Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

DÓI-ME PORTUGAL

 

(Um excelente texto para reflectirmos Portugal, e faço minhas as palavras de Pacheco Pereira)

 

 

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Por José Pacheco Pereira,

in Público, 05/09/2015

 

Não é este o meu Portugal. Não lhes tenho respeito. Uns fazem por si, outros fazem pelos outros.

 

O poema de Antonio Machado intitulado Españolito é, como muitos poemas seus, intraduzível.

 

Eugénio de Andrade dava os poemas de Antonio Machado como exemplo da impossibilidade, no caso da poesia, de encontrar noutra língua, não as palavras certas, o que ainda era possível, mas a “música” do poema, o modo como fluía o som dessas palavras. Por isso, aqui vai no original:

 

Ya hay un español que quiere

vivir y a vivir empieza,

entre una España que muere

y otra España que bosteza.

Españolito que vienes

al mundo te guarde Dios.

Una de las dos Españas

ha de helarte el corazón.

 

É um poema sinistro tanto quanto pode ser um poema. Estamos a caminho da ferocidade da guerra civil espanhola: “uma das duas Espanhas / há-de gelar-te o coração”. Não é hipotético, é certo. Morrerás em breve por uma ou por outra dessas “duas Espanhas”. Como Machado, enterrado junto da Espanha mas do lado francês, para onde fugiu quando a guerra estava perdida para a República.

 

O tema das “duas Espanhas” é muito antigo e não é alheio também ao pensamento português contemporâneo desde o século XIX. A ideia de que há “dois Portugais” também por cá circulou, mas sem a dramaticidade e a fronteira talhada à faca, com que existiu em Espanha. Houve sempre por cá mais mistura, mesmo nos momentos em que “um Portugal” defrontou o “outro”, nas lutas liberais, na República e na longa ditadura que preencheu metade do século XX português. A essa mistura Salazar chamava a “brandura dos nossos costumes”, uma enorme mentira em que os poderosos desejam acreditar e nem ele acreditava. Também ele era capaz de, com o seu enorme cinismo, agradecer aos portugueses terem sido tão “pacíficos” durante a crise.

 

Hoje, “dois Portugais” existem e vão (já foram) a eleições. Um está à vista todos os dias, outro tornou-se invisível, mas está cá. Como é que é possível ele ter desaparecido de modo tão conveniente neste ano eleitoral? É conspiração dos media, é censura induzida, é habilidade de um dos “Portugais”, é apatia, resignação do outro “Portugal”, é incapacidade do sistema político representar ambos, ou só um, é o efeito daquilo que os marxistas chamavam “ideologia dominante”`? É, porque já não há dois, mas apenas um só, e este é o Portugal feliz, redimido dos seus vícios passados, empreendedor, cheio de esperança no futuro, deixando a “crise” para trás, virado para o “Portugal para a frente”? É tudo junto, menos a última razão.

 

Um dos “Portugais” está de facto invisível nestas eleições. Quem devia falar por ele, não fala e quem fala não é ouvido. Criou-se uma barreira de silêncio onde apenas se ouve a propaganda. Vejam-se as miraculosas estatísticas. Começa porque há as estatísticas de primeira e as de segunda, as que valem tudo e as que não valem nada. As “económicas” são de primeira, as “sociais” são de segunda. Das primeiras fala-se, as segundas ocultam-se.

 

As estatísticas “da recuperação económica”, escolhidas a dedo e trabalhadas a dedo, são comparadas com os anos que mais convém, umas vezes 2000, outras 2008, outras 2010, outras 2011, outras 2012, outras 2013, etc.. Todas a subir, pouco mas a subir, com “tendência” para subir. Os “do contra” ainda dizem que são tão milimétricas essas subidas e tão condicionadas pelo bater no fundo, tão longe do que seria necessário, tão dependentes de factores externos, que, ao mais pequenão abanão, o castelo de cartas ruirá. Como, para não ir mais longe, se vê com a venda do Novo Banco, o “bom”. (Embora suspeite que mesmo a pior das vendas vai ser apresentada como um excelente resultado, comparada com qualquer hipotética operação mais ruinosa, que “poderia ter acontecido”, mas nunca existiu. É uma das técnicas habituais apresentar sempre o mal como o mal menor.)

 

Quem é que quer saber, destes pequenos incidentes? Até às eleições servem bem, no dia seguinte, se os seus criativos autores ganharem, voltam a ler com toda a atenção os relatórios do FMI para justificar a continuação da austeridade. Ver-se-á como o défice vai subir, vai-se ver como as coisas são piores do que se apresentou neste ano eleitoral, mas já é passado, não conta.

 

Há mais de um milhão de desempregados, “desencorajados”, desempregados de longa duração que desapareceram das estatísticas, falsos estagiários, e pessoas que só não estão nas listas do desemprego porque emigraram. Porque queriam? Não. Porque não tinham alternativa e ainda faziam parte daqueles que podiam emigrar. Se estão felizes é por mérito da Suíça, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da França e das competências e conhecimentos que ganharam em Portugal, imperfeitos que fossem, antes de 2008. O Portugal que lhe deu essas competências também já está a encolher, a acabar. Estamos a falar de várias centenas de milhares de pessoas. É muito português.

 

Voltemos aos desempregados que, ó céus!, também não deixaram de existir. São muitas centenas de milhares de pessoas, à volta de um milhão se somarmos, como devemos somar, várias parcelas de pessoas que não têm emprego. Não é sequer emprego sem direitos, é que não têm emprego. Ponto. Por muita imaginação que se possa ter, é suposto que não estejam felizes com a sua vida. Nem eles, nem as suas famílias. É muito português.

 

Depois, mais um número que se sobrepõe aos outros, uma em cada cinco pessoas é pobre, dois milhões de portugueses. Onde estão eles que não se vêem? Depois de uma overdose pontual de miséria nos anos mais agudos da crise, despareceram as pessoas que vivem mal de Portugal. Não são boa televisão a não ser como “casos humanos” extremos – a idosa sem pleno uso das suas faculdades mentais que vive imersa na sujidade e na miséria mais extrema numa casa sem vidros, nem água, nem luz – e não é disso que estou a falar. Estou a falar da pobreza que é estrutural, da que recuou dez anos para trás, mas que, neste recuo enorme em termos sociais, perdeu qualquer esperança, aquela que ainda podiam ter no início da década de 2000.

