Sexta-feira, 3 de Março de 2017

OS ANIMAIS NÃO HUMANOS NÃO VOTAM, POR ISSO OS POLÍTICOS OS DESPREZAM TANTO…

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Os DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS são uma ilha rodeada de idiotas por todos os lados.

 

E o pior, é que esses IDIOTAS podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

 

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado) meu amigo: «Eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não humanos?»

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da assembleia da república; são considerados "coisas" sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de NÃO SER IDIOTA não traz vantagem, num mundo onde SER IDIOTA faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam mas nada fazem de útil em prol de uma humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando pedra sobre pedra para glória futura».

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

O PROBLEMA É QUE A BESTA HUMANA SE RECUSA A EVOLUIR

 

A propósito de um comentário ao texto de André Silva (deputado do PAN) sobre a caça.

 

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 Origem da imagem: Internet

 

Monteiro, deixou um comentário ao post «NÃO GOSTO DE CAÇA: SEREI EXTREMISTA?» às 19:59, 2017-02-03. Comentário: Infelizmente, o PAN, que tanto ama os animais (e bem), anda a promover a eutanásia e outras formas de extermínio dos humanos (de CERTOS humanos). A Guerra os Humanos: https://www.youtube.com/watch?v=jqu_Xv12Cc4 Sou contra a tourada, mas não sou contra os seres humanos.

***

Monteiro:

 

As pessoas inteligentes têm obrigação de PENSAR um pouco antes de comentar.

 

Têm obrigação de saber discernir as coisas. De separar as águas.

 

O seu comentário peca por misturar alhos com bugalhos.

 

Não sou advogada, e o PAN não me encomendou nenhuma defesa, mas abomino injustiças e esta vossa mania de confundir as coisas e de ver chifres na cabeça de um cavalo.

 

De uma vez por todas: quem é defensor dos animais, OBVIAMENTE é defensor dos animais HUMANOS e dos animais NÃO HUMANOS, na mesma medida. Repito: na mesma medida.

 

Animais somos todos nós, e todos nós temos direito à vida. E a vida será sagrada para cada um, de igual modo: do cão ao gato; da formiga ao piolho; do homem ao touro.

 

Ninguém anda a promover o “EXTERMÍNIO” dos humanos. E a EUTANÁSIA é algo que só diz respeito a quem a quiser cometer. O PAN (e não só o PAN) está a defender a DESCRIMINALIZAÇÃO da Eutanásia, para que esta possa ser realizada sem CULPA, e as pessoas que desejem MORRER (e apenas essas) com dignidade, o façam legalmente, e não às escondidas, ou suicidando-se aí pelos cantos…

 

O PAN (e não só) não pretende “EXTERMINAR” ninguém. Isto é uma ideia absolutamente primária, de quem não sabe o que diz.

 

Se essa lei for aprovada, ainda que a ideia fosse “EXTERMINAR” pessoas, (e este termo é seu e está bastante mal aplicado neste contexto. No contexto do ABORTO está mais adequado e, aí sim, extermina-se seres vivos, sem o consentimento deles) não seriam “exterminadas” se ELAS NÃO QUISESSEM.

 

Ninguém obrigará ninguém a cometer eutanásia. Isto é um problema de consciência de cada um: dos que querem ser eutanasiados e dos que eutanasiarem.

 

O vídeo que apresentou é tão estúpido, mas tão estúpido que chega a ser irracional, mais irracional do que se tivesse sido realizado por um rinoceronte que, esse sim, é um animal RACIONAL e jamais confundiria os conceitos.

 

E outra coisa: quem é CONTRA AS TOURADAS é obviamente a FAVOR DOS SERES HUMANOS. Uma coisa está ligada à outra como unha e carne.

 

Não sei de onde foi tirar essa ideia estapafúrdia de que se se é contra as touradas é-se contra os seres humanos. É a coisa mais idiota que já ouvi na vida.

 

Talvez a sua confusão resida no facto de um defensor dos animais não considerar (eu não considero) “ser humano” a BESTA HUMANA, que tortura e sente prazer em torturar animais: HUMANOS e NÃO HUMANOS, porque a BESTA HUMANA também se deleita a torturar seres humanos (veja-se o que os tauricidas e os caçadores fazem connosco: torturam-nos a alma, com as suas práticas mórbidas, cruéis, violentas e cobardes).

 

A BESTA HUMANA é uma subespécie que ainda não evoluiu. Mas daí a dizer que queremos “exterminá-los” vão milhares de anos-luz.

 

O que queremos é que a BESTA HUMANA EVOLUA.

 

O problema é que a BESTA HUMANA SE RECUSA A EVOLUIR, e isso tira-nos do sério, pelo menos a mim, a ignorância optativa tira-me do sério.

 

Fui clara?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:53

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

ESTA É A HUMANIDADE DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS

 

Que maravilha! A alegria deste elefantinho é comparável à de uma criança humana....

E dizer que a besta humana anda a exterminá-los em nome de uma infinita estupidez!!!!!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

BEM-ESTAR ANIMAL EM PORTUGAL TEM DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS E POUCA OU NENHUMA APLICAÇÃO

 

No Parlamento português aprovam-se leis e decretos a fingir que se está muito preocupado com o bem-estar dos animais não humanos, mas na prática eles continuam a ser maltratados a todos os níveis, incluindo os “protegidos” e considerados mais animais do que outros: os Cães e os Gatos.

Só que as Cinco Liberdades, para que possamos considerar que existe bem-estar animal, não são minimamente cumpridas, nem quem as faça cumprir em Portugal.

 

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Isto vem a propósito de uma notícia que anda a circular pelo Facebook, mas já tem umas barbinhas: «Marcelo impede abate de animais».

 

A notícia informa que Marcelo Rebelo de Sousa promulgou um diploma que estabelece medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais que, por maldade humana ou descuido, vivem abandonados nas ruas das cidades, vilas e aldeias de Portugal, proibindo deste modo o abate como forma de controlo da população, privilegiando a esterilização.

 

Este diploma, aprovado por unanimidade em votação final global a 9 de Junho de 2016, é um texto de substituição apresentado pela Comissão de Ambiente, mas tem por base um projecto de lei do PCP e uma iniciativa de cidadãos.

 

Sobre isto, e como Defensora dos Direitos de Todos os Animais (Humanos e Não Humanos) tenho a dizer o seguinte:

 

Espero que o senhor presidente da República Portuguesa, em sintonia com a Assembleia da República e com o PCP, promulgue, muito brevemente, o diploma da Abolição das Touradas, demonstrando que já não é aficionado dessa prática bárbara, até porque não condiz nada com o “presidente dos afectos” que diz ser, e que é coerente com a sua postura, pois, como todos sabemos, nenhum animal é mais animal ou menos animal do que o outro.

 

Também espero que as leis e decretos sobre o bem-estar animal englobe todos os animais, e não só os Cães e os Gatos, até porque, por unanimidade, os deputados da Nação reconheceram há pouco tempo que os animais não humanos já não são “coisas”.

 

Também espero que o PCP não funcione com dois pesos e duas medidas quanto a esta matéria, e considere os Touros e os Cavalos animais sencientes e não “coisas” para divertimento dos sádicos. É que é o único partido que se diz de esquerda, (e mais uns tantos socialistas) que vota com a direita esta matéria.

 

Portugal precisa de EVOLUIR em relação ao modo como trata todos os seus animais não humanos, porque o grau de civilização de um povo mede-se por esta bitola, e quem o diz não sou eu: é Mahatma Gandhi, aquele que era um ser cósmico e, por o ser, tinha uma Alma Grande.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

http://www.tuga.press/marcelo-impede-abate-animais/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

LIGAÇÃO ENTRE VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS NÃO HUMANOS E VIOLÊNCIA CONTRA SERES HUMANOS

 

 

Mais um estudo que comprova que aquele que é violento contra um animal não humano é violento contra um animal humano, porque animais, já sabemos, somos todos nós, embora haja por aí quem se considere feito da matéria dos deuses… se bem que dos deuses menores...

 

A conclusão é sempre a mesma: quem maltrata animais não humanos tem propensão para a violência e crueldade contra seres humanos. E daí à psicopatia a distância é zero…

 

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«A Ligação: Violência Contra Animais não humanos e Violência Contra Seres Humanos

 

 

A Humane Society of the United States (HSUS) é a primeira organização a conduzir um estudo nacional examinando a predominância de violência humana em situações que envolvem crueldade contra animais. O estudo da HSUS, conduzido de Janeiro a Dezembro de 2000, aponta números de pessoas que maltratam animais, espécies de animais maltratados e incidentes de violência em família nos casos mais comuns de crueldade contra animais, nos Estados Unidos.

 

Os resultados de um ano de estudo, descritos abaixo em detalhes, mostram que um número extremamente alto de casos de crueldade intencional foi cometido por adolescentes do sexo masculino, com idade inferior a 18 anos. Além disso, a pesquisa mostra que grande número de casos de crueldade intencional contra animais não humanos, também envolvem algum tipo de violência familiar, quer seja violência doméstica, maus tratos contra crianças ou idosos.

 

A HSUS recolheu informações de 1624 casos de crueldade contra animais não humanos que ocorreram nos EUA no ano de 2000. Os relatos são de fontes bem documentadas, como os média e associações locais protectoras de animais. Desses casos, 922 envolvem violência intencional e 504 envolvem extrema negligência. O que se segue é uma avaliação do número de pessoas que cometeram maus tratos, tipos de abusos, outras formas de violência e número de pessoas que cometeram crueldade intencional.

 

Quem São os Autores dos Crimes?

 

Os do sexo masculino são responsáveis por 76% dos casos no geral e 94 % dos casos de crueldade intencional. Enquanto as mulheres são responsáveis por apenas 24% do total, elas são responsáveis por 24% dos casos de severa negligência, incluindo 68% de casos de pessoas que criam muitos animais juntos.

 

Em casos de crueldade intencional contra animais não humanos, a maioria dos agressores era do sexo masculino e menores de 18 anos: 31% cometido por adolescentes com idade inferior a 18 anos (94% por adolescentes do sexo masculino); 4 %, por crianças com idades inferiores a 12 anos.

 

Existe uma Ligação entre Crueldade contra Animais Não Humanos e Violência Humana?

 

Quase um quarto de todos os casos de crueldade intencional contra animais, envolve alguma forma de violência familiar. Violência doméstica foi a forma mais referida, seguida dos abusos contra crianças e pessoas idosas.

 

21% dos casos de crueldade intencional contra animais não humanos também envolvem alguma forma de violência familiar.

 

13% envolve violência doméstica. Nesses casos, o culpado abusa do parceiro ou cônjuge, forçando a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

7% diz respeito a abusos contra crianças. Neste caso o culpado abusa das suas crianças e (ou) força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

1% envolve abuso de idosos. Nesses casos, o culpado abusa do idoso e ou força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

Quem são as vitimas?

 

Os animais de companhia são os alvos mais frequentes de crueldade, principalmente os cães (76% de todos os animais de companhia) que são comumente mais relatados que casos de crueldade contra gatos (19% de todos os animais de estimação). Esse número baixo de incidências, não corresponde ao que dizem os que trabalham na causa e isso sugere que o público, os média e os reforços das Leis, parecem dar menos importância para casos de crueldade contra gatos, que para casos que envolvem crueldade contra cães.

 

O que se segue é uma análise dos animais vítimas de crueldade neste estudo: 76% dos casos envolvem animais de companhia. 12% dos casos envolvem animais de quinta.

 

7% dos casos envolvem animais selvagens.

 

5% dos casos envolvem várias espécies de animais.

 

Que tipo de crueldade é cometida contra animais?

 

Mais de 57% dos casos revistos foram caracterizados como abuso intencional ou tortura; 31% envolvem negligência extrema, incluindo deixar o animal passar fome e sem cuidados básicos; e 12% envolvem ambos, negligência e crueldade directa.

 

Nos casos de crueldade intencional contra animais não humanos, as ofensas mais comuns são tiros, espancamento, arremesso do animal e (ou) mutilação.

 

33% dos casos envolve tiros; 14%, espancamento; 8%, arremesso do animal; 8%, mutilação; 6%, queimaduras; 6%, envenenamento; 5%, facadas; 4%, lutas; 4% chutos; 2%, abuso sexual; 2%, afogamento; 2%, enforcamento; 6%, outras formas de violência intencional.

 

Quantos animais são afectados?

 

É impossível dizer quantos animais sofrem ou estão em risco de serem vítimas de crueldade, porque no momento não há no País um sistema de reforço de leis ou mesmo entidades para monitorizar todos os casos. Entretanto, no exemplo dos casos revistos nessa pesquisa, uma média de 3.4 animais foram vitimizados em casos de negligência. Na maioria (63%) os animais foram mortos ou tiveram de ser sacrificados devido ao resultado dos seus ferimentos.

 

O relatório da HSUS comprova a mais recente pesquisa sobre a ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência contra seres humanos.

 

Apesar de este ser o primeiro estudo nacional para analisar a prevalência de violência humana em casos de crueldade contra animais não humanos, nas últimas duas décadas psicólogos, sociólogos e criminologistas têm conduzido diversos estudos para examinar a extensão de casos de crueldade contra animais não humanos em casos de violência em família. Interesse que vem de longe na ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência humana foi inspirado por casos contados pelo povo, compilados pelo FBI e outras agências criminalistas ligando os serial killers, violadores em série e violadores assassinos a actos de crueldade contra animais não humanos antes dos 25 anos. Muitos desses casos, onde houve alegação de maus tratos a animais por David Berkowitz e Jeffrey Dahmer, têm sido amplamente divulgados pelos média e consciencializado o público sobre a ligação entre violência humana e violência contra animais não humanos. Entretanto, recentes estudos e pesquisas constatando a incidência de crueldade contra animais não humanos, onde há casos de violência familiar, dá-nos evidências mais concretas.

