Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

LUÍSA DACOSTA - «…no sonho a liberdade…»

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2008
 
 
 
 
(Excerto do livro que diz sobre a vida, a obra e o pensamento de Luísa Dacosta, uma das mais fascinantes escritoras portuguesas do século XX, pelo modo como usa as palavras) 
 
 
PELA TARDE, EM MATOSINHOS
 
 
Há muito que acalentava a ideia de fazer uma longa entrevista a Luísa Dacosta, com o intuito de dar a conhecer a dimensão do seu mundo literário, tão pouco divulgado nos órgãos de comunicação social, e tão mal a carinhado pelos seus editores.
 
Um desperdício. Uma quase blasfémia. Uma lacuna que entendi necessário preencher. Mas o que fazer quando os textos escritos sobre Cultura, uma determinada Cultura, não merecem o melhor acolhimento nas páginas dos jornais? Qual deles se interessaria em publicar uma longa entrevista sobre uma escritora não mediática, na na moda, não "light", como outras que tantas parangonas têm merecido?
  
Esperei o momento certo.
Nos finais do ano de 2002, propus à autora a entrevista, depois de verificar que o seu último livro, O Planeta Desconhecido e Romance da que Fui Antes de Mim, uma admirável urdidura ao redor da velhice e de um tempo que já foi mas ainda nos pertence, andava alheado das montras das livrarias e das páginas dos jornais, e, desse modo, o seu nome continuava a ser esquecido. Tão injustamente.
 
A proposta foi aceite. E naquela tarde de 22 de Abril de 2003, desloquei-me a Matosinhos, onde, no recato do apartamento da escritora, numa sala acolhedora, rodeada de recordações: retratos, pinturas, quase todas ilustrações dos seus livros, obras de arte, esculturas, livros, flores, pequenos objectos de grandes afectos, sentada diante daquela que escreve iniciei a entrevista, propriamente dita, que se prolongou exactamente até ao dia 22 de Julho de 2003. Sempre às terças-feiras, ao início da tarde. Entre as 14h30 e as 16h30. Nessas duas horas, a conversa fluía, e as palavras iam ficando registadas num pequeno gravador. Terminada a tarefa imposta para cada tarde, no recolhimento da casa, lanchava-se, um lanche onde não faltava o chá, uma especialidade da escritora. Um chá que variava de sabores. Devo dizer que nunca havia tomado chá de pétalas de rosas. Um requinte de Luísa Dacosta, aliás, também uma excelente cozinheira. Um dote de mulher transmontana, nas artes de bem receber.
Mas voltando ao lanche, além do chá, não faltavam pãezinhos especiais, com manteiga e compota, biscoitos, por vezes, bombons e outros mimos, com que Luísa me deliciava. Enfim, um lanche requintado, na sua simplicidade de lanche.
 
Outras vezes, íamos à pastelaria «Chá das Cinco», um espaço acolhedor, discretamente decorado à moda antiga, situada na avenida Brasil, na Foz do Douro, onde tomávamos ora chá, ora batido de manga com doce, scones ou torradas, enquanto conversávamos amenamente sobre os casos e ocasos da vida. Depois, dávamos um passeio à beira-rio, e aproveitávamos para maldizer (e o termo é mesmo esse) certas coisas deste nosso mundo conturbado: os políticos e as políticas, a incultura, e também a imundície que nos rodeava, naquelas calçadas que calcorreávamos, a falta de civismo dos que alcunho de portuguesinhos, que atiram tudo para o chão, apesar dos recipientes de lixo, espalhados pelos lugares. Lamentável, porque a marginal da Foz do Douro é um lugar lindo, onde podemos dar belas caminhadas se nos alhearmos da imundície que nos rodeia.
 
E o mar ali tão perto, belo e poderoso, enrolando as suas águas, naquelas praias da foz, pejadas de lixo, mas também de rochas negras, esverdeadas, avermelhadas, prateadas... Rochedos, aos quais ambas nos rendíamos, seduzidas pela sua beleza, à luz, magnífica, do entardecer.
 
Luísa Dacosta recebeu-me sempre com aquele seu sorriso afável, ainda tão de menina. E esta sua presença humana transformou o encontro entre jornalista e escritora numa afectuosa cumplicidade, e a entrevista, no longo desabafo de um ser que vive à margem do mundo, numa quase forçada solidão, por sentir e pensar de um modo muito mais além.
 
Ciosa da sua privacidade, a escritora só falou do que entendeu poder partilhar connosco, sem trair as suas mais íntimas vivências. Segredos só seus. Há coisas que são só nossas, e não devem nunca sair de nós. Porém, o que foi dito faz jus ao espírito livre de Luísa.
 
Dos episódios mais marcantes da sua vida, apenas falou de alguns, poucos. Dos afectivos. De algumas amizades. Não quis falar dos vivos. Mas evocou os mortos, mesmo aquele que não conheceