Terça-feira, 16 de Maio de 2017

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO

 

Porque a Cultura Musical é como uma segunda pele: dá-nos sensibilidade e outra dimensão da vida, concordo com esta carta aberta, e espero que o primeiro-ministro de Portugal seja sensível a elas: à carta e à musica. (Isabel A. Ferreira)

 

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Texto de Manuel Tavares

 

O Sr. Primeiro-Ministro veio a público agradecer e enaltecer a vitória do Salvador Sobral. Seria igualmente bom que agora promovesse o que até hoje nenhum governo promoveu, um plano de 20 ou 30 anos para o ensino de música neste país que inclua um verdadeiro "pacto de regime" alargado a todos os partidos, para que Portugal possa ter mais e melhor ensino de música que não esteja sujeito à precariedade ou arbitrariedade deste ou aquele governante.

 

Tenho a certeza de que sabe o salto que a música deu no país nestes últimos 20-30 anos, fruto de um trabalho continuado e duro de docentes e restante comunidade escolar. Um trabalho feito não raras vezes em circunstâncias dramáticas devido à ausência total de uma estratégia nacional para esta área (sei que infelizmente é um mal que acompanha também o ensino no geral).

 

Se começarmos AGORA esta missão talvez daqui a dez anos existam mais locais de trabalho para verdadeiros músicos porque o ensino também serve para isso... formar públicos (porque nem todos se tornam músicos profissionais apesar de gostarem de música) que hoje ainda são escassos por cá, ou melhor, públicos que não gostem apenas das coisas inenarráveis que lhes despejam em cima diariamente (nomeadamente muitos meios de comunicação ... públicos!)

 

Conto-lhe um episódio que se passou comigo há cerca de dez anos na Bélgica. Na praça central de Bruxelas decorria um concerto de música clássica e o público (que enchia a praça) era o mais variado que se possa imaginar, de todas as idades e estilos (desde punks de moicano habituados a um bom "mosh", ao betinho mais atinadinho) mas havia algo em comum a todos eles, estavam calados e com uma concentração que quase me fez chorar.

 

O Sr. Primeiro-Ministro acha que daqui a dez anos será possível algo do género por cá? Ou vamos continuar a deixar o futuro da música entregue ao esforço de meia dúzia? Ou daqui a cinquenta anos alguém voltar a ganhar um concurso musical televisivo chega para ficarmos satisfeitos?

 

Muito obrigado pela sua atenção Sr. Primeiro-Ministro e mãos à obra! Conte para isso com a ajuda de todos os que já vão fazendo das tripas coração pelo ensino e divulgação da (M)úsica.

 

Manuel Tavares

 

Petição para assinar, por favor:

EM DEFESA DO ENSINO DA MÚSICA

https://www.peticao24.com/em_defesa_do_ensino_da_musica

 

Manuel Tavares    Contactar o autor da petição

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

MANIFESTANTES ATIRAM DEPUTADO UCRANIANO PARA UM CONTENTOR DE LIXO

 

Hoje, dezenas de manifestantes enfurecidos junto do Parlamento ucraniano, em Kiev, cercaram um deputado da oposição e atiraram-no para dentro de um contentor de lixo, acusando-o de nada fazer para evitar o sangue derramado na Ucrânia.

 

 

 

Era os que os deputadozinhos inúteis de Bruxelas e a maioria dos nossos, por cá, precisavam…

 

Se a moda pega…!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:01

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

BRUXELAS REJEITA PRONUNCIAR-SE SOBRE O “TORO DE LA VEGA” PORQUE É UMA “TRADIÇÃO CULTURAL”?

 

O quê???????

 

“Tradição cultural”, uma das mais cruéis selvajarias tauromáquicas existentes em Espanha?

 

Mas estão todos doidos!

 

O “Toro de la Vega” é a maior AGRESSÃO PSICOLÓGICA a toda a Humanidade Racional e Sensível, além do assassinato monstruoso de um ser vivo, completamente indefeso.

 

 

 

É esta COBARDIA de CRUÉIS MONSTROS ACÉFALOS que os deputados de Bruxelas entendem como “tradição cultural”?

 

Então, deputados de Bruxelas, sois tão cobardes e cruéis como os MONSTROS DE TORDESILHAS.

