Domingo, 14 de Maio de 2017

O 13 DE MAIO, O FESTIVAL DA EUROVISÃO DA CANÇÃO E OS QUE FINGIRAM REPRESENTAR PORTUGAL

 

Ontem, dia 13 de Maio de 2017, foi um dia que ficará para a História de Portugal. Um dia que, no futuro, será recordado com verbos conjugados no pretérito perfeito, e celebrará apenas aquele que, nesse dia, elevou a Humanidade (o Papa Francisco), e aqueles que levaram aos píncaros o nome de Portugal (Salvador e Luísa Sobral), em Português.

 

Nesse futuro, os que, nesse dia, na ala das autoridades, fingiram representar Portugal, já terão sido esquecidos há muito.

 

FÁTIMA.jpg

 Origem da imagem: https://twitter.com/fatimapilgrims

 

O 13 de Maio

 

Da fé do povo, não falarei. A fé é algo sagrado para quem a tem. Faz parte do foro íntimo de cada um. E as coisas sagradas devem ser respeitadas. E as do foro íntimo não dizem respeito a ninguém, senão aos próprios.

 

Destacarei apenas a mensagem que o Papa Francisco deixou aos milhares de peregrinos e aos “poderosos”, em apenas duas frases.

 

Aos peregrinos e à Igreja:

 

O Papa questionou-os sobre por qual Maria peregrinavam: a Mãe (…) ou a santinha a quem se recorre para obter favores a baixo preço?

 

Cada um saberá ao que foi e ao que promove em Fátima, e fará o seu acto de contrição.

 

Aos “poderosos”:

 

O Papa disse algo no seu discurso, que passou despercebido, talvez por não interessar a ninguém. Poderia ter sido mais explícito, mas, por vezes, por uma questão de circunstância, nas entrelinhas diz-se as coisas mais importantes, para quem as souber interpretar. E o Papa disse mais ou menos isto: não se deve humilhar os pequenos, para mostrar que são grandes.

 

Que pequenos são estes? Serão todos aqueles que sendo frágeis, excluídos e abandonados, deserdados e infelizes ficam à mercê da mão que agride, não podendo defender-se. E ninguém é verdadeiramente grande quando agride (seja de que modo for) o pequeno (seja de que espécie for). E a isto chama-se cobardia, não grandeza.

 

Espero que os governantes portugueses, que tiveram oportunidade de ouvir os recados de Francisco (que foi buscar o nome a Francisco de Assis) tivessem assimilado a mensagem que o Papa lhes deixou nas entrelinhas.

 

Enfim, esperemos que a semente, que Francisco lançou em Portugal, germine e se transforme numa frondosa e frutífera árvore.

 

De outro modo, a vinda do Papa Francisco ao Santuário de Fátima terá sido completamente em vão.

 

O Festival da Eurovisão da Canção

 

SALVADOR.jpg

 Salvador Sobral: vencedor do Festival da Eurovisão da Canção de 2017

Origem da foto: Internet

https://www.youtube.com/watch?v=z5VUti3kVIo

 

O 13 de Maio de 2017 ficará também marcado para sempre com a “vitória da música”.

 

A vitória da verdadeira arte, da simplicidade. Da autenticidade. E tudo isto em Português.

 

O mundo está farto do artificialismo. Do ruído musical. Da música de plástico. Do espectáculo sem conteúdo.

 

A dupla Luísa e Salvador Sobral conseguiu o que mais ninguém em 48 participações conseguiu.

 

Desta vez, Portugal venceu e convenceu o mundo.

 

A fórmula foi simples: simplicidade.

 

Não foi preciso “inglesar” a língua, nem banalizar a música, nem espalhafatar a interpretação para que se tornasse mais festivaleira a participação de Portugal.

 

Os irmãos Sobral deram uma lição ao mundo, e principalmente a Portugal.

 

Eles são os verdadeiros representantes da Cultura em Português.

 

A propósito, Marcelo Rebelo de Sousa declarou: «Quando somos muito bons, somos os melhores dos melhores. Muitos parabéns ao Salvador Sobral». Sim, somos. Mas para isso temos de ser genuínos. Quando somos muito bons Portugueses, somos os melhores dos melhores, não precisamos de imitar ninguém, não precisamos de nos subjugar a ninguém. Cantámos e encantámos exclusivamente em Português.

 

Salvador Sobral representou Portugal, algo que Marcelo não representa, por não defender a língua em que Salvador se expressou.

 

António Costa, por seu turno, declarou: «Fez-se história em português hoje na Eurovisão. Parabéns Salvador! Parabéns Portugal!» Sim, ontem, na Eurovisão, fez-se História em Português, algo que António Costa nunca fará, por ter vendido a Língua Portuguesa ao estrangeiro.

 

Portugal está de parabéns. Mas não António Costa.

 

Os Portugueses, em Portugal e no mundo, têm orgulho dos irmãos Sobral, por estes não se terem deixado ir na onda do modismo linguístico. A nossa Língua é cantável, sendo bem pronunciada e cantada. Salvador provou que não é preciso cantar em Inglês para se ganhar um Festival da Canção.

 

Parabéns, Salvador e Luísa, por não terem renegado a vossa Língua. Mais do que os governantes portugueses, vós sois os verdadeiros representantes da Identidade Portuguesa no mundo: com uma bela melodia, a mais bela melodia que já se compôs para os Festivais da Canção (em Portugal), cantada sobre um belíssimo poema escrito numa das mais belas e ricas línguas indo-europeias.

 

O Festival da Eurovisão pretendeu celebrar a diversidade. Falhou na celebração da diversidade linguística, uma vez que a esmagadora maioria dos países cantou em Inglês. Lamentável.

 

A diversidade é bem-vinda. É saudável. É recomendável. É natural.

 

Espero que esta vitória dos irmãos Sobral sirva para a tomada de consciência dos nossos governantes para algo primordial: Portugal é um país europeu. Portugal tem uma Língua – a Portuguesa. Não queiram destruir o que temos de mais precioso e belo para nos representar e identificar como um país soberano.

 

Os que fingiram representar Portugal

 

MARCELO.png

 Marcelo Rebelo de Sousa (PR) católico, e António Costa (PM) ateu, unidos em Fátima…

Foto: Tiago Miranda

 

Porque os cargos assim os obrigaram, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, que se diz católico, e António Costa, que é ateu, com a mesma cara que foram ao Santuário de Fátima, vão também a uma arena assistir à tortura e à sangria de Touros, seres vivos sencientes e animais como nós.

 

Desconheço se o Papa Francisco, que já se pronunciou sobre a condição animal, e adoptando o nome de Francisco de Assis, adoptou igualmente a postura do Santo perante a Criação de Deus, tem conhecimento deste detalhe. Saberá com toda a certeza que Portugal é um país onde ainda se vive um atraso civilizacional, no que respeita à adopção de práticas medievalescas e anti-essência cristã.

 

Na sua mensagem, o Papa Francisco fez uma exortação à necessidade de os católicos serem misericordiosos.

 

Sabemos que ser misericordioso passa por ser-se compassivo para com a Vida humana, mas também para com todas as outras vidas que fazem parte da Criação de Deus. A Vida é um elo cósmico, ligado por muitos elos, todos necessários à Harmonia Cósmica que rege o Universo.

 

Ora, estes senhores, incluindo o clero católico que, em Fátima, escondeu a face da iniquidade, pois como sabemos, festejam os santos e santas da igreja católica com práticas cruéis, sanguinárias e violentas, desrespeitando a Bula, ainda vigente, do Papa Pio V, prostraram-se diante do Papa Francisco com um manto dos “santinhos” que não são.

 

Em Fátima, no que respeita aos “representantes” de Portugal a todos os níveis (PR, AR e Governo) primou-se por uma hipocrisia descomunal.

 

Todos fingiram uma “santidade” que na verdade não têm. E todos fingiram que estavam ali a representar Portugal.

 

Mas no dia 13 de Maio de 2017 quem na verdade representou Portugal no mundo foi Salvador e Luísa Sobral, em Português.

 

Tudo o resto foi um vergonhoso faz-de-conta.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016

PSD RECRIA CORRIDA ENTRE BURRO E FERRARI

 

Esta é a corrida entre o ser racional (o Burro) e o irracional que irá a conduzir o Ferrari.

 

Isto é a ESTUPIDEZ elevada ao cubo.

 

A ignorância e a falta de imaginação é tanta, que não conseguem ir além do RASTEIRO.

 

E está “ISTO” no poder!!!!!

 

Que “gente” mais RASCA esta!!!!!

 

FERRARI.jpg

 

Diz a notícia que o PSD (um dos partidos instalados na Assembleia da República Portuguesa) vai recriar na sexta-feira em Lisboa, capital de Portugal (note-se que não é em nenhuma aldeola do interior) a corrida entre um burro e um Ferrari que António Costa, actual primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara da capital, num rasgo de génio da desinteligência, organizou em 1993 numa campanha para as eleições autárquicas.

 

Que se cometa uma parvoíce uma primeira vez!!!! …

 

A “desculpa” para esta iniciativa digna de descerebrados, é a mais estúpida que conseguiram retirar do Baú das Parvoíces, e que foi transmitida através de um comunicado do partido:

 

«Hoje, quando, mais do que nunca, os lisboetas vêem ser diariamente posta à prova a sua mobilidade, senão mesmo a sua capacidade para saltarem obstáculos, o PSD Lisboa entende que é chegado o momento de regressar às origens e homenagear o "costismo" e os seus seguidores com a 2.ª Corrida entre um burro e um Ferrari».

 

Lê-se ainda no comunicado que «a partida desta corrida está marcada para as 8.45 horas na Rua Professor António Flores, junto à Faculdade de Direito de Lisboa, na Cidade Universitária, e terá chegada na Praça Duque de Saldanha, com "meta instalada" junto ao edifício do Monumental. Assim, o caos provocado pelas obras de fachada que infernizam o trânsito no centro da capital deixe avançar os dois contendores para uma competição que se quer justa".

 

Chamar a isto “competição justa” é de uma cegueira mental descomunal.

 

Mas o pior é o que o PSD Lisboa recorda: «nas palavras do próprio organizador, o evento saldou-se como uma das mais enriquecedoras experiências políticas que viveu".

 

Veja-se o que enriquece a vida dos nossos políticos: uma corrida desigual e desumana entre um pobre Burro e um FERRARI de não sei quantos Cavalos…

 

Depois disto… se Portugal não afundar num abismo, é porque tem um anjo-da-guarda muito forte!

 

Isto realmente merece ser divulgado e correr mundo, porque só em LISBOA, uma capital que se diz europeia, esta miserável, trágica e patética iniciativa poderia acontecer.

 

Depois admiram-se do Schäuble não ter o mínimo respeito por Portugal.

 

Com gente assim a governar e a envergonhar Portugal e os Portugueses, que respeito merecerão?

 

Esperamos todos que tal coisa não aconteça.

 

Tenham bom senso. Sejam mais racionais do que o pobre Burro que vão utilizar nesta descomunal ESTUPIDEZ!

 

Que António Costa o tenha feito!!!!!?????? uma vez!!!!!?????

 

Mas mais parvo é quem repete a parvoíce…

 

Eu nem acredito nisto!!!!!!

 

Fonte da notícia e da foto

http://www.jn.pt/nacional/interior/psd-recria-corrida-entre-burro-e-ferrari-5476737.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A NOMEAÇÃO DE GUTERRES PARA A ONU ORGULHA PORTUGAL, E PORTUGAL ORGULHARÁ GUTERRES?

 

É o que vamos esmiuçar

 

AG-1[1] GUTERRES.jpg

 

Penso que serão poucos, aqueles que não se sentirão orgulhosos da nomeação de António Guterres, ocorrida no passado dia 6 de Outubro, para Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Da direita à esquerda, a unanimidade, perante esta aclamação, parece-nos inequívoca.

 

António Guterres é dos poucos portugueses que passaram pela política sem nódoas negras a manchar-lhe o nome e a reputação.

 

Como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados reuniu consensos e prestigiou Portugal nas suas atitudes serenas e sensatas, ao contrário de outros portugueses que nos envergonham e arrastam o nome de Portugal pela lama…

 

A sua candidatura a Secretário-geral da ONU foi transparente e, apesar da pouca cristalina entrada de Kristalina Georgieva, já no final da “corrida” ao cargo, com pretensões menos claras, a aclamação de António Guterres foi absolutamente cristalina. Disso ninguém tem dúvidas.

 

Portugal intumesceu de tanto orgulho. Nunca um português chegou tão alto em cargos da governação do mundo.

 

Então, no mundo, quem não sabia, ficou a saber que António Guterres é oriundo de Portugal, um pequeno país europeu, situado na ponta mais ocidental da Península Ibérica.

 

Portugal é agora falado no mundo inteiro. Parece estar na berlinda. Na mó de cima.

 

Mas estará?

 

Os mais curiosos pretenderão saber que país é este, de onde é oriundo o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que integra 193 estados-membros.

 

Que país será o país de Guterres?

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá e por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que vejamos. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além, Nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nem António Guterres, nem nenhum português que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis… e são estes povos que praticamente “mandam” no país.

 

Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, estará tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o povo no banho-maria da ignorância para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

Ainda um destes dias ouvi falar na geração Nem, Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país. Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem, Nem?

 

A desigualdade e a pobreza em Portugal são alarmantes. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE. A pobreza aumentou para níveis do início do século. Existem ainda muitas crianças a passar fome em Portugal. A pobreza alastra-se como uma lepra. No entanto, a gastronomia portuguesa faz o deleite dos turistas.

 

O Sistema Nacional de Saúde é um caos. Faltam médicos. Faltam enfermeiros. Faltam condições nos hospitais públicos. Existem listas de espera para tudo. Ainda se morre sem a assistência adequada e atempada. 52,3% da população tem colesterol elevado; 36% sofre de hipertensão arterial; a obesidade atinge 28,7%; e a diabetes afecta cerca de 13% da população.

 

E agora pretendem taxar os produtos nocivos à saúde pública, para se angariar mais proventos para o Estado. Sim, porque em Portugal estão à venda, para consumo, produtos nocivos à saúde pública, e em vez de se suprimir esses produtos nocivos, taxam-se, porque há sempre alguém que os adquire e contribui para o aumento do colesterol, da hipertensão, da obesidade, da diabetes… e entope os hospitais públicos.

 

Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

Portugal é um país onde a corrupção existe ao mais alto nível e é generalizada entre os mais ricos e poderosos. Não existe corrupção entre os pobres e os não poderosos.

 

Legisla-se para se protegerem uns aos outros, e uma boa parte das leis não é cumprida, nem existe quem as faça cumprir. Impera uma camuflada ilegalidade em várias frentes. E a Justiça tem duas caras.

 

Não se cumpre a Constituição da República Portuguesa.

 

Não há uma política ambiental que proteja as florestas, os rios, os recursos e parques naturais, a fauna e a flora portuguesas.

 

A inexistência de políticas que elevem a Cultura, a Educação, a Moral e a Ética é gritante.

 

O que existe é uma política que promove, apoia e premeia, também ao mais alto nível, a mediocridade, a imbecilidade, a ignorância, a estupidez, a crueldade e a violência (que até estão legisladas).

 

Não existe uma política de protecção às crianças.

 

Existem doze escolas, financiadas com dinheiros públicos, onde se ensinam crianças a desenvolver instintos sádicos e psicopatas.

 

Um terço dos municípios portugueses vive ainda num patamar civilizacionalmente muito atrasado, medieval, primitivo, cujos governantes aprovam as mais hediondas crueldades contra animais não humanos, nos matadouros, na tauromaquia (em todas as suas impiedosas modalidades, e na qual se esbanjam milhares de euros do erário público), nas corridas de galgos e de cavalos, na luta de cães e de galos, no tiro aos pombos, nos circos que usam animais, em jardins zoológicos e zoo marines, na caça e pesca desportivas, nas batidas à raposa, na caça furtiva aos animais selvagens, nos festivais de matança de porcos ao vivo, na inacreditável queima de gatos, enfim… apenas alguns cães e alguns gatos gozam do estatuto de animais em Portugal. Todos os outros são apenas “coisas”.

 

E já dizia Mahatma Gandhi que o grau de civilização de um povo mede-se pelo modo como ele trata os seus animais. E neste aspecto Portugal está no grau Zero.

 

Nestas actividades cruéis está envolvida uma população inculta, encruada, bastante ignorante, desinstruída, analfabeta, mas também letrados mal formados e sem carácter, porque a boa formação e o bom carácter não se aprendem nas universidades.

 

E para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta e europeia, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mental, à incultura, à ignorância e a interesses económicos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.

 

Ainda agora na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundida na Internet é a versão inculta e desenraizada de uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta indecente que é substituir a Língua Portuguesa pelo AO90.

 

Será com esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico e que nada tem a ver com as raízes cultas das línguas europeias, que o novo Secretário-geral das Nações Unidas começará a comunicar-se com o mundo?

 

O Engenheiro António Guterres tem duas opções: ou rejeita liminarmente esta ortografia parva, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preserva a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entra no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

 

Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver.

 

E se quiser que Portugal mantenha o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres terá de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI D.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Terça-feira, 1 de Março de 2016

AFICIONADO DE TOURADA NOMEIA OUTRO AFICIONADO DE TOURADA PARA O CENTRO CULTURAL DE BELÉM (CCB)

 

João Soares (ministro da cultura) demite António Lamas do CCB e nomeia Elísio Summavielle, um amiguinho de longa data…

 

Sai um competente, entra um incompetente!

Não é VERGONHOSO?

Pois é.

 

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O ministro da Cultura João Soares | Álvaro Isidoro/Global Imagens

Fonte:

http://www.dn.pt/artes/interior/joao-soares-demite-antonio-lamas-do-ccb-e-nomeia-elisio-summavielle-5054209.html

 

Pois é melhor tapar a cara, sim… senhor ministro…

 

Isto será um facto consumado ou o novo governo de ANTÓNIO COSTA (também um aficionado de tourada) ainda poderá reverter a situação?

 

É que em Espanha (berço da selvajaria tauromáquica) estão a abolir esta barbárie em várias frentes e em centenas de municípios, e em Portugal estão a colocar aficionados em lugares-chave da Cultura e do Poder.

 

Haverá alguma intenção, ou é apenas coincidência?

 

E é o presidente da República, é o primeiro-ministro, é o ministro da cultura, é o ministro da agricultura e agora o presidente do CCB, fora os muitos deputados da Nação, que estão na Assembleia da República para assegurar a continuidade da selvajaria tauromáquica. E não sou eu que o digo, são os aficionados, que andam muito contentes com tanta representação no Poder, da classe selvática.

 

Dizem eles, à boca-rota, que a tauromaquia está bem protegida.

 

Sabemos disso.

 

E uma militante ferrenha do PSD até diz mais. Diz que «o lobby das touradas é fortíssimo em Portugal. Vai ser muito difícil combatê-lo»… Ela lá sabe o que diz, e por que o diz…

 

Mas também sabemos disso.

 

João Soares diz não ter “hostilidades” com António Lamas, mas todos nós sabemos que tem uma afinidade muito maior e intensa com Elísio Summavielle, que já foi (péssimo) secretário de estado da cultura, no tempo em que Gabriela Canavilhas (outra aficionada de selvajaria tauromáquica) era (péssima) ministra da cultura. 

 

Na origem desta nomeação estará a discordância entre António Lamas e João Soares, no que respeita ao projecto de gestão integrada do chamado "eixo Belém-Ajuda", gestão essa que o actual ministro da cultura lamenta “ter sido pouco prudente”…

 

 

Pois…

 

Mas se não fosse isto, seria outra coisa. O que interessa, é colocar amiguinhos em cargos de relevância.

 

Sempre assim foi. E continua a ser.

 

Vira o disco e dança-se o mesmo, entre quem entrar no baile do poder.

 

E o povo português dorme… dorme…

Dorme… dorme… o soninho dos ingénuos...

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

OE2016: SUBSÍDIOS À TAUROMAQUIA ATRAVÉS DO ORÇAMENTO DO ESTADO

 

Apreciação do Orçamento do Estado - Reunião Plenária nº 39 | ARTV | 22 de Fevereiro de 2016 | Pergunta de André Silva (PAN) e resposta de António Costa

 

 

Como disse senhor Primeiro Ministro? Ou não disse?

E por que não disse?

Os dinheiros do Orçamento de Estado são provenientes de onde? Dizem respeito a quem?

Por que não respondeu, senhor Primeiro Ministro?

Não respondeu por ser um aficionado de tourada?

Os Portugueses merecem uma resposta, pois é o dinheiro deles que está em causa.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

EXORTAÇÃO AOS DESASSISADOS, AOS DESENCOSTADOS E A TODOS OS OUTROS

 

«Em face dos séculos de História que nos sustêm e dos séculos de futuro que nela contemplamos, a Língua Portuguesa segue dentro de momentos».

 

(Um excelente artigo para se reflectir sobre o símbolo maior da Portugalidade: a Língua Portuguesa)

 

891470[1].pngPor Madalena Homem Cardoso*

 

«Cominciate col fare ciò che è necessario, poi ciò che è possibile. E all'improvviso vi scoprirete a fare l'impossibile.”

(frase atribuída a São Francisco de Assis)

 

Neste período entre eleições legislativas e presidenciais, os paradoxos e fragilidades institucionais do regime têm vindo a ficar cada vez mais expostos.

 

Ventos recessivos e austeritários arrancaram o manto andrajoso do discurso politiqueiro – esse que, longe de envolver e enredar, já só embate e se desgasta no muro do alheamento – para desnudar a impotência colectiva. Essa impotência parece-me relesmente bovina, de um lado e do outro da questão.

 

Nesta triste história da Terceira República, desfilamos cordata e bovinamente. Todos. Esta nossa insanidade autofágica, e a teimosia no mais-do-mesmo ou a indolência de prosseguir assim.

 

 

Os cidadãos, desinformados e acríticos, vêm aceitando a canga que o Estado lhes imponha e, mais, conformam-se a oferecer filhos e netos no altar de quaisquer sacrifícios, necessários ou suicidários. Grassa a irresponsabilidade militante. O gás metano que emana do medo, da subserviência das reses que assim guiadas se encaminham com as suas crias para o matadouro, é irrespirável.

 

Nos palcos do poder político, reproduz-se, por nichos, idêntico modelo. Todavia o medo que move estoutras manadas, nos redis dos aparelhos partidários, órgãos de soberania e cargos públicos, é o da perda do poder que detenham, por muito ou pouco que seja. Agindo corporativamente e movidos por interesses, são complacentes com a perda de valores associada. Esta complacência, tal como a dos cidadãos em geral, vê-se ao espelho vergada por uma força difusa e transcendente, à qual se acomoda, porém, em bom rigor, trata-se da mera complacência das pessoas consigo mesmas em modo desistente, da opção consciente pelo seguidismo acéfalo. Apenas parecem capazes de vingar os seres subterrâneos, necrófagos, anaeróbios, e isso espelha-se, quer na reabilitação mediática do ex-preso 44, quer na convicção das "favas contadas" para o tudólogo do comentário televisivo que há anos faz do marketing pessoal e da criação de factos políticos a sua pré-campanha presidencial. Nada de bom e sadio floresce sob a atmosfera tóxica do gás metano libertado pelo temor vacum.

 

Somos todos co-responsáveis pelo que se vê hoje em Portugal. Os cidadãos são políticos ou, se não o são, estão em falta, deveriam sê-lo; os políticos são, forçosamente, cidadãos, com maior ou menor défice de cidadania, tal como todos os outros. Assim, tudo quanto fuja ao paradigma dos cidadãos e dos políticos do meu País me faz brindar aos rumos consistentes e às vozes que ousam desafinar dos coros de mugidos ordeiros, atrapalhando-os na via para nenhures.

 

Há males sistémicos a apontar, sim, e o terreno desta pseudo-democracia está minado, pois, mas o que prevalece é o estado demissionário dos cidadãos divorciados da Política e da vida colectiva naquilo em que podem alterá-las individualmente, e o estado demissionário dos actores políticos ao contornarem os valores basilares que deveriam servir.

 

Em vez de nos desresponsabilizarmos dizendo-nos submetidos a prepotências, verifiquemo-nos submissos nas condutas pessoais que levam à impotência colectiva. O sistema abusa porque pode, a permissividade o permite; o Estado somos todos nós. São precisos dois, desgovernados e desgovernantes, para rodopiar nesta valsa perigosa à beira da nossa falência enquanto Nação.

 

Isto é verificável com particular acuidade nas questões directamente relacionadas com a soberania nacional.

 

Na fase que antecedeu o Governo Costa, as parangonas referiram Francisco Assis nas suas movimentações em contra-corrente. Saúdo nele uma dissonância que, remetendo para certos valores perenes e para uma lógica não imediata, me apraz registar, e não só agora.

 

Esta sua visibilidade recente relembrou-me um artigo seu neste jornal, em 2012: “Primeiro-ministro ou apresentador do boletim meteorológico?”.

 

Abre com uma tirada brilhante: “Contrariamente ao que pensava Ortega y Gasset, há homens que são apenas a sua própria circunstância.” Claro que o visado, ao tempo, era Passos Coelho, mas esta frase assentaria agora em António Costa como uma luva.

 

Adiante, nesse artigo, Assis cita A Sibila e observa: “Como tudo seria diferente se a nossa classe política ainda lesse Agustina...” Permito-me corrigir: como tudo seria diferente se a nossa classe política algum dia tivesse lido alguma coisa de jeito...! E quem diz "tivesse lido", diz "houvesse pensado" (alguma coisa de jeito).

 

Mais à frente, afirma: “O problema de muitos políticos é a confusão entre o instante e a eternidade, ignorando grosseiramente o efeito corrosivo do tempo. Vendo no acaso um sinal do destino, ignoram que tudo o que é momentâneo está condenado a caducidade rápida.” Permito-me corrigir: não se trata de ignorar, na realidade não querem saber.

 

No final, em post-scriptum, o autor deixa uma nota: “Por razões contrárias à minha vontade, mas não alheias à minha responsabilidade, o texto da semana passada seguiu as regras do novo acordo ortográfico. Tratou-se de um lapso, que não voltará a repetir-se.”

 

Ora eis uma questão de soberania, além de matéria identitária, e alguém que não se refugia em subterfúgios ou meias-palavras.

 

Neste âmbito, foi também elucidativa a sua resposta a uma intervenção puramente situacionista sobre o dito "acordo", numa edição do programa televisivo Prova dos Nove (09/02/2012, TVI-24). Dissera Pedro Santana Lopes (dei-me ao trabalho de transcrevê-lo ipsis verbis, queiram os leitores perdoar os erros de Português reproduzidos): “Eu, em relação ao acordo ortográfico [AO], gostava de, primeiro, fazer uma declaração de interesses. Fui eu que negociei, num Governo Cavaco Silva, em nome do Estado Português, e assinei o AO. Para aqueles que odeiam o AO e não se lembram, aqui fica o reminder. Assinei, e já na altura foi muito polémico, e é um processo que demorou anos por causa da ratificação dos outros Estados. Quando foi a assinatura, em Outubro de '90, no Palácio da Ajuda, até à última da hora não sabíamos se vinha o representante brasileiro. Acabou por vir o Ministro da Educação, julgo que se chamava Chiarelli. Eu depois visitei o Brasil oficialmente, e vi a grande hostilidade do Brasil em relação ao AO. Fui ao Congresso Brasileiro fazer uma intervenção, à Academia Brasileira de Letras, e os intelectuais brasileiros tinham uma posição: queriam que, no século XXI, se falasse o "Brasileiro". Nesse Governo, Cavaco Silva, quando me convidou para Ministro da Cultura, atribuiu-me essa missão como a principal. Havia duas, como curiosidade (quanto ao Vasco Graça Moura): negociar e assinar o AO, e ter o Centro Cultural de Belém [CCB] pronto a tempo da primeira Presidência portuguesa [da então CEE]. Isto a propósito da decisão de Vasco Graça Moura, nomeado pelo Governo. Eu devo dizer que não concordo. Respeito, tenho muita consideração por ele, temos uma relação cordial; agora... Foi dito que o Governo não foi previamente avisado daquilo que Vasco Graça Moura decidiu quando chegou ao CCB, e eu penso que o Governo devia ter sido avisado. Há uma posição oficial do Estado Português sobre isto, que une estadistas ou governantes de várias ideologias: Mário Soares, Cavaco Silva... Quando assinámos o acordo ortográfico, era Mário Soares o Presidente da República, que o promulgou, o defendeu entusiasticamente. António Guterres, José Sócrates, Durão Barroso, também no meu Governo, com o Presidente Sampaio em São Tomé e o Ministro António Monteiro... Isto, portanto, atravessa vários quadrantes ideológicos. Há quem não concorde...” Verba volant, scripta manent, fica registado.

 

Perante esta descrição cabal de um pacto de regime, Francisco Assis replicou: “Eu vou dizer uma coisa aqui que até é a primeira vez que o digo. Por vezes mudamos, na vida, de opinião… Evoluímos, de acordo com o nosso ponto de vista, das nossas posições. Eu comecei por ser sensível aos argumentos que o Pedro Santana Lopes agora acabou de invocar em relação às vantagens de um AO. Mas tenho hoje as maiores reservas sobre este AO em concreto que, do meu ponto de vista, significa de facto um empobrecimento da Língua Portuguesa. E, portanto, tenho uma visão hoje muito negativa acerca do AO. Em relação à atitude do Vasco Graça Moura, também vou dizer uma coisa um pouco diferente: eu tenho sempre alguma dificuldade em ter antipatia por actos de rebelião promovidos por verdadeiros homens de Cultura.” (sic)

 

Como dizia um genuíno filósofo, só sei que nada sei. Nada sabendo, creio num resgate da Pátria, reerguida como estandarte mental e espiritual. Essa é uma condição de sobrevivência.

 

Enquanto tal não sucede, só o sentido de humor pode assegurar sanidade mental aos menos bovinos... O PS saberá o que quer para si, para o País, para Assis? Rima, deixo rimar... O PS parece gravemente desassisado, incapaz de um pensamento post-socrático.

 

Agora a sério, remeto aqui sobretudo para a exortação que o próprio Assis fez. Mas, convocando todos os portugueses, interpelo mais quem tem de tomar decisões mais complicadas. Esta é uma exortação que os não exorta, de facto, só lhes mostra que um político pode não ser sectário e imediatista, pode pautar-se pela solidez e pela constância de referenciais não negociáveis.

 

Rir-me-ei perante frase análoga à que citei, mas em reacção – bem eufemística! – à inevitável retirada do monstro estupidográfico das escolas e da administração pública, cuja suposta "legalidade" ou "obrigatoriedade" radica apenas numa Resolução do Conselho de Ministros (a n.º 8/2011) assinada pelo melhor amigo de Carlos Santos Silva, após um obscuro tratado internacional ter sido congeminado à revelia dos direitos culturais e linguísticos (direitos humanos consagrados internacionalmente!) dos povos assim tão mal representados: “Tratou-se de um lapso, que não voltará a repetir-se.”

 

Em face dos séculos de História que nos sustêm e dos séculos de futuro que nela contemplamos, a Língua Portuguesa segue dentro de momentos.

*Médica, escritora e activista cívica

Fonte:

https://www.publico.pt/politica/noticia/exortacao-aos-desassisados-aos-desencostados-e-a-todos-os-outros-1718548?page=-1

 

 ***

 

LER MAIS ARTIGOS DA AUTORA SOBRE ESTE TEMA AQUI:

https://www.facebook.com/notes/444213558935496/

https://www.facebook.com/notes/444213558935496/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015

EM JEITO DE CARTA ABERTA AO SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO ANTÓNIO COSTA

 

Senhor Primeiro-Ministro, acabar com a selvajaria tauromáquica em Portugal é um acto de civilidade que os Portugueses esperam de um Partido Socialista progressista.

Para retrógrados já bastaram os outros, não é verdade?

Não foi para continuar com uma política da direita que o Governo virou à esquerda

Derrubar um muro velho de 40 anos, eu diria um muro tão velho quanto a República Portuguesa, é a meta… Então há que meter mãos à obra…

 

DEBATE.jpg

Origem da imagem (onde também se lê em Bom Português) http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/costa_nao_quisemos_abrir_uma_nova_trincheira_de_confrontacao.htm

 

No primeiro debate na Assembleia da República sobre o programa do Governo, André Silva, deputado do PAN apelou à "revisão do plano nacional das barragens" e fez outro pedido que é uma das bandeiras do PAN: a proibição de espectáculos com animais e das actividades tauromáquicas, ao solicitar através da atribuição de competências aos municípios.

 

Em resposta ao deputado do PAN, o Senhor Primeiro-Ministro, defendeu que em relação às touradas, a "melhor forma não é estipular uma regra nacional e sim a aposta na democracia local, através da atribuição competências aos municípios, abrindo-se a porta para que os cidadãos dos municípios possam decidir, por exemplo, por via de um referendo local».

 

O senhor Dr. António Costa entendeu que devem ser os municípios a decidir, autonomamente, pelo fim das touradas ou de outros espectáculos que envolvam animais, discordando da fixação de uma regra nacional para este assunto.

 

«Só assim respondemos ao que devemos salvaguardar: por um lado a preservação e o reforço do bem-estar animal e, por outro lado, conter e respeitar as tradições nos espaços onde têm uma densidade que justifica que, democraticamente, esses municípios entendam que as devem prosseguir» concluiu.

 

Tradições”, Senhor Primeiro-Ministro?

 

A selvajaria tauromáquica é um costume bárbaro, não é uma tradição, e já devia estar abolido há muito, pois o tempo das trevas e da ignorância já há muito que ficou para trás.

 

Hoje, todos nós sabemos que um Touro é um animal mamífero, um bovino, um ser senciente, não é feito de pau e sumo de tomate, como se pensava e os aficionados ainda pensam em 2015 d. C., e sofre tanto ou mais do que o Senhor Primeiro-Ministro sofreria se lhe espetassem bandarilhas nas costas.

 

É que se lhe fizerem isso, será levado imediatamente para uma clínica privada, onde será tratado com tudo e mais alguma coisa.

 

Os Touros, não. Os Touros são torturados na arena, deixam-nos moribundos, a sofrer atrozmente, retalhados por dentro e por fora, a sangrar através dos rasgões que lhes abrem na carne, e assim ficam, a agonizar lentamente, um ou mais dias (porque a lei não é cumprida).

 

E a isto chama-se CRUELDADE.

E a isto também se chama OBSCURANTISMO.

 

E o Partido Socialista português, um partido progressista, não quererá passar por ser um partido retrógrado, igual aos da coligação, cujo governo tão habilmente conseguiu derrubar.

 

Faça a diferença.Por favor.

 

Se conseguiu derrubar um Governo em quem, bem ou mal, o povo votou (porque isto de um povo que não sabe distinguir cores partidárias de competências governativas tem muito que se lhe diga) conseguirá, com certeza, derrubar também habilmente este muro da vergonha que é a tortura de seres vivos, para divertir um povinho que ainda não evoluiu e acredita nos tais Touros e Cavalos feitos de pau e sumo de tomate.

 

Francamente, isto não é coisa de socialistas progressistas.

 

Tenho a certeza de que Vossa Excelência irá ter em conta todas estas considerações e ficará para a História, não como um carrasco, mas como aquele que aboliu a selvajaria tauromáquica em Portugal. O timoneiro de uma evolução que se aguarda há muito.

 

Quanta honra, Senhor Primeiro-Ministro António Costa.

Quanta Honra!

 

E já agora…

… aproveito a oportunidade, para solicitar a revogação do Acordo Ortográfico de 1990, que está a transformar a Língua Portuguesa numa treta… sem eira nem beira…

 

(Afinal, a selvajariua tauromáquica e o AO/1990 são as minhas duas grandes “guerras” aCtualmente).

 

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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Domingo, 29 de Novembro de 2015

OS AFICIONADOS LANÇAM FOGUETES, MAS NÃO SABEM DA MISSA A METADE…

 

Contudo, se conseguissem raciocinar… poderiam lá chegar…

Experimentem!

 

TOURADA2.jpg

(Isto era o que se dizia em 2014. Em 2015, as coisas pioraram. E daqui em diante, com os famosos senhores Doutores nas pastas da Cultura e da Agricultura, e não só… a perspectiva será uma outra ainda bem pior. Os aficionados não sabem da missa nem a metade…)

 

Os aficionados de selvajaria tauromáquica andam delirantes. Por toda a parte regozijam-se pelo facto de o senhor Doutor António Costa, Primeiro-ministro de Portugal, ter colocado no Ministério da Cultura, o senhor Doutor João Soares, filho do célebre ex-Presidente da República e ilustre socialista, Mário Soares, e o senhor Doutor Capoula Santos (sociólogo e ex-forcado), no Ministério da Agricultura.

 

O aficionado Maurício do Vale, um escrevente do CM, chegou mesmo a publicar um texto sob o título «João Soares, cultura sem complexos» no qual confessa este delírio: «o quanto de muito se pode esperar deste cidadão livre».

 

E com aquele orgulho que caracteriza os decadentes que ainda não se aperceberam da decadência que os cerca, acrescenta que: «Entre outras recordações curriculares, refiro que João Soares, enquanto presidente da Câmara de Lisboa, me convidou e a José Luís Gomes, então Cabo dos Forcados Amadores de Lisboa (grupo que condecorou, por levar o nome da capital ao universo taurino, cá e no estrangeiro), para organizarmos, no Campo Pequeno, duas corridas, uma delas tendo sido uma grande homenagem à inesquecível Amália Rodrigues!» (aficionada que mereceu um lugar no panteão nacional, (templo dos heróis), ao lado de Eusébio, outro aficionado.)

 

Belas recordações, estas, que ficarão registadas no «Livro Negro da Tauromaquia», para que os vindouros (de um tempo em que a selvajaria tauromáquica será um escarro para os portugueses, tal como o circo romano é um escarro para os romanos do século XXI d. C.) saibam quem se divertia com o sofrimento de seres vivos.

 

E o escrevente termina, deste modo, o seu delírio: «Com a mesma convicção, estão Jorge Sampaio, Capoulas Santos, Padre Melícias, Vera Jardim, Gabriela Canavilhas, Elísio Sumavielle e Idália Moniz, sem esquecer Mário Soares, Baptista Bastos e Agustina Bessa-Luís, que foram oradores no Museu Mário Coelho. João Soares, agora, um Ministro da Cultura total e sem complexos!»

 

Uma listinha de personagens que, lá por terem o nome que têm, não significa que pertençam ao rol dos seres humanos ÍNTEGROS, ou seja: completos, correctos, verticais, honestos, honrados, incorruptíveis, integrais, inatacáveis, justos, mentalmente sãos, virtuosos…

 

Não esqueçamos de que os maiores carrascos da Humanidade saíram das fileiras da governação, e alguns deles também tocavam piano, falavam francês e outros até escreveram livros e eram dados às artes…

 

É que o carácter não tem nada a ver com vocações artísticas ou cargos políticos. Se formos esmiuçar a índole destas personagens encontraremos grandes podres, que um dia terão o seu peso, no julgamento que a História (e não os homens) farão delas.

 

***

Mas o que interessa aqui e agora é o que os aficionados, que andam por aí felizes da vida a lançar foguetes antes da hora, não sabem. Mas também não ficarão a saber.

 

Vamos deixá-los rir, porque o tempo de chorar não tardará.

E não haverá senhores doutores que lhes possam valer.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:42

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Sábado, 28 de Novembro de 2015

«VALHA-NOS ISSO! MINISTROS AFICIONADOS NO GOVERNO QUE HOJE TOMA POSSE»

 

 

Este é o título altissonante de um artiguinho publicado num blogue tauromáquico, no passado dia 26 de Novembro.

Aquele “VALHA-NOS” é o valha a eles, aos aficionados, obviamente.

Estão felizes da vida!

 

MINISTROS.png

Eis os três ministros assumidamente aficionados: o Primeiro, o da Agri(touro)cultura e o da (In) Cultura.

 

É óbvio que nem tudo neste país anda ao redor da tauromaquia… Mas quase… ao que parece…

 

Não entendemos como é que o Bloco de Esquerda, Os Verdes e o PAN, que se dizem assumidamente anti-tourada, puderam "alinhar" com um governo que tem como primeiro-ministro um aficionado, e aceitar, assim com tanta cumplicidade, que dois lugares-chave da governação fossem colocados estrategicamente nas mãos de aficionados.

 

Excluímos o PCP, por enquadrar autarcas aficionados nas suas fileiras, uma vez que todos os municípios alentejanos, que estão nas mãos dos comunistas, são adeptos da selvajaria tauromáquica.

 

Os aficionados de touradas estão contentíssimos, porque, pensam eles, os apoios governamentais para a denominada “festa brava” estão assegurados.

 

Diz o “Farpas Blogue”:

 

«Luis Capoulas Santos  (Agricultura) e João Soares  (Cultura) são os dois ministros aficionados do novo governo de António Costa que esta tarde toma posse.

 

Elísio da Costa Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura do governo de José Sócrates, referiu ao "Farpas" que, pelo menos no que toca à pasta da Cultura deste novo governo, "uma coisa é certa: os aficionados podem estar tranquilos". E justifica: "João Soares é aficionado e dá a cara. Ainda este ano, foi comigo a duas ou três corridas. Trabalhei com ele cinco anos, quando era vereador da Cultura em Lisboa e organizámos até algumas corridas".

 

Também Luís Capoulas Santos, que volta a ter a seu cargo a pasta da Agricultura, é um reconhecido aficionado e foi mesmo forcado em Montemor. Com 64 anos, foi secretário de Estado da Agricultura entre 1995 e 1998 e ministro da Agricultura de 1998 a 2002. Licenciado em Sociologia, esteve na última década no Parlamento Europeu e a revista "The Parliament" elegeu-o em 2012 o melhor eurodeputado na área da Agricultura. É uma presença assídua nas nossas praças de toiros e assume a condição de aficionado da Festa Brava sem medo nem preconceitos.»

 

Podem ler a noticia e ver fotos neste link:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/11/valha-nos-isso-ministros-aficionados-no.html

***

Sim, poderia ter sido o melhor eurodeputado na área do apoio à touro-cultura, que para eles é o mesmo que agri-cultura. E nessa área acreditamos que tivesse sido o melhor.

 

Pois se tudo isto não fosse grave até dava para rir.

 

Mas é GRAVE. Muito GRAVE, membros do governo ORGANIZAREM actividades selváticas, utilizando dinheiros públicos.

 

Como já foi referido, é óbvio que nem tudo neste país anda ao redor da tauromaquia… Mas quase… ao que parece…

 

Vamos ver no que isto dá.

 

No entanto, aqui fica uma pequena advertência: aficionados, não deitem foguetes antes da FESTA, que pode nunca mais vir a ser “brava”… mas atómica…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

CORREIO DA MANHÃ LANÇA PETARDO A DOIS GOVERNANTES

 

Enviado à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social)

(info@erc.pt)

 

CM.jpg

 

Exmos Senhores:

 

Na edição do “Correio da Manhã” do dia 26 de Novembro de 2015, foi publicada uma chamada na primeira página, com uma fotografia de António Costa e esta INCRÍVEL “coisa”: «Costa chama cega e cigano para o Governo».

 

A referência a estes dois novos governantes, utilizando a cegueira e uma etnia como principais características dos mesmos, revela uma imensurável falta de PROFISSIONALISMO e uma apetência irracional pelo RACISMO e XENOFOBIA inaceitáveis num órgão que se diz de INFORMAÇÃO.

 

Atendendo à gravidade desta situação, solícito à ERC uma tomada de posição junto dos responsáveis do CM (ao qual até me custa chamar jornal), bem como do ou da jornalista que comete tamanha insensatez e envergonha a classe jornalística.

 

Que exemplo será este para os nossos jovens, embora saibamos que o CM seja um pasquim ao serviço de um lobby nada recomendável?

 

Espero que seja feita justiça aos dois governantes atingidos por este petardo, e os quais têm o direito à governação e ao RESPEITO.

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

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