Domingo, 5 de Novembro de 2017

GRUPO (MAIS UM) QUE AVALIA O IMPACTO DO AO90 É PARA VALER OU É OUTRA FARSA?

 

De que estão á espera para dizerem ao país que o AO90 está a ter um impacto bastante pernicioso, nefando, danoso, nocivo, maléfico, mau, péssimo, no Ensino, na Cultura, na Comunicação Social, nas Escolas, nas Edições, nas Traduções, na Publicidade, nos Documentos Oficiais, transformando a escrita numa babel ortográfica jamais vista em parte alguma neste mundo e em tempo algum.

 

 

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  ... ou seja… só os homens inferiores compreendem e aceitam a ortografia que estão a impingir aos Portugueses…

 

Estamos fartos de esperar…

 

Em Janeiro do corrente ano (2017), publiquei aqui um texto dando conta de que a comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovou a criação de um NOVO (já havia sido criado um outro, em 2013) Grupo de Trabalho para avaliar o impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

 

Tenho algumas questões a pôr acerca disto:

 

1 - A que conclusões chegou o grupo criado em 2013?

 

2 - Por que houve necessidade de se criar um novo grupo?

 

3 - Os elementos que constituem este novo grupo estarão interessados em saber a verdade, ou estão só a fingir que estão interessados?

 

4 - Já não haverá demasiada contestação pública, dos mais abalizados intelectuais portugueses, brasileiros e africanos, ao malnascido AO90, para que os parlamentares percebam que é um erro crasso manter o erro mais crasso ainda de ter impingido aos portugueses mais subservientes uma ortografia medíocre, que nada tem a ver com a cultura linguística europeia? Isto ainda não está claro para os parlamentares?

 

5 – Por que andam a fazer que fazem, a empatar, a deixar passar o tempo? Têm esperança de que o tempo deslize e com ele a mixordice se entranhe e se abanque de vez, e que os contestatários se cansem? É isso? Mas estão enganados.

 

6 - Ainda será preciso discutir o quê????? Se tudo já foi discutido. Se tudo já foi dito. Se tantas vozes já se levantaram desde que esta aberração ortográfica foi impingida à força de uma grande mentira nas escolas, nas repartições públicas e na comunicação social mais subserviente ao poder, enganando-se os mais incautos com a falsa obrigatoriedade da sua aplicação, com base numa lei inexistente. Discutir mais o quê? A quem pretendem enganar?

 

7 – DE acordo com o deputado social-democrata José Carlos Barros, este novo grupo nasceu surgiu pelos alertas da Academia de Ciências de Lisboa, que referiam “a necessidade de aperfeiçoar as bases do Acordo Ortográfico de 1990, que gerou instabilidade ortográfica, que não estabelece uma ortografia única e inequívoca, que deixa várias possibilidades de interpretação, em muitos casos”. Mas que necessidade é essa de aperfeiçoar o que não é aperfeiçoável e que falhou redondamente os seus objectivos? Ainda ninguém se deu conta do óbvio?

 

8 - Isto é como remendar remendos. Já se demonstrou bastamente que o AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue, de tão mau que é. Pretende-se aperfeiçoar o quê????? Um arremedo de ortografia?

 

9 - Os dois principais objectivos do AO90 não conseguiram manter-se, por serem completamente inviáveis, ou seja, o de ordem política e que tem a ver com a intenção (mais brasileira do que portuguesa) de reforçar o papel da Língua Portuguesa (leia-se brasileira, pois a ortografia é brasileira) como uma língua de comunicação internacional (que nem de propósito, enquanto era Portuguesa foi usada no Vaticano, quando começou a ser brasileira, depois do AO90, foi sumariamente rejeitada); e o outro objectivo de ordem técnica, assente na ideia de uma base ortográfica comum, mostrou-se algo tecnicamente impossível. Isto interessa a alguém? A quem? Quem são os felizardos? Não são com toda a certeza os Portugueses, mas tão-só uns tantos vigaristas que estão a encher os bolsos à conta da destruição de uma Língua Culta.

 

10 - Isto já não seria o bastante para o Parlamento atirar ao lixo, sem mas, nem meio mas, uma ortografia que envergonha Portugal?

 

O social-democrata José Carlos Barros, tentando justificar a criação deste grupo, afirmou que o seu partido continua a ser a favor do objectivo de ordem política. Mas a Língua não tem de ter objectivos de ordem política. Não tem.

 

Agora atente-se neste parágrafo:

«O que a ACL vem dizer é que este objectivo de ordem técnica não está a ser cumprido, o que nós entendemos é que devemos perceber porque é que não está a ser cumprido este objetivo técnico", disse o deputado social-democrata, realçando que "a política não se deve meter na ortografia».

 

(Este parágrafo foi retirado do texto original (aqui)

 

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/impacto-do-acordo-ortografico-avaliado-no-parlamento

 

que me serviu de fonte. E repare-se logo aqui o que este acordo provoca: ora se escreve correctamente objeCtivo, ora se escreve objetivo, na mesma frase).

 

O que será preciso dizer mais?

 

O que está a fazer este novo Grupo de Trabalho?

 

Esperemos que não seja mais uma daquelas manobras de diversão a que os nossos parlamentares nos têm habituado, numa tentativa de calar as vozes que se têm levantado contra este linguicídio.

 

O AO90 é o instrumento dos que foram atacados por uma profunda cegueira mental, que não os deixa ver os propósitos perversos desta negociata obscura, que pretende destruir património português.

 

A isto chama-se crime de lesa-língua e de lesa-pátria.

 

Desde que abandonei o Ensino, em 1976, por incompatibilidade com as "novas regras" pós-25 de Abril preconizadas pelo Ministério da Educação, nunca mais o Ensino teve rumo, e os sucessivos Ministros da Educação, do Ensino e da Cultura mostraram e ainda mostram bastante incompetência, por isso a educação, o ensino e a cultura estão um caos.

 

Há quantos anos se anda a fazer experiências nas escolas e que não resultam? A importar sistemas que outros países já rejeitaram? Há quanto tempo se anda a fabricar semianalfabetos?

 

E com a introdução do AO90, o ensino degradou-se substancialmente, porque ninguém em nenhuma disciplina escreve correctamente, sem sequer em acordês.

 

O actual sistema de ensino é um falhanço total. Pobres crianças e jovens que terão de emigrar, no futuro, para poderem ser alguém na vida. Portugal é um país sem vislumbre de futuro. Ou isto muda radicalmente, ou não haverá futuro.

 

O presidente da República tem muita conversa, mas deixa-se levar na onda acordista, atropelando a Constituição da República Portuguesa, que jurou cumprir e não cumpre. E até agora o que fez para restituir a legalidade no que diz respeito à Língua Oficial Portuguesa? Precisamos de ACÇÃO, Senhor presidente. Não de palavras que o vento leva…

 

Vamos ver o que acontece. Mas seja o que for, terá forçosamente de passar pela devolução da Língua Portuguesa a Portugal, e por uma reforma PROFUNDA no sistema de ensino, para que as crianças e os jovens tenham um ensino de qualidade. A começar pelos manuais escolares, que são um autêntico atentado à inteligência das crianças. Foram elaborados a pensar que as crianças são estúpidas como portas.