 

Em 1995, alguns investigadores entrevistaram uma pequena amostra de vítimas de violência doméstica que procuravam abrigo em Utah e descobriram que 71 % das que tinham animais de estimação receberam ameaças dos seus agressores que maltrataram ou mataram os animais da família. Estudos mais completos em 1997 e 2000, nos EUA e Canadá, comprovaram essas descobertas e examinaram o efeito que essas ameaças têm no sentido de evitar que a vítima saia dessa relação familiar abusiva. Pesquisas relacionadas com esses estudos revelam que mais de 20% das vítimas de violência doméstica afirmam ter adiado sair de uma relação afectiva abusiva, temendo a segurança dos animais de estimação. Em resposta a essa fundamentação, associações de bem-estar animal começaram a fazer parcerias com as agências que atendem casos de violência doméstica, no sentido de desenvolver programas que proporcionam abrigo temporário aos animais de estimação das vítimas de violência doméstica.

 

Similar aos casos de violência doméstica, os que abusam de crianças frequentemente o fazem com animais não humanos para exercitar o seu poder de controle sobre a criança. Em alguns casos forçam as crianças a actos sexuais com animais ou exigem que elas matem o animal de estimação favorito, com a finalidade de chantageá-las para que mantenham os abusos como um segredo de família. Geralmente apenas a ameaça de magoar um animal da criança é suficiente para fazer com que ela se cale em relação às agressões que sofre.

 

Um estudo realizado em 1983 referente ao New Jersey Division of Youth and Family Services for Child Abuse descobriu que 88% das famílias que têm animais de estimação com histórico de abuso físico, pelo menos uma pessoa cometeu crueldade contra animais. Em 2/3 dos casos o agressor é um dos pais. Entretanto em 1/3, as próprias crianças transformam-se em agressores, muitas vezes imitando a violência que viram ou experimentaram, usando o animal como vítima.

 

Recomendações da Humane Society of the United States: Leis & Soluções para a Comunidade

 

Enquanto o estudo da HSUS é apenas uma amostra de milhares de casos de crueldade que as associações, os canis municipais e a polícia encontram a cada ano, os resultados do estudo dá-nos um melhor entendimento de como a crueldade contra animais não humanos, se encaixa dentro de problemas maiores da comunidade e da violência em família. A alta percentagem do envolvimento de adolescentes em actos intencionais de crueldade e a prevalência da violência em família em muitos dos casos de crueldade contra animais, sugerem a necessidade de leis e soluções na comunidade, para a crueldade contra animais não humanos e violência humana.

 

Nos últimos anos a consciencialização do público e de profissionais sobre essa ligação aumentou devido a pesquisas e muitos casos estudados. Como resultado, muitas áreas do país já começaram a ajustar leis sobre crueldade contra animais não humanos e estão a desenvolver programas inovadores junto às comunidades, com o objectivo de reduzir a violência. Trinta e um estados e o Distrito de Columbia elaboraram projectos de lei "felony level" (felony = mesmo nível de crime dos que cometem assassinato ou violação, sujeito a sentença severa por cometer crime considerado grave) e a maioria foi aprovada nos últimos anos.

 

Muitos Estados também aprovaram leis exigindo avaliação psicológica e terapia para os que são presos por cometerem crueldade contra animais não humanos. Neste ano (2001) 18 estados estão a trabalhar em leis contra crueldade (felony) melhorando as que já existem, no sentido de fazer com que esse tipo de crime seja considerado crime passível de sentença pesada. Em consequência disso, cinco estados - Florida, Virgínia, Arizona, Carolina do Sul e Massachusetts - introduziram leis que obrigam as denúncias de crueldade contra animais não humanos que chegam aos órgãos de controle Animal (canis municipais e abrigos), sejam estudadas em conjunto com denúncias contra crianças que chegam aos serviços especializados de protecção às mesmas.

 

Além dos esforços em relação à legislação, muitas comunidades americanas já estão a desenvolver programas anti-violência que têm a intenção de prevenção, usando a ligação violência contra animais não humanos/violência contra seres humanos, para identificar e dar assistência a animais não humanos e humanos vulneráveis à posição de vítimas. Departamentos de polícia, grupos de assistência social, abrigos para vítimas de violência doméstica, educadores e outros grupos anti-violência estão a trabalhar em conjunto com entidades de bem-estar animal, desenvolvendo interactividade no sentido de reduzirem a violência doméstica e crueldade contra animais não humanos. Muitos desses programas utilizam comparações de relatos entre organizações (que cuidam de crianças, animais e casos de violência em família), trabalhando no sentido de encontrar uma solução conjunta.

 

Talvez o meio mais eficaz de se combater a crueldade contra os animais não humanos e violência humana seja a prevenção. A maioria dos maus tratos infligidos a animais não humanos e a humanos, é motivado por medo, ignorância e incapacidade de se ter empatia pelas necessidades e sentimentos dos outros.

 

A Educação Humanitária pode ser essencial para se introduzir o conhecimento de valores que podem ajudar a prevenir crianças de começarem a percorrer um caminho destrutivo. Esses esforços podem não recuperar as gerações de abusadores, mas podem ter uma importância efectiva no sentido de quebrar o ciclo de violência em família, de uma geração para outra.

 

Texto original no site da Humane Society of the United States http://www.hsus.org


***

UM “ESTUDO” PORTUGUÊS QUE COMPLETA ESTE ESTUDO AMERICANO

 

Texto de Teresa Botelho

 

AS CRIANÇAS E A EDUCAÇÃO!

 

Nos vários anos em que ensinei crianças e adolescentes carenciados e de várias etnias, verifiquei que o abandono e a violência que a vida lhes proporcionava, se dirigia normalmente contra os colegas, (bullying) ou contra animais, por estes serem o elo mais fraco, nos bairros degradados em que viviam. No entanto, essa violência, não é vista apenas nas cidades grandes, nem nas comunidades mais carenciadas, porque também leccionei no interior, onde se faziam autênticos massacres a animais, sob a condescendência dos adultos e até progenitores.

 

Perante estas situações e por solicitação dos Gabinetes de Apoio, fiz várias acções de sensibilização nas Escolas onde trabalhei e também em outras, como voluntária.

 

Infligir dor e sofrimento a um ser vivo, jamais pode ser considerado como um comportamento saudável no crescimento harmonioso de um menor de idade, assim como não o é, para um adulto responsável e menos ainda se for Encarregado de Educação ou Professor.

 

O Comité dos Direitos da Criança, da ONU, advertiu Portugal em 2014, citando o seguinte:

 

A participação de crianças e adolescentes em actividades taurinas, constitui uma forte violação dos Direitos da Convenção, doutrinando-as para uma acção violenta”.

 

Mais adiante, esta Convenção, coloca mesmo o uso de crianças e adolescentes na tauromaquia, a par do tráfico de droga, como trabalho degradante e perigoso.

 

A Associação Americana de Psiquiatria, considera a crueldade contra os animais, um transtorno de comportamento e a 4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, define como transtorno de comportamento, a acção de ignorar os direitos básicos dos outros, bem como as principais normas sociais e regras próprias, aplicadas à idade do indivíduo.

 

A evidência clínica, indica ainda que os sintomas de crueldade para com os animais, são observados durante as 1ªs etapas do Transtorno Comportamental, frequentemente, por volta dos 8 anos de idade.

 

Algumas pesquisas, indicam ainda que em 80% dos lares, nos quais o Controle Animal, encontrava animais maltratados, havia antecedentes de abuso físico, negligência familiar e sobretudo afectiva.

 

Fonte:

 https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2015/09/as-criancas-e-educacao-varios-anos-em.html?showComment=1477331002989#c2087101382547065018

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

FAÇAMOS DO MUNDO UM PARAÍSO PARA TODOS OS ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS

 

É deste modo completamente livre que devem viver os Cavalos.

Sem arreios, sem selas, sem serem montados.

Os Cavalos não nasceram para ser escravos do animal humano.

Nenhum animal nasceu para ser escravo de outro animal.

 

Nem sequer o animal humano nasceu para ser escravo dos da sua espécie, muito menos os animais não humanos nasceram para ser escravos do animal humano.

Hoje, neste dia de São Francisco de Assis, o frade que considerava os animais não humanos seus irmãos, meditemos na sua mensagem e façamos do mundo o paraíso que todos os animais, humanos e não humanos, merecem.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:58

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Domingo, 28 de Agosto de 2016

OS ANIMAIS NÃO HUMANOS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS E DIVIDEM CONNOSCO O PRIVILÉGIO DE TER UMA ALMA

 

Mas não é este ensinamento que a igreja católica passa aos seus “fiéis”, cuja esmagadora maioria comete as maiores barbaridades contra seres tão sencientes.

 

Um cão nunca abandona o seu dono, seja em que circunstância for.

 

Mas o dono de um cão abandona-o em qualquer circunstância…

 

FIEL AMIGO.jpg

Esta imagem está a correr mundo, e a emocionar os seres humanos mais sensíveis.

 

Vem-nos de Itália, onde nas localidades de Amatrice e Accumoli se registou um terramoto no qual morreram mais de uma centena de pessoas.

 

Os caixões das vítimas foram levados para um complexo desportivo, onde foram veladas por familiares, amigos governantes e gente anónima.

 

Entre essa multidão, encontrava-se um cão da raça Cocker Spaniel que, visivelmente triste, ficou a velar o corpo do seu dono junto ao caixão.

 

São assim os melhores amigos do Homem, mas por vezes, o Homem não é o melhor amigo do cão, e abandona-o, maltrata-o, tem-no como (mais) um objecto da casa, e não lhe dá qualquer atenção.

