Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

LIGAÇÃO ENTRE VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS NÃO HUMANOS E VIOLÊNCIA CONTRA SERES HUMANOS

 

 

Mais um estudo que comprova que aquele que é violento contra um animal não humano é violento contra um animal humano, porque animais, já sabemos, somos todos nós, embora haja por aí quem se considere feito da matéria dos deuses… se bem que dos deuses menores...

 

A conclusão é sempre a mesma: quem maltrata animais não humanos tem propensão para a violência e crueldade contra seres humanos. E daí à psicopatia a distância é zero…

 

VIOLÊNCIA1.jpg

VIOLÊNCIA.jpg

 

 

 

 

«A Ligação: Violência Contra Animais não humanos e Violência Contra Seres Humanos

 

 

A Humane Society of the United States (HSUS) é a primeira organização a conduzir um estudo nacional examinando a predominância de violência humana em situações que envolvem crueldade contra animais. O estudo da HSUS, conduzido de Janeiro a Dezembro de 2000, aponta números de pessoas que maltratam animais, espécies de animais maltratados e incidentes de violência em família nos casos mais comuns de crueldade contra animais, nos Estados Unidos.

 

Os resultados de um ano de estudo, descritos abaixo em detalhes, mostram que um número extremamente alto de casos de crueldade intencional foi cometido por adolescentes do sexo masculino, com idade inferior a 18 anos. Além disso, a pesquisa mostra que grande número de casos de crueldade intencional contra animais não humanos, também envolvem algum tipo de violência familiar, quer seja violência doméstica, maus tratos contra crianças ou idosos.

 

A HSUS recolheu informações de 1624 casos de crueldade contra animais não humanos que ocorreram nos EUA no ano de 2000. Os relatos são de fontes bem documentadas, como os média e associações locais protectoras de animais. Desses casos, 922 envolvem violência intencional e 504 envolvem extrema negligência. O que se segue é uma avaliação do número de pessoas que cometeram maus tratos, tipos de abusos, outras formas de violência e número de pessoas que cometeram crueldade intencional.

 

Quem São os Autores dos Crimes?

 

Os do sexo masculino são responsáveis por 76% dos casos no geral e 94 % dos casos de crueldade intencional. Enquanto as mulheres são responsáveis por apenas 24% do total, elas são responsáveis por 24% dos casos de severa negligência, incluindo 68% de casos de pessoas que criam muitos animais juntos.

 

Em casos de crueldade intencional contra animais não humanos, a maioria dos agressores era do sexo masculino e menores de 18 anos: 31% cometido por adolescentes com idade inferior a 18 anos (94% por adolescentes do sexo masculino); 4 %, por crianças com idades inferiores a 12 anos.

 

Existe uma Ligação entre Crueldade contra Animais Não Humanos e Violência Humana?

 

Quase um quarto de todos os casos de crueldade intencional contra animais, envolve alguma forma de violência familiar. Violência doméstica foi a forma mais referida, seguida dos abusos contra crianças e pessoas idosas.

 

21% dos casos de crueldade intencional contra animais não humanos também envolvem alguma forma de violência familiar.

 

13% envolve violência doméstica. Nesses casos, o culpado abusa do parceiro ou cônjuge, forçando a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

7% diz respeito a abusos contra crianças. Neste caso o culpado abusa das suas crianças e (ou) força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

1% envolve abuso de idosos. Nesses casos, o culpado abusa do idoso e ou força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

Quem são as vitimas?

 

Os animais de companhia são os alvos mais frequentes de crueldade, principalmente os cães (76% de todos os animais de companhia) que são comumente mais relatados que casos de crueldade contra gatos (19% de todos os animais de estimação). Esse número baixo de incidências, não corresponde ao que dizem os que trabalham na causa e isso sugere que o público, os média e os reforços das Leis, parecem dar menos importância para casos de crueldade contra gatos, que para casos que envolvem crueldade contra cães.

 

O que se segue é uma análise dos animais vítimas de crueldade neste estudo: 76% dos casos envolvem animais de companhia. 12% dos casos envolvem animais de quinta.

 

7% dos casos envolvem animais selvagens.

 

5% dos casos envolvem várias espécies de animais.

 

Que tipo de crueldade é cometida contra animais?

