Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS REJEITA A EVOLUÇÃO ÉTICA E CIVILIZACIONAL…

 

… e comemora o Dia Mundial da Criança, oferecendo-lhe, de bandeja, a crueldade e a violência como um “valor” a seguir…

 

Para quem chumbou o Projecto de Lei do PAN, interesse€€€€€€€ mais altos se levantam e as crianças que se LIXEM!

 

E o mundo saberá que, em Portugal, a maioria dos governantes com assento na Assembleia da República, não governa. Gere os interesses particulares de ganadeiros incultos, imorais e sádicos.

 

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 Esta é a imagem que a maioria dos palamentares portugueses quer ver correr mundo...

 

COMUNICADO DO PAN

 

PAN.jpg

 

O projecto-lei n.º 181/XIII/1ª do PAN que visa afastar os menores de idade dos espectáculos tauromáquicos foi hoje chumbado com os votos contra do PCP, do CDS, do PS e do PSD, com a abstenção de 11 deputados do PS e um do CDS e com votos a favor do PAN, do BE, do PEV e de 11 deputados do PS.

 

Para os partidos e deputados que votaram contra a aprovação desta iniciativa legislativa, os interesses do negócio tauromáquico sobrepõem-se à defesa dos Direitos Humanos e aos Direitos das Crianças em particular. Por todas as bancadas que tiveram liberdade de voto, já existem contudo deputados que querem efectivamente intervir, melhorar e aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e fomentar o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade.

 

Nos dias 22 e 23 de Janeiro de 2014, o Estado português assumiu o compromisso no Alto Comissariado para os Direitos Humanos em Genebra, durante a Sessão de avaliação do Comité dos Direitos da Criança, de proteger as crianças e jovens da "violência da tauromaquia".

 

No dia 5 de Fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, instou o Estado Português a “adoptar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores” bem como a adopção de "medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças".

 

O Estado português encontra-se em claro incumprimento, sendo incompreensível a posição dos partidos que chumbaram esta iniciativa legislativa, ao ignorar quer as recomendações das Nações Unidas quer os compromissos de Portugal assumidos perante esta Organização, numa demonstração de total inflexibilidade.

 

No caso específico dos maiores grupos parlamentares portugueses, PSD e PS, partidos políticos que se definem como moderados, foi com espanto que assistimos à reprovação de uma lei que pretende acompanhar a evolução ética e civilizacional que a sociedade está a atravessar e a exigir. A este posicionamento juntaram-se o CDS-PP e o PCP.

 

Não se justifica que na segunda década do Séc. XXI em Portugal possam existir posições partidárias que defendam o doutrinamento da violência, que permite que as crianças e jovens sejam expostos a situações que podem colocar em risco a sua vida e a sua saúde, física e emocional, contrariando o código do trabalho.

 

Ocidentais, ou não Ocidentais, todas as culturas integram tradições construtivas e destrutivas. A antiguidade de uma tradição não pode continuar a servir para a justificar. Os valores estéticos e culturais desta actividade, aos quais se associam os festejos comunitários, a elegância, a cor e a tradição podem e devem manter-se, sendo que, se retirarmos a violência perpetrada contra os animais, retiramos o aspecto destrutivo desta tradição e por conseguinte o impacto negativo que a actividade tem nas crianças e jovens.

 

Abstenções PS: Sónia Fertuzinhos, Eurico Brilhante Dias, Susana Amador, António Sales, Alexandre Quintanilha, Paulo Trigo Pereira, Elza Pais, António Cardoso, Joana Lima, Filipe Neto Brandão, Vitalino Canas.

 

O favor PS: Pedro Delgado Alves, Isabel Santos, Rosa Albernaz, Fernando Jesus, Tiago Barbosa Ribeiro, Luís Graça, Carla Sousa, Luís Soares, Ivan Gonçalves, Diogo Leão, João Torres

 

A favor: BE, PEV, PAN

 

Contra: PSD e CDS (Abstenção CDS: João Rebelo) e um grande número de deputados do PS.

 

2 de Junho de 2016

 

***

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:54

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Comentários:
De Leocardo a 6 de Junho de 2016 às 03:39
É necessário mesmo legislar nesta matéria? Os paizinhos não têm eles próprios o discernimento para saber se devem ou não levar os filhos? É preciso que o Estado lhes "ensine"? Cumprimentos.
De Isabel A. Ferreira a 6 de Junho de 2016 às 12:14
Infelizmente os "paizinhos" não são PAIZINHOS, são PROGENITORES. Se fossem PAIZINHOS saberiam o que era melhor para os filhos.

Os progenitores não sabem discernir.
Infelizmente são necessárias LEIS que impeçam que a ESTUPIDEZ desses predadores se espalhe pela sociedade.

Portugal RECUOU SÉCULOS.
Mais uma NÓDOA NEGRA a juntar a tantas outras, que colocam Portugal na cauda da Europa.
De Leocardo a 6 de Junho de 2016 às 14:38
Entendo que aquilo que a motiva é o fim das touradas e derivados, daí toda essa animosidade. Entendo e compreendo muito bem, caso interprete a minha apreensão como contraponto à sua causa, mas o que eu queria dizer era o seguinte : esse tipo de medidas de cariz preventivo não se coadunam com a percepção geral de democracia, nem seriam bem recebidas junto de quem se detenha a pensar duas vezes nas suas implicações. Olhe eu vivo na China (Macau , que mesmo não sendo a mesma coisa dá-me uma perspectiva clara do outro lado) e sei como é. Limitam as liberdades individuais com o pretexto de que não sabem o que fazer com elas, limitam os movimentos com a desculpa de que não querem que eles venham eventualmente a violar a lei. Em suma: passam um atestado de incompetência à população. Essa medida de limitar o acesso dos menores não vai fazer com que se realizem mais ou menos touradas, mas apenas gerar mais ressentimento. E já agora, permita que eu use o meu próprio exemplo: quando eu tinha 8/9 anos os meus avós levavam-me à tourada (Praça Amadeu Gaudencio, Montijo) não fiquei "traumatizado" e nem por isso cresci a gostar de touradas. Nunca mais fui e acho aquilo um bocado estúpido. Vá lá, "rústico", que é algo que não se enquadra na minha definição de "entretenimento", e muito menos de "espectáculo" 😉 É só uma opinião. Cumprimentos.
De Isabel A. Ferreira a 6 de Junho de 2016 às 16:00
Aquilo que me motiva não é apenas a SELVAJARIA TAUROMÁQUICA. Aquilo que me motiva é o DIREITO À VIDA, que todos os animais, humanos e não humanos, têm.

E o que chama de ANIMOSIDADE, não é mais do que INDIGNAÇÃO. As pessoas não sabem distinguir alhos de bugalhos.

Este tipo de medidas não seria necessário se vivêssemos num país CIVILIZADO e EVOLUÍDO. Mas como vivemos num país mergulhado numa monumental pobreza moral, cultural e social, estas medidas (ainda) SÃO NECESSÁRIAS.

As crianças portuguesas são as mais desprotegidas da Europa.

As leis portuguesas são elaboradas por quem não percebe nada de nada.

A população portuguesa é muito subserviente, e ainda muito ignorante.

A medida de limitar o acesso dos menores não vai fazer com que se realizem mais ou menos touradas, POIS NÃO, nem era essa a INTENÇÃO.

A intenção é PROTEGER AS CRIANÇAS DA CRUELDADE E DA VIOLÊNCIA. O mundo já é demasiado violento. Não oreci9sam de mais violência.

As crianças que são OBRIGADAS a assistir a touradas podem crescer a NÃO GOSTAR de touradas, mas obrigá-las a assistir a uma prática VIOLENTA e CRUEL, torna-as insensíveis.

E parece-me ser o seu caso, porque as touradas, não são um “bocado estúpidas”, nem sequer “rústicas”. Se fosse um pouco mais SENSÍVEL, diria que as touradas são a CRUELDADE no seu estado mais puro. Uma prática abominável, até para um pedregulho.

E isto não é ter opinião. Isto é ser HUMANO.

Um ser humano (que é um animal) não faz a outro animal, o que não gostaria que lhe fizessem a ele.

