassivas.

 

Não deve, portanto, ser matéria didáctica.

 

Não obstante, tauromáquicos estão a aproveitar-se da persuasão sobre estes jovens, perante a indiferença ou com a conivência de pais, professores, escolas, institutos de juventude, ministérios, Misericórdias, igrejas, políticos, grande parte da sociedade.

 

Como a sabedoria tradicional ensina, “DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO”, para o bem e para o mal.

 

A Isabel é só uma das muitas pessoas que protestou contra esta perniciosa, escandalosa iniciativa.

 

Creio que não vai ter grandes dificuldades em justificar a sua atitude, feita no melhor interesse do país e das suas pessoas, nomeadamente dos seus jovens.

 

A propósito: há que fazer, desta vez para atingir o bem, algo paralelo ao que os tauromáquicos estão a fazer em escolas para levarem jovens para o mal.

 

Um ponto fundamental e urgente da estratégia abolicionista é, que os respeitadores da Terra, da Vida, da Paz, da Tranquilidade, da Ética, da Compaixão se organizem e contribuam para a educação da juventude no sentido do respeito pelo ambiente e pelos seus seres vivos, vegetais e animais, humanos e não humanos.

 

Que se apresente e difunda a força dos argumentos do senso comum e da ciência com os meios do contacto directo, do exemplo, da comunicação social, da solidariedade e em texto, palestra, vídeo.

 

Que se produza bom material didáctico e se ponha à disposição de professores e escolas.

 

Além de ser uma acção positiva e libertadora para os animais não humanos, também o é para a sociedade humana.

 

Os animais juvenis, não humanos e humanos, são receptivos a experiências que os impressionam e marcam para a vida, de uma maneira geral de maneira tão mais forte, quanto mais precocemente elas acontecem. É mais uma semelhança entre as espécies animais não humanas e a humana, além do esquema anatómico, a fisiologia, a neurologia, a emotividade, a consciência do que se passa à sua volta, a capacidade de experimentar empatia ou desconfiança, medo, prazer, dor, etc. Animais juvenis aprendem com os progenitores e, por exemplo, a confiar nos humanos, se têm cedo um contacto agradável com gente.

 

Já agora, deixo-lhe a minha opinião a propósito de activismo e de estratégias.

 

O filósofo Arthur Schopenhauer afirmou que:

 

O Homem faz da Terra um inferno para os animais

 

e

 

A compaixão universal é a base de toda a moral”.

 

Penso que concordamos com isso!

 

Acho que a Isabel é muito ciente da susceptibilidade dos animais e da terrível exploração e do sofrimento de que são alvo e vítimas.

 

Isso confrange-a, indigna-a, revolta-a. Sofre solidariamente de uma maneira terrível. Faz o possível por alertar para isso, para explicar o porquê da crueldade e, obviamente por ser ciente, professora, sincera, faz o possível por comunicar conhecimento.

 

Não poupa críticas aos que vitimam os animais e que as merecem.

 

Não teme represálias iníquas e vai aguentando críticas de outros abolicionistas motivados por outras estratégias.

 

É um impulso/estratégia seu que obriga à reflexão e à compreensão das pessoas, a que se deve seguir uma opinião e opção de quem a escuta ou lê. Estou certo que assim ajudou a abrir e informou a consciência de muitas pessoas para a preocupação com os animais e para o activismo na sua protecção.

 

Não compartilho da afirmação feita dogma de que atitudes como a sua vão afugentar ignorantes, distraídos e indiferentes. Antes pelo contrário, acho que vão fazê-los pensar e compreender.

 

Não é silenciando ou adoçando a pílula da crueldade que se acordam consciências.

 

Há muitas estratégias para a luta abolicionista.

 

Todas elas podem ser úteis, até as que se interessam mais pelo politicamente correcto, pelos contactos velados, pelo secretismo, por oposição a manifestações, por não se ser reactivo.

 

Mais me parece um distanciamento no sentimento e na preocupação pelo atroz sofrimento dos touros, dos cavalos e das pessoas que sofrem na sua consciência solidária pelas vítimas da tauromaquia.

 

Creio que elas se complementam e, no seu conjunto e solidariedade, fortalecem a luta.

 

Penso que nenhuma tem o direito de monopolizar a luta, de se considerar a única positiva e de criticar as outras.

 

Parece haver, por vezes mais cerimónia e respeito pelo adversário do outro lado da luta, do que pelos que lutam deste lado.

 

Penso que isso leva a divisionismos, frustrações, perdas de energia e de tempo e a deserções.

 

Eu próprio, se este clima prossegue, sou capaz de deixar o contacto com tais “activistas” supercríticos, que certamente não vão sentir a minha falta.