 

Os professores deveriam recusar-se a ensinar com base em tais manuais.

 

Se todos reagissem, o governo teria de AGIR.

 

Não podemos deixar MORRER o que nos identifica como nação.

 

Não é argumento que baste para que o dito Grupo de Trabalho se digne pronunciar contra uma ortografia que nada tem a ver com a Língua Portuguesa, e acabar com isto urgentemente?

 

Para ajudar Vossas Excelências a decidirem-se uma vez por todas, aqui deixo uns links, para que se inteirem do que, sobre esta matéria, pensam os Portugueses, Brasileiros e Africanos Cultos e que é o pensar da esmagadora maioria dos Portugueses, tirando a minoria acordista, e os milhares de analfabetos que ainda temos em Portugal e que nem sequer sabem o que é isto do acordo ortográfico...

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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SENHORES GOVERNANTES ESTÁ NA HORA DE GOVERNAR PORTUGAL

 

 

Que vergonha de governação! Como é que isto é possível?

Só num pais terceiro-mundista! Mostrem também isto aos turistas que enchem Lisboa…

BASTA de tanta cegueira mental, de tanto servilismo aos lobbies, de tanta cumplicidade, de tanta impunidade!

BASTA!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2017

NUNCA COMO HOJE PORTUGAL CORREU O RISCO DE PERDER A SUA IDENTIDADE

 

Portanto, precisamos de falar a sério, Dr. António Costa.

 

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 Fonte da imagem: Jornal i

 

O que o Senhor disse no Congresso Nacional dos Bombeiros serve para todas as outras áreas da governação, inclusive, para a reflexão do desastre que é a aplicação do AO90. E se os fogos desgraçaram Portugal, ao nível de perdas de vidas humanas e da fauna e flora em grande escala, de empresas, habitações, áreas agrícolas e florestais, enfim… a aplicação do AO90 está a desgraçar Portugal ao nível da identidade, da soberania, da cultura, do ensino, da aprendizagem…, ou seja, dos alimentos do espírito…

 

Portugal está a correr o grave risco real de perder a identidade portuguesa, para se tornar numa mera colónia do ex-colonizado Brasil, adoptando a ortografia brasileira a que se convencionou chamar AO90, caracterizada pela italianização, americanização, afrancesamento e espanholização da Língua Portuguesa, afastando-a das suas raízes cultas e europeias, e que o Brasil, já livre do jugo português, decidiu adoptar depois de declarada a independência, em 1822. (Estou sempre a repetir o mesmo, mas tenho esperança de que possa funcionar como a água mole na pedra dura…).

 

Todos sabemos que os governantes portugueses estão-se nas tintas para Portugal, para os portugueses, para as crianças portuguesas, que estão a ser enganadas, ao impingirem-lhes a ortografia brasileira, como sendo portuguesa. Estão a vender-lhes gato por lebre. E isso não se faz. É um crime de lesa-infância.

 

Os governantes portugueses estão apenas interessados nos interesses deles, nos interesses da família deles, nos interesses dos amiguinhos deles, e dos amigos estrangeiros. E só. Lamentavelmente.

 

E porque ao redor do AO90 muito se diz e se faz, vou aqui transcrever algumas conversas lúcidas, que vamos tendo por aí...

 

Um destes dias, Rosa Maria Brandão fez um comentário muito curioso, numa das páginas do Facebook, onde lutamos pela eliminação da mixórdia ortográfica promovida pelo governo português, a propósito da utilização dessa mixórdia, pelo próprio primeiro-ministro de Portugal: «Até o Sr. Primeiro-Ministro se encarrega de demonstrar a que ponto, o chamado "acordo" é absurdo, impulsionador da ignorância e do analfabetismo. Obrigada sr. Primeiro Ministro. Estou certa de que vai fazer alguma coisa para reverter a situação e repor o nosso património linguístico. É verdade que um povo analfabeto é fácil de manobrar, mas, com toda a certeza, o "nosso" chefe do Governo, não quer nem vai permitir isso».

 

Esperemos que não. Aguardamos que o senhor primeiro-ministro reflicta sobre esta matéria e recue, só lhe ficará bem, para não ter de vir novamente a público pedir desculpas forçadas pelas circunstâncias, ou «arrancadas a ferro pelo que todos viam, excepto o senhor e o seu governo», como salientou e muito bem, Teresa Araújo Costa, na mesma linha de conversa.

 

Entretanto, a propósito do despropósito de um elemento do PCP, José F. Ferreira que, numa conversa, referiu que para esse partido o AO90 não era prioritário, António Sérgio Marques fez este brilhante discurso:

 

«O património imaterial de um povo, um bem colectivo identitário e imensurável como é o caso da Língua materna desse povo, não pode ser apropriado por grupos de interesses privados, vendido por quem não é seu dono, depois de esquartejado e estropiado. E isto não é uma questão prioritária para o PCP?

 

O Estado Português rouba o mais importante e valioso bem colectivo do povo e entrega-o a mercenários disfarçados de académicos, que o retalham e mutilam, para depois o vender (a troco de…) aos privados que mandam na política de educação deste submisso país desde sempre – as editoras que lideram, e monopolizam a seu bel-prazer o negócio criminoso e imoral dos manuais escolares e dicionários deste país – e o PCP considera isto uma questão menor? Os ideais foram para a gaveta? O país precisa de um PCP coerente, idealista e combativo!

 

Não precisa de um PCP suspeitamente pragmático, amarrado às conveniências das “geringonças”, descredibilizado pelo grotesco folclore em torno de regimes brutais e nepotistas, que de marxistas genuínos nada têm, como a Coreia do Norte ou a Venezuela. Embora considere Marx um pensador fundamental na História da Humanidade, não sou, de forma alguma marxista. Contudo, ao pé de pessoas como V. Exas. Parecê-lo-ei, com certeza, tal é a vossa proximidade e/ou tolerância com os fascismos nepotistas angolano, norte-coreano ou venezuelano e a vossa condescendência com o ultraliberalismo de um país que vende o património colectivo ao sector privado, como é o caso da negociata cobarde e inqualificável do Acordo Ortográfico de 1990».

 

Grande discurso o do António Sérgio Marques. Concordo absolutamente com ele.

 

E continuemos outras conversas.

 

A propósito de um português-brasileiro, de nome João José da Silva, que estando a viver no Brasil considerou que a unificação da língua seria o ideal… e da discordância de vários interlocutores, nos quais me incluo, o Carlos Karlos disse, e muito bem, de sua justiça:

 

«Li tudo. E gostei de perceber que as pessoas estão muito bem informadas sobre esta história do AO90, excepto, claro o sr. Joao Jose da Silva (será João José da Silva?). É óbvio que alguém ganhou uns trocos com esta aberração; o Macaca Pasteleiro? Desculpem, o Malaca Casteleiro? Certamente. E mais uns tantos, com certeza. Não vou falar aqui do que já foi falado; pois concordo com todas as razões de carácter científico e com as outras de carácter lógico. Também estudei Latim, o que me faz doer ainda mais, no que respeita aos abusos que esta estupidez nos veio trazer. Não estou completamente de acordo quando alguns de vós dizem que a nossa ortografia se subjugou à ortografia brasileira. É óbvio que na palavra Egito, já aqui mencionada, isso acontece, mas por exemplo em recepção é exactamente o contrário: os brasileiros escrevem e pronunciam o "p" e os portugueses não. Porque aquele "p", para nós, tem outra função: abrir a vogal "e", e agora obrigam-nos a escrever receção.

 

Já há muitos anos que eu tenho vindo a verificar a expansão do PT-BR, quando me dei conta que havia muitos brasileiros a ensinar Português nos Estados Unidos da América do Norte. E faziam-no sem qualquer pudor e/ou qualidade; mas era mais barato. Foi pena que os nossos governantes da altura estivessem mais preocupados em encher os bolsos do que com a nossa língua. Em jeito de observação, li há pouco tempo algures na Net, que pediam pessoas para um call center no estrangeiro, que falassem Português. E acrescentavam: de preferência com sotaque brasileiro. Isto diz muito. Reparem nas legendas dos filmes e séries que passam, sobretudo na Televisão por cabo. Mas como é mais barato, não faz mal que as legendas sejam mal traduzidas e escritas. Mas adiante: o que aqui ainda não foi falado prende-se com a responsabilidade das editoras, que mesmo antes do AO estar em vigor, se apressaram a usá-lo em todos os seus livros, incluindo os livros escolares. Se pensarmos no dinheiro que elas iriam perder a refazer tudo, torna-se fácil compreender porque isto não anda para trás. Não se esqueçam que foram feitas gramáticas a justificar o AO. E agora? Como sabem, o dinheiro pode quase tudo. Sei do que falo pois também sou autor de livros escolares que contra minha vontade tiveram que ser publicados com este acordo. E tenho pena não poder fazer nada contra isso. Quando são os próprios professores de Língua Portuguesa e literatos a não conseguirem voltar atrás... fora os que estão de acordo com o AO, que os há. Isto é uma traição ao País. Diz-se que a História acaba por nos julgar; já cá não estarei para ver. Quanto ao sr. João José da Silva, aconselho-o a tentar perceber, junto de um Professor de Português, o que realmente se está a passar. Fiquem bem.»

 

Pois ficar bem... Ficar bem como? Depois de um discurso destes, onde se traça o mais negro panorama em que se encontra a nossa amada Língua, como podemos ficar bem?

 

Claro que temos de lutar para que “isto ande para trás”, porque não pode ir mais para a frente sem que Portugal corra o risco de cair no abismo, de desaparecer, de perder a sua identidade.

 

E não me falem em dinheiros já (mal)gastos, na aplicação desta mixórdia ortográfica (que está a atolar o país na mais profunda ignomínia) e que não possam ser atirados também ao lixo.

 

Se o governo português esbanja tanto dinheiro em coisas absurdas, ignominiosas, atira milhares de euros ao ar, terá de o poupar para devolver a Língua Portuguesa a Portugal. E quem perder nesta devolução, que perca, pois Portugal perderá muito mais, se vier a perder a sua identidade ao adoptar a ortografia brasileira adulterada e desuniformizada, pois há algumas palavras que os brasileiros escrevem correctamente, e os portugueses, não. Como recepção, por exemplo... 

Se o AO90 vingar em Portugal é triste, porque só Portugal está a aplicá-lo de facto, pois já se verificou que mais nenhum outro país lusófono o faz, e o Brasil nem precisa de fazê-lo, pois já aplica esta ortografia desde 1945, quando decidiu rasgar o acordo que fez com Portugal.

Só Portugal, por uma inconcebível subserviência bacoca, não está disposto a rasgar este negócio que fez com o Brasil, à revelia dos Portugueses.

 

Entretanto, Júlio Isidro diz isto:

 

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Mas o grande e grave problema não é o modo como Júlio Isidro escreve ou deixa de escrever. O grande e grave problema é como as filhas dele estão a desaprender a escrever a Língua Materna delas. Então, há que actuar, firmemente.

 

A mim, nunca ninguém ouviu dizer que continuarei a escrever como sempre escrevi, porque isso é mais do que ÓBVIO. A minha luta não é por mim. Mas pelas filhas do Júlio Isidro, pelos meus netos, e pelos filhos de todos os que têm filhos a frequentar escolas portuguesas que, neste momento, não são um lugar de aprendizagem, mas de caos, no que respeita ao ensino da Língua com que se expressam. E a Língua é precisa para TODAS as disciplinas. A Língua é fundamental. A Língua é o pilar de toda a aprendizagem. E quando este pilar falha, falha tudo o resto.

 

Portanto, não podemos permitir que se forme uma geração de semianalfabetos, (já agora, no Brasil escreve-se semi-analfabetos), que são aqueles que têm apenas os rudimentos da escrita e da leitura e não são capazes de ler, escrever e interpretar corrente e correctamente.

 

Por isso, é imperioso que rasguemos os manuais escolares acordizados, os dicionários acordizados, os livros acordizados. Levemos à falência as editoras acordizadas, os jornais e revistas acordizados. Exijamos que o governo português devolva a Portugal a Língua Portuguesa. As crianças e os jovens portugueses merecem e precisam que façamos isto por eles.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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A RACIONALIDADE É COMUM A TODAS AS ESPÉCIES

 

"Existe uma racionalidade profunda dentro de cada espécie", diz Sebastião Salgado

 

 

Tenho por Sebastião Salgado uma admiração incondicional.

 

É um Ser Humano completo. É um daqueles exemplares dignos da Humanidade.

 

Ele é um verdadeiro HOMEM. Ele é um ser que representa, na íntegra, tudo o que faz parte do que eu considero a Essência Humana.

 

Nenhum homem pode ser considerado um Ser Humano, se não tiver a DIGNIDADE de que fala Sebastião Salgado, quando estende essa DIGNIDADE a todas as outras espécies.

 

Bem-haja, Sebastião Salgado, por ser como é! Obrigada, pela sua  incomensurável lucidez.

Obrigada, pela luminosidade do ser cósmico que é!

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

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Terça-feira, 31 de Outubro de 2017

DUAS CRIANÇAS (DE 9 E 10 ANOS) PARTICIPARAM NUMA TOURADA EM ELVAS À MARGEM DA LEI

 

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(Foto: Plataforma Basta)

 

A denúncia foi feita pela Plataforma Basta, e nessa denúncia foi declarado que esta tourada «envolveu a participação de crianças lidando animais de raça brava", uma delas, filha de um cavaleiro tauromáquico e outra, de um bandarilheiro, sendo que uma, actuou como cavaleiro tauromáquico. Esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho pelo que foi denunciada às autoridades competentes.

 

As autoridades competentes dizem estar a investigar este caso, ocorrido na localidade de Vila Boim (concelho de Elvas), durante uma tourada ilegal, ou seja, não licenciada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais - IGAC, organizada pela Associação de Romeiros de Vila Boim, com a designação “Fiesta do Toureio 2017” no passado dia 14 de Outubro.

 

(Repare-se na “fiesta” que será uma coisa portuguesa, com certeza, quando falam de tradição...)

 

As autoridades dizem estar a investigar, mas, na realidade, estarão?

 

É que denúncias deste género já as fizemos às centenas, ao longo de vários anos, e as crianças continuam, até aos dias de hoje, a ser sujeitas a esta perniciosa violência.

