Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

PARA OS QUE SE DIZEM CATÓLICOS, BEIJAM A MÃO DO PAPA, VÃO A FÁTIMA, AJOELHAM-SE, ACENDEM VELAS E DEPOIS VÃO ÀS TOURADAS…

 

«É melhor ser ateu do que católico hipócrita»

(Papa Francisco)

 

Um texto que dirijo aos governantes portugueses, que se dizem católicos, à igreja católica portuguesa e a todos os falsos católicos que apoiam e aplaudem e divertem-se com práticas cruéis contra seres vivos.

 

Leiam, pasmem e sigam o exemplo que vem de cima.

 

Agora não têm mais desculpas para dizerem que não sabiam.

 

PAPA FRANCISCO.jpg

Origem da foto: Internet

 

Não foi por acaso que o Papa Francisco adoptou o nome de São Francisco de Assis, o Poverello de Assis, que deixou a vida mundana para se dedicar aos mais pobres dos pobres e amar toda a Criação de Deus, considerando todas as criaturas irmãs suas.

 

A visão iluminada de São Francisco de Assis sobre a Mãe Natureza e a natureza do Homem influenciou a Filosofia da Renascença e todos os que, conscientemente, vivem como Seres Humanos e não como seres desumanos.

 

Inspirado nestes princípios franciscanos, o Papa Francisco, a 24 de Maio de 2015, publica a sua carta encíclica Laudato Si’ - Sobre o Cuidado da Casa Comum, na qual tece relevantes críticas aos “poderosos”, ao consumismo, ao “progresso” irresponsável, aos que se julgam superiores a todas as outras criaturas, e faz um apelo à mudança e à unificação global de acções que combatam a degradação ambiental, as alterações climáticas e a postura dos homens perante as criaturas de Deus.

 

Para mim, esta Encíclica, além de ser um hino à cominhão universal, contém algo extraordinário: apresenta uma oração, onde se roga a Deus pela mais pequenina das suas criaturas…

 

Para os que não sabem (e devem ser aos milhares, porque na esmagadora maioria dos púlpitos não se fala disto) as Encíclicas são os documentos mais importantes emitidos pela Igreja Católica, Apostólica Romana, os quais actualizam a doutrina católica através do desenvolvimento de um tema da actualidade.

 

Eis as mais conhecidas Encíclicas, objecto de estudo, nomeadamente dos não-católicos:

 

"Rerum Novarum" (Papa Leão XIII) sobre a questão operária; “Mater et Magistra” (João XXIII), sobre a questão social à luz da doutrina cristã; “Populorum Progressio” (Paulo VI), sobre a cooperação entre os povos e os problemas dos países pobres; "Laborem Exercens" (Papa João Paulo II) sobre o trabalho humano; "Fides et Ratio" (Papa João Paulo II) sobre as relações entre fé e razão; "Deus Caritas est" (Bento XVI), sobre o Amor Cristão; "Caritas in Veritate" (Bento XVI), sobre o desenvolvimento humano na Caridade.

 

São Cartas dirigidas geralmente aos Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, Irmãos da Igreja, mas também aos fiéis; contudo, são os não-católicos que mais as lêem e conhecem.

 

Faça-se um inquérito aos milhares que vão a Fátima e veja-se quantos deles conhecem o conteúdo destas Encíclicas.

 

Pergunte-se aos nossos governantes, que se dizem católicos, e aos padres de todas as paróquias portuguesas, se conhecem o conteúdo da Laudato Si’, do Papa Francisco.

 

Não conhecem, se conhecessem e fossem bons católicos, não se comportariam como se comportam: benzem-se com a mão direita e estendem a esquerda ao diabo.

 

E isto porque, a maioria dos governantes portugueses que se dizem católicos, os que se sentam nos Palácios de Belém e São Bento, e em palacetes de cerca de 40 municípios portugueses, e os que representam as várias dioceses e paróquias espalhadas pelo Continente e Ilhas, comportam-se como carrascos em relação às inocentes, inofensivas e indefesas criaturas de Deus, nossos irmãos planetários.

 

Abordarei aqui apenas a questão dos animais não humanos, incluída nesta Encíclica, porque essa tem sido a minha luta. Mas a Encíclica vai muito além desta questão. Centra-se Sobre o Cuidado da Casa Comum (a Terra) versando sobre os maus tratos que os homens dão ao Planeta, destruindo impiedosamente e irracionalmente o meio ambiente, a sua biodiversidade e as suas Criaturas.

