Quarta-feira, 12 de Abril de 2017

SE A IGNORÂNCIA PAGASSE IMPOSTO, PORTUGAL SERIA O PAÍS MAIS RICO DO MUNDO

 

Uma reflexão sobre a ignorância e os ignorantes militantes, ou seja, aqueles que, apesar de toda a informação, optam por continuar ignorantes.

 

IGNORÂNCIA1.jpg

INDIFERENÇA.jpg

 Origem da foto: Internet

 

Consta que são bastantes, os ignorantes, os indiferentes, os invejosos, os mesquinhos, os desconfiados, os medrosos, os corruptos e os interesseiros, que desconhecem o sentido da cidadania, logo, não a exercem. E, por isso, permitem que o país seja malgovernado, abandalhado e vendido aos pedaços, a quem dá mais.

 

Se a ignorância pagasse imposto, Portugal seria o país mais rico do mundo.

 

Esta é a triste verdade.

 

É que a ignorância está disseminada por toda a parte, por todos os extractos sociais e pelos mais altos cargos da Nação.

 

A Saúde, em Portugal, está gravemente doente.

 

A Pobreza espreita em cada esquina.

 

O Ensino anda a rastejar por um chão pejado de uma descomunal cegueira mental.

 

A Cultura Culta e a Cultura Crítica emigraram para mundos mais civilizados.

 

As Artes sufocam, e apenas os escravos do poder vivem à custa delas.

 

A Língua Portuguesa anda perdida nos subterrâneos de uma ignorância e de uma indiferença descomunais que, alarvemente, estão a esmagar a identidade do povo português.

 

A política da violência e crueldade contra seres vivos tem os seus maiores defensores sentados nos Palácios de São Bento e de Belém.

 

Os indiferentes andejam por aí, como sonâmbulos. Se lhes mexem nos bolsos, agitam-se, mas sem grande convicção, por isso tudo continua sempre igual, sempre funesto, sempre obscuro, sempre mergulhado no lodo de um passado que se quer passado, e não presente ou futuro.

 

Na hora do voto, vota-se na continuidade, porque o medo de mudar é mais forte do que a vontade de ousar o desconhecido, a modernidade, o avanço civilizacional.

 

A ignorância e a indiferença estão a cozinhar Portugal em banho-maria, e os bobos da corte saltam e riem, porque enquanto houver povo ignorante e indiferente, mantê-lo-ão sob o seu jugo, e destruirão a Nação, em prol de interesses que não interessam, de modo algum, a Portugal.

 

E os Portugueses, tal como num tempo ainda bem presente, lá vão cantando e rindo, levados, levados, sim, pela voz do som tremendo, da ignorância sem fim… (1)

 

Isabel A. Ferreira

 

(1) Excerto adaptado do Hino da Mocidade Portuguesa, letra de Mário Beirão

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Quarta-feira, 16 de Março de 2016

JOÃO SOARES, MINISTRO DA CULTURA DO GOVERNO PORTUGUÊS, QUER VER A TORTURA DE TOUROS COMO PATRIMÓNIO NACIONAL

 

A França já retirou essa estupidez do seu património.

Mas o socialista João Soares, feito chico-esperto, para agradar os seus compadres autarcas aficionados, prometeu elevar a tortura de touros (vulgo tauromaquia) a património nacional…

Como se isso fosse possível!

Só se for património da vergonha nacional

 

JOÃO SOARES.png

 

O que se passará pela cabeça de João Soares, filho da Doutora Maria Barroso e do Doutor Mário Soares, ao olhar para a imagem deste Touro torturado?

 

Será possível ver aqui alguma arte? Será possível ver aqui alguma coisa que justifique a designação de património nacional?

 

Sabe o que mais, senhor ministro?

 

DEMITA-SE IMEDIATAMENTE!

Tenha vergonha e DEMITA-SE!

 

PATRIMÓNIO.jpg

Origem da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2016/03/16/joao-soares-o-ministro-que-envergonha-portugal/

 

Se isto não fosse uma grande tragédia, seria uma enorme comédia.