 

Não confiamos nas autoridades que dizem estar a investigar as ilegalidades cometidas nas touradas, em Portugal, porque em Portugal, essas ilegalidades cometem-se há tanto tempo, e há tanto tempo as denunciamos, e também há tanto tempo diz-se que se está a investigar, e nunca ninguém foi punido. E as ilegalidades continuam a cometer-se em catadupa.

 

Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já confirmou que está a averiguar a situação, com vista à adopção dos procedimentos legais, no âmbito das respectivas competências.

 

Estará mesmo? Ou estará a fazer de conta que averigua? É que a tauromaquia está bastante protegida, uma vez que, mesmo sabendo-se das ilegalidades cometidas nas touradas, nunca houve culpados, nem nunca se adoptaram os tais procedimentos legais.

 

A IGAC também disse que está a fazer uma “avaliação de todos os elementos que lhes estão associados».

 

Estará?

 

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens também foi abordada pela Plataforma Basta e esta aguarda (aguardamos todos os que defendemos a Vida Animal, humana e não-humana) «uma intervenção firme das autoridades na punição dos responsáveis».

 

Contactados pela Agência Lusa, os progenitores dos dois menores e o responsável do evento taurino, Luís Fernando Carvalho, recusaram-se a comentar o caso.

 

Pois recusaram. Num país a sério o horizonte desta gente seria umas grades de prisão.

 

Desta vez, há que ir muito mais além do que o simples dizer que estão a averiguar ou a avaliar os elementos…

 

Desta vez há que se actuar em conformidade com a gravidade da situação. Desta vez, tem de haver culpados e os culpados têm de ser severamente punidos.

 

É a vida de crianças, tão indefesas como os touros que elas lidam na arena, que está em causa. E se os progenitores não as protegem, o Estado português tem o DEVER de as proteger.

 

A Plataforma Basta referiu no seu site que «esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho, pelo que foi denunciada às autoridades competentes” salientando que, "segundo a lei, a participação de crianças em espectáculos que envolvam contacto com animal, substância ou actividade perigosa, constitui uma contra-ordenação muito grave imputável à entidade promotora», neste caso, a Associação de Romeiros de Vila Boim, prometendo também a BASTA fazer chegar ao Comité dos Direitos da Criança da ONU, através da campanha “Infância sem violência”, um relatório com todos os casos de violação da lei para a próxima avaliação da Convenção de Direitos Humanos, que irá decorrer em Genebra em 2019.

 

Até lá, espera a BASTA e esperamos todos nós que «o Estado português adopte medidas legislativas e de sensibilização para este grave problema, e actue na punição dos responsáveis».

 

 

«A exposição de crianças a situações que colocam em risco a sua integridade física é punida por lei, mas infelizmente é frequente ocorrer em espectáculos tauromáquicos organizados ilegalmente em Portugal. A Plataforma Basta denunciou esta temporada várias situações relacionadas com a exposição de crianças à violência da tauromaquia, quer participando como artistas quer como espectadores nas bancadas das praças de touros (crianças menores de 3 anos)».

 

Nós também denunciámos.

 

Segundo a Plataforma Basta, trata-se de mais um episódio, a juntar a outros ocorridos esta temporada, que coloca em causa o cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança e as determinações do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas que em 2014 instou Portugal a adoptar medidas para afastar as crianças da violência da tauromaquia, depois de tomar conhecimento desta realidade e dos acidentes que vitimam dezenas de crianças todos os anos em Portugal, em eventos tauromáquicos.

 

Entretanto, Portugal segue na cauda dos países que não protegem as suas crianças.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fontes:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-investigam-participacao-de-duas-criancas-em-tourada-em-elvas

http://basta.pt/autoridades-investigam-participacao-criancas-numa-tourada-vila-boim/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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DUAS CRIANÇAS (DE 9 E 10 ANOS) PARTICIPARAM NUMA TOURADA EM ELVAS À MARGEM DA LEI

 

Criancas-tourada-portugal-basta.jpg

(Foto: Plataforma Basta)

 

A denúncia foi feita pela Plataforma Basta, e nessa denúncia foi declarado que esta tourada «envolveu a participação de crianças lidando animais de raça brava", uma delas, filha de um cavaleiro tauromáquico e outra, de um bandarilheiro, sendo que uma, actuou como cavaleiro tauromáquico. Esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho pelo que foi denunciada às autoridades competentes.

 

As autoridades competentes dizem estar a investigar este caso, ocorrido na localidade de Vila Boim (concelho de Elvas), durante uma tourada ilegal, ou seja, não licenciada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais - IGAC, organizada pela Associação de Romeiros de Vila Boim, com a designação “Fiesta do Toureio 2017” no passado dia 14 de Outubro.

 

Repare-se na “fiesta” que será uma coisa portuguesa, com certeza.

As autoridades dizem estar a investigar, mas, na realidade, estarão?

É que denúncias deste género já as fizemos às centenas, ao longo de vários anos, e as crianças continuam, até aos dias de hoje, a ser sujeitas a esta perniciosa violência.

Não confiamos nas autoridades que dizem estar a investigar as ilegalidades cometidas nas touradas, em Portugal, porque em Portugal, essas ilegalidades cometem-se há tanto tempo, e há tanto tempo as denunciamos, e também há tanto tempo diz-se que se está a investigar, e nunca ninguém foi punido. E as ilegalidades continuam a cometer-se em catadupa.

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já confirmou que está a averiguar a situação, com vista à adopção dos procedimentos legais, no âmbito das respectivas competências.

Estará mesmo? Ou estará a fazer de conta que averigua? É que a tauromaquia está bastante protegida, uma vez que, mesmo sabendo-se das ilegalidades cometidas nas touradas, nunca houve culpados, nem nunca se adoptaram os tais procedimentos legais.

A IGAC também disse que está a fazer uma “avaliação de todos os elementos que lhes estão associados».

Estará?

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens também foi abordada pela Plataforma Basta e esta aguarda (aguardamos todos os que defendemos a Vida Animal, humana e não-humana) «uma intervenção firme das autoridades na punição dos responsáveis».

Contactados pela Agência Lusa, os progenitores dos dois menores e o responsável do evento taurino, Luís Fernando Carvalho, recusaram-se a comentar o caso.

Pois recusaram. Num país a sério o horizonte desta gente seria umas grades de prisão.

Desta vez, há que ir muito mais além do que o simples dizer que estão a averiguar ou a avaliar os elementos…

Desta vez há que se actuar em conformidade com a gravidade da situação. Desta vez, tem de haver culpados e os culpados têm de ser severamente punidos.

É a vida de crianças, tão indefesas como os touros que elas lidam na arena, que está em causa. E se os progenitores não as protegem, o Estado português tem o DEVER de as proteger.

A Plataforma Basta referiu no seu site que «esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho, pelo que foi denunciada às autoridades competentes” salientando que, "segundo a lei, a participação de crianças em espectáculos que envolvam contacto com animal, substância ou actividade perigosa, constitui uma contra-ordenação muito grave imputável à entidade promotora», neste caso, a Associação de Romeiros de Vila Boim, prometendo também a BASTA fazer chegar ao Comité dos Direitos da Criança da ONU, através da campanha “Infância sem violência”, um relatório com todos os casos de violação da lei para a próxima avaliação da Convenção de Direitos Humanos, que irá decorrer em Genebra em 2019.

Até lá, espera a BASTA e esperamos todos nós que «o Estado português adopte medidas legislativas e de sensibilização para este grave problema, e actue na punição dos responsáveis»

«A exposição de crianças a situações que colocam em risco a sua integridade física é punida por lei, mas infelizmente é frequente ocorrer em espectáculos tauromáquicos organizados ilegalmente em Portugal. A Plataforma Basta denunciou esta temporada várias situações relacionadas com a exposição de crianças à violência da tauromaquia, quer participando como artistas quer como espectadores nas bancadas das praças de touros (crianças menores de 3 anos)».

Nós também denunciámos.

Segundo a Plataforma Basta, trata-se de mais um episódio, a juntar a outros ocorridos esta temporada, que coloca em causa o cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança e as determinações do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas que em 2014 instou Portugal a adoptar medidas para afastar as crianças da violência da tauromaquia, depois de tomar conhecimento desta realidade e dos acidentes que vitimam dezenas de crianças todos os anos em Portugal, em eventos tauromáquicos.

Entretanto, Portugal segue na cauda dos países que não protegem as suas crianças.

Isabel A. Ferreira

 

Fontes:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-investigam-participacao-de-duas-criancas-em-tourada-em-elvas

http://basta.pt/autoridades-investigam-participacao-criancas-numa-tourada-vila-boim/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

TAUROMAQUIA

 

Um magnífico texto que destrói mitos tauromáquicos e as mentiras que, ao longo de séculos, os aficionados de tauromaquia acreditaram, por simples ignorância, serem verdades.

 

Um magnífico texto escrito por um Biólogo experiente e sapiente na questão animal. E se depois de lerem este texto, os aficionados optarem por continuar a teimar na sua ignorância, melhor é atiraram-se ao mar, pois não servem para serem seres humanos.

 

Um texto precioso para desfazer em cacos a tauromaquia.

 

(O negrito do texto de Luís Vicente é da minha lavra. I.A.F.)

 

JOÃO ALMEIDA.png

 

por Luís Vicente

 

Patrícia Caeiro·Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

 

Aqui vai um longo longo longo comentário que por ser longo longo longo tem que ir dividido por pontos, porque o fb não aceita comentários longos longos longos...

 

1 - Começo a ficar cansado da argumentação balofa, hipócrita, ignorante e desonesta em defesa das touradas. Andava aqui a cuscar o mural da Patrícia e a minha irritação cresceu ao ler este post a respeito dos actos corajosos do Sr. João Almeida, insigne deputado da Nação pelo CDS-PP. Aproveito então (desculpa, Patrícia, o espaço que te ocupo) para responder aos pseudo-argumentos dos aficionados. Advirto que possivelmente utilizarei alguma linguagem um pouco mais hermética, mas trata-se de um assunto sério que quero tratar com rigor e seriedade. De qualquer forma, se houver palavras “mais difíceis”, o seu significado será facilmente encontrado com recurso à internet. Antes, contudo, como sou eu a contra-argumentar, quero deixar claras as minhas limitações. Todos nós somos construções sociais e temos, por isso, limitações culturais (no sentido antropológico) condicionadas pelo ambiente social em que crescemos. Eu sou biólogo e tenho 42 anos de ensino e investigação em comportamento animal, neurobiologia e história e filosofia da ciência na Universidade de Lisboa e em várias outras universidades em países estrangeiros. Isto serve apenas para lhe explicar que o meu pensamento é limitado e constrangido pela minha experiência de vida e, por isso, vale o que vale. Uma das coisas que todo o meu trabalho de investigação me ensinou foi que os seres humanos são animais, nem mais nem menos que todos os outros que povoam e viajam nesta nave especial que é a Terra. São apenas diferentes, porque é a diferença que caracteriza cada uma das espécies. Mas não existe qualquer argumento científico que permita estabelecer uma hierarquia de importância ou de valores que, quantitativamente, diferencie umas espécies de outras. Nem tal faria sentido. O próprio Darwin afirma em “The Descent of Man” que as diferenças entre os humanos e os outros animais são qualitativas e não quantitativas. Esta afirmação de Darwin é conhecida na comunidade científica por “Lei da Continuidade de Darwin”.

 

2 - Não há muitos anos não era considerado crime matar um negro porque simplesmente era considerado um ser inferior. É elucidativo constatar que a última exposição de um negro enjaulado num jardim zoológico foi em Bruxelas em 1958. Hoje, a isto, chama-se racismo e é altamente condenado. Só em 20 de Novembro de 1963 a Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 1904-XVIII proclama a Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, na qual se afirma, entre outras coisas “que qualquer doutrina de diferenciação ou superioridade racial é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa, e que não existe qualquer justificação para a discriminação racial, quer na teoria, quer na prática”. Negros, brancos, asiáticos, índios, etc., etc., etc., pertencem todos a uma única espécie: Homo sapiens.

 

Mas porquê por o limite na espécie? Poderíamos pôr a fasquia nos grandes símios. Assim ficaríamos nós, bonobos, chimpanzés, orangotangos e gorilas no saco dos “superiores”. Seria feio tratar mal os grandes símios e quem o fizesse seria legitimamente acusado de “simiísmo”, o que seria considerado moralmente muito feio.

 

E por que ficar pelos grandes símios? Poderiam ser todos os Primatas, ou mesmo todos os Mamíferos ou até todos os Vertebrados… e a história não teria fim até que chegaríamos ao especismo, vocábulo introduzido por Richard Ryder em 1975, num livro intitulado “Victims of Science”.

 

Porquê pensarmos que a nossa espécie é o centro do universo? Simplesmente porque é um constrangimento cultural sem base científica de raiz muito antiga e de reforço judaico-islâmico-cristão. No princípio Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, logo abaixo dos anjos, para dominar a Terra. Podemos substituir “Homem” por “Grandes Símios”, por “Primatas”, por “Mamíferos”, por “Vertebrados”, por “Cordados” (para incluir as lampreias), ou por “animais” (para incluir os polvos). O sentido seria o mesmo!

 

3 - E vamos aos touros e o que escreverei sobre os touros é válido para, pelo menos, todos os Vertebrados. Começo por alguns dos argumentos deles, aficionados, num texto lapidar intitulado “Tauromaquia: a indústria responsável pela vida feliz dum dos animais mais protegidos em Portugal” da autoria de um conjunto de aficionados do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid e referido na página da net "O TOURO - Tudo o que precisa saber sobre o Touro Bravo"

(http://www.touradas.pt/tauromaquia/otouro)

 

Cá vai: “De acordo com os estudos científicos mais recentes sobre o touro bravo, sabemos que este tem reacções hormonais únicas no reino animal. Sabemos, por exemplo, que este tem um hipotálamo (parte do cérebro que sintetiza as neurohormonas encarregues, nomeadamente, da regulação das funções de stress ou de defesa), 20% superior ao de todos os outros bovinos, e que, por isso, tem uma capacidade superior de segregação de beta-endorfinas (hormona e anestesiante natural encarregada de bloquear os receptores da dor) o que faz com que o touro perante a colocação de uma bandarilha redobre as suas investidas em vez de fugir, que é a reacção natural de qualquer animal à dor. O touro é seleccionado tendo em conta a sua combatividade, sendo um animal que tem evoluído, ao longo dos séculos, estando fisiologicamente adaptado para a lide”. O TOURO - Tudo o que precisas saber sobre o Touro Bravo

 

4 - E agora começo a responder. Tanto quanto sei, nunca nenhuma revista científica credível aceitou publicar o manuscrito dos indivíduos do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid, manuscrito no qual se baseia o texto do referido site. O texto começa por referir uma hipertelia intracefálica ao nível do infundíbulo do terceiro ventrículo. Pergunte aos autores onde leram tal coisa? Qual a base amostral? Fundamenta-se num nível alfa inferior a 0,05? Esclareçam-me. Mais, eles que demonstrem que as hipertelias estruturais têm consequências metabólicas. Se mo demonstrarem proporei à Academia de Estocolmo que lhes seja atribuído o Prémio Nobel.