 

Diz o Papa: «Por nossa causa, milhares de espécies cessarão de dar glória a Deus pelo simples facto de existirem, deixarão de levar a sua mensagem até nós. Não temos esse direito. (…). Quando se avalia o impacto ambiental de um projecto, normalmente (os “poderosos”) preocupam-se com os efeitos sobre o solo, a água e o ar, mas são poucos os estudos cuidadosos feitos acerca do impacto sobre a biodiversidade, como se o prejuízo em relação a espécies de plantas e animais fosse de pequena importância. (…) Como resultado, algumas espécies enfrentam o risco de extinção.

 

O Papa Francisco começa por justificar-se, na sua Laudato Si’:

 

São Francisco de Assis

 

10. Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

 

A reacção ao mundo que cercava Francisco de Assis foi muito além da avaliação intelectual ou do cálculo económico. Para ele, toda e qualquer criatura era sua irmã, com a qual estava unido por vínculos de um profundo afecto. O Papa Francisco também reflecte essa veneração por todos os seres vivos, afinal, todos fazem parte da mesma criação divina.

 

Eis alguns excertos retirados da carta encíclica que pode ser lida neste link, na íntegra:

 

87. Quando nos damos conta do reflexo de Deus em tudo o que existe, o coração experimenta o desejo de adorar o Senhor por todas as suas criaturas e juntamente com elas, como se vê neste gracioso cântico de São Francisco de Assis:

 

«Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas, especialmente o meu senhor irmão sol, o qual faz o dia e por ele nos alumia. E ele é belo e radiante com grande esplendor: de Ti, Altíssimo, nos dá ele a imagem. Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua e pelas estrelas, que no céu formaste claras, preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento pelo ar, pela nuvem, pelo sereno, e todo o tempo, com o qual, às tuas criaturas, dás o sustento. Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo, pelo qual iluminas a noite: ele é belo e alegre, vigoroso e forte».[64]

 

89. As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: «Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida» (Sab 11, 26). Isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que «Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertificação do solo é como uma doença para cada um, e podemos lamentar a extinção de uma espécie como se fosse uma mutilação».[67]

 

92. Além disso, quando o coração está verdadeiramente aberto a uma comunhão universal, nada e ninguém fica excluído desta fraternidade. Portanto, é verdade também que a indiferença ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas. Todo o encarniçamento contra qualquer criatura «é contrário à dignidade humana».[69] Não podemos considerar-nos grandes amantes da realidade, se excluímos dos nossos interesses alguma parte dela: «Paz, justiça e conservação da criação são três questões absolutamente ligadas, que não se poderão separar, tratando-as individualmente sob pena de cair novamente no reducionismo».

 

89. As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: «Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida» (Sab 11, 26). Isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que «Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertificação do solo é como uma doença para cada um, e podemos lamentar a extinção de uma espécie como se fosse uma mutilação».[67]

 

246. Depois desta longa reflexão, jubilosa e ao mesmo tempo dramática, proponho duas orações: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Omnipotente, e outra pedindo que nós, cristãos, saibamos assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe.

 

Oração pela nossa terra

 

Deus Omnipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais connosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.

 

Oração cristã com a criação

 

Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas, que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais!

 

Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais!

 

Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais!

 

Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Àmem.

 

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 24 de Maio – Solenidade de Pentecostes – de 2015, terceiro ano do meu Pontificado.

Franciscus

 

***

Independentemente de se ser católico ou não-católico, agnóstico ou simplesmente NADA, todos os que sabem ler e não sofrem daquela moderna peste negra chamada iliteracia, devem ler e meditar na mensagem profundamente humanista desta

 

CARTA ENCÍCLICA LAUDATO SI’

SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM

 

que pode e deve ser lida, na íntegra, neste link, para saberem o que andam a fazer neste mundo e para não morrerem ignorantes...

 

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

A DOR DA MÃE QUE PERDE UM FILHO É IGUAL EM TODAS AS ESPÉCIES

Esta extraordinária foto foi tirada por Avinash Lodhi, em Jabalphur, na Índia.

 

Diz o fotógrafo: «Esta fotografia diz-me muito porque em toda a minha carreira como fotógrafo nunca vi nada assim. Foi tudo tão rápido que nem me apercebi do que estava a acontecer quando a tirei, mas assim que olhei para ela fiquei em silêncio durante uma hora. É um momento raro, especialmente entre animais».