 

Mais de 57% dos casos revistos foram caracterizados como abuso intencional ou tortura; 31% envolvem negligência extrema, incluindo deixar o animal passar fome e sem cuidados básicos; e 12% envolvem ambos, negligência e crueldade directa.

 

Nos casos de crueldade intencional contra animais não humanos, as ofensas mais comuns são tiros, espancamento, arremesso do animal e (ou) mutilação.

 

33% dos casos envolve tiros; 14%, espancamento; 8%, arremesso do animal; 8%, mutilação; 6%, queimaduras; 6%, envenenamento; 5%, facadas; 4%, lutas; 4% chutos; 2%, abuso sexual; 2%, afogamento; 2%, enforcamento; 6%, outras formas de violência intencional.

 

Quantos animais são afectados?

 

É impossível dizer quantos animais sofrem ou estão em risco de serem vítimas de crueldade, porque no momento não há no País um sistema de reforço de leis ou mesmo entidades para monitorizar todos os casos. Entretanto, no exemplo dos casos revistos nessa pesquisa, uma média de 3.4 animais foram vitimizados em casos de negligência. Na maioria (63%) os animais foram mortos ou tiveram de ser sacrificados devido ao resultado dos seus ferimentos.

 

O relatório da HSUS comprova a mais recente pesquisa sobre a ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência contra seres humanos.

 

Apesar de este ser o primeiro estudo nacional para analisar a prevalência de violência humana em casos de crueldade contra animais não humanos, nas últimas duas décadas psicólogos, sociólogos e criminologistas têm conduzido diversos estudos para examinar a extensão de casos de crueldade contra animais não humanos em casos de violência em família. Interesse que vem de longe na ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência humana foi inspirado por casos contados pelo povo, compilados pelo FBI e outras agências criminalistas ligando os serial killers, violadores em série e violadores assassinos a actos de crueldade contra animais não humanos antes dos 25 anos. Muitos desses casos, onde houve alegação de maus tratos a animais por David Berkowitz e Jeffrey Dahmer, têm sido amplamente divulgados pelos média e consciencializado o público sobre a ligação entre violência humana e violência contra animais não humanos. Entretanto, recentes estudos e pesquisas constatando a incidência de crueldade contra animais não humanos, onde há casos de violência familiar, dá-nos evidências mais concretas.

 

Em 1995, alguns investigadores entrevistaram uma pequena amostra de vítimas de violência doméstica que procuravam abrigo em Utah e descobriram que 71 % das que tinham animais de estimação receberam ameaças dos seus agressores que maltrataram ou mataram os animais da família. Estudos mais completos em 1997 e 2000, nos EUA e Canadá, comprovaram essas descobertas e examinaram o efeito que essas ameaças têm no sentido de evitar que a vítima saia dessa relação familiar abusiva. Pesquisas relacionadas com esses estudos revelam que mais de 20% das vítimas de violência doméstica afirmam ter adiado sair de uma relação afectiva abusiva, temendo a segurança dos animais de estimação. Em resposta a essa fundamentação, associações de bem-estar animal começaram a fazer parcerias com as agências que atendem casos de violência doméstica, no sentido de desenvolver programas que proporcionam abrigo temporário aos animais de estimação das vítimas de violência doméstica.

 

Similar aos casos de violência doméstica, os que abusam de crianças frequentemente o fazem com animais não humanos para exercitar o seu poder de controle sobre a criança. Em alguns casos forçam as crianças a actos sexuais com animais ou exigem que elas matem o animal de estimação favorito, com a finalidade de chantageá-las para que mantenham os abusos como um segredo de família. Geralmente apenas a ameaça de magoar um animal da criança é suficiente para fazer com que ela se cale em relação às agressões que sofre.

 

Um estudo realizado em 1983 referente ao New Jersey Division of Youth and Family Services for Child Abuse descobriu que 88% das famílias que têm animais de estimação com histórico de abuso físico, pelo menos uma pessoa cometeu crueldade contra animais. Em 2/3 dos casos o agressor é um dos pais. Entretanto em 1/3, as próprias crianças transformam-se em agressores, muitas vezes imitando a violência que viram ou experimentaram, usando o animal como vítima.