 

Continuando. A beta-endorfina que é um polipéptido de cadeia curta (31 aminoácidos) é produzida não só ao nível hipotalâmico, mas também ao nível hipofisário e noutras zonas. Aliás ela foi descoberta em 1976 ao nível hipofisário e não ao nível hipotalâmico. Os autores da descoberta foram Choh Hao Li e David Chung. O seu a seu dono!

 

Um dos erros formais do texto é a afirmação de que algo no organismo está encarregue de alguma coisa. É um raciocínio teleológico aceite em religião, mas inaceitável no discurso científico. Não está “encarregue”, mas “tem por consequência”, o que é totalmente diferente. A teleologia demonstra uma ignorância avassaladora sobre os processos evolutivos.

 

Uma das principais inconsistências do manuscrito e que leva ao seu “chumbopela comunidade científica, é afirmar que o touro, uma vez lidado (ou seja, já cadáver) apresenta níveis de cortisol (hormona do stress) inferiores aos que apresenta um touro transportado num camião, deduzindo os autores que o touro sofre mais no camião do que durante a tourada. Erro crasso. Falam de touros durante a tourada, mas a maior parte dos touros estavam mortos durante a extracção do sangue. Um estudo que se realiza no cadáver de um animal não nos diz rigorosamente nada sobre o que se passava quando o animal estava vivo.

 

5 - Outro disparate vem logo na frase seguinte: “o touro perante a colocação de uma bandarilha redobra as suas investidas em vez de fugir, que é a reacção natural de qualquer animal à dor”.

 

Não, meus caros, em qualquer animal a reacção é a fuga se tiver condições para isso. Se estiver encurralado como o touro na arena, portanto se não tiver condições de fuga, só tem duas alternativas: ou luta ou fica estático. Nesta situação o animal avalia o inimigo. Se considera que tem condições para vencer, luta. Se considera que não tem, inibe a acção e fica estático. O que é que o leva a lutar? É activado um conjunto de feixes nervosos denominado “sistema periventricular” que o leva a lutar. O sistema periventricular é constituído por vias eferentes hipotalâmicas (na parede do terceiro ventrículo) que atingem principalmente os núcleos supra-ópticos posterior e tuberal e confinam com a substância cinzenta periventricular. Uma das consequências da activação do sistema periventricular (atenção, só há estudos em humanos) é a produção do neuropéptido-y que, ao que tudo indica, pode estar associado à resiliência em relação ao stress pós-traumático e à resposta de medo, permitindo aos indivíduos uma melhor resposta sob stress extremo (Julie Steenhuysen, 2009).

 

E o que é que leva a inibir a acção? Os poucos estudos conhecidos levados a cabo pela equipa de Laborit (1974, 1977) foram realizados em ratos. Em situações em que não pode lutar nem fugir é activado um conjunto de feixes nervosos denominado “sistema inibidor de acção” (área septal média, hipocampus, amígdala lateral e hipotálamo ventromediano).

Tanto quanto sei são desconhecidos os mecanismos neuroquímicos envolvidos, apesar de existirem algumas conjecturas sobre isso.

 

6 - Bom, e vamos discutir um pouquinho o valor de sobrevivência da inibição dos centros de dor. Antes de mais a dor tem um imenso valor de sobrevivência. Se não houvesse dor o animal não se aperceberia da gravidade dos seus ferimentos e morreria. Assim, ao longo do processo evolutivo, foi seleccionada a capacidade de produção de endorfinas. Esta anestesia endógena é de curta duração e é uma atenuação e não uma eliminação da dor (não existe um único estudo que refira “eliminação”).

 

Os neuropeptídos que constituem as endorfinas são neuropéptidos de vida curta (short-term). Permitem ao animal, num curto período após o trauma, a serenidade necessária à organização de uma resposta adequada à situação. Dou um exemplo humano. Uma pessoa está a cortar pão e a faca resvala cortando-lhe um dedo. É muito doloroso. Mas, após algumas fracções de segundo, o seu sistema nervoso responde com a produção de endorfinas. A sua dor é significativamente atenuada. Pensa, vai desinfectar a ferida, decide ir ao hospital para a suturar, etc.. Se tivesse uma dor insuportável não teria a serenidade necessária para encontrar uma solução. As endorfinas permitem-lhe essa serenidade por um curto período mas, passado pouco tempo, vai sentir imensa dor. Contudo o problema está resolvido e sobreviveu. Mas as endorfinas são de vida curta. Apenas lhe dão tempo para resolver o problema, e muito pouco tempo.

 

Quando uma gazela é caçada por uma leoa, o seu sistema neuro-endócrino produz endorfinas. A dor diminui à espera de uma solução para o problema. Diz-se que a gazela sofre pouco. Mas isso será porque a morte é suficientemente rápida, mais rápida que o tempo de vida das endorfinas produzidas.

 

O período de lide de um touro na arena é demasiado longo. Não há endorfina que persista durante todo o tempo da lide.

 

7 - E vamos agora ao resto, à lide. As bandarilhas? Em Portugal espetadas ou a cavalo, ou a pé. Para quem não sabe, são varas de madeira com uma ponta de aço de 6 cm que se prendem à área dorsal do touro e que aí se mantêm pelo facto de, na sua ponta, possuírem um arpão de 16 mm. Existem ainda o matador e os forcados. O matador faz uma série de passes com a capa e também espeta bandarilhas no animal. Os forcados desafiam o touro e, em grupo, agarram-no toldando-lhe a visão e tentando imobilizá-lo. Nesta parte poderá não ser causada dor física ao animal, embora lhe seja imposto um enorme esforço físico e psicológico.

 

As bandarilhas, pela força da gravidade e do movimento do touro, causam danos aos nervos, músculos e vasos sanguíneos. No caso dos danos causados nos vasos sanguíneos, é significativamente reduzida a irrigação sanguínea dos músculos importantes para o movimento. Além do mais, as bandarilhas podem ferir os ramos nervosos dorsais da medula espinal, o que causa claudicação temporária e leva à inibição reflexa do plexo braquial (o centro nervoso que inerva as extremidades anteriores).

 

Podem ainda causar hemorragias no canal medular e ferir a parte superior das costelas. Portanto, o sistema nervoso do touro sofre danos significativos durante a tourada, tornando uma resposta normal impossível em termos de libertação de ACTH e cortisol.