 

E aqueles a quem cortaram a magra pensão na velhice e a reforma com que pensavam viver os últimos anos, também estão felizes, a aplaudir o PAF? E aqueles que não eram pobres ou tinham deixado de ser pobres depois do 25 de Abril e que agora estão a escorregar para esse “estado” de que já não vão sair até morrerem? Estão felizes e contentes, perdido o emprego, a pequena empresa, o carro, a casa? Sim, as estatísticas de segunda, as sociais, revelam as penhoras, as devoluções, as humilhações, o esconder de uma vida sem esperança, ou seja desesperança. É muito português.

 

O discurso oficial, o do “outro” Portugal, diz que tudo isto é “miserabilismo”. Diz-nos que apenas o crescimento da “economia”, daquilo que eles chamam “economia”, pode resolver as malditas estatísticas “sociais”. Outra conveniente ilusão, porque, a não haver mecanismos de distribuição, a não haver equilíbrio nas relações laborais, a não haver reforço dos mecanismos sociais do estado – tudo profundamente afectado pela parte do programa da troika que eles cumpriram com mais vigor e rapidez – o “crescimento” de que falam tem apenas um efeito: agravar as desigualdades sociais. Como se vê.

 

No grosso das notícias, ministros e secretários de estado pavoneiam-se com grupos de empresários em posição de vénia, por feiras, colóquios dos jornais económicos, encontros liofilizados para que não haja o mínimo risco e, quando abrem a boca, é apenas para fazer propaganda eleitoral, a mais enganadora da qual se faz falando do “estado” redentor do país que agora já “pode mudar”. Eles falam do lado do poder, do poder que aparece nas listas dos jornais económicos, os novos “donos disto tudo”, chineses, angolanos, profissionais das “jotas” alcandorados a governantes, advogados de negócios e facilitadores, gestores, empresários de sucesso, a nova elite que deve envergonhar a mais velha gente do dinheiro, que o fez de outra maneira. O “outro” Portugal, o que é tão visível que até cega, com todas as cores, luzes a laser, aplausos decasting, feérico e feliz.

 

Não é este o meu Portugal. Não lhes tenho respeito. Uns fazem por si, outros fazem pelos outros. Conheço-os bem de mais. Não gostam dos de “baixo”. Acham que eles são feios, porcos e maus. Querem receber sem trabalhar. Querem viver à custa dos outros, deles. Se estão pobres é porque a culpa é sua. Se estão desempregados é porque não sabem trabalhar. Se se lamentam da sua sorte, são piegas. Deviam amochar disciplinadamente para serem bons portugueses. Não. “Há-de gelar-te o coração”.

 

Direi pois, como o velho Unamuno, “me duele España”, dói-me Portugal.

 

in:

https://rcag1991.wordpress.com/2015/09/05/doi-me-portugal/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS QUE FREQUENTAM ESCOLAS PARA APRENDEREM A LER E A ESCREVER

 

Eis um exemplo a seguir, por todos os Encarregados de Educação, para que os seus filhos não sejam os ignorantes do futuro

 

A Mãe lúcida de uma criança lúcida também, não se deixa intimidar por imposições descabidas, e orienta a filha no sentido de rejeitar o repugnante Acordo Ortográfico 90, que trucida a Língua Portuguesa.

 

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Eis a experiência contada na primeira pessoa:

 

«Eu continuo no papel de Encarregada de Educação, na plena acepção do termo... A criança escreve em Português-padrão consuetudinário. Se, por causa disso, sofrer algum tipo de penalização, cá estaremos para dirimir essa questão em tribunal...

 

Entretanto, faz o mais importante (do que os resultados, as notas, etc.): APRENDE a sua Língua Materna como deve ser, não delapidada / estropiada...

 

(A criança "faz gala", e ainda é mais "torta" que a própria mãe... Diz a quem lhe assinala «Já não se escreve assim...»: «Quando este disparate do "acordo" acabar, vocês não saberão escrever, terão sempre dúvidas, até porque não faz sentido e andam a escrever com erros por todo o lado, na televisão, nos livros escolares, etc., não é "acordês", é "mixordês" e já ninguém sabe escrever, excepto quem escreve como aprendeu BEM...»)

 

Sim, é tão simples como apoiar a rejeição da minha filha, no meu caso... No entanto, se tivesse dado com um(a) professor(a) "acordista" ferrenho(a), enquanto ela andou no 1º ciclo, apenas a poria perante um "bilinguismo ortográfico", para não entrar em rota de colisão com o(a) professor(a), o que é SEMPRE terrível para a criança e só levaria à rejeição da escola e da aprendizagem escolar... Dar-lhes muita coisa para ler, em BOM PORTUGUÊS, e eles saberão escrever...

 

Ela tem 10 anos, concluiu agora o 5º ano... Como frequentou, pela primeira vez, a EB2,3 do seu agrupamento escolar, os professores ficaram muito espantados com o caso dela...

 

Quando lhe apontavam erros no caderno, nos primeiros dias, limitava-se a informar: «Eu não escrevo em "acordês"». A Directora de Turma disse-lhe: «Mas agora é obrigatório...», e ela disse-lhe que achava que ela não tinha sido bem informada, mas que lhe levaria uma documentação (que levou)...

 

Demonstrou-lhe que o Ministério da Educação exerce autoridade (patronal) sobre os professores [embora haja o dever de desobediência, para preservação do património cultural e a não instrumentalização do ensino-aprendizagem pelo poder político, mas isso ela não disse, estou eu a dizer...], mas não sobre os Encarregados de Educação... que são o que o nome permite inferir.

 

Caso curioso, a professora de Matemática passou a envergonhar-se com tantas "retas" e "semirretas" nos exercícios, e passou a apresentar TESTES SEM "ACORDÊS"... E outras coisas houve...