 

E ainda há quem ache que os animais não sentem dor, não têm sentimentos, nem se emocionam.

 

É preciso ser-se muito ignorante e não ter um pingo de essência animal, para desconhecer uma tão óbvia verdade.

 

SOFRIMENTO.jpg

 Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1384500868254690&set=a.430208190350634.93098.100000843695134&type=3&theater

 

Esta mãe, ao ver o seu filho sem sentidos, provavelmente morto, expressou deste modo “humano” a dor que então sentiu.

 

Na selva, não há hospitais, e os animais não humanos não têm como saber do estado de saúde uns dos outros. Mas a Mãe Natureza é sábia. O bebé macaco recuperou os sentidos e viveu.

 

Mas entre um momento e outro, o sofrimento desta mãe, que ficou perpetuado nesta magnífica foto, está estampado na sua expressão profundamente dolorosa, que apenas os idiotas não conseguem observar.

 

É por estas e por outras que não podemos meter no mesmo saco todos aqueles que têm uma aparência humana. É que nem todos são humanos, por serem desprovidos daquela essência que os iguala a todos os restantes animais.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Segunda-feira, 3 de Abril de 2017

CARTA ABERTA A MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

 

Convidado de honra para assistir a uma sessão de selvajaria tauromáquica no campo pequeno, em Lisboa (que dizem ser) a capital de um país da Europa do Sul…onde se esbanja dinheiros públicos nesta actividade selvática...

 

MARCELO NA ARENA.jpg

 No passado dia 25 de Março, quando o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, se deslocou ao campo pequeno para assistir ao Meeting Lisboa, foi abordado pelo aficionado Rui Bento, que o convidou para estar presente na tourada que comemora o 125º aniversário daquela arena de tortura de seres vivos, convite que, segundo rezam as crónicas, o presidente da República teria aceitado com muito agrado.

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2017/03/28/presidente-da-republica-uma-vez-mais-conivente-com-a-mafia-tauromaquica/

 

Excelentíssimo Senhor

Presidente da República Portuguesa,

Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Tive conhecimento de que Vossa Excelência foi convidado a assistir a uma sessão de tortura de bovinos, vulgo tourada, para comemorar os 125 anos da existência da arena do campo pequeno, a qual, só por si, já diz do enorme atraso civilizacional em que Lisboa ainda está mergulhada. Uma vergonha!

 

Como é do conhecimento do mundo civilizado e, com certeza, de Vossa Excelência também, a tauromaquia é uma actividade cruel e sanguinária, de natureza retrógrada e medievalesca, que revela um enorme atraso civilizacional e uma descomunal brutalidade por parte de quem a pratica, aplaude e promove.

 

A existência de touradas noutros países (em mais sete, entre 193 que existem no mundo) não legitima a sua existência em Portugal, até porque, nesses outros sete países, onde ainda existe esta prática grotesca, fortes grupos abolicionistas estão a trabalhar afincadamente, para que esta actividade abjecta, que envergonha a Humanidade, e que consiste em torturar seres sencientes e indefesos, para divertir mentes perversas e deformadas, seja abolida. E os progressos são mais que muitos.

 

Um cidadão medianamente culto sabe que esta brutalidade não faz parte da Cultura Portuguesa, e Portugal nada ganha ao manter activa esta crueldade gratuita, pelo contrário, só perde prestígio e afunda-se na incivilidade para a qual tal prática impele o país.  

 

Estamos em pleno século XXI depois de Cristo, e nem no século XXI antes de Cristo, esta brutalidade existia. Não faz sentido algum retroceder no tempo, até porque nunca se retrocederia tanto, ao ponto de igualar a crueldade com que hoje se trata os animais não humanos, para divertir mentes perversas. Nunca, em tempo algum, em épocas primitivas, os homens das cavernas se comportaram tão brutalmente como os do século XXI depois de Cristo, no que respeita ao divertimento à custa do sofrimento atroz de animais como eu ou como V. Exa., sim, porque, na realidade, somos biologicamente tão animais quanto eles.

 

O avanço civilizacional não se faz à custa da tortura animal, para que sádicos e psicopatas se divirtam. É que a tauromaquia, queiram ou não queiram os tauricidas e aficionados, assenta na violência, na crueldade, na sevícia, na cobardia, na estupidez, na ignorância, na insensibilidade, no mau carácter e na falta de empatia para com a vida dos outros seres vivos, que têm direito à vida, tanto quanto nós também temos.