 

8 - O “estudo” dos aficionados do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madridconclui”, entre outras coisas sem qualquer fundamento científico credível, que os touros que só tenham sido transportados ou que estão na arena sem ser toureados, portanto sem danos físicos, produzem mais cortisol do que aqueles que sofreram danos. Portanto é maior o stress de não ser toureado do que o de ser toureado. Fantasticamente ilógico!!!

 

O que se passa na realidade é que o seu sistema nervoso está intacto, o que é essencial para a resposta hormonal.

 

9 - José Laguía, membro do Colégio Oficial de Veterinários de Espanha refere que em pessoas envolvidas em acidentes com grandes lesões na coluna vertebral, a resposta hormonal que resultaria na liberação de cortisol é reduzida ou mesmo ausente. Pode haver alguma situação mais stressante para alguém do que pensar que poderá passar o resto da vida numa cadeira de rodas? É que o que se passa na realidade é que o sistema nervoso está de tal modo danificado que se torna impossível a resposta adequada.

 

A outra parte do estudo dos indivíduos do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid refere-se à produção de beta-endorfina que, como referi atrás, é produzida em situações de dor. Segundo esses senhores, durante a tourada, o animal, aparentemente, liberta uma enorme quantidade de beta-endorfina. Então os ditos senhores concluem que neste caso a beta-endorfina seria capaz de evitar a dor do touro. Dizem esses senhores que o touro liberta dez vezes a quantidade de beta-endorfina do que um ser humano. Fantástico!

 

Para o mínimo de credibilidade científica desta afirmação, os ditos seres humanos, para que o estudo comparativo fosse fidedigno, teriam que estar sujeitos rigorosamente às mesmas condições que o touro. É o controlo de variáveis – chama-se método científico.

 

Portanto o ser humano teria que ser toureado, bandarilhado, pegado, etc.. Tanto quanto sabemos isso não foi feito e, portanto, as conclusões não têm qualquer validade. Ainda por cima, como já referi, os níveis hormonais foram medidos no sangue recolhido em touros mortos, por isso é impossível saber em que altura da tourada a beta-endorfina foi libertada.

 

10 - Numa crítica ao manuscrito dos senhores da Universidade Complutense de Madrid, o atrás referido José Laguía defende que a resposta hormonal depende da “integridade das estruturas nervosas, pois sabe-se que, quando há um dano neurológico, a beta-endorfina pode ser libertada no local da dor, devido a determinados mecanismos celulares, sem o envolvimento do sistema nervoso. (…) quando a agressão é repetida frequentemente ou tem lugar durante um período prolongado de tempo, e quando os recursos do animal para alcançar o nível de adaptação são inadequados (…) as respostas hormonais à dor, ou seja, a liberação de grandes quantidades de beta-endorfina tais como são encontradas no sangue de touros após uma tourada, são a resposta normal do organismo a grande dor e stress, e têm muito pouco a ver com capacidade para os neutralizar; Na verdade, ao contrário, os níveis de hormona indicam o grau de dor experimentada e não a capacidade do animal para a neutralizar”.

 

11 - Portanto os cérebros, nossos e dos touros, são praticamente iguais (outra coisa seria estranha). Hoje já sabemos alguma coisa sobre o funcionamento do sistema nervoso (ou dos sistemas nervosos). Permitem a nossa sobrevivência e o nosso relacionamento com o meio. E o nosso relacionamento com o meio permite-nos matar a fome e a sede, ter medo, fugir, defendermo-nos, amarmo-nos uns aos outros, por vezes odiarmo-nos, ser felizes ou infelizes, estar tristes, etc., etc., etc..

 

O sistema nervoso funciona através de mecanismos físicos e químicos a que chamamos normalmente neuro-químicos ou neuro-endócrinos. Os nossos e os dos touros são rigorosamente os mesmos. As substâncias químicas implicadas nos processos são rigorosamente as mesmas, as áreas do cérebro estimuladas por cada sensação são rigorosamente as mesmas, as áreas de interpretação cerebrais são afectadas exactamente da mesma forma. É o que sabemos.

 

Portanto não se pode afirmar que o touro não sofre como nós sofreríamos exactamente na mesma situação. Seria enfiar a cabeça na areia (informo que nunca foi vista uma avestruz fazê-lo).

 

Sim, há casos interessantes. Aparentemente os nossos cães são capazes de um amor muito mais profundo do que aquele que nós alguma vez seremos capazes de sentir? A quantidade de oxitocina (hormona do amor, aquela que nós, vertebrados, produzimos quando sentimos amor por alguém) que os nossos cães produzem quando estão connosco é significativamente superior à nossa. Estou certo de que nunca nenhum de nós será capaz de imaginar quanto os nossos cães nos amam. Nunca pelo simples facto de um ser humano não ser capaz de amar tão intensamente como um cão. E tenho que terminar referindo o ilustre deputado do CDS-PP João Almeida: “Não foi a primeira vez que saltei a uma arena. Já tinha saltado também à do Campo Pequeno, há dois ou três anos, numa Festa do Forcado. Também não foi a primeira vez, nem há-de ser a última, que salto em defesa da tauromaquia. Faz todo o sentido fazê-lo. Na Assembleia da República, representamos os portugueses e não podemos esquecer que há muitos portugueses, muitos mesmo, que se revêem da tradição tauromáquica e a apoiam. Somos muitos!”.

 

Saiba que o especismo é moralmente uma generalização do racismo. É narcisismo, é considerarmo-nos entes superiores, que não somos. Somos apenas diferentes. Racismo seria senhor deputado ser caucasiano e considerar negros, judeus, palestinianos, asiáticos, etc., seres inferiores. Sendo seres inferiores considerava-se, não há muitos anos, que não tinham alma e, portanto, podiam ser mortos em campos de concentração ou noutros processos genocidas.

 

Por generalização, o especismo consiste em considerar que os outros animais, cães, gatos, porcos, touros, burros, etc. não têm alma e que, portanto, podem ser mortos. Pessoas congratularem-se com a tortura pública de um outro animal é um sentimento baixo, reles, primitivo, repugnante. Nem se trata de matar um ser vivo numa situação de fome para comer, trata-se de torturar e matar por puro prazer.

 

Se estas pessoas que se comprazem com o sofrimento dos animais tivessem vivido nos séculos XVI, XVII ou XVIII, certamente que se divertiriam com os Autos de Fé no Rossio em que pessoas eram queimadas na fogueira. Talvez tivessem um imenso prazer na matança dos cristãos-novos. Se tivessem vivido na antiga Roma, muito se divertiriam com os cristãos lançados aos leões para gáudio da população.

 

E era tradição, e as tradições devem ser acarinhadas, protegidas e mantidas. Provavelmente, como o senhor deputado diz, haveria muitos portugueses que se reveriam e apoiariam estas tradições.

 

E outras. O apedrejamento de mulheres na Nigéria e as mutilações genitais em muitos países de África. Vivam as tradições.

 

Também devem pensar que Deus colocou o homem no centro do universo à sua imagem e semelhança logo abaixo dos anjos.