 

A Inês teve até um acto de coragem, este ano... Foi chamada ao quadro, escreveu a palavra "directa", no meio de outras (correcção de um trabalho para casa).

 

Os outros meninos começaram a rir-se. A professora murmurou «Tira o "c"...». E ela, em vez de tirar, lamentou-se à professora «Já sabia que eu não escrevo assim quando me chamou ao quadro...». «Deixa, podes sentar-te...», apaziguou-a a professora, e foi ELA retirar o "c"...

 

É de força, ela... Não sou eu quem lhe diz para "pôr os pés à parede", mas fico feliz por educar uma futura cidadã consciente, uma não-memé.»

 

Madalena Homem Cardoso 

(Médica, escritora e activista cívica e autora da famosa Carta Aberta ao ministro da Educação Nuno Crato, um marco na luta contra esta aberração que nos querem impor, e que pode ler-se aqui: 

http://static.publico.pt/docs/educacao/carta.pdf

 

***

O futuro do país precisa de milhares de não-memés

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

PRESTEM ATENÇÃO, TERCEIRENSES! PRESTEM MUITA ATENÇÃO!

 

Nestes dias em que “dei um salto” até à civilização, recebi da ilha Terceira, e a propósito de dois textos que aqui publiquei sobre a selvajaria tauromáquica praticada pelos broncos dessa localidade, para cima de uma centena de comentários, e é óbvio que não vou publicá-los (e já muito tempo perdi com alguns, mas tenho sempre a esperança de que de tanto repetir o óbvio, alguma coisa poderá mudar).

 

Mas nada mudará. E sabem porquê? Porque uma parcela (ainda que uma minoria) da população terceirense é bronca, mas mais broncos são aqueles que podem e mandam e nada fazem para fazer evoluir esses broncos da ilha Terceira… Broncos até no modo como escrevem em mau Português.

E tenho pena de não escarrapachar aqui a linguagem ordinária aliada à iliteracia (que é o maior problema) dos broncos que me escreveram, para que ficasse comprovado o que na realidade são.

 

Porque os terceirenses cultos, esses, combatem esta bronquice.

 

Vejam:

 

Assim se divertem as pessoas cultíssimas na ilha Terceira, algo muito elevado, com um nível intelectual dos mais requintados…

… só comparável a esta outra Arte de Rua

 

 É espantosa a semelhança… não é?

 

Por estas e por outras, aqui vou deixar o meu recadinho para todos os que tiveram a pachorra de tentar fazer-me mudar de ideias quanto à festa parva que se pratica na ilha Terceira (Açores).

 

Mas não conseguiram. Sabem porquê?

 

Porque não sou eu que tenho de mudar de ideias. Eu já estou do lado da Cultura Culta, e isso dá-me LEGITIMIDADE para chamar broncos aos broncos, isto é, aos que fazendo orelhas moucas ao apelo da CIVILIZAÇÃO, teimam em optar pela estupidez e pela ignorância, e continuar BRONCOS.

 

Agora, prestem atenção!

 

Sabem o que significa BRONCO?

 

Segundo o dicionário, bronco significa grosseiro, rude, tosco, áspero, obtuso, estúpido, ignorante, tapado, parvo.

 

Nem mais.

 

Mas pensem comigo (se conseguirem pensar): quem tem como sonho de vida andar a atormentar cobardemente um animal pacato, sensível e indefeso como é o bovino (que nasceu para viver nos pastos, tranquilamente) e que é arrastado pelas ruas de um lugarejo, amarrado a uma corda, por um bando de bêbados (poderia dizer alcoólicos, mas não seria a mesma coisa) a gritar como uns idiotas, depois de o encaixotar e embolar-lhe os cornos (para que não possa defender-se legitimamente) será alguém delicado, civilizado, inteligente, educado, fino, cuidadoso, culto, perspicaz, arguto, sagaz, correcto, sábio, instruído, esperto, polido, rebuscado, requintado e cortês, precisamente o contrário de bronco?

 

Obviamente... não é.

 

Por isso, como poderei qualificar quem cobardemente anda a atormentar um ser vivo indefeso, pelas ruas, assim… do modo grosseiro como vemos no vídeo, e a levar umas valentes e bem merecidas marradas?

 

Nada mais do que BRONCOS.

 

E QUEM NÃO QUER SER BRONCO NÃO LHE VISTA A PELE.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015

REFLECTIR É UM EXERCÍCIO MENTAL QUE FAZ FALTA AOS DIRIGENTES POLÍTICOS E ECLESIÁSTICOS DESTE NOSSO DESDITOSO PAÍS

 

Por isso aqui ficam algumas ideias e imagens para os que quiserem aprofundar a questão da empatia que apenas as mentes superiores têm para com todos os seres vivos.

 

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Todos os animais são animais, independentemente da espécie, por isso, logo á partida todos têm direitos. E o DIREITO DE VIVER é inviolável, seja para que espécie for, desde que não prejudique as outras espécies, e aqui está incluído o animal homem-predador, que faz cá tanta falta como a bactéria da legionella ou o vírus do ébola.

 

Não é fácil, defender os animais, neste nosso desventurado País, até porque não temos as autoridades do nosso lado. Nem as leis servem para nada, porque além de não serem cumpridas, ninguém as faz cumprir. O que retira qualquer credibilidade ao sistema político português.

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O gosto por sangue está-lhes no sangue...

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Padres católicos a abençoar tauricidas é o mesmo que cuspir no rosto de Deus.

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Este é um homo parvus, e como tal, o que tem no interior da caixa craniana não é o cérebro evoluído do Homo Sapiens Sapiens. Tão-pouco é o cérebro de um primata. O que este homo parvus tem no interior da caixa craniana é o miolo de bactérias altamente nocivas à Humanidade.

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Os seres humanos não precisam de religiões. Precisam apenas de seguir a Lei Natural, a lei que todos os seres vivos seguem inteligentemente, á excepção do animal homem-predador. A culpa não é dos coitados ignorantes, é da igreja que não os doutrina segundo o legado pacifista e humanista de Jesus Cristo.