 

Recomendações da Humane Society of the United States: Leis & Soluções para a Comunidade

 

Enquanto o estudo da HSUS é apenas uma amostra de milhares de casos de crueldade que as associações, os canis municipais e a polícia encontram a cada ano, os resultados do estudo dá-nos um melhor entendimento de como a crueldade contra animais não humanos, se encaixa dentro de problemas maiores da comunidade e da violência em família. A alta percentagem do envolvimento de adolescentes em actos intencionais de crueldade e a prevalência da violência em família em muitos dos casos de crueldade contra animais, sugerem a necessidade de leis e soluções na comunidade, para a crueldade contra animais não humanos e violência humana.

 

Nos últimos anos a consciencialização do público e de profissionais sobre essa ligação aumentou devido a pesquisas e muitos casos estudados. Como resultado, muitas áreas do país já começaram a ajustar leis sobre crueldade contra animais não humanos e estão a desenvolver programas inovadores junto às comunidades, com o objectivo de reduzir a violência. Trinta e um estados e o Distrito de Columbia elaboraram projectos de lei "felony level" (felony = mesmo nível de crime dos que cometem assassinato ou violação, sujeito a sentença severa por cometer crime considerado grave) e a maioria foi aprovada nos últimos anos.

 

Muitos Estados também aprovaram leis exigindo avaliação psicológica e terapia para os que são presos por cometerem crueldade contra animais não humanos. Neste ano (2001) 18 estados estão a trabalhar em leis contra crueldade (felony) melhorando as que já existem, no sentido de fazer com que esse tipo de crime seja considerado crime passível de sentença pesada. Em consequência disso, cinco estados - Florida, Virgínia, Arizona, Carolina do Sul e Massachusetts - introduziram leis que obrigam as denúncias de crueldade contra animais não humanos que chegam aos órgãos de controle Animal (canis municipais e abrigos), sejam estudadas em conjunto com denúncias contra crianças que chegam aos serviços especializados de protecção às mesmas.

 

Além dos esforços em relação à legislação, muitas comunidades americanas já estão a desenvolver programas anti-violência que têm a intenção de prevenção, usando a ligação violência contra animais não humanos/violência contra seres humanos, para identificar e dar assistência a animais não humanos e humanos vulneráveis à posição de vítimas. Departamentos de polícia, grupos de assistência social, abrigos para vítimas de violência doméstica, educadores e outros grupos anti-violência estão a trabalhar em conjunto com entidades de bem-estar animal, desenvolvendo interactividade no sentido de reduzirem a violência doméstica e crueldade contra animais não humanos. Muitos desses programas utilizam comparações de relatos entre organizações (que cuidam de crianças, animais e casos de violência em família), trabalhando no sentido de encontrar uma solução conjunta.

 

Talvez o meio mais eficaz de se combater a crueldade contra os animais não humanos e violência humana seja a prevenção. A maioria dos maus tratos infligidos a animais não humanos e a humanos, é motivado por medo, ignorância e incapacidade de se ter empatia pelas necessidades e sentimentos dos outros.

 

A Educação Humanitária pode ser essencial para se introduzir o conhecimento de valores que podem ajudar a prevenir crianças de começarem a percorrer um caminho destrutivo. Esses esforços podem não recuperar as gerações de abusadores, mas podem ter uma importância efectiva no sentido de quebrar o ciclo de violência em família, de uma geração para outra.

 

Texto original no site da Humane Society of the United States http://www.hsus.org


***

UM “ESTUDO” PORTUGUÊS QUE COMPLETA ESTE ESTUDO AMERICANO

 

Texto de Teresa Botelho

 

AS CRIANÇAS E A EDUCAÇÃO!

 

Nos vários anos em que ensinei crianças e adolescentes carenciados e de várias etnias, verifiquei que o abandono e a violência que a vida lhes proporcionava, se dirigia normalmente contra os colegas, (bullying) ou contra animais, por estes serem o elo mais fraco, nos bairros degradados em que viviam. No entanto, essa violência, não é vista apenas nas cidades grandes, nem nas comunidades mais carenciadas, porque também leccionei no interior, onde se faziam autênticos massacres a animais, sob a condescendência dos adultos e até progenitores.

 

Perante estas situações e por solicitação dos Gabinetes de Apoio, fiz várias acções de sensibilização nas Escolas onde trabalhei e também em outras, como voluntária.