Divirtam-se nas vossas touradas, divirtam-se nos autos de fé no Rossio, divirtam-se na praça da revolução em Paris enquanto as cabeças dos guilhotinados rolam para um cesto de serradura, divirtam-se nos circos romanos, divirtam-se nos fornos crematórios de Auschwitz, vão à República Árabe Sahraui Democrática e regalem-se com o massacre do povo saharaui pelo governo de Marrocos. Ainda vos sugiro um espectáculo mais recente, levado à cena em Agosto do ano passado na Faixa de Gaza. Os bombardeamentos sionistas que, só crianças palestinas, mataram 408. E ainda me ia esquecendo, Guernica. Deveriam regozijar-se naquele dia 26 de Abril de 1937 em que os aviões nazis da Legião Condor arrasaram aquela povoação massacrando quase toda a população. Ainda devem haver lugares na plateia. Aproveitem. Divirtam-se com a morte e o sofrimento dos outros, sejam cúmplices!!! Façam o favor de serem felizes com as vossas mãos conspurcadas de sangue alheio! A mim certamente o senhor deputado não me representa no parlamento.

 

Luis Vicente

 

Em resposta a: https://protouro.wordpress.com/2016...

 

Luis Vicente é licenciado em Biologia, doutorado em Evolução e agregado em Comportamento Animal pela Universidade de Lisboa. Professor na Universidade de Lisboa, foi também professor convidado em várias universidades (ISPA, U. Aberta, U. Madeira, U. Açores, U. Nottingham, U. Paris VI, Museu Nacional de História Natural de Paris, U. Montpellier, NATO Advanced Studies Institute, USALMA, U. Nova de Lisboa, U. Badajoz) onde leccionou várias matérias, entre as quais: Comportamento Animal, Cognição Animal, Ecologia, História do Pensamento Biológico, Neurobiologia, Bioética. É actualmente membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa onde preside à linha “Ciências da Vida”, é presidente do Instituto de Gestão e Reordenamento do Território e membro da presidência do Conselho Português para a Paz e Cooperação. É activista pelo bem-estar animal e por uma relação sustentável entre as comunidades humanas e a natureza.

 

Obrigada Luis Vicente pelas tuas palavras e pelo facto de lutares incansavelmente contra a injustiça!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:37

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MENSAGEM QUE APELA AO FIM DA TORTURA ANIMAL DIRIGIDA AO PAPA FRANCISCO

 

«Papa Francisco acabe com a tortura animal Ingrid Chávarri exorta o Papa Francisco e a igreja católica a pôr em vigor a encíclica de São Pio v, "De Salutis Gregis Dominici", que proíbe a tauromaquia. Também menciona a encíclica "Laudato se", contra o abuso animal, escrita pelo Papa Francisco.»

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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Domingo, 29 de Outubro de 2017

PALAVRAS SEM SENTIDO QUE O AO90 ANDA POR AÍ A GRELAR…

 

… com o aval dos que podem e desgovernam…

 

E como estas, existem centenas de “intumescências” ortográficas na comunicação social, nos ofícios, comunicados e documentos governamentais, nos sites do governo português, em simples textos na Internet, nos comentários no Facebook… em cartazes, na publicidade, em legendas de filmes, e rodapés televisivos, nos próprios livros acordizados (e nestes há coisas de bradar aos céus!) enfim, pobre Língua Portuguesa que tão maltratada e espezinhada anda por aí…

 

Vejam-se estes exemplos, que não se esgotam nesta amostragem…

 

São palavras sem sentido, que o aparvalhado AO90 anda por aí a grelar.

 

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 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1988774657814201&set=p.1988774657814201&type=3&theater&ifg=1

 

«INTERSETAR»

(leia-se inters’tar)

 

A PSP só podia ter tido grande dificuldade em meter no meio de setas os tais suspeitos… E como se isto não bastasse, estão em âção, seja lá o que isto for…

 

***

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Fonte da imagem:

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«PARA A REVOLTA» marchar… marchar…

 

Realmente não há chuva para a revolta. É que nem sequer sabem que uma preposição vestida de verbo é coisa carnavalesca...

 

PARA PARA PENSAR UM POUCO Jornal i… (Até fico gaga!!!!)

 

***

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Origem da Foto:

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«EXCETO (leia-se excêto) … e EXETO (exêto?)»

 

Como disse?

 

Isto então é o descalabro dos descalabros. Nem os Brasileiros têm estes ovnis no seu léxico. Vá-se lá saber o que significa excêto e exêto… Será a língua dos taralhoucos?

 

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DN.png

 Origem da foto:

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«ABRUTAMENTE»?

 

Pois…à bruta! A bruta mente gera antilogismos como este…

 

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CONVIÇÕES.png

 

Origem da imagem:

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«CONVIÇÕES» muito «convitas» da estupidez reinante…

 

É o pior, é que segundo os Tradutores contra o Acordo Ortográfico, «no original, figurava "convicções", mas no Expresso acharam por bem cortar a consoante e, assim, fazer jus ao que apregoaram logo em 2010 (http://bit.ly/2duMAXV): «Expresso poupa letras e adota acordo ortográfico». Efectivamente, assim é. Continuem a dar razões aos opositores».

 

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MIXORDÊS.png

 Origem da imagem:

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A ISTO É QUE SE CHAMA «EXTENDER» AO COMPRIDO

 

E o mixordês é exactamante isto: esta mistura de Português, de acordês (malaquês) e de estupidez

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 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1638067449558781&set=gm.2013260978918407&type=3&theater&ifg=1

 

TEM «HAVER» … então não tem?

 

Tem a ver com uma descomunal cegueira mental…

***

 

TVI.png

 Fonte:

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ALDEIAS AFECTADAS, muito bem, mas EX-DIRETOR (leia-se ex-dir’tor), muito mal…

 

A isto chama-se mixórdia ortográfica, a tal em que está em vigor em Portugal… 

 

***

Pois é, doutor António Costa, primeiro-ministro de Portugal.

 

É esta mixórdia ortográfica que o Senhor e o seu governo estão a promover no nosso País, que tem a desventura de ser desgovernado assim tão desnorteadamente…

 

Que tristeza! Apenas Portugal e o Brasil teimam nesta pobreza ortográfica, e mesmo assim, apenas os incultos, porque os cultos não a adoptaram, nem adoptarão jamais.

 

Cabo Verde está a promover o seu CRIOULO, no que faz muito bem. Sempre é mais culto e escorreito do que esta mixordice de ortografia que anda por aí… sem o mínimo senso e lógica. A Língua Portuguesa, em Cabo Verde, já é a segunda língua. 

Por isso, uma vez mais vimos exigir lucidez e que devolvam a Língua Portuguesa a Portugal!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

DEPOIS NÃO GOSTAM QUE LHES CHAMEM CARRASCOS

 

Estas são farpas usadas na tauromaquia para castigar o Touro, quando ele é demasiado manso e não investe.

 

É isto e/ou o enforcamento nos curros…

 

Diz quem sabe: «Por isso os "artistas" da tortura detestam as corridas de velcro (USA e Canadá), porque os touros, sem a dor provocada pelas bandarilhas, mantêm-se "mansos". Assim, tentam meter picos entre o velcro e o dorso dos touros, os quais picam quando os toureiros carregam com as "bandarilhas" de ventosas. Então, os touros reagem com alguma fúria. Se forem descobertos são multados» (Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário)

 

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Fonte da imagem: 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1714696645207301&set=a.847852941891680.1073741839.100000009460864&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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