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Eu nem sei o que diga, porque o que fazem a estes seres vivos sencientes é algo que ultrapassa toda a racionalidade que dizem ser um atributo da espécie "humana". É urgente rever o conceito de "ser humano". Urgentíssimo.

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A garraiada é a prova provada de que os ditos "estudantes" que a praticam já nasceram velhos, com ideias velhas no ADN deles. Nenhuma Universidade lhes devolverá jamais a juventude da modernidade. E eles terão a pretensão de ser os futuros líderes do País? Vã ambição, porque nunca conseguirão evoluir.

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A igreja católica, que baseia a "doutrina" dela nos ensinamentos de JESUS CRISTO, como os budistas, nos de BUDA, e como os islâmicos, nos de MAOMÉ, tem o DEVER de seguir escrupulosamente os preceitos pacifistas daquele que, sendo ou não Filho de Deus, ou o próprio Deus feito Homem, deixou ao mundo um legado de Paz, Misericórdia, Compaixão e Empatia por todas as criaturas. É verdade que chicoteou os vendilhões do Templo, mas esses, bem como os animais homens-predadores do Planeta, tiram qualquer Santo do sério.

***

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Quem é Augusto Cury, autor desta conclusão??
Augusto Jorge Cury é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor e escritor. Os seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 60 países

*** 

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 Daí que seja urgente, urgentíssimo, rever o conceito de "ser humano".

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Domingo, 8 de Junho de 2014

OS BOMBEIROS DA MALVEIRA PRETENDEM JOGAR FUT-TOIRO NAS INSTALAÇÕES DO QUARTEL?

 

O quê? Li bem?

 

Mas não é o que está neste cartaz vergonhoso?

 

 

(Origem da foto)

https://www.facebook.com/VidaPorVidaOrgulhoEmSerBombeiro/posts/436893619785946

 

Não têm vergonha? Não sabem fazer nada mais civilizado? É preciso divertirem-se à moda dos broncos? Logo os bombeiros, que deviam zelar pela vida de todos os seres vivos?

 

Que raça de bombeiros são os da Malveira?

 

Falsos bombeiros. Carniceiros.

 

Deixem os bovinos em Paz, se querem ser considerados soldados da Paz.

 

De outro modo, dispam a farda, porque não a sabem honrar. 

 

E que raça de modalidade é essa do Fut-toiro?  

 

Já não chegam as outras modalidades parvas.

 

Tinham de inventar mais uma?

 

Veja-se a estupidez que é o Fut-toiro:

 
 

Isto não é de doidos varridos?
(Repara-se na assistência…) 

***

Além disso, existe uma outra questão.

 

E faço minhas as palavras do activista Luís Martins:

 

«O problema é que quando vocês se divertem maltratando animais, o problema deixa de ser exclusivamente vosso.

 

Todos os seres humanos, dignos desse nome, mais que o direito, tem o dever de intervir, a fim de tentar travar aquilo que é um crime contra um ser vivo, senciente, sensível a sentimentos como o medo e a dor.

 

Não se trata de jogar futebol ou matraquilhos. Em causa está um animal que não quer participar daquilo a que chamam um "divertimento".

 

Para o touro não é divertimento nenhum. Ele vai porque é obrigado. E isso vai contra tudo o que se pode considerar humano.

 

Maltratar animais é um crime, que só não é ainda punido em Portugal graças à cobardia de políticos que tem medo de perder meia dúzia de votos.

 

Essas "tradições" envergonham Portugal perante o mundo civilizado

 

Como já tive ocasião de dizer, essas tradições são importadas de Espanha.

Nenhum português que se preze devia fazer sua, uma tradição de quem nos colonizou.

 

Lamento imenso que se sintam ofendidos com a verdade, mas a verdade está-se nas tintas para o que pensam dela. Quem chama tradição à tauromaquia é um traidor de Portugal e da alma lusa. Se a tauromaquia fosse tradição portuguesa não se utilizavam vocábulos castelhanos, e essa forma de falar, nos acontecimentos tauromáquicos é do conhecimento de todos. Não há como negar. Quem apoia a tourada devia renegar a nacionalidade portuguesa e ir para Espanha.

 

E depois, não sei se entenderam a parte em que vocês estão a obrigar um animal a participar. Se não querem que ninguém se meta, deixem de se meter com os touros.

 

Correi vocês nus pelas ruas, espetai farpas nas costas uns dos outros. Desde que o façais de livre vontade eu não me meto. Mas quando forçam um animal a participar contra a sua vontade isso já me diz respeito. A mim e a todos os que têm consciência

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sábado, 22 de Março de 2014

O ÚNICO JORNAL TAUROMÁQUICO PORTUGUÊS FOI SUSPENSO?

 

Esta é uma boa notícia...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

O RAPAZ QUE ARRISCOU A VIDA PARA SALVAR UM VEADO BEBÉ

 

Algo que um rapaz europeu (português, espanhol ou francês) que frequenta uma escola de toureio nunca faria…

 

 

Publicado em 06 de Fevereiro de 2014.

 

Todos os dias há actos de coragem e nobreza que, em todo o mundo, passam despercebidos. Este, realizado por Noakhali, um rapaz do Bangladesh, não é um deles.

 

O rapaz, com pouco mais de dez anos, arriscou a vida para salvar um veado bebé, que se afogava no rio – uma situação recorrente no País asiático.

 

O salvamento ocorreu em Noakhali, quando o jovem veado se separou da sua família durante a chuva torrencial e rápida inundação.

 

A cena foi fotografada por Hasibul Wahab, que estava numa viagem fotográfica quando apanhou o salvamento – e o partilhou com todo o mundo.

 

“É um rapaz muito corajoso – o rio estava tão cheio de água e a maré estava tão alta que pensámos que se pudesse afogar”, explicou Wahab à imprensa. “Tinha um amigo que estava pronto para saltar e o ajudar, mas ele regressou rapidamente. Estavam apenas entre cinco a sete pessoas a observar a cena, mas foi fenomenal”.

 

Veja algumas das fotos de Wahab.

 

Fonte:

http://greensavers.sapo.pt/2014/02/06/o-rapaz-que-arriscou-a-vida-para-salvar-um-veado-bebe-com-fotos/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:14

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Sábado, 7 de Setembro de 2013

«SOU DEFENSORA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS MAS NÃO SOU ANTI-TOURADA», PALAVRAS DA TERCEIRENSE FRANCISCA LOPES

 

(Texto recebido via-email)

 

 

Repare-se como o Touro tem o aspecto de estar muito “bem tratado”…

 

Cara Isabel A. Ferreira (tirei o Sra D. porque não é digna de tal tratamento),

 

E eu nem me vou dar ao trabalho de escrever o seu nome ao dirigir-me a si. Além disso não sou sua CARA. E apenas vou responder a este texto, por um único motivo: confirmar por que chamo bronco a um bronco.

 

1º Quero “agradecer-lhe” pelos insultos que fez à gente da “minha terra”/terceirenses, é sempre bom saber com quem estou a lidar. Depois de chamar aos terceirenses e consequentemente a mim de e, passo a citar: “acéfalos embriagados”, ”bando de bebados” atrasados mentais” “bárbaros” e à Terceira de “atraso de vida” decidi mandar-lhe este mail para faze-la repensar o modo como defende os seus ideais.

 

DESAFIO-A a enviar uma FRASE MINHA onde adjectivo os TERCEIRENSES com esses “mimos” que a ofenderam tanto.

 

Ao dirigir-se ao povo da Mui Nobre, Leal e Sempre Constante Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória devia “dobrar a língua” porque estes títulos foram MERECIDOS (ao contrario do que acontece, pelos vistos, com o seu “mui duvidoso currículo”) e concedidos aos terceirenses pelos serviços prestados à pátria portuguesa. Como deve saber “Portugal já foi só na Terceira”.

 

MUI DUVIDOSAS são a sua falsa afeição pela sua terra, e essa sua falsa moralidade que nada sabendo da minha pessoa põe-se a fazer conjecturas parvas (e depois não querem que eu chame os bois pelo nome). O mundo conhece os terceirenses e o costume bárbaro, primitivo e grosseiro que caracteriza a Ilha Terceira. A Francisca Lopes não me conhece, nada sabe de mim, a não ser o que é público (e comprovado). Por isso não venha com a costumeira estultícia dos que não tendo argumentos para defender o indefensável, começam a conjecturar.

 

Além disso a mui nobre e leal e constante…blá, blá, blá FOI… já não é mais. A TORTURA permitida, nos tempos que correm, transformou a terra num acampamento terceiro-mundista.

 

Bem, voltando ao assunto deste e-mail propriamente dito, antes de mais queria dizer-lhe que nunca na vida tive de recorrer ao insulto para defender uma posição acerca de um determinado assunto mas, nem toda a gente tem a mesma capacidade de argumentação e educação infelizmente e, a “Sra”, é um exemplo disso. Diz respeitar os animais o que acaba por ser irónico, uma vez que não tem sequer a capacidade de respeitar os Seres Humanos… Como é possivel?

 

Como é possível, não é? E quem pratica, aplaude e apoia a TORTURA de seres vivos para se divertir imbecilmente lá é um ser humano?

Por acaso sabe o que é SER-SE humano? Não sabe. E eu não tenho obrigação alguma de respeitar os DESUMANOS (uma outra espécie, menor, insignificante, abdicável) que me provoca alergias e náuseas.

 

Respeito o animal humano, respeito o animal não humano, mas DESPREZO o animal desumano (que é aquele que não respeita os animais – humanos e não humanos). Será um raciocínio demasiado complexo para si?

 

2º RESPEITO QUE SEJA ANTI-TOURADA, alias tenho grandes amigos que o são. Tenho a certeza que se lhes mostrar este medíocre blog vão condenar a forma como a “Sra” os representa.

 

O que os outros pensam de mim, NÃO ME DIZ RESPEITO. Sei o que sou, e o que ando aqui a fazer. E isso basta-me.

 

3º SOU DEFENSORA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS MAS NÃO SOU ANTI-TOURADA (se não consegue separar as coisas o problema de compreensão é seu e lamento profundamente).

 

Defende os direitos dos animais mas não é anti-tourada, e ainda pergunta se CONSIGO SEPARAR AS COISAS? Esta é de Almanaque. Quer dizer, os Touros para si NÃO SÃO ANIMAIS? Mais uma, além dos legisladores, que  não sabe nada de Biologia. A esta nem respondo … É de uma estultícia imensurável. Não há outro modo de designar isto.

 

4º As tradições, costumes, moral, inteligencia racional, sofrimento (diferente de dor) fazem parte da nossa condição Humana. É no mínimo caricato que uma “Sra” com o seu currículo,  licenciada em Filosofia, não saiba fazer esta distinção… aprendi-a no 10ºano.

 

Primeiro: Sabe tanto do meu currículo, como eu de Física Quântica. NÃO SOU LICENCIADA EM FILOSOFIA. Não é isso que consta no meu público Short Curriculum Vitae. Se é que o leu. É que anda para aí um Popeye a difamar-me (e isso é crime) e há uns papalvos que vão atrás dele.

 

Segundo: o que diz sobre a condição humana é que é muito caricato. Conheço muitos animais não humanos com inteligência mais racional do que os broncos que se dizem humanos e se acham muito racionais.

 

Terceiro: quanto ao SOFRIMENTO, que, ao contrário do que afirma, TAMBÉM É DOR (o que demonstra desconhecer o significado das palavras) não é uma exclusividade da condição humana, mas É COMUM á CONDIÇÃO ANIMAL. Agora é preciso saber se a Francisca Lopes sabe o que é um ANIMAL. E como já ficou demonstrado, a Francisca Lopes NÃO SABE o que é um ANIMAL. Daí dizer tanto disparate numa frase só.

 

5º Respeite as tradições , não peço que concorde ou goste delas!! Apenas RESPEITE o espectaculo que é a tourada à corda e, acima de tudo o povo terceirense!!

 

Também não sabe o que é TRADIÇÃO, se soubesse não incluiria a TORTURA DE SERES VIVOS PARA DIVERTIR PACÓVIOS nessa designação. A tourada à corda não passa de um COSTUME BÁRBARO que nunca foi tradição em parte alguma do Universo. É apenas um costume, que devia ter ficado no passado e não ficou, porque o povo terceirense que pratica, aplaude e apoia tal idiotice, AINDA NÃO EVOLUIU.

 

E eu NÃO TENHO DE RESPEITAR uma conduta absolutamente ESTÚPIDA, BRONCA, PRIMITIVA, IMBECIL. Não tenho. E sabe porquê? Porque EVOLUÍ. O que me dá o DIREITO de CONDENAR, de ABOMINAR, de CRITICAR a TORTURA DE SERES VIVOS PARA DIVERTIR SÁDICOS BRONCOS.

 

O Maestro Vitorino d’Almeida usa o termo PAROLOS para designar o que eu chamo de BRONCOS. E ele, assim como eu e tantos outros, temos o DIREITO de CONDENAR as práticas tauromáquicas, porque simplesmente evoluímos.

 

6º Queria, ainda, chamar-lhe a atenção para várias questões:

 

A) Como o “Sra” deve saber as touradas à corda são uma tradição enraizada na ilha Terceira, fazem parte de uma cultura que NUNCA vai morrer e pk? passo a explicar:

 

Já expliquei que as touradas à corda não fazem parte de tradição nenhuma, mas de um costume bárbaro, praticado num passado longínquo por bárbaros, e que gente que NÃO EVOLUIU mantém com um VERGONHOSO ORGULHO. Tradição é um acto de cultura que passa de geração em geração.  O que não é o caso da tauromaquia que nunca foi CULTURA.

 

Não sei se a “Sra” alguma vez foi a uma tourada a corda, tenho a certeza que não, pois os seus comentários demonstram, para além de uma falta de educação tremenda, uma total ignorância acerca deste assunto… Vou tentar explicar-lhe brevemente o que acontece neste evento:

 

NÃO! Nunca assisti a nenhuma tourada à corda, apenas vi vídeos, e pelos vídeos, digo-lhe já, que nem que me pagassem MILHARES DE EUROS eu iria ver tal ESTUPIDEZ (não existe outro modo de designar “aquilo”). Aquilo não é espectáculo, não é arte, não é cultura, não é festa, não é evento, não é nada que se veja, é simplesmente ALGO MUIIIIIITO, MAS MUIIIIITO ESTÚPIDO.

 

E a sua descrição do que é uma tourada á corda, desde o momento em que «vão de buscar os toiros ao “mato”» só me vem dar razão. É preciosa.

 

Os responsáveis pela festa na freguesia vao de buscar os toiros ao "mato" onde são lancados foguetes, é oferecida comida a todos os presentes, e tocada música, onde existe convivio e o toiro é "o rei da festa" depois, as pessoas seguem em cortejo atrás das gaiolas dos toiros até ao local onde se ira realizar a tourada. Posteriormente os toiros sao embolados para minimizar possiveis danos (respeitando-se a vida humana) e é colocada uma corda ao pescoço com alguns metros de comprimento e largura suficiente do ultimo nó ao pescoço do toiro para que este nao seja estrangulado (ups..afinal respeitamos os toiros).

 

Começa logo com os Touros no “mato”. Então não estão nos verdes prados das belas paisagens açorianas? Depois os foguetes (abomináveis foguetes, que só servem para fazer barulho e perturbar os animais). Depois come-se e bebe-se, bebendo-se mais, obviamente. E viva o “toiro” que é o BOMBO DA FESTA (é aquele que vai ser torturado).

 

Veja bem o povo segue atrás das «GAIOLAS dos toiros» (só isto já é TORTURA que baste). Imagine-se a Francisca dentro de uma gaiola e muito povo atrás a fazer barulho, aos berros, aos gritos… Isto é LINDO DE VER! LINDO!!!!!

 

Depois os “toiros” são EMBOLADOS (outra tortura, nem sequer dão oportunidade aos animais de se defenderem dos seus COVARDES CARRASCOS DESUMANOS) … E isto para respeitar a vida humana?

Que vida “humana” é essa?

 

Depois colocam uma corda ao pescoço (outra tortura). Ponha-se a Francisca no lugar do Touro. E ainda tem o desplante de dizer «ups..afinal respeitamos os toiros»… Que grande respeito! Se isto é RESPEITAR… desconhece por completo o significado do termo.

 

Agora vem o melhor: as comparações PARVAS com atletas… Como é costume…

Note bem isto que lhe vou dizer….Tal como acontece com os atletas que se magoam nos mais variados desportos por vezes os toiros também se magoam. Tal como vemos na televisao atletas de maratona exaustos depois de uma corrida os toiros tambem o podem ficam (mto raramente, mas já aconteceu).Os acidentes acontecem mas nunca sao provocados por ninguem com o intuito de ferir o animal (toiro, neste caso) ou prejudicar a sua integridade..

 

NOTEI MUITO BEM. Esquece-se a Francisca de que os atletas estão lá por livre vontade. Não são FORÇADOS a nada. Ao contrário do Touro que vai ser sacrificado CONTRA A SUA PRÓPRIA VONTADE, e nem sequer lhe dão a oportunidade de fugir. Está AMARRADO.

 

Ponha-se a Francisca no lugar do Touro sem o seu consentimento, e imagine… que BOM QUE É!!!!

 

Aqui as pessoas amam os toiros!!

 

Esta pequena frase é HORRIPILANTE. Se isso é AMAR “TOIROS” o que não seria se os ODIASSEM…

 

As fotos apresentadas neste blog são, no mínimo, maldosas... E passo a explicar: uma demonstra um toiro que desmaiou num dia de calor no porto de S.Mateus (nunca desmaiou? eu ja..), a do toiro a sangrar também é “interessante” (peço desculpa pela expressão) pk digo-lhe, foi a primeira vez que vi tal situação acontecer e acredito que provavelmente se deveu a uma tapada mal construída ou “coisa do género” estou certa que o touro em questão foi IMEDIATAMENTE recolhido sendo-lhe prestada a devida assistência. Outras ainda mostram toiros caidos que apenas estao caidos pk se desequilibraram enquanto corriam (NUNCA CAIU NA VIDA?, sorte a sua...).

 

Nunca ouviu dizer que UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS? Não tente justificar o injustificável. As imagens DIZEM TUDO. DIZEM A VERDADE.

 

Eu já caí muito na vida. Mas NINGUÉM ME EMPURROU, NEM PUXOU. Caí, simplesmente. E o Touro aqui, não caiu, porque caiu. E depois não querem ser chamados de BRONCOS!

 

E o 5º toiro? sabe o que é? convido-a a ir comigo a uma tourada e ver as casas de portas abertas para receber toda a gente e, de forma igual (já viu isto em mais algum lado?.. eu não), oferecendo comida e bebida no dia da festa (e não, não somos a zona com maior indíce de alcoolismo do país…informe-se!!).

 

Já referi mais atrás que nem que me dessem MILHARES DE EUROS eu iria assistir a tal ESTUPIDEZ.

 

E sim, já vi dar de comer e de beber aos passantes numa festa de São Pedro. Em tantos lados. Não saem da Ilha, não sabem do que se passa nos outros lugares. Mas dar de beber e comer ao povo não DIMINUI O SOFRIMENTO DO ANIMAL TORTURADO.

 

Ainda lhe digo mais, na minha ilha existem os chamados "partidos de toiros"… as pessoas defendem o seu toiro e ganadaria predilecta mais do que o seu proprio partido poltítco!!!

 

Isso é que é! Até passam fome se for preciso. Mas o principal é ENCHER OS BOLSOS DOS GANADEIROS. Abra os olhos! Ou será filhinha mimada de algum ganadeiro, e está aqui a TENTAR (porque não consegue mais) defender o dinheirinho do papá?

 

Para terminar só tenho uma coisa a acrescentar, é pena que as pessoas tomem posições extremistas acerca destes assuntos ainda mais quando não os conhecem. Eu NUNCA vi nenhum TERCEIRENSE a desrespeitar um toiro.

 

Nunca viu porque não sabe VER com os olhos da alma, se soubesse veria que os terceirenses que praticam aplaudem e apoiam a TORTURA dos Touros, DESRESPEITAM o DIREITO DELES À VIDA.

 

Aguardo a sua vinda à Terceira e tenho todo o gosto em mostrar-lhe este espectaculo.

 

Pois pode esperar SENTADA, para não se cansar. Eu à Ilha Terceira irei no dia em que ABOLIREM A ESTUPIDEZ DA TOURADA À CORDA, que não é espectáculo nenhum.

 

Nesse dia, irei à Ilha Terceira, com todo o gosto COMEMORAR O FIM de algo que só DESPRESTIGIA a terra e o seu povo.

 

Com os melhores cumprimentos,

Francisca de Castro Horta Lopes, 23 anos, A.H, Ilha Terceira-Açores

 

(não preciso de por “.” no meu nome)

 

Menina Francisca (sem aspas), do alto dos seus 23 aninhos ainda tem muito que aprender.

 

P.S: como pode ver respeitei a sua opiniao e defendi a minha sem contudo lhe chamar qualquer nome (É Possivel!!). Aliás …ate me dei ao trabalho de escrever este texto para uma pessoa que me faltou ao respeito em vez de ignorá-la (era o que merecia).

 

Mas nem de perto, nem de longe respeitou a minha opinião, até porque a TORTURA NÃO É uma questão de opinião. É uma questão de ÉTICA.

 

E se se deu ao trabalho de escrever este texto é porque a sua consciência está inquietada, NÃO com o facto de eu chamar os bois pelos nomes, mas porque bem lá no fundo SABE QUE A RAZÃO ESTÁ DO MEU LADO, e que mais dia, menos dia, a tauromaquia será ENTERRADA, até porque já está morta há algum tempo e já cheira muito mal.

 

Se aceitar este texto agradeço que o publique na integra de forma a não deturpar o que aqui escrevi. Se a “Sra” realmente é jornalista deixe que lhe diga uma coisa…não age como tal!!  

 

Deturpar o que aqui escreveu? Até os erros de Português vão intactos…

 

Quanto ao ser jornalista, até sou, mas não estou ao serviço de nenhum órgão de comunicação social vendido ao lobby tauromáquico. Prefiro comer pão e água, do que o maior manjar, pago com dinheiro SUJO DO SANGUE DA TORTURA DOS MEUS IRMÃOS TOUROS.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

O DELÍRIO DE UM AFICIONADO DESESPERADO

 

Bem, lá terei de praticar mais uma obra de caridade espiritual…

 

 

 

O Diogo vê uma pessoa a assistir à tourada e diz que são milhares…

 

Diogo, deixou um comentário ao post TAUROMAQUIA - A OPINIÃO DE UM MÉDICO VETERINÁRIO VERDADEIRO (PORQUE OS HÁ A FINGIR) às 00:23, 2013-02-27. Comentário:

« ‘Bla bla bla whiskas saquetas... bla bla bla bla bla whiskas saquetas’.

Pegando neste conhecido anúncio de comida para gato, comparo o que o gato ouve da conversa da sua dona com ignorância e falta de inteligência que é característica de qualquer animal irracional, com aquilo que a sua pessoa ouve e interioriza de quem realmente está por dentro do mundo dos toiros e tenta ensinar-lhe alguma coisa.»

 

Resposta: primeiro, a ignorância é apenas sua, pois todos sabemos, que além do gato, outros animais não humanos são BASTANTE INTELIGENTES. O porco é tido como o terceiro animal mais inteligente. Portanto se aqui alguém é ignorante ou lhe falta inteligência é ao Diogo.   

 

«Os seus discursos falam de cobardia, falta de inteligência, falta de civismo, falta de educação e instrução, desrespeito ao animal.

 

Pois olhe que se engana. De todos os que conheço que praticam a ''cobardia'' que fala pelo forcado, que eu chamo de valentia, amizade, culto ao toiro...; 90% são formados com curso superior ou estão ainda a formar-se.»