 

Tenho-me dedicado a esta luta por não saber de colegas da profissão que estejam disponíveis.

 

Quem me dera poder retirar-me da luta, já que vou a caminho dos 76 anos de idade!

 

Um abraço de toda a solidariedade e de enorme admiração.

 

Vasco Reis

 

***

Touro, Cavalo, Homem.

 

Nas 3 espécies:

 

O desenvolvimento embrionário é idêntico nas primeiras fases e pouco diverge nas fases seguintes, além de aspectos morfológicos e de alguns órgãos não essenciais.

 

Pode verificar-se que o esquema anatómico (aparelhos e sistemas) é comum; fisiologia e neurologia são idênticas.

 

A semelhança de sistema nervoso (centros nervosos, nervos) é flagrante.

A partir de encéfalos (central onde se processa o sentir, o pensar, o compreender, o decidir, o reagir) com estruturas correspondentes nas 3 espécies, é de se esperar que senciência/sentidos, emoções, consciência, sentimentos, estados de disposição, reacções sejam muito semelhantes nas 3.

 

Os vários comportamentos confirmam isso mesmo, implicando semelhanças de necessidades (ar, alimento, água, movimento, espaço, liberdade); de sentidos; de consciência do que se passa à volta; de inteligência; de sentimentos; de emoções; de humores; de reacções a agressão, dor, ferimento, susto, prisão, cio; de confiança e desconfiança; de amizade; de sentido de guarda e de protecção; de ligação sentimental maternal, filial, paternal, fraternal, de grupo; de gosto por carícia, por desafio, por provocação, por brincadeira, etc.

 

Agressão a um touro ou a um cavalo - seres sencientes - é causadora de sofrimento, não muito diverso do que sofreria um ser humano em circunstâncias análogas.

 

Sofrimento físico (dor) é fundamental para compelir o ser a defender-se, a afastar-se do agente causador e a procurar segurança e alívio. A dor é assim fundamental e imprescindível para a defesa e a sobrevivência do ser e da espécie.

 

Não é reacção que se ponha de lado com mais ou menos excitação ou com mais ou menos hormonas (ao contrário do que Illera pretende na sua pseudo ciência).

 

As plantas são seres desprovidos de sistema nervoso e, portanto, não podem sentir dor, não têm consciência, não podem reagir rapidamente, não podem fugir. Não sofrem!

 

Vasco Reis, médico veterinário

 

Aljezur, 13 de Janeiro de 2014.

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:41

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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012

CARTA ABERTA À PRÓTOIRO

 

 

 

 

Senhores da prótoiro:

 

Estamos quase a chegar ao fim do ano de 2012.

 

E como todos sabemos, Portugal inteiro sabe, o mundo inteiro sabe, que este foi o ano em que a tauromaquia foi ferida de morte, e está moribunda.

 

Não queria entrar no ano 2013, ano em que ENTERRAREMOS definitivamente esta peste negra, que polui o ar que respiramos, sem vos deixar um agradecimento e umas poucas sugestões.

 

Gostaria muito, de começar por umas palavras que li algures, e que dizem assim: «Contaram-me recentemente de uma tribo africana que faz uma coisa maravilhosa. Quando alguém faz algo mau ou que magoe outrem, pegam nessa pessoa e levam-na para o meio da tribo e durante dois dias toda a tribo o rodeia dizendo-lhe tudo de bom que ele já tenha feito. A tribo acredita que todos vimos ao mundo BONS e cada um desejando felicidade, paz, segurança e amor. Mas muitas vezes na procura dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade vê estes erros como um pedido de ajuda. Juntam-se todos pelo seu companheiro para o levantar e o religar à sua natureza e lhe lembrar quem ele é, até ele se lembrar da verdade a que se desligou temporariamente: "eu sou BOM".

 

Pois isto seria ouro sobre azul. Traria à humanidade alguma esperança de recuperação de seres desencaminhados.

 

Cada um dos que fazem parte desta “tribo”, denominada prótoiro, terá feito na vida uma ou outra coisa a que possamos chamar “boa”?

 

Essa é a grande dúvida, que me leva a rejeitar (mas não totalmente) o método dos Masai. Mas irei por outro caminho.

 

Este ano, que está quase a acabar, foi farto em abominações da vossa parte, que beneficiaram sobremaneira a Causa da Abolição das Touradas. Sabeis disso.

 

E é isso que gostaria de agradecer à prótoiro. Essa grande AJUDA, que nos deram, pois o vosso evidente desprestígio entre a população portuguesa, conduziu-vos à queda iminente.

 

Cada post, cada texto, cada fala, cada intervenção pública só serviu para vos desmascarar, e mostrar a vossa verdadeira índole.

 

Até quando tentam caluniar os anti-touradas (como já fizeram com a Rita Silva, com o Paulo Borges, comigo própria) estão a atirar a prótoiro para a lama.

 

Quem é que, em Portugal, (tirando os tauricidas e aficionados, uma minoria visível a olho nu), vos dá crédito?

 

Ninguém. Podeis crer. É um facto inegável.

 

Como diriam os nossos amigos brasileiros: vós estais mais sujos do que pau de galinheiro.

 

Como penso, contudo, que todos os seres devem ter uma oportunidade de se recuperarem, deixo-vos aqui um repto. Talvez nunca o tivessem feito com olhos de ver. Mas façam-no agora. É um favor que fazem a vós próprios.

 

Coloquem-se diante de um espelho e olhem bem para a vossa cara, ou melhor, olhem bem para os vossos olhos. Encarem-se, como se o do outro lado do espelho fosse outra pessoa. E perscrutem o que os vossos olhos que, como sabem (ou não) são as janelas por onde a alma espreita a Vida, vos dizem de vós. E deixem-se estar assim, olhos nos olhos, uns quinze minutos, no mínimo.

 

Entretanto vão perguntando a vós próprios: «Quem sou eu? O que sou eu? O que fiz eu? Quando tiver de prestar contas dos meus actos (e vocês, que são muito católicos, apostólicos, romanos, sabem que terão de prestar contas dos vossos actos ao verdadeiro Senhor do Universo que, como sabeis, não é ninguém da prótoiro, nem do governo português, nem o padre da paróquia que vos apoia) o que terei para dizer?

 

E então, no espelho, vereis desenhar-se umas novas caras. Enfrentai essas novas caras. Continuai a olhar para elas, com olhos de ver. Então, lentamente, vereis também outros olhos. Os olhos daqueles que sacrificastes à vossa ganância. Uns olhos suplicantes. Aguentai firme esses olhos. Não desvieis os vossos olhos desses olhos, de modo algum.

 

Lentamente o espelho transformar-se-á num mar de sangue. E entre esse sangue, encontrareis o vosso olhar estarrecido, e tereis então encontrado a resposta para as vossas perguntas: Quem sou eu? O que sou eu? O que fiz eu?

 

Sugiro-vos, veementemente, que façam esta experiência.

 

Saíreis dela com a verdadeira dimensão das vossas vidas e de quem sois.

 

É muito triste que determinados “homens” dos nossos dias continuem com índices tão elevados de irracionalidade e de falta de sensibilidade em relação ao sofrimento de outros seres vivos, apenas porque não se conhecem a si próprios.

 

Vocês sabem que os vossos nomes ficarão COLADOS à peste negra que é a tauromaquia, para todo o sempre. Até quando o vosso corpo estiver a sete palmos debaixo da terra, desfeito em pó, e o vosso espírito, diante de Deus, a prestar contas dos vossos actos.

 

Isto, os padres que vos abençoam, não vos dizem. Mas deviam dizer. Porém, eles, coitados, também estão nas mesmas circunstâncias. Terão de prestar contas daquilo que NÃO FIZERAM pela Humanidade, e deviam ter feito, uma vez que se consideram “representantes” de Deus na Terra.

 

Agora vou deixar-vos com este recado, extensivo a todos os aficionados e tauricidas, que MENTEM sobre o “Touro de lide”:

 

 

Pois todos nós já sabemos das vossas mentiras.

 

Todos nós já sabemos que o que vos move é o interesse económico. A ganância.

 

Todos nós já sabemos que o Sadismo é a vossa mola mestra.

 

Como pode um grupinho, que não teve acesso a uma instrução adequada, ter a pretensão de querer saber mais do que um Zoólogo?

 

Todos nós já sabemos que vós não tendes a mínima razão.

 

Rendei-vos às evidências.

 

Abandonem esta actividade, imprópria de seres humanos, com alguma dignidade (se é que a têm), enquanto podem.

 

Depois será demasiado tarde. Saíreis de rastos.

 

Não queiram ser atirados para o abismo como carcaças de uma espécie já em extinção.

 

Saiam pelo vosso pé, enquanto têm carne e ossos, e olhos para se olharem no espelho (e fazerem aquele exercício de que vos falei).

 

Saiam em grande, saindo humildemente. Não vos ficará mal.

 

2013 aproxima-se. Tenham isso em conta.

 

Pensem no que vos disse. A cabeça não serve apenas para usar chapéu.

 

Desejo a todos uma boa reflexão sobre este assunto, neste Natal e neste final de 2012, aquele que foi o ano de todas as mudanças (disse-o desde o início), pois uma nova era, uma nova Humanidade aproxima-se.

 

Com a minhas saudações abolicionistas,

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:48

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