 

Mas de quem é a culpa?

 

Quem foi que nomeou esta personagem, com provas mais do que dadas, de uma incompetência abismal, e que de cultura nada entende?

 

O que pretende este novo governo, com tantos aficionados em lugares-chave, incluindo na chefia-mor?

 

O que tem a dizer sobre isto o Bloco de Esquerda, que sempre se disse contra as touradas, mas nunca pediu a abolição delas?

 

Quais são as competências de um Ministro da Cultura?

 

Apoiar a INCULTURA e desapoiar as Escolas de Música e de Artes, que fazem parte da Cultura Culta, por exemplo?

 

Se é para envergonhar Portugal, DEMITA-SE, e fará um grande favor à Nação e a si próprio.

 

Mas se não tiver essa hombridade, que o actual governo português o DEMITA, por óbvia incapacidade de saber discernir entre CULTURA e INCULTURA.

 

Que vergonha!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:20

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

 

Publiquei este texto, neste Blogue, a 24 de Agosto de 2009

 

Ainda não tinha aderido à causa da Abolição da Tauromaquia

 

O que escrevi em 2009 harmoniza-se com o que escrevo em 2015

 

A tortura de seres vivos nada tem a ver com Cultura e Civilização

 

D7CAF[1].jpg

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2009

 

A missão de quem escreve não será apenas a de informar a opinião pública do que se vai passando ao seu redor, mas também a de opinar ou a de transmitir conhecimentos adquiridos através da sua própria vivência, os quais possam esclarecer ou mesmo dar uma outra visão de coisas que, por vezes, passam despercebidas à maioria das pessoas.

 

Ouvimos dizer por aí que este ou aquele povo tem uma Cultura elevada ou uma Civilização notável. Contudo, saberemos nós verdadeiramente o que é Cultura ou Civilização? Serão conceitos semelhantes ou haverá alguma diferença entre ambos?

 

É esta a reflexão que proponho.

 

Quando frequentava o curso de História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, uma das disciplinas que me ajudou a compreender melhor a Humanidade foi a de Cultura Medieval, ministrada pelo ilustre Professor, já jubilado, Dr. J. M. da Cruz Pontes.

 

Entre a filosofia medieval, nomeadamente a dos grandes Doutores da Igreja e o legado da Cultura Greco-romana transmitida aos bárbaros e transformada pelo Cristianismo (visão da Idade Média sob o ponto de vista cultural), o Prof. Dr. Cruz Pontes ensinou-nos a distinguir CULTURA de CIVILIZAÇÃO, dois conceitos inerentes ao Homem, os quais podem transformar o mundo num paraíso ou num caos, conforme o maior ou menor grau de inteligência desse mesmo Homem, isto é, da sua capacidade de se adaptar, consciente e racionalmente, às situações criadas pelo desenrolar da própria vida.

 

Uma das definições mais comuns é a de que Cultura é tudo o que resta quando se esqueceu o que foi aprendido.

 

Segundo o vulgar dicionário da Língua Portuguesa, Cultura é a totalidade das manifestações espirituais que constituem a herança social de um povo e determinam a sua persistência histórica.

 

Na Universidade, aprendi com o Professor Cruz Pontes que Cultura é o resultado da acção positiva do Homem sobre a Natureza; é igualmente a actividade preparatória que conduz o espírito do Homem a produzir frutos; é a realização de valores espirituais; é o conjunto orgânico dos valores expressos pela actividade intelectual do Homem, na sua faceta construtiva.

 

Cultura é posse espiritual; é conquista interior; é a grandeza moral do Homem irradiada no seu agir construtivo; é a capacidade de escolher entre o saber e a erudição, e ser capaz de utilizar positivamente esse saber.

 

A Cultura produz valores; é o conhecimento elaborado; é a assimilação do saber pela inteligência. Como formação, Cultura é a agilidade do espírito; é capacidade de síntese, de apreciar, de criticar e seleccionar os valores que nos são apresentados.