 

Por tudo isto, a tauromaquia é uma prática absolutamente indefensável e jamais poderá merecer respeito ou aceitação por parte dos seres humanos, civilizados e evoluídos, que cresceram moralmente, culturalmente, intelectualmente, socialmente.

 

Posto isto, senhor presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, sugiro a Vossa Excelência que, publicamente, já demonstrou afectos por esta barbárie, que faça uma reflexão profunda sobre esta matéria, pois essa reflexão poderá ser-lhe bastante útil, se ainda não conseguiu ultrapassar a crença no que insistem em chamar de “tradição”, pois esta não passa de um costume obsoleto e obscuro, assenta na mais profunda ignorância, e que não faz o mínimo sentido em pleno terceiro milénio depois de Cristo.

 

A presença de Vossa Excelência numa tal comemoração só desprestigia o alto cargo público que exerce.

 

Por favor, não envergonhe Portugal, nem os Portugueses.

 

Com fé e esperança no triunfo da lucidez,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

CÃES E GATOS DEIXAM DE SER COISAS…

 

E OS OUTROS ANIMAIS?

A Lei que foi aprovada só abrange Gatos e Cães (que não pertençam a circos ou sejam utilizados em lutas, ou os das aldeias que, apesar da lei, continuam a viver acorrentados, bem debaixo das barbas das autoridades).

 

GATO PÚBLICO.jpg

FOTO Paulo Pimenta

Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/21/sociedade/noticia/animais-deixam-de-ser-coisas-mas-lei-dos-maus-tratos-vai-continuar-com-buracos-1755686

 

Fico feliz por estes meus queridos amigos. Mas temos de continuar a lutar por todos os outros nossos outros amigos de quatro patas.

 

É que para os políticos portugueses, todos os animais são iguais, mas uns continuam a ser mais animais do que outros. E esses outros nem sequer estatuto de animais têm, em Portugal.

 

Esta lei, apesar de ser um passinho em frente, não resolve o problema grave dos maus tratos a que estão sujeitos TODOS os outros animais portugueses.

 

A Assembleia da República está dividida, aliás, como em tudo o que diz respeito à Evolução e outras matérias do interesse nacional.

 

Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD acusou o PAN (autor do projecto), o PS e o BE de terem apresentado propostas radicais. E o que são propostas radicais para este deputado?

 

Este deputado entendeu que as alterações que estes três partidos pretendiam introduzir no Código Penal transformavam "cada criador num potencial criminoso" (como se já não o fossem) e acrescentou: «Se uma vaca magoasse uma pata durante o transporte, o dono podia ter de responder por isso em tribunal» (pois podia e devia, porque o modo como os animais são transportados em Portugal, é um autêntico atentado ao bem-estar deles. Eles são transportados como sacos de cimento, amontoados, sem que tenham sequer lugar para ficarem de pé); «São soluções citadinas que nada têm a ver com o modo de vida do país rural» (o modo de vida do país rural é bárbaro, tratam os animais como se fossem pedras, não tendo em conta a VIDA que eles são, uma vida tão vida como a de qualquer um que se diz “humano”, não tendo em conta a sensibilidade e a racionalidade (esta racionalidade está provada) dos animais não humanos); «As associações do sector pecuário ficaram “aterradas” com estas intenções» (e era para ficarem aterradas, porque sabem perfeitamente o modo cruel como tratam os animais de quinta, e mereciam ser penalizados).

 

OS DEFENSORES DOS MAUS-TRATOS A ANIMAIS

 

No mundo já civilizado, mas que ainda não evoluiu o suficiente para deixar de ser carnívoro, os animais são tratados mais humanamente, do que em Portugal, que ainda deve milhões de Euros à Evolução.

 

O Partido Comunista (será de esquerda?) aliou-se aos partidos da direita, defensores dos maus tratos aos animais que eles não consideram animais (animais para eles são apenas os Cães e os Gatos) para chumbar os projectos que catapultariam Portugal para um nível evolutivo mais elevado.

 

António Filipe, deputado comunista, chegou mesmo a dizer que qualquer dia as penas dos crimes contra animais ainda se tornavam superiores às dos crimes contra as pessoas.

 

Penas superiores não direi, mas cito Leonardo da Vinci, o maior génio dos séculos XV/XVI, que futurou esta coisa espantosa: «Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade.»

 

Este dia já esteve mais longe.

 

Em pleno século XXI d. C., já existem milhares de Seres Humanos que conhecem o íntimo dos animais, e lutam pela sua libertação.

 

Mas em Portugal, ainda com tantas mentes tacanhas a proliferar por aí, a evolução far-se-á mais lentamente.

 

O PAN fala em lobbies.

 

E é óbvia a existência de lobbies.

 

André Silva, deputado do PAN, refere: «O Parlamento não está preparado para avançar mais um passo. Continua vigente uma teimosia ideológica ligada a profundos interesses e lobbies corporativos no sector da pecuária. Vivemos ainda o tempo em que os agentes económicos são quem mais ordena… As agressões e os maus tratos a animais são uma realidade unanimemente aceite no quotidiano da produção pecuária portuguesa.»

 

Não, o Parlamento Português não está preparado para a Evolução.

 

Quem manda ali são os lobbies, que lá colocam deputados escolhidos a dedo. Aliás, os partidos que defendem os maus-tratos aos animais, já estão a “trabalhar” listas para as eleições autárquicas, onde os tauricidas têm, lugar desatacado.

 

E também é óbvio que o meio rural ficou parado na alta Idade Média, e trata com a maior brutalidade seres sencientes e muito mais racionais e humanos do que todos eles.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:04

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

RAZÕES PELAS QUAIS AS TOURADAS DEVEM SER PROIBIDAS

 

RAZONES.jpg

A legenda é bastante clara: as touradas são para imbecis.

 

Por que as touradas devem ser proibidas?

 

- Porque implicam de um modo incontestável o sofrimento gratuito de um ser vivo.

 

- Porque a tortura de animais é um crime que, de modo algum, não se discute.

 

- Porque apenas a um cretino pode ocorrer criar animais de forma intensiva sem outra finalidade que não seja a de os torturar publicamente.

 

- Porque ao contrário do que afirmam os tauricidas, a vida do “touro de lide” no campo está longe de ser idílica.

 

- Porque essa indescritível tortura tem uma duração de 20 minutos.

 

- Porque enquanto muitos picam o Touro e lhe rasgam os músculos do pescoço para que a “vedeta” possa exercer a sua “arte”, muitos vão para a tasca beber cerveja.

 

- Porque implica truncar a vida de um ser vivo com apenas ¼ da sua vida natural vivida, apenas para divertimento de um público dotado de um manifesto mau gosto.

 

- Porque os Touros são mutilados, manipulados e drogados para uma aberrante e inaceitável exibição.

 

- Porque apesar de o “espectáculo” se basear na filosofia da luta “nobre” do homem contra o animal, a realidade é que se trata de uma perseguição de vários cobardes com armas brancas contra um animal indefeso.

 

- Porque ainda que muito aleatoriamente, o Touro consiga ferir ou matar um dos seus verdugos nessa “nobre” luta, jamais estes reconhecem a vitória do animal, e matam-no da mesma forma.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1211139638998733&set=gm.973771429389709&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

OS ANIMAIS NÃO HUMANOS NÃO VOTAM, POR ISSO OS POLÍTICOS OS DESPREZAM TANTO…

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Os DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS são uma ilha rodeada de idiotas por todos os lados.

 

E o pior, é que esses IDIOTAS podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

 

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado) meu amigo: «Eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não humanos?»

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da assembleia da república; são considerados "coisas" sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de NÃO SER IDIOTA não traz vantagem, num mundo onde SER IDIOTA faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam mas nada fazem de útil em prol de uma humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando pedra sobre pedra para glória futura».

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

VÍDEO REVELA A CRUELDADE DO HOMO HORRIBILIS

 

Um golfinho bebé é separado da mãe para ser levado para um aquário.

As imagens são de partir o coração.

 

 

No Japão, uma jornalista pôde gravar, entre lágrimas, como a mãe de uma cria de golfinho lutou, sem êxito, para evitar que cinco “homens” (da espécie homo horribilis) a separassem do seu filho, para levá-lo para um delfinário. A tentativa violenta da mãe para impedir que lhe levassem o bebé, esmaga a nossa consciência.

 

Os delfinários e jardins zoológicos são verdadeiros cárceres de animais cativos, que vivem em círculos numa piscina, deixando-se morrer de tristeza.

 

Não contribuas para este negócio!

 

Põe-te no lugar dos animais!

 

Cury.jpg

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:00

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

«A CAÇA É UMA ABERRAÇÃO»

 

A caça traduz-se na exteriorização do instinto mais primário que existe no animal humano: o instinto de matar por prazer

Não é necessária a intervenção do animal  humano para a conservação das espécies. A própria NATUREZA encarrega-se disso muito sabiamente.

 

«Caçar é provocar susto, sofrimento com ferimento mais ou menos rapidamente mortal, que vitima animais inocentes e nascidos para viver e sobreviver e até por vezes pessoas. Torna insegura a presença na natureza e polui. Incomoda e até indigna muitas pessoas. Existem métodos de controlar populações, equilibrada e responsavelmente, causando menos sofrimento e risco, que deveriam ser estudados, decididos e postos em execução por entidades competentes».

(Dr. Vasco Reis – médico veterinário)

 

GALGUEIROS.jpg

 Galgueiros numa caçada. EFE/ Archivo

 

Ecologistas espanhóis desmascaram cientificamente sete mitos do sector da caça

(E o que serve para Espanha, serve para Portugal, onde tudo se passa do mesmo modo)

 

Madrid - La Oficina Nacional de la Caza, que aglutina 80% dos caçadores federados em Espanha, tem por lema: «Fazemos parte da natureza», definindo-se a si mesma como conservacionista (que defende a protecção e a conservação dos recursos naturais e do meio ambiente), “comprometida com o meio ambiente”, “defensores da natureza, da vida selvagem e dos habitats”, e entre as suas missões destaca a de “defender a caça como a actividade mais ética e sustentável na gestão dos espaços naturais”.

 

O mesmo ocorre com outras associações do sector cinegético, como a Aproca, em Castilla La-Mancha: “O objectivo da Aproca é a defesa de uma utilização racional e sustentável do ambiente natural e da floresta, de modo que todas as actividades da Associação sejam desenvolvidas no mais absoluto respeito pelo meio ambiente, pela conservação da natureza, pela preservação e equilíbrio entre a flora e a fauna doméstica e selvagem, e pela protecção de espécies ameaçadas de extinção, bem como as autóctones”, dizem no seu próprio site. (L. Villa (- Luchiva)

 

Devido a mensagens como estas, em que se vincula a actividade da caça a um labor da natureza, a organização Ecologistas en Acción publicou um extenso relatório em que desmascara cientificamente alguns dos argumentos do sector e os mitos que envolvem as actividades da caça que, de acordo com estatísticas oficiais, matam cerca de 25 milhões de animais por ano, em Espanha.

 

«Embora seja verdade que a caça em Espanha a cada ano que passa é praticada por um menor número de caçadores, o sector no seu todo foi se fortalecendo como um lobby social e económico   reagindo assim à crescente consciência ambiental de toda a sociedade», assinala o relatório, elaborado pelo biólogo Roberto Oliveros, a partir de uma compilação de estudos e documentos técnicos e científicos.

 

Os ecologistas resumiram os resultados da sua investigação em sete “verdades sobre o impacto da caça em Espanha” (o mesmo para Portugal):

A caça:

 

1 - Consiste em matar animais por diversão ou por negócio

 

A caça sustenta-se basicamente através de duas actividades: uma desportiva ou de competição e outra comercial, baseada no turismo e nas explorações cinegéticas.

 

Advertem os Ecologistas que embora não existam dados oficiais completos e fiáveis ​​sobre o volume de dinheiro gerado pela Fundação FAES, vinculada ao PP, os lucros em 2007 cifram-se em mais de 2.750 milhões de euros. O presidente da Federação Espanhola de Caça, Andrés Gutiérrez Lara, observou que em 2004, além desse montante, a caça movia outros 6.000 milhões em dinheiro sujo, sem facturas.

 

 

Além disso, os ecologistas destacam que o sector é composto por um pequeno número de pessoas (330.000 federados e 848,243 licenças em 2013), geralmente ricos, como grandes latifundiários, banqueiros, empresários, aristocratas, políticos e membros da magistratura e das forças de segurança. «O seu trabalho nos últimos anos destacou-se pelos ataques às normas de   conservação da natureza e protecção animal a nível europeu e estatal, e por uma total ausência de autocrítica das práticas ilícitas», asseguram.

 

2 - Não é compatível com a conservação da biodiversidade

 

Proveniente apenas da caça directa morrem por ano cerca de 25 milhões de animais em Espanha. A isto deve ser adicionada a perda de biodiversidade pelos efeitos indirectos: caça furtiva e largada de animais, introdução de espécies invasoras ou exóticas, cercas de caça e outras infra-estruturas. Os ecologistas destacam que como resultado da caça, outras espécies emblemáticas e protegidas, como o urso cinzento, o lince ibérico ou o lobo, também são mortos. Além disso, as sanções pelo uso de venenos em áreas de caça têm vindo a aumentar todos os anos. Nem nas áreas naturais mais protegidas, como parques nacionais, foi proibida esta actividade, que goza de uma moratória até 2020, para permanecer activa nestes lugares.

 

3 - Converte os coutos de caça em explorações intensivas e em campos de tiro

 

Cada vez mais a caça é exercida sobre animais criados em explorações agrícolas e libertados em coutos para serem caçados logo de seguida, como 1.350.000 exemplares de perdizes vermelhas lançados em áreas de caça intensiva em 2013. A Ecologistas en Acción observa que isto provoca “graves desequilíbrios nos ecossistemas, deslocando e prejudicando populações autóctones e a propagação de espécies exóticas e / ou invasoras como o Carneiro-da-Barbária, o Muflão-asiático (ovelha) ou a codorniz japonesa.”

 

A província de Guipúzcoa é um dos cenários de caça furtiva de aves em Espanha, algo preocupante se considerarmos que se trata de uma zona importante de trânsito migratório para as aves migratórias.

 

4 - Não serve para controlar nem a fauna nem as superpopulações

 

A Ecologistas en Acción argumenta que é precisamente a prática da caça que muitas vezes provoca a superpopulação de algumas espécies, devido às largadas de animais ou à alimentação   suplementar. Também pelas tentativas de caçar machos, que são os que mais troféus obtêm, gerando uma "descompensação" nas espécies. Além disso, uma recente sentença do Supremo Tribunal considerou que a caça e a pesca “a sua manutenção por tempo indeterminado, não se agravamento longe de servir o propósito de erradicação de espécies exóticas ou invasoras, determinam”.

 

5 - Limita os direitos da maioria dos cidadãos

 

As actividades de caça acumulam denúncias pelo corte de caminhos públicos, cursos de água ou vias pecuárias, por permitir que a caça seja preponderante em florestas públicas e áreas protegidas ou à intenção de causar possíveis inconvenientes involuntários às espécies de caça, como a actual lei de caça de   Castilla-La Mancha. O relatório assegura que uma média de 28 pessoas morrem por ano, e não apenas caçadores, pela utilização de armas de fogo na caça.

6 - Não favorece o desenvolvimento rural

 

80% do território espanhol integra coutos de caça com actividade durante a maior parte do ano. Um estudo de 2014 sobre as montanhas da Andaluzia concluiu que as actividades de autoconsumo ambiental, uso recreativo e conservação da biodiversidade ameaçada são mais rentáveis ​​do que a caça em termos económicos. "A caça não só não favorece o desenvolvimento do meio rural, como limita futuras possibilidades de desenvolvimento dos meios menos desenvolvidos economicamente” assinala o relatório.  

 

7 - Não só mata, como também maltrata

 

Estima-se que no final da temporada da caça, por ano, sejam abandonados em Espanha cerca de 50.000 galgos. Outros são enforcados ou atirados a poços, como aconteceu a uma centena de cães na localidade toledana de Villatobas, em 2009. Os ecologistas apontam que tão-pouco as espécies cinegéticas escapam à tortura, tais como as raposas caçadas pelos cães de toca, os javalis caçados com lança, ou o tiro aos pombos, ainda borrachos, etc..

 

Particularmente notável é que “na maioria dos regulamentos cinegéticos se considere os cães e gatos abandonados sujeitos a captura por parte dos caçadores através de disparos ou armadilhas sem que a eles se aplique a lei de protecção animal. Esta medida leva à morte milhares de animais de estimação, com escasso controlo por parte das autoridades” conclui o relatório.