 

Penso que esta seria uma boa altura para a igreja católica tomar uma posição mais compassiva em relação aos animais não humanos, e pregar aos seus fiéis que eles, sejam cães ou de outra qualquer espécie, especialmente aqueles que são utilizados para divertimento dos sádicos, são tão animais como nós, têm sentimentos humanos, são criaturas de Deus, que dividem connosco o privilégio de ter uma alma, como afirma o sábio e iluminado filósofo grego, Pitágoras.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2016

BOICOTEM TODOS OS CIRCOS QUE (AB) USEM DE ANIMAIS NÃO HUMANOS

 

(Há séculos que me recuso a frequentar lugares onde se praticam estes horrores nos bastidores, contra inocentes e indefesos seres vivos e animais como eu).

 

Este Macaco de circo foi repetidamente espancado pelo seu cruel “treinador ".

 

Mais de 30 países já baniram os circos que exploram e escravizam animais.

 

Se o vosso país ainda não proibiu actos praticados por animais nos circos, por favor, tomem a iniciativa e boicotem esses circos.

 

A Arte Circense é um atributo unicamente do Homem.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

TRIBUTO A MARIA HELENA CAPETO – A NATUREZA É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS

 

Quando me vi com Tiiti de Gayport – Tributo ao Amor, o livro de Maria Helena Capeto, nas minhas mãos, o meu primeiro gesto foi acariciar o rosto de Tiiti, na capa do livro, numa espécie de ritual de boas vindas. E mal sabia eu o que esperar desta leitura.

 

Este é um livro que todas as pessoas devem ler, porque aprenderão a viver em harmonia com a Vida, com a Natureza e a compreender melhor o Universo, não o Universo que nos “mostra” a Ciência, mas o outro, aquele que é o verdadeiro Universo, onde toda a Vida está entrelaçada, e que apenas uns poucos alcançam.

 

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Li este livro avidamente.

 

Trata-se de uma fascinante declaração de amor eterno a um ser que escolheu a autora para com ela partilhar as alegrias e as tristezas da própria existência.

 

Quando temos um animal, não somos nós que o escolhemos. É ele que nos escolhe. É ele que, de um modo ou de outro, vem ter connosco, ou leva-nos até ele, para que o recebamos e com ele partilhemos a vida e as emoções, com uma cumplicidade única e inevitável.

 

Mas Tiiti é também um ponto de partida para uma reflexão intimista de uma outra realidade que foge aos nossos sentidos mais terrenos.

 

Com Tiiti, Maria Helena Capeto compreendeu que «tudo faz parte do mesmo tecido cósmico, tudo nele está entretecido e entrelaçado», e a partir daqui, reescreveu magistralmente os conceitos que temos da Vida, da Natureza, do Cosmos, da Ciência que não nos diz nada, ou quase nada, porque a essência do mistério da Vida não é para dizer, mas para sentir. Para intuir. Para ser, sem ter como ser provado.

 

Com Tiiti de Gayport confirmei o que sempre havia intuído: os homens não têm a capacidade de compreender a linguagem da Natureza, como têm os animais não humanos, que o homem tanto nega e menospreza. E no entanto, considera-se uma espécie “superior” a todas as outras espécies. E não tem motivo algum para tanto.

 

Saberá realmente o Homem quem é o Homem, de onde vem e para onde vai, e qual o seu verdadeiro lugar no Cosmos?

 

O animal humano vê o mundo à medida da sua estreiteza de espírito.

 

Fascinei-me com a lucidez com que Maria Helena Capeto nos coloca diante da nossa insignificante “civilização”, que pode ser destruída num segundo, se assim o entender a Mãe Natureza.

 

E o que é o homem perante a força ingovernável dessa Natureza?

 

O homem julga-se o dono do mundo, o dominador do mundo.

 

Como se engana!

 

Quem domina o Planeta são as poderosas forças da Natureza, que o homem não tem como vencer.

 

O homem é apenas uma pequena porção daquela poeira cósmica de que todas as coisas terrenas e não-terrenas são feitas. Todas, incluindo os animais, ditos não humanos, tão desvalorizados pelo homem.

 

Se a humanidade, e apenas a humanidade fosse exterminada hoje, os restantes animais e as plantas continuariam a viver, agora mais tranquilamente sem a predação humana.

 

O que dizer mais sobre Tiiti de Gayport?

 

Ocorre-me declarar que, a partir desta leitura, fiquei com a certeza de que a Natureza é a medida de todas as coisas, e não o homem, como ele julga que é.

 

Sejamos humildes.

 

Termos consciência de nós próprios é sabermos que não fazemos qualquer falta a nenhuma outra criatura. Pelo contrário, o homem sem a restante vida planetária não sobreviveria nem um só dia.