 

Cultura é, em suma, a atitude positiva do Homem em relação ao Mundo.

 

***

 

Quanto à Civilização, como poderemos defini-la?

 

Civilização pode ser definida como a perfeição do estado social ou o progresso nas Artes, nas Ciências, nos Saberes, nos Costumes e noutras manifestações culturais e espirituais de um povo.

 

A Civilização é produzida pela Cultura; é o património de bens materiais que determinam as características do bem-estar colectivo; é bem material; é o avanço no progresso criativo de conquistas exteriores: progresso social, económico, político.

 

Civilização é o avanço bem-intencionado do Homem no mundo, desfrutando os valores adquiridos pela Cultura; é o produto da sua acção positiva.

 

No seu fazer-se e como resultado da acção criativa do Homem, Civilização é uma parte da Cultura; é a potência da grandeza moral do Homem; é, enfim, a fase final do ciclo cultural.

 

***

 

Posto isto, se analisarmos o que se passa no nosso país, e o compararmos com o que atrás ficou escrito, verificamos que, relativamente à Cultura os Portugueses andam dela muito distanciados: uns, porque se limitam a aceitar indiferentemente, sem o menor sentido crítico, aquilo que lhes é impingido; outros, porque a Cultura não lhes diz nada; outros ainda, enchem a boca com a palavra Cultura, mas não fazem a mínima ideia do seu significado, e então contentam-se com a mediocridade, promovem e cultuam a mediocridade.

 

Naturalmente existem excepções honrosas, em posições-chave para poderem alterar o status quo. Porém, é muito mais cómodo acomodarem-se.

 

No que diz respeito à Civilização, estamos muito por baixo, pois se considerarmos um dos seus aspectos, por exemplo, a potência da grandeza moral do Homem, verificamos que a única grandeza do nosso país está no imenso Oceano Atlântico que afaga as praias de Portugal.

 

O homem, porém, não nasce sabendo, daí existirem instrumentos próprios que lhe proporcionam toda a espécie de ensinamentos, os quais, em princípio, deveriam servir-lhe para alguma coisa útil. No entanto, não servem e a apatia cultural e civilizacional instalou-se entre o nosso povo, e pelo que se vê, não há grandes perspectivas de melhoras.

 

Teremos nós, no nosso país uma Cultura e uma Civilização apuradas?

 

Será que a atitude dos Portugueses em relação ao rumo que o país leva é positiva?

 

Terá o nosso país um património de bens materiais que determinam as características do bem-estar colectivo?

 

Não me apetece, neste momento, responder a estas perguntas.

 

Apetece-me apenas dizer: desventurados os ignorantes que, por falta de motivação superior, não se apercebem do bom e do belo, que nunca chegarão a usufruir, simplesmente por desconhecerem a sua existência!

 

Todavia, nos tempos que passam, só é ignorante quem quer...

 

in

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:25

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Domingo, 14 de Outubro de 2012

NA MANIFESTAÇÃO CULTURAL OCORRIDA ONTEM NÃO VIMOS REPRESENTANTES DA “CULTURA E ARTE TAUROMÁQUICAS”...

 

Das duas uma:

Ou

A tauromaquia não é Arte nem Cultura, e então é totalmente ridículo andar sempre com essas palavras na boca quando se refere o tauricídio...

Ou

A tauromaquia, sendo “arte” e “cultura” não está em crise, porque recebe chorudos subsídios do governo português e da comunidade europeia, disfarçados de “APOIOS À AGRICULTURA”, ao contrário das outras artes: Música, Dança, Pintura, Escultura, Literatura, Teatro e Cinema, para as quais NUNCA há verbas, e portanto os representantes de tais “artes tauricidas” não precisam de sair à rua para protestar...

Que espécie de governantes temos nós?

TODOS PARA A RUA, JÁ!

Web site desta imagem

Manifestação cultural decorre na Praça de Espanha. Manuel de Almeida/Lusa

expresso.sapo.pt

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:39

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