Ou gostaria que lhe fizessem o mesmo que fazem a um pobre Touro?
De Leocardo a 7 de Junho de 2016 às 11:06
Já entendi a sua posição, da qual não posso partilhar, pois não estou dotado de um revestimento duro no lombo do qual se extrai o cabedal. Curiosamente um material assaz requisitado, mesmo por alguns apoiantes mais acérrimos da causa, que o fazem inconscientemente (hello Ricky Gervais!), mas que não deixa de ser hipocrisia - agora se quiser interpretar isto como uma indirecta dirigida à sua pessoa, tenha a bondade, mas ambos sabemos que não é verdade. Já agora também escrevo para jornais , tenho uma licenciatura na área de humanidades e um blogue, mas creio que as semelhanças entre nós ficam-se por aí. Se encontrar tempo na sua agenda , convidava-a a "espreitar " algumas considerações que teci em relação a esta temática : http://bairrodooriente.blogspot.com/2015/07/tourada-nao-ata-nem-desata.html?m=1

Mais uma vez, e com a devida vénia, reitero a ideia de que a comparação que faz no fim do seu último comentário é tão infeliz quanto descabido. Não que tenha qualquer pejo em ser equiparado a tão nobre animal, e nem todas as conotações são negativas, mas entendo que a sua causa ficaria muito mais bem servida na eventualidade do animal touro reagir da mesma forma que reagiria o animal homem perante tamanha agressão OO problema é que por mais horrível que seja a imagem , o primeiro persiste na sua investida contra o agressor, enquanto o segundo muito possivelmente permaneceria inerte, e com toda a certeza esvaido em dores. Pode não ser uma grande diferença na sua perspectiva, mas é quanto baste para ferir de morte - passo a expressão - a sua argumentação. E não creio que ajude muito na hora de apelar às consciências, acho eu. Só uma opinião Saudações .
De Isabel A. Ferreira a 7 de Junho de 2016 às 15:03
Primeiro: não enfio carapuças que não me servem. Portanto tudo o que escreveu no seu primeiro parágrafo, não me diz respeito.

Segundo: não sei se já reparou que não ando por aí a falar das minhas habilitações literárias, para me ”armar” em chica-esperta. Isso não faz o meu tipo.

Terceiro: se não consegue colocar-se no lugar de um animal senciente e sofrer com ele as dores dele, não sabe nada sobre si próprio. O que é uma grande desgraça existencial.

Quarto: a minha argumentação é baseada na Lei Natural, a única que interessaria ao homem se ele fosse realmente HOMEM. Como não é… também não entenderá jamais os meus argumentos. Quem sabe, noutra encarnação…

E por fim, gostaria de dizer-lhe que a LEI NATURAL é a única LEI que sigo. As leis dos “homens” nada me dizem. Não as sigo. Para mim são um amontoado de lixo impossível de ser reciclado.

E agora interprete isto como quiser. E se quiser.
De Anónimo a 7 de Junho de 2016 às 20:37
Com a devida vénia, mais uma vez.

Primeiro: foi o que eu disse: se lhe tivesse servido, "ambos sabemos que não é verdade"

Segundo: Nem eu. Mas não sei se já reparou, a sua nota biográfica é deveras extensiva, e pode ser acedida no link à direita do seu blogue. Quis saber apenas com quem estava a fazer esta interessante troca de pontos de vista, e longe de mim querer por-me em bicos de pés. Apraz-me saber que é uma pessoa das letras, e só quis fazer-lhe saber que não venho da área da electromecânica, pelo que pode estar à vontade que posso-me orgulhar dos meus dotes interpretativos - modéstia à parte.

Terceiro: esse é que já é um dom de que não me posso orgulhar, não sei se felizmente, ou não. Posso partilhar com os mamíferos vertebrados o reino, filo e classe, mas quanto à ordem, chega a hora de cada um ir para o seu lado. O que pensa que nós racionais, teríamos a ganhar colocando-nos no lugar dos irracionais que possa ser usado para o bem destes? (pergunta retórica)

Quarto: não acredito na reencarnação; sou agnóstico e apolítico, e isso leva-me à sua última consideração:

Se não é a "lei dos homens" que segue (lamento discordar, por muito que consiga identificar o lirismo subjacente) deixe-me que lhe diga, que está a deixar que a lei dos homens a consuma. Remeto para o tópico do artigo. Cumprimentos, e obrigado pelo seu tempo.
De Isabel A. Ferreira a 8 de Junho de 2016 às 10:58
Primeiro: Estive a “dialogar” com alguém que tinha um nome, e agora deixou de ter? Deixou de ser Leocardo? Ou é nome falso? Os homens, quando são HOMENS, dirigem-se a mim, com o nome verdadeiro e completo.

Segundo: A minha nota biográfica é pública, porque sou uma figura pública, se bem que me recuse andar nas revistas, na CARAS, nas televisões. Não preciso disso. Mas não há nenhum PODEROSO neste país que não saiba quem eu sou. A minha nota biográfica é pública, para que os PODEROSOS do mundo (e não só os portugueses) com os quais me “comunico” saibam alguma coisa sobre quem a eles se dirige. E não ficam a saber tudo, porque o meu curriculum vitae é extenso. Mas o que é público basta.

Terceiro: Sinto muito que os “humanos” não tenham a humildade de reconhecerem que não passam de animais que chegaram muito depois dos outros animais, encontraram um mundo PERFEITO e destruíram-no IRRACIONALMENTE, devido à mania de se considerarem mais RACIONAIS do que os outros. E este, aliado ao ~facto de se considerar o DONO do mundo, é o maior defeito dos ditos animais homens-predadores.

Sugiro-lhe a leitura deste texto, e depois diga-me quem é o IRRACIONAL:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/por-que-gosto-dos-animais-nao-524277

Quarto: Acredite no que lhe der mais jeito, para não ter de viver a vida conforme uma consciência planetária. É mais fácil vivê-la a não pensar em nada. Eu estou mais adiante. Muito mais adiante.

Quinto: Engana-se redondamente. A lei dos “omens” (assim sem H, porque para mim, um homem tem de ser HOMEM) não me diz nada, nem me escraviza, e muito menos me consome. Interpretou mal o que eu disse. E mais, estou-me nas tintas para o que pensam de mim. O que pensam de mim, não me diz respeito. A única coisa que me diz respeito é a minha consciência cósmica. É a ela, e unicamente a ela, que me vergo.
De Leocardo a 8 de Junho de 2016 às 15:38
Muito bem. Em primeiro lugar chamo-me Luís Crespo, e quase toda a gente que segue o blogue sabe disso, e se dos mais de 2 mil seguidores da minha conta do FB algum alegar que não me identifico, será por distracção ou por má vontade, porque é a única conta que utilizo, e onde partilho não só os posts do blogue como fotografias onde apareço perfeitamente identificado, e algumas mesmo com familiares e amigos. "Leocardo" é um pseudónimo, e não necessariamente um "nome falso", que soa a algo de marginal, o que (orgulhosamente) não sou, uma vez que deixo sempre claro que qualquer pessoa tenha qualquer assunto para tratar comigo pessoalmente, é livre de me abordar na rua e fazê-lo. Não sendo eu uma figura pública, não tenho problemas em assinar o que escrevo no blogue e na minha coluna semanal do diário Hoje Macau pelo pseudónimo (julgo que se o nosso Torga tivesse enveredado pela carreira política teria que se apresentar como "Adolfo Rocha", o que seria menos eloquente, digo eu).

Estou muito contente por ter encontrado o seu blogue e poder trocar estas impressões consigo, e agradeço-lhe o link que enviou, que acabei de ler há poucos minutos, e gostei. Mas já que não sei usar máscaras e muita gente sabe que de mim só pode esperar sinceridade sem rodeios, e talvez inspirado pela prosa poética da autora daquele texto, atrevia-me a deixar uma ou duas observações a respeito desta temática.

Gosto muito de animais, tive cães, gatos e aves que tratava como amigos, desprezo as pessoas que constrangem os animais, ou que os disciplinam de forma agressiva, trelas, açaimes ou gaiolas - se bem que neste último caso é um mal necessário para quem tem aves, e talvez por isso tenha optado cedo por não as ter. Agora, não posso é assumir o que sou mostrando o que não sou, e sou omnívoro, consciente, realista, e não acredito no conceito de "direitos dos animais" protelado por organizações como a PETA, por exemplo, ou algumas das acções desse grupo, especialmente as que se chegam perigosamente perto do terrorismo comum. E olhe que digo isto desconhecendo na totalidade a sua posição ou o que pensa da PETA, mas julgo que o PAN, por exemplo, terá uma perspectiva diferente do que entende ser um estado de direito, ou o primado da lei. Nem falo aqui de democracia, pois concordo com a sua ideia de que aqui não funcionou como devia, e existiu sem margem para dúvidas uma sobreposição de interesses - é o mundo do animal Homem, como diz, e bem.

Penso que tanto a minha cara Isabel como eu partilhamos da noção de que uma sociedade onde a ambição da PETA (ou pelo menos esta é a retórica usada) de "libertar todos os animais", chegando-se a fazer uma comparação com o abolicionismo e os escravos, seria um desastre, e num hipotético contexto de "direitos e deveres iguais", a grande maioria deles seria presa no primeiro dia dessa utopia. Como é que se pode induzir o conceito de "direito" num animal? Claro que isso não nos dá a liberdade de os maltratar, e talvez aqui falte um meio-termo com que fiquem todos a ganhar - especialmente os animais.

Entendo onde se posiciona, mas temos que admitir que nem toda a gente à volta deste tipo de activismo atingiu esse patamar, e exemplo disso são algumas iniciativas ora abusivas, como é o caso daquele grupo cujo nome não me recordo que interrompe abruptamente famílias que se encontram sentadas numa mesa a almoçar num centro comercial, chamando-os de "assassinos", e àquilo que estão a comer de "cadáveres" - temos que convir que não é uma abordagem muito diplomática nem democrática para quem quer consciencializar a opinião pública da senciência dos animais de sangue quente. Desses e não só, pois tivemos também um outro grupo que se manifestou publicamente pelos caracóis (?), o gastrópede hermafrodita primo da lesma, e com "gostaria também de ser cozido vivo"? como mote. Não sei o que pensa disto, que eu digo-lhe já que é um absurdo, e em nada contribui para chegarmos à optimização civilizacional que propõe, mas entenda porque é que inicialmente fiquei apreensivo com a comparação que fez do entre a bandarilha espetada no couro de um touro e nas costas de um humano.

Mais haveria para dizer, espero que não tenha entendido isto como uma antítese daquilo que considera justo e certo. Cumprimentos e folgo em conhece-la.
De Isabel A. Ferreira a 8 de Junho de 2016 às 19:11
Muito bem, Leocardo ou Luís Crespo (fui ao Facebook e há mais pessoas com este nome. Não sei qual delas será).

Não há mal nenhum em ter pseudónimos. Mas o seu último comentário veio como DESCONHECIDO. E eu não me dou muito bem com desconhecidos. Daí a minha observação.

Quanto ao seu Blogue, não fui ao Blogue. Não sei porquê, mas o meu anti-vírus não me deixa lá entrar, ou estarei a entrar no lugar errado. Pode colocar aqui o link novamente?

Quanto ao que diz a partir de “Gosto muito de animais, tive cães…» tenho a dizer-lhe que até concordo consigo em algumas coisas. Não gosto das posições da PETA, não gosto das intervenções de alguns grupos animalistas, não concordo com manifestações à porta de arenas de tortura.

Mas ao contrário de si, sou pelos Direitos dos Animais Não Humanos. Porque como sabe, animais somo todos nós, só que os animais humanos estão “protegidos” por aquela mania de que lhe falei: a pretensão de serem os mais racionais, os mais inteligentes, os mais tudo… Os donos do mundo. Mas também de acordo com um dizer da Josefina Maller que escreveu A Hora do Lobo, ela diz que «quando um lagarto e um homem se encontram na boca de um vulcão prestes a explodir, o primeiro não é superior ao outro». Ambos morrerão. O lagarto em silêncio. O homem aos berros. Não somos superiores. Somos apenas um grão de poeira… Há os que são grãos de poeira cósmica (os mais evoluídos) e os que são grãos de poeira terrestre (os menos evoluídos). E nesses grãos estão incluídos os animais não humanos mias evoluídos uns do que outros, pelos motivos que a Josefina Maller justificou tão bem, naquele texto que lhe enviei.

É claro que os animais têm direitos. Isto é muito óbvio. Assim como também é óbvio que não têm deveres nenhuns. Deveres, têm os animais humanos de NÃO DESTRUÍREM o habitat deles, assim como eles não destroem o nosso. E se o destroem, por vezes, é porque o homem predador retira-lhes a oportunidade de sobrevivência, acabando com o habitat deles.

Eu não faço mal a uma mosca, se a mosca não me fizer mal a mim. Não faço mal a um homem se o homem não me fizer mal a mim. Mas tenho o direito de me defender. E nunca me aconteceu, mas mataria para me defender. É o meu instinto animal a funcionar como o instinto de qualquer outro animal.

Quanto aos caracóis… não me fale dos caracóis dessa forma. Porque os caracóis, para mim, são uns seres fantásticos. Solto-os na minha varanda quando apanho algum nas couves. E eles ali vivem, livremente, e são fantásticos. Acho HORRÍVEL comê-los, e ainda mais horrível cozinhá-los vivos. Porque eles sentem o mesmo que nós, quando somos cozinhados vivos.

A senciência animal já é conhecida há algum tempo. Mas nem todos têm a capacidade de a entender.
Tenho a certeza (tal como Da Vinci a tinha) de que chegaremos à optimização civilizacional (não será infelizmente no meu tempo de vida). O homem ainda se encontra num estádio bastante primitivo quanto à evolução da mentalidade. Já foi à Lua, mas ainda faz a guerra. Mas a humanidade chegará lá. Caminha para lá. Mas ainda falta muito caminho.
E olhe que uma bandarilha espetada no corpo de um Touro é exactamente o mesmo do que uma bandarilha espetada no lombo de um “homem”. Sabe porquê? Porque o Touro é um mamífero superior. Tal como nós. Possui sistema nervoso central, e tem um ADN muito semelhante ao nosso. E muitas mais coisas que um dia destes publicarei num texto que ando a preparar, com bases científicas.

Nunca menospreze a dor e o sofrimento de um animal como nós. Se já teve cães deverá saber que um cão não é diferente de um Touro, nem sequer é diferente de mim no que respeita à senciência.

Já pensou por que é que um porco GRITA horrores quando o esfaqueiam? Não são gritos de prazer. Garanto-lhe.
Não como animais como eu.
Foi um gosto “esgrimir” consigo.
De Vany Moreira a 8 de Junho de 2016 às 21:52
Portugal, dessa forma, está indo na contramão de tudo o que diz respeito à humanização no tratamento dos animais. Muito dinheiro já foi ganho na exibição desses espetáculos dolorosos, que nada fazem a não ser aflorar cada vez mais o sadismo nosso de cada dia. Quanto mais se banaliza a tortura pública, mais "lugar comum" ela se torna na mente das pessoas. Isso é terrível, principalmente em se tratando da formação da personalidade das crianças. Eu, por exemplo, já vi tantas touradas na televisão, na TV e no YouTube, que meu lado sádico ficou bastante aflorado. Eu vibro demais quando o touro dá uma chifrada violenta no toureiro. Nossa! Nessa hora sinto muita felicidade. É normal?
De Isabel A. Ferreira a 11 de Junho de 2016 às 15:24
Ver assim tantas touradas na televisão e no YouTube não é nada normal para quem diz GOSTAR de animais.

É o que sei.
De Vany Moreira a 21 de Junho de 2016 às 02:20
A maioria das imagens e vídeos repugnantes vi no seu blog. É normal? Vc gosta mesmo de animais, então?
De Isabel A. Ferreira a 21 de Junho de 2016 às 14:32
Desculpe que lhe diga, Vany Moreira (ou deverei chamar-lhe outro nome?) : o seu comentário transborda ignorância.

O meu blogue é um blogue de DENÚNCIA, logo é legítimo que publique as imagens mais repugnantes que possam existir por aí, precisamente por serem repugnantes e DIZEREM da repugnância que este tipo de “divertimento” causa aos seres que são verdadeiramente HUMANOS.

Por isso, é NORMAL um blogue de DENÚNCIA denunciar os horrores que os OGRES AINDA cometem contra seres sencientes.

É NORMAL e é também NECESSÁRIO. Pelos animais não humanos. Apenas pelos animais não humanos. E quem não percebe isto não anda cá a fazer nada.

E então o quê?????

Queria que andasse aqui a publicar coisinhas amorosas de cães e gatos e ESCONDER os HORRORES que se cometem contra os restantes animais?

Só se eu fosse ANORMAL e não gostasse nada dos seres que são TÃO ANIMAIS COMO EU.

Entendeu agora?

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