 

Obrigada, Maria Helena Capeto, por esta bela lição de Amor, que tão profundamente me tocou.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:03

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Segunda-feira, 27 de Junho de 2016

O QUE SEPARA O HOMO SAPIENS DO HOMO PARVUS…

 

O Amor Animal

 

Este vídeo é apenas uma pequena amostra desse amor entre os animais humanos e os animais não humanos

 

A este propósito, aproveito para aqui deixar uma nova teoria sobre a Humanidade, da autoria de Josefina Maller, incluída no seu livro

«A Hora do Lobo»

 

 

 

«Oskar entende a política como um veículo que deve levar de um lugar para o outro, de passagem, e apenas de passagem, aqueles que nela se enfronham, e não um lugar cativo, propício a gerar a mais sórdida e malfazeja corrupção. Por este motivo, Oskar incomodava os corruptos, forçosamente. Era, pois, um homem a abater. Um dia, na impossibilidade de o eliminarem fisicamente, amordaçaram-no, do modo mais infame e covarde.

 

Como consequência desse acto, começou a interessar-se pelo estudo do que mais tarde viria a designar de Fenómeno do Homo Parvus ou Homo Predador, isto é, de uma criatura com aspecto de homem, porém possuidora de um cérebro primitivo, extraordinariamente mais primitivo do que o dos seus (dele, Oskar) irmãos macacos, conforme ele próprio faz questão de afirmar, e a qual criatura se desenvolveu paralelamente ao chamado Homo Sapiens – aquele que possui saber e o utiliza para o seu próprio bem-estar, e para o bem-estar de toda a Humanidade. Todavia, afiança Oskar, não se sabe muito bem como nem porquê – aliás como muita coisa que diz respeito à ciência, existindo até várias teorias sobre a questão, todas elas obviamente contraditórias, ou não seja a verdade da ciência sempre provisória – o Homo Parvus conseguiu sobrepor-se ao Homo Sapiens e alcançou o poder, se bem que um poder podre, o mais obtuso e destrutivo dos poderes, porque assente numa insipiência grosseira, o que o levou a começar a desgovernar o mundo, e este transformou-se num lugar mais caos do que ordem, onde o Sapiens, sob o desgoverno do Parvus, viveu quase sempre à deriva. Um contra-senso? Talvez, assevera Oskar, e questiona: «A força bruta, assente na ignorância, não foi sempre mais poderosa do que a mais eloquente inteligência? Quantos homens sábios morreram às mãos do Homo Parvus

 

A vida ignara dos homoparvus, norteada pelo seu saber pobre e podre, gira ao redor de tudo o que diz respeito à aniquilação do Planeta e dos seres que nele vivem: guerras, crimes de guerra, genocídios, massacres, torturas, invasões de territórios, armas nucleares, químicas e de destruição massiva, extinção de espécies; massacres de animais, campos de concentração, de reeducação e de extermínio; terrorismo, bombistas suicidas, enfim, um catálogo infinito de atrocidades, digno apenas de constar n’ O Livro Negro do Terror e da Ignorância, livro que, na verdade, já conta muitos milhares de páginas, escritas com o sangue dos inocentes. E sobre estas matérias, é preciso que se diga, Oskar escreveu já vários livros, que enfureceram não só os poderosos do seu país, como também os poderosos de todo o Planeta. É, pois, evidente, que Oskar seja tão desprezado, entre os políticos, entre os desgovernantes (como ele os qualifica) e até entre alguns dos seus pares, devido às suas ideias, estranhas, polémicas e, sobretudo, provocadoras, porque demasiado “simplistas”, na opinião das (des)inteligências buriladas no caos em que se transformou a vida no Planeta, onde proliferam (pre)conceitos abstracto-filosóficos, baseados na exclusividade de um eu sem causas, e em normas de conduta imoral e incívica, rebuscadas, sinistras e insólitas, a todos os níveis, tornando impróprias para consumo as sociedades engendradas em tal desordem.

 

Todas as épocas e todas as gerações, desde o dia em que o homem descobriu que podia acumular riquezas, e que essas riquezas lhe conferiam um determinado poder, tiveram o seu caos. No entanto, o tempo de Oskar, que, enfim, também é o nosso, é o tempo em que as nações, apesar de todos os progressos e de todas as evoluções, de todas as revoluções e de todas as boas intenções, ainda discutem a questão da guerra e da paz, não conseguindo atinar com qual destas situações será mais vantajosa para a Humanidade, ou mais condizente com mentalidades evoluídas. Direi que não estamos propriamente na era dos trogloditas, pois só pontualmente, um ou outro homem vive em cavernas. Calcula-se ter havido uma evolução de ideias e de comportamentos, desde o já longínquo primeiro amanhecer do australopiteco, contudo, essa evolução não se verificou entre o Homo Parvus que, nascendo pequeno e medíocre, permanece pequeno e medíocre, empancado, autoritário, impiedoso, repressivo, demente, obstinado, ignorante, enfim, constitui um verdadeiro entrave ao progresso dos povos.