 

Fonte:

http://www.publico.es/sociedad/ecologistas-desmontan-mitos-caza-espana.html?utm_content=buffer403f3&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

 

(Tradução: Isabel A. Ferreira)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:06

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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

MATANÇA DE PORCO EM VALE DE MACEIRAS (FRONTEIRA -PORTALEGRE)

 

Mais uma vez, em Portugal, faz-se da morte de um ser senciente, uma festa, apesar da unanimidade conseguida no Parlamento quanto ao novo estatuto jurídico dos animais.

 

Os animais não humanos já não são considerados objectos, mas isto foi aprovado apenas para constar no Código Civil, sem serventia prática alguma?

 

E a vergonha da matança de porcos continua, numa localidade que sabemos ser civilizacionalmente atrasada, é certo, mas serão as autoridades assim tão atrasadas também, que permitam uma acção tão troglodita?

 

CARTAZ.png

 

É que estamos a falar de uma festa assente na morte de um ser senciente, com a inteligência de uma criança humana de três anos.

 

Sabemos que os animais carnívoros matam para se alimentarem. Mas apenas o animal humano carnívoro mata, diverte-se com essa morte e depois alimenta-se do fruto do seu divertimento.

 

E isto não condiz com as mais básicas regras da civilização.

 

Por isso apelamos novamente às autoridades para que suspendam esta iniciativa, que envergonha Portugal e os Portugueses civilizados, evoluídos e sensíveis.

 

Fonte:

http://www.cm-fronteira.pt/pt/municipio/lista-de-eventos/icalrepeat.detail/2017/01/21/85/61%7C62%7C63%7C64%7C65%7C66%7C67%7C68%7C69%7C70/matanca-do-porco-vale-de-maceiras

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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A "PESTE NEGRA" DO TERCEIRO MILÉNIO PURIFICADA PELO FOGO EM ESPANHA

 

E mais um santo cristão a ser celebrado num macabro ritual pagão onde os Cavalos são as vítimas

 

Na província espanhola de San Bartolomé de Pinares ainda se sofre de uma peste negra que é purificada pelo fogo, tal como era na época dos romanos, na qual superstições, geradas pela mais profunda ignorância, alienava um povo ainda muito pouco evoluído.

 

E isto é uma coisa de doidos completamente varridos... Quando pensamos que já vimos tudo, ainda há algo que nos surpreende. Na verdade, a crueldade do animal pré-humano não tem limites...

 

P6I4VR6 FEST.jpg

 

FestivalFireSpain.jpg

 

A isto chama-se Festival Luminárias, e celebra-se anualmente em São Bartolomeu de Pinares em honra de Santo Antão, que dizem ser o padroeiro dos animais (imaginemos o que não fariam aos animais se não fosse padroeiro) …

 

O ritual celebra-se anualmente, e os Cavalos (seres extremamente sensíveis) são conduzidos por montadores endoidecidos, através do fogo, em mais uma tradição bárbara, com cinco séculos de existência, isto é, vem desde a época em que os romanos acreditavam que o fumo purificava os que sofriam da peste negra, nome pela qual ficou conhecida, a pandemia de peste bubónica que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou cerca de 75 milhões de pessoas.

 

Estava-se então na Baixa Idade Média. E foi nessa época que a mentalidade do povo de São Bartolomeu de Pinares ficou cristalizada.

 

Hoje, já no século XXI, essa peste negra tem outro nome: chama-se ignorância, da mais pura e crua e infinita…

 

Este é um ritual absolutamente arcaico, assente no mais profundo obscurantismo, ainda bastante enraizado na população local, muito atrasada civilizacionalmente, que vagueia num passado remoto, já morto e enterrado há séculos, mas pior do que isso, uma população que se recusa veementemente a dar o salto para o século XXI, e diz orgulhar-se deste ritual medieval. E a igreja católica é cúmplice e as autoridades locais promovem.

 

Durante o festival, montadores a cavalo saltam sobre o fogo para limpar os animais e receber a graça do santo para o ano seguinte.

 

Algo completamente medieval, e que já foi deixado para trás pelos povos que foram evoluindo, mais ainda não em Espanha. Não em São Bartolomeu de Pinares.

 

Algo que deveria envergonhar o reino de suas majestades os Reis de Espanha: Filipe VI e Letízia.

 

Mas nós por cá, em Portugal, não lhes ficamos atrás. As nossas majestades republicanas ainda promovem e apoiam rituais tauromáquicos, equestres, suínos, felinos, caninos,  columbófilos entre outros, que remontam aos tempos das majestades monárquicas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:17

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