 

Resposta: engano-me? Ai sim? Diz-me que 90% tem curso SUPERIOR? Tirado aonde? Ou como? Comprado naturalmente, porque se me diz que os forcados (que não passam de COVARDES), têm cursos superiores, o ensino em Portugal anda nivelado muito por BAIXO, pois não é SUPERIOR divertir-se sadicamente com seres vivos. Isso é covardia, falta de inteligência, falta de civismo, falta de educação, de cultura e de instrução, e principalmente desrespeito pelo animal. Não tenha a mínima dúvida. E não sou só eu que o digo. São formados em CRUELDADE, esses 90%.

 

«No meu caso, espero que tenha habilitaçoes literárias tão boas quanto as minhas, pois assim poderá provavelmente estar bem na vida.»

 

Resposta: estava tramada, se as minhas habilitações fossem “tão boas” quanto as suas, que nem sequer sabe usar correctamente a Língua Portuguesa.

 

«Já quanto ao civismo, não creio que seja falta dele que se tome a opção de se querer manter preservada uma tradição e marca tão nossa quanto o nome do nosso país. E acho de louvar quem tenha não só a coragem de enfrentar um toiro de frente, como também lutar contra uma oposiçao ''verdoca'' que no século XXI despertou para lutas que no fundo não são primárias à sociedade.»

 

Resposta: se pensa que a tourada traz prestígio a Portugal, engana-se. Lá fora somos tidos como um país terceiromundista que ainda preserva “tradições” primitivas raiando a ESTUPIDEZ. E se acha «de louvar quem tenha não só a coragem de enfrentar um toiro de frente, como também lutar contra uma oposição ''verdoca''  (seja lá o que isto for) que no século XXI despertou para lutas que no fundo não são primárias à sociedade» permita-me que lhe diga que nunca vi um raciocínio tão parvo e estúpido quanto este. Você tem a certeza de que é da nossa época. Não será um troll da Idade Média, que sobreviveu num buraco qualquer por aí, e agora anda pelo mundo a dizer disparates fenomenais?  

 

«Lutar contra a fome, doença, guerra, até extinção de espécies como o lince ibérico, para isso ja não se mexe...?? Acho que seria melhor para a sociedade do que andar com estes activismos contra a tauromaquia!»

 

Resposta: pois, você acha, mas não tem de achar nada. Isso é o que vocês querem. Que nos calemos. Você tem é de se civilizar e de ser ÚTIL à sociedade. Eu neste momento estou a lutar pela Causa dos Animais (que implica os Humanos e TODOS os Não Humanos). E você? Está a lutar contra a fome, a doença, a guerra, e até a extinção de espécies como o lince ibérico? Está? Ora diga lá qual é a CAUSA que abraçou para deixar aos seus descendentes uma sociedade melhor?  É a da VIOLÊNCIA contra seres vivos?

 

«Quanto à Tauromaquia estar ''com os pés na cova e só faltar o empurrãozinho final'', tenho que discordar novamente. À bem pouco tempo um estudo provou que os ''anti'' representam uma baixíssima parcela de 11% da população portuguesa: LINK Sondagem ''Público'':

 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/maioria-dos-portugueses-defende-que-touradas-favorecem-imagem-do-pais-no-exterior-1489793

 

Resposta: «À bem pouco tempo?»… (Olhe o seu Português!) Pois… Isto já tem barbas brancas, e NUNCA, NUNCA, NUNCA  CORRESPONDEU À VERDADE. NUNCA!

 

"A verdade é que tem havido muita manipulação dos números e estes demonstram que apenas 11 por cento dos portugueses são contrários aos espectáculos taurinos", refere. Para além do facto de afirmarem contra a verdade de serem muito mais do que aquilo que são:

 

Resposta: a VERDADE é que 89 % dos portugueses SÃO CONTRA AS TOURADAS. Essa é que é a verdade. Todas as sondagens recentes dizem que os DEFENSORES DOS ANIMAIS são a ESMAGADORA MAIORIA. Os predadores estão em minoria. Uma minoria ridícula, e estas contas até são fáceis de fazer. Nem eram necessárias sondagens.

 

«'O presidente da APET e responsável pela Protoiro, grupo que inclui não só os empresários, mas ainda as associações de forcados, toureiros e criadores de touros de lide, comentando os resultados da sondagem - onde 32,8 por cento dos inquiridos referem não ser aficionados, mas nada terem contra os que gostam dos espectáculos tauromáquicos -, diz ainda que grupos como a Animal "são muito proactivos, quase a roçar o extremismo e capazes de argumentar que esta percentagem de pessoas é contra os touros".'' (ora, ir contra a verdade (mentir), com fim de demover as pessoas a juntarem-se a movimentos ''anti-taurimos'', é uma das coisas pela qual eu não fui educado.»

 

Resposta: fale-me de gente SÉRIA. Todos os portugueses de bem sabem quem são os indivíduos da prótoiro, que não tem nenhum, mas nem o mais pequeno vestígio de respeitabilidade e credibilidade na sociedade portuguesa (tal como os políticos que os apoiam, por isso vão ser todos corridos brevemente). Pois eu sei, você lá foi educado para a VERDADE? Claro que não! Foi educado para a MENTIRA, para a VIOLÊNCIA, para a CRUELDADE, por isso não sabe o que diz.

 

«Para além disto, é facto que houve proíbições em certos e determinados sítios, como na Catalunha - isto durante um/dois anos, pois já se prevê o retrocesso dessa mesma proibição, o que demonstra que talvez esteja enganada quanto a força que o Protaurino tem, que tem muita! 27/02/2013 Diogo»

 

Resposta: como estão ENGANADOS. DESINFORMADOS. Em pleno DELÍRIO. AS TOURADAS jamais REGRESSARÃO à Catalunha. E em Portugal e nos restantes países tauricidas, elas estão por um fio de aranha. Não se ILUDAM. Comecem é a comprar lençóis para enxugar as lágrimas que derramarão brevemente, no ENTERRO DA TAUROMAQUIA.


 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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