 

Infligir dor e sofrimento a um ser vivo, jamais pode ser considerado como um comportamento saudável no crescimento harmonioso de um menor de idade, assim como não o é, para um adulto responsável e menos ainda se for Encarregado de Educação ou Professor.

 

O Comité dos Direitos da Criança, da ONU, advertiu Portugal em 2014, citando o seguinte:

 

A participação de crianças e adolescentes em actividades taurinas, constitui uma forte violação dos Direitos da Convenção, doutrinando-as para uma acção violenta”.

 

Mais adiante, esta Convenção, coloca mesmo o uso de crianças e adolescentes na tauromaquia, a par do tráfico de droga, como trabalho degradante e perigoso.

 

A Associação Americana de Psiquiatria, considera a crueldade contra os animais, um transtorno de comportamento e a 4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, define como transtorno de comportamento, a acção de ignorar os direitos básicos dos outros, bem como as principais normas sociais e regras próprias, aplicadas à idade do indivíduo.

 

A evidência clínica, indica ainda que os sintomas de crueldade para com os animais, são observados durante as 1ªs etapas do Transtorno Comportamental, frequentemente, por volta dos 8 anos de idade.

 

Algumas pesquisas, indicam ainda que em 80% dos lares, nos quais o Controle Animal, encontrava animais maltratados, havia antecedentes de abuso físico, negligência familiar e sobretudo afectiva.

 

Fonte:

 https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2015/09/as-criancas-e-educacao-varios-anos-em.html?showComment=1477331002989#c2087101382547065018

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Terça-feira, 2 de Junho de 2015

NO DISTRITO DE PORTALEGRE É ASSIM: INCENTIVAM-SE AS CRIANÇAS À PRÁTICA DA VIOLÊNCIA

 

Isto não é uma brincadeira inocente. É algo inconcebível.

Inacreditável.

 

Contudo, num distrito onde existe um antro (não lhe podemos chamar escola) de toureio, onde crianças de tenra idade aprendem a desrespeitar os seres vivos e a praticar a violência e a crueldade contra eles, com o aval dos governantes locais e nacionais, esperar o quê?

Mas isto?????? Isto????

É de bradar aos céus!

 

VIOLÊNCIA EM PORTALEGRE.jpg

 

«A PSP de Portalegre e a Câmara respectiva, falhas de imaginação, inteligência e sensibilidade, no dia mundial da criança, encenaram este monumental disparate com as nossas crianças em Portalegre.

Chama-se a isto cretinice pura, difícil até de igualar...

Este meu (nosso) Portugal está mesmo doente...»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=989031154442349&set=a.198879440124195.52712.100000064201664&type=1&theater

 

***

Qual seria a intenção da PSP e da presidente deste município Maria Adelaide Lebreiro de Aguiar Marques Teixeira (será mãe? será mulher?) que assim tanto desprezam as crianças?

 

NARIA ADELAIDE TEIXEIRA.jpg

 Maria Adelaide Teixeira

 

Isto só num país profundamente atolado na ignorância e na falta de senso e sensibilidade, e de respeito pelos que ainda não têm consciência para poder discernir o que é bom e o que é mau.

 

Depois admiram-se do bullying praticado nas escolas, da violência de crianças contra crianças, da violência doméstica, da falta de respeito por professores e colegas, da crueldade contra animais não humanos…

 

Que tipo de sociedade é esta?

O que pretendem para estas crianças?

 

Senhora Procuradora-Geral da República, Doutora Joana Marques Vidal, e Senhora Ministra da Administração Interna, Doutora Anabela Rodrigues, o que será isto?

 

Vossas Excelências não terão nada a dizer sobre este descalabro praticado contra as crianças de Portalegre, com o aval da PSP e da Presidente da Câmara Municipal?

 

Os Portugueses aguardam uma tomada de posição.

 

É que o que fizeram com estas crianças (e fazem com muitas crianças portuguesas) é muito, muito grave.

Ou não será?

***

Portalegre celebrou Dia da Criança com polémica simulação de motim

 

Crianças divididas entre polícias e manifestantes, para simular situação de motim. Autarquia diz que houve um "propósito pedagógico".

 

Ler notícia neste link:

http://www.publico.pt/local/noticia/portalegre-celebrou-dia-da-crianca-com-simulacao-polemica-de-motim-1697644#/12131pag-2

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:26

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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

PETIÇÃO PARA A ABOLIÇÃO DA GARRAIADA E DE TODOS OS ESPECTÁCULOS COM TOUROS DA QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA

 

 

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 Origem da imagem: 

https://www.facebook.com/Queima.das.Farpas/photos/a.1585670385007976.1073741828.1568326173409064/1585696171672064/?type=1&theater

 

Se a Academia de Coimbra chega ao ano de 2015 da era cristã ainda a praticar selvajaria tauromáquica, o que andam a fazer na Universidade esses estudantes de baixo nível cultural e moral?

 

A queimar o dinheiro dos pais?

 

A demonstrar que a Estupidez é uma cadeira comum a todos os cursos universitários, apenas frequentada por uma minoria ignorante que envergonha a Cidade do Conhecimento?

 

Por favor, não desçam de nível. Lembrem-se que frequentam o Ensino Superior.

 

 

Repito: Ensino SUPERIOR. Não é o ensino inferior, herdado dos vossos antepassados broncos.

Evoluam! É mais do que tempo de EVOLUÍREM (IAF)

 

76551_1 QUEIMA.png 

Para: Comissão Organizadora da Queima das Fitas; Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra; Direcção Geral da Associação Académica da Universidade de Coimbra

Atendendo a que:

  1. a tauromaquia é uma aberração legislativa, uma vez que a lei portuguesa proíbe expressamente maltratar animais para fins recreativos, exceptuando os espectáculos tauromáquicos por se constituírem como tradição;
  2. a universidade deveria ser o baluarte no questionamento de tradições e convenções, propondo caminhos alternativos aos que se conhecem e trilham, promovendo uma cultura de valores como a justiça, a solidariedade, o respeito e o civismo; não uma cultura que ritualiza e glorifica exercícios de domínio, de subjugação e de violência;
  3. na sociedade actual o bullying é a forma mais comum e encapotada de violência, contaminando transversalmente as suas estruturas;
  4. cerca de 80%* dos estudantes universitários não concordam com a existência da garraiada no contexto das festas académicas;
  5. as verbas utilizadas na organização da garraiada poderiam ser canalizadas para actividades mais consensuais, como actividades culturais, desportivas, dinamização dos núcleos e secções da Associação Académica de Coimbra bem como o apoio à saudável integração de todos os estudantes na vida académica;

Entendemos que chegou a altura da Comissão Organizadora da Queima das Fitas deixar de promover essa actividade obsoleta.

 

Que seja Coimbra, a primeira capital nacional da cultura, em 2003, também a primeira a abolir práticas que obscurecem a aura de uma cidade com nove séculos de história e uma Universidade que se orgulha de ser das mais antigas e prestigiadas da Europa.

 

Nesse sentido, apelamos à Comissão Organizadora da Queima das Fitas que erradique os espectáculos tauromáquicos do programa da Queima das Fitas de Coimbra.

 

Coimbra tem mais encanto sem sangue na despedida.

 

Queima das Farpas, Coimbra, 20 de Março de 2015

 

* Dados da pesquisa Culturas Juvenis e Participação Cívica: diferença, indiferença e novos desafios democráticos, coordenada por Elísio Estanque e Rui Bebiano e realizada no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2006. Projecto financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia/ Ministério da Ciência e do Ensino Superior, no POCTI/SOC/45489/2002

 

ASSINAR PETIÇÃO

 

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/03/21/peticao-pela-abolicao-da-garraiada-e-de-todos-os-espectaculos-com-touros-da-queima-das-fitas-de-coimbra/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:11

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Sábado, 13 de Setembro de 2014

A INSPECÇÃO-GERAL DAS ACTIVIDADES CULTURAIS (IGAC) AUTORIZA QUE SE ASSASSINE TOUROS À LUZ DO DIA EM MONSARAZ (VILÓRIA MEDIEVAL)

 

Fiquei perplexa. Como é possível?

Que retrocesso é este? Para onde caminha Portugal?

Os governantes estão a dar PASSOS para trás em direcção a um abismo profundíssimo.

Legitimar a violência, a tortura e a morte por diversão não será inconstitucional?

 

 

 

É bem verdade que existem leis, mas também existem contra-leis para beneficiar o lobby tauromáquico e o seu aliado lobby gay (ATENÇÃO! isto nada tem a ver com preconceito). Tem a ver simplesmente com uma aversão aos lobbies que lançam o seu lixo na sociedade. Neste caso são estes dois os mais dominantes.

 

Portugal está a regredir a PASSOS largos.

 

Mas para um povo ignorante, governantes ignorantes.

 

Assim é em Monsaraz, vila MEDIEVAL. Pois se nunca saiu dessa época! A vilória parou num tempo primitivo.

 

É a cultura da morte a dar lugar aos apelos da Vida, em pleno século XXI DEPOIS de Cristo, quando se esperava uma evolução.

 

Que semelhança existe entre os bárbaros do Médio Oriente e os bárbaros portugueses? O CULTO DA MORTE SANGRENTA, não interessa sobre que animal é praticado. É MORTE. É bárbaro. É cruel. É a IGNORÂNCIA NO SEU ESTADO MAIS PURO.

 

Uns, matam em nome de Alá, em Monsaraz mata-se em nome de Nosso Senhor Jesus dos Passos.

 

ÁMEN.

 

***

Esta é triste realidade portuguesa.

 

Li algures um destes dias que o bullying em Portugal está acima da média internacional.

 

Não admira. Pois tem de estar.

 

Em Portugal existem LEIS (pasmemo-nos!) e AUTORIDADES que promovem a violência, a crueldade, a morte, a imbecilidade, a estupidez e práticas macabras…

 

O obscurantismo está instalado no meu País, que já conheceu tempos mais iluminados.

 

É este exemplo que dão às crianças, aos adolescentes, aos jovens que crescem nesta podridão imoral, os quais acham (pois nem sequer lhes dão o direito de pensar) que a VIOLÊNCIA é uma coisa legítima, social, moderna... Até porque a LEI também permite que crianças ASSISTAM a toda esta violência gratuita sobre animais INDEFESOS.

 

Torturar e matar é bué de fixe!
Os extremistas islâmicos também pensam exactamente assim...

 

O presidente do município de Monsaraz, um pobre coitado, não tem culpa que autoridades acima dele sejam mais culpadas do que ele, deste medievalismo inculto e bárbaro, que EMBRUTECE a população.

 

IGAC? Tribunais? Estado Português? Mas o que é tudo isto?

 

Em Monsaraz não era autorizado matar os touros torturados em público, mas eles eram assassinados debaixo de um toldo e das barbas das autoridades que sempre se fizeram de CEGUINHAS a esta ilegalidade.

 

José Calixto, presidente do município de Monsaraz (que ficará no Livro Negro da Tauromaquia, juntamente com o Inspector-geral da IGAC, Luís de Melo e Brito da Silveira Botelho, como os maus da fita), “justifica” esta brutalidade com “decisões” de um tribunal… Pois… um tribunal!

 

Diz ele, referindo-se ao que se passou em anos anteriores, que era “um pouco abusivo” designar como ilegal o assassinato do touro em Monsaraz (vilória que faz da MORTE uma festa) argumentando que "os tribunais já tinham proferido sentença sobre o caso”, mais precisamente, os tribunais já tinham autorizado o assassinato de seres vivos, diante de um povo que já de si sofre de uma pobreza moral, social e cultural acentuadíssima, mas pior do que isso, diante das crianças de Monsaraz, a quem é transmitida a banalidade da morte, da violência, da estupidez em estado puro.

E João Calixto tem ainda o desplante de dizer esta atrocidade: «É o reconhecimento por parte da IGAC que a razão assiste ao povo de Monsaraz, destacando que esta decisão vai "afastar os adjectivos de ilegalidade da morte do touro em Monsaraz".

 

Bonito! Reconhecimento! Razão… E é esta cultura da morte, é esta cultura inculta que o Estado Português, representado nesta IGAC promove.

 

E designam  ao acto de assassinar seres vivos indefesos para divertimento como “tradição” que se realiza desde 1877.

 

Como se MATAR e TRADIÇÃO coubessem no mesmo saco!

 

É que além de destrutivo, em tudo isto há uma dose desmedida de PURA IGNORÂNCIA.

 

Os promotores desta carnificina querem um regime de excepção para Monsaraz como existe para os broncos de Barrancos.

 

MATAR, MATAR, MATAR… é a palavra de ordem…

 

Será que no meu País não existe uma AUTORIDADE, uma só que seja, com um CÉREBRO A FUNCIONAR A 100%?

 

RECUSO-ME A ACREDITAR NUMA COISA DESTAS!

 

SE PARA A MORTE HÁ EXCEPÇÕES, EXIGIMOS UMA EXCEPÇÃO PARA A VIDA, EM VIANA DO CASTELO!

 

***

 

COMENTÁRIO NO SEGUINTE LINK:

http://www.sol.pt/noticia/114932

 

«SIMPLESMENTE SURREAL...

 

Sou obrigado a dar a razão aos opositores dos touros de morte nas largadas ou vacadas ou chamem-lhe lá o que quiserem.

 

O que aconteceu nesta vacada em Monsaraz em que o pobre animal, um touro debilitado dos quartos traseiros, que mais parecia um javali quando sai do lameiro entrou no recinto sedento de morte e de sangue por um grupo de indivíduos sem escrúpulos e fartos de cerveja que se intitula GFAM (Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz) foi arrepiante.

 

Estes indivíduos que pertencem a um grupo que faz parte da Cultura Tradicional Portuguesa que deviam promover o espectáculo comportam-se como autênticos BÁRBAROS sedentos de sangue.

 

A Cultura de um Povo, neste caso a cultura do povo de Monsaraz que remonta à Época Medieval está mais viva e mais Bárbara do que nunca, agora o animal além de ser amarrado é sufocado, pontapeado torturado só falta ser comido vivo por este grupo em delírio. É PÁ POUPEM-ME ISTO É VERGONHOSO.

 

VÃO-SE TODOS CATAR.

 

O SENHOR DOS PASSOS QUE PERDOE ESTES BÁRBAROS QUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM. AMEM... (Já Lá Não Vai)»

 

***

Quem também não vai lá mais sou eu…

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

A TOURADA À CORDA É UM CRUEL ACTO DE BULLYING CONTRA UM BOVINO AMARRADO, LOGO, INDEFESO

 

Esta vai directinha para os Açores e Ponte de Lima

 

Como pode isto ser divertido?...

 

 

Isto é pura cobardia e uma demonstração clara da invirilidade dos protagonistas. Aqui o herói é o Bovino.

 

Isto é bullying, ou seja, um acto de violência física e psicológica, intencional e repetido, praticado por um indivíduo ou bully (termo inglês, que significa tiranete, isto é, aquele que abusa da sua autoridade ou posição, para oprimir os que dele dependem) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo esse acto executado dentro de uma relação desigual de poder, ou seja, entre um bovino indefeso e amarrado, e um bully, ao qual também podemos chamar um cobarde desmedido.

 

E este bullying é traumatizante e martirizante para o desventurado Bovino que cai nas brutas mãos dos tiranetes.

 

Além de ser uma ideia idiota, o facto de esses cobardes dizerem que na tourada à corda mostram a sua “virilidade” vilipendiando aquele ser tão vilmente subjugado, tão indefeso.

 

O que isto significa é precisamente o contrário: falta de virilidade.

 

Um Homem viril jamais, jamais em tempo algum, praticaria bullying contra um animal indefeso, para mostrar o que na realidade não tem.

 

Um verdadeiro Homem viril (o contrário do reles macho) não precisa mostrar nada. Basta-lhe passear abraçado á sua amada, por um belo jardim, onde se sente o perfume das flores e a carícia do vento.

 

Por isso é preciso acabar com este estranho modo de demonstrar uma invirilidade dissimulada num acto violento e cobarde, ou seja, através da “tourada à corda”.

 

Hoje em dia, já ninguém considera “herói”, um torturador de bovinos indefesos.

 

Só mesmo os ignorantes.

 

Por conta desta falsa “valentia” são torturados o Bovino, e as mulheres e as crianças destes machos mal-amanhados, as quais levam pancada quando o “valentão” chega a casa a cair de bêbado.

 

Sim, porque sem álcool, mas muito álcool, estes cobardes bullies não seriam capazes nem de chegar perto de um passarinho engaiolado.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:46

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