 

Por outro lado, a cultura, o saber, a ciência, a arte, tudo o que valoriza a existência dos seres ditos humanos, é do domínio do Homo Sapiens que, no entanto, e inexplicavelmente, raras vezes teve o poder de mandar no mundo e quando, eventualmente, lá chega, é impiedosamente assassinado. O poder é dos fracos, e o saber dos fortes, sentencia Oskar que, todavia, não consegue explicar por que o poder dos fracos sempre se sobrepôs ao saber dos fortes, distanciando-nos, deste modo, e cada vez mais, do paraíso primordial, que foi o nosso Planeta à época da sua criação.

 

Quantos livros de poetas foram apreendidos e queimados diante da porta de Adriano, no decorrer dos séculos! Por esta e por outras que tais discrepâncias, Oskar recusa-se a aceitar o conceito de uma Humanidade uniforme, ou seja, rejeita a ideia da existência de uma só espécie humana. Para ele, há o Homo Sapiens, possuidor de uma inteligência construtiva, e o Homo Parvus que, não tendo evoluído ainda, é o resistente de uma raça de destruidores, não completamente extinta, e que, desde sempre, dominou a Humanidade através de políticas despóticas, agressivas e irracionais, e em tempos mais recentes, acrescidas de uma perversão mental conhecida por terrorismo, que se generalizou por todo o mundo.

 

Vive-se numa época em que já não há governantes nem autoridades, tão-só desgovernantes e desautoridades, sem a mínima capacidade crítica, analítica, ou mesmo reflexiva. Os autodenominados “políticos” e “autoridades”, ao não terem respeito por si próprios, não o têm também em relação aos outros, mas, sobretudo, não têm o respeito desses outros, ao praticarem uma política conforme os seus interesses mesquinhos, e não com base nos interesses dos povos, isto é, não exercem uma política com saber, com prudência e com lucidez, como seria desejável. O importante é acumular riquezas como se fossem viver eternamente e pudessem levá-las com eles para os túmulos, transformando os vermes em seus legítimos herdeiros.

 

Estamos num tempo em que paira sobre a Humanidade o espectro da pobreza extrema, da fome, da destruição do ambiente, da cada vez mais acentuada escassez de água potável, considerada o ouro de um futuro que, no entanto, é já presente; e de doenças provocadas por vírus e bactérias inteligentes, o novo e mais mortal inimigo do homem, o qual não se combate com armas de fogo comuns. Com as nucleares, talvez! Contudo, neste caso, quem não morresse da doença, morreria da cura. E o círculo fechava-se, nele encurralando a desprotegida Humanidade.

 

A grande maioria dos povos tenta sobreviver na linha de todos os limites, enquanto uma minoria atira para o lixo os excessos de uma existência farta. Já não se diz que o mundo é governado, mas que o mundo é desgovernado por uma sucessão de uns e de outros, tal o caos em que os cada vez mais poderosos homoparvus mergulham as nações. A vida no planeta começa a ser deprimente e insustentável. As políticas, ditas globalizantes, estão a transformar o mundo no quintal dos desgovernantes que detém um domínio político fortemente acorrentado a um ameaçador e obcecado poder económico, minado pela corrupção e pelo tráfico de influências. Os países, os povos, os cidadãos comuns que não pertencem ao chamado Double G (Grupo dos Grandes) consomem-se num quotidiano carregado de nuvens negras e águas fétidas e agitadas, vivido num permanente e desesperado desassossego, alimentado por um profundo desânimo, enquanto os “políticos” menores, sonhando com um lugar cativo no tal Double G, resvalam para enormes desaires. É o tempo do domínio da besta, que nada tem a ver com o ano da besta das profecias, ou com as bestas das lendas e dos saberes antigos. Esta é uma besta moderna, completamente desavergonhada, e que faz alarde da sua bestialidade, através dos actos que pratica, deixando atrás de si um rasto de destruição e de lixo, nunca visto ou sequer imaginado.

 

Estamos no tempo em que os fins justificam todos os meios, mesmo os mais inconcebíveis e irracionais. E enquanto o mundo do Homo se desmorona, a aranha continua a construir a sua teia, com engenho e arte, cuidadosamente, uma teia, no entanto, tão frágil que um sopro de vento pode desfazê-la num segundo. Mas esse é o destino da teia da aranha, que intui a sua vida breve, por isso, é tão delicada no fabrico dos fios que enredam a presa com que se alimenta, uma vez que não é da aranha cultivar uma horta ou um pomar. E enquanto essas teias são tecidas, com extrema minúcia, o mundo vai girando, vertiginosamente, enlouquecido e, de volta em volta, o tempo avança. Inexorável».

 

(Excerto do livro «A HORA DO LOBO» © Josefina Maller

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:02

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