 

Fonte:

http://www.europapress.es/epsocial/naturaleza-00323/noticia-bruselas-rechaza-pronunciarse-toro-vega-porque-tradicion-cultural-20140916125221.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:08

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

ESPEREMOS QUE EM BRUXELAS O PARLAMENTO LEVE EM CONTA O QUE EM PORTUGAL OS DEPUTADOS PORTUGUESES DESPREZAM

 

Foram entregues no Parlamento Europeu as assinaturas de 70.000 pessoas que pugnam pelos Direitos dos Animais Não Humanos, apoiando a campanha “Rompe una Lanza» pelo fim do “Toro de la Vega”, uma das mais cruéis e inconcebíveis modalidades tauromáquicas de Espanha

 

 

 

 

«O Partido Animalista PACMA apresentou ontem no Parlamento Europeu a sua campanha contra o “Toro de la Vega”, juntamente com o eurodeputado Stefan Eck, do Partido do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal alemão, e a eurodeputada holandesa Anja Hazekamp, do Partido Pelos Animais, os quais mostraram a sua total rejeição por esta celebração macabra.

 

No passado mês de Junho, a Comissão das Petições do Parlamento Europeu aceitou formalmente uma denúncia do PACMA, que foi enviada à Comissão Europeia para uma investigação preliminar.

 

Queremos agradecer a cada uma das 70.000 pessoas que assinaram a petição de apoio à campanha “Rompe una Lanza”.

 

Ontem entregámos as assinaturas à Presidente da Comissão das Petições do Parlamento Europeu, Cecilia Wikström, que tomou nota da grande rejeição social que o “Toro de la Vega” gera, e à qual pedimos que ponha fim a este costume bárbaro.

 

O PACMA está consciente de que a grande maioria da sociedade espanhola rejeita o maltrato animal implícito nesta polémica prática, que não nos representa como cidadãos europeus nem faz parte das nossas tradições, motivos suficientes para que o Parlamento Europeu ponha fim a esta barbaridade.

 

O Partido Animalista recorda que o Tratado de Lisboa, no seu artigo 13, reconhece os animais como seres sencientes, e exige aos Estados membros da União Europeia que implementem políticas que favoreçam o bem-estar animal

 

Fonte:

http://www.pacma.es/n/17472

 

 

***

Pois… o Tratado de Lisboa… cujo artigo 13 a maioria dos desiluminados deputados portugueses teimam em ignorar…

 

Porquê?...

 

Todos nós sabemos porquê.

 

SHAME ON YOU!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:43

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

STOP VIVISSECÇÃO – INICIATIVA EUROPEIA DE CIDADÃOS GRUPO DE PORTUGAL

 

A vivissecção é o acto bárbaro de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. No seu sentido mais genérico, define-se como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações científico-pedagógicas.

 

 

Na terminologia dos defensores de animais, é generalizada como uso de animais vivos em testes laboratoriais (testes de drogas, cosméticos, produtos de limpeza e higiene), práticas médicas (treinamento cirúrgico, transplante de órgãos), experimentos na área de psicologia (privação materna, indução de stresse), experimentos armamentistas/militares (testes de armas químicas), testes de toxicidade alcoólica e tabaco, dissecação, e muitos outros.

 

Esta técnica é utilizada em experimentação animal, apesar de ter vindo a ser, gradualmente, substituída por técnicas alternativas não-invasivas. Leis estão também a ser editadas a fim de que sejam preservados os Direitos dos Animais, proclamados em Assembleia da UNESCO, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978.

 

Agradecemos a todos que colaborem nesta campanha e assinem o documento para que possamos ajudar a pôr fim a este massacre inútil e desumano, até porque existem alternativas.

 

O tempo de actos brutais já passou há muito.

 

Hoje exigimos EVOLUÇÃO.

 

Os animais sacrificados barbaramente agradecem.

 

 

A iniciativa STOP VIVISECTION oferece aos cidadãos a possibilidade de exprimirem o seu desacordo em relação às experiências com animais e de exigir da União Europeia um procedimento científico avançado, que proteja a saúde dos seres humanos e ao mesmo tempo os direitos dos animais.

Graças à iniciativa de cidadania europeia, com 1 milhão de assinaturas os cidadãos europeus podem tomar parte na definição de políticas da União Europeia.

 

Nos cidadãos europeus fazemos um apelo à Comissão Europeia com o fim de revogar a Directiva 2010/63/EU ("relativa à protecção dos animais utilizados para fins científicos”) apresentando uma nova proposta de directiva destinada a pôr um fim definitivo à experimentação animal e a tornar obrigatória, para a investigação biomédica e toxicológica, a utilização de dados específicos para a espécie humana.

 

(Abram este link e participem neste acto humano)

 

http://www.stopvivisection.eu/pt-pt

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:43

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

«DE NOVO A BARBÁRIE»

 

«Viana fez o que na Póvoa (de Varzim) se desprezou»

 

Um excelente texto, já com barbas, e no entanto actualíssimo. O que demonstra que os governantes são uns empecilhos à evolução 

 

 

 

A covardia de quem se diz “estudante do ensino superior”. Pfffffff!

 

 

«1. Tenho a convicção de que o humanismo nada tem a ver com uma visão antropocêntrica da vida que, não raramente, degenera no desrespeito pela Natureza e pelos outros seres vivos. Neste contexto ideológico entendo que o uso de animais em espectáculos e eventos públicos de carácter meramente lúdico, para gáudio de multidões eufóricas, resulta num acto gratuito e abusivo que em nada contribui para a dignificação da pessoa. A violência exercida sobre os animais é uma atitude retrógrada por fingir ignorar-lhes a possibilidade da dor, não se coibindo de a provocar por puro divertimento.

 

2. Na tarde de 17 de Março de 2008, dando cumprimento a essa convicção pessoal e ao compromisso político assumido no programa eleitoral de que fui rosto, defendi em reunião do Executivo Municipal uma “Moção a Favor da Declaração Municipal Oficial e Simbólica da Póvoa de Varzim como Cidade Anti-Touradas”.

 

Nos dois dias que antecederam esta acção recebi cerca de duas centenas de manifestações de apoio, de diversas localidades de Portugal e do Estrangeiro, de muitas organizações de defesa dos animais, de algumas cidades Anti-Touradas e de um número incontável de pessoas em nome pessoal.

 

O objectivo não era apenas acabar com as actividades taurinas, mas também transformar o edifício numa Praça do Engenho e da Arte, integrando um centro de interpretação ambiental, clubes de investigação (Matemática, Física e Química, Energias Alternativas…), espaços de produção de artes plásticas, oficinas de artes do espectáculo e de criação literária (dando continuidade às Correntes de Escrita), a realização de espectáculos e eventos ao ar livre, uma loja de Comércio Justo para promoção de Artigos da Terra (valorizando os produtos hortícolas locais e promovendo uma feira semanal de produtos de agricultura biológica) e um restaurante vegetariano. Num protocolo a estabelecer com a rede escolar local, a sua gestão poderia vir a ser desempenhada por jovens universitários com apoio técnico do Município.

 

A Praça de Touros fora adquirida pelo Município há mais de vinte anos. Era então membro da Assembleia Municipal e votei a favor dessa aquisição. Aparentemente, na Póvoa, seria fácil dar o passo seguinte: acabar com touradas, garraiadas e afins.

 

3. Na tarde de 17 de Março, a Póvoa de Varzim poderia ter sido pioneira em Portugal de uma atitude ética na defesa dos animais, poderia ter sido a primeira cidade Anti-Tourada de Portugal, seguindo o exemplo de cidades francesas e das quarenta e duas de Espanha, entre as quais Barcelona.

 

Todavia, numa atitude incompreensível, a maioria no poder decidiu manter a Póvoa como palco de violência gratuita sobre animais utilizados abusivamente para mero divertimento de insensíveis espectadores.

 

Dos que se negaram a compreender os sinais dos tempos esperava-se que, no mínimo, tivessem a honestidade intelectual para fazer a análise da proposta, considerando as respectivas vantagens e inconvenientes e que tivessem abertura para a debater. Em vez disso, a Moção foi rejeitada sem que tenham sido apresentados quaisquer argumentos substantivos para tal.

4. A tacanhez de tal postura diz bem do estado de civilização. Indiferente à força dos argumentos e fechados sobre os seus preconceitos, esta gente recusa compreender o Presente e atrasa o Futuro.

 

No país vizinho, tido por berço da tradição tauromáquica, sondagens realizadas em 2006 indicavam que 72% dos espanhóis declaram não ter qualquer interesse nas touradas. Em Portugal, estudos de opinião realizados em 2007 indicavam que 50,5% dos portugueses declaram querer que as touradas sejam proibidas por lei em todo o país, e que 52,4% pretendem que as cidades e vilas em que residem sejam declaradas Cidades e Vilas Anti-Touradas pelos respectivos Municípios, através da implementação de compromissos municipais de proibição da realização de touradas nos concelhos que administram. Esta posição é ainda mais expressiva na região do Grande Porto, onde 73,6% dos habitantes declaram querer que as touradas sejam proibidas por lei em todo o país, e 77,8% pretendem ver as cidades e vilas em que residem a declararem-se Cidades e Vilas Anti-Touradas.

 

5. Há algum tempo atrás, com epicentro em Viana do Castelo, a esperança voltou a ter cor. Quase um ano depois da iniciativa que cá foi rejeitada, a Câmara da Princesa do Lima comprou a praça de touros local e decidiu acabar com as touradas. Pouco depois declarou-se publicamente Cidade Anti-Touradas.

 

Segundo foi noticiado, o Município de Viana foi inundado por manifestações de regozijo e de parabéns vindos de todo o mundo. O presidente Defensor de Moura disse que nunca tinha sido tão felicitado por uma decisão e contou que, depois de alguma contestação inicial por parte de aficionados, o fim das touradas em Viana do Castelo se afigurou, afinal, como uma das medidas "mais populares" que havia tomado desde que lidera o executivo local.

 

Defensor de Moura considera que "no século XXI é uma atrocidade continuar a sacrificar animais em público daquela maneira".

 

A Praça de Touros de Viana será transformada num Museu de Ciência Viva, de forma a aproveitar a proximidade ao Parque Urbano, onde funciona o

Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental.

 

6. Depois de Viana do Castelo, também Braga, Sintra e Cascais se assumiram em defesa dos direitos dos animais, passando a proibir espectáculos de tourada e afins.

 

Os jovens da Comissão de Estudantes da Universidade do Porto deveriam estar na linha da frente da defesa dos animais. Mas, pelo contrário, voltaram este ano a repetir o pedido de apoio e a organizar uma festa que não dignifica essa parte da elite pensante do país.

 

Hoje, domingo, na Póvoa volta a acontecer uma garraiada integrada na Queima das Fitas e subsidiada com o erário municipal. Por unanimidade, o Executivo voltou a usar de forma insensível e arbitrária os bens comuns para promover a barbárie!

 

Não sei o que vai passar-se hoje, mas na garraiada de 2007 um animal assustado, obrigado a estar onde não queria, foi sujeito de forma hostil a fazer o que outros lhe impunham e morreu precisamente às mãos de estudantes de Ciências de Saúde; aprendizes sem alma, que um dia nos tratarão o físico, mas que vão treinando o desprezo pela dor alheia por puro divertimento.

 

Nesse dia, a falta de vergonha percorreu as bancadas, indiferente ao frémito da dor e ao sangue que jorrou na arena, num regresso à escuridão da barbárie.

 

7. Fica a certeza de que é tudo uma questão de tempo!

 

A luta pela defesa dos Direitos dos Animais, consagrada pela Organização das Nações Unidas (ver a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela Unesco, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978), e protagonizada por inúmeras associações e incontáveis pessoas, há-de conseguir resultados positivos e definitivos, designadamente acabando com as touradas e eventos similares.

 

É tempo de um novo desiderato! A História, cada vez mais liberta de uma visão antropocêntrica, corre a favor da ideia de que partilhamos a Terra com outros seres vivos que urge respeitar.

 

Acredito que se juntarão boas vontades para uma caminhada de vanguarda, em que seja adoptada uma nova atitude assente nos valores da ecologia profunda.

 

Mais cedo ou mais tarde a Póvoa de Varzim será também uma cidade que respeita os animais.

 

Desse modo cumprir-se-á o Homem.»

 

(Artigo de opinião publicado no jornal "O Comércio da Póvoa", edição de 2009.05.21)

 

Fonte:http://www.ca-70.blogspot.pt/2009/05/de-novo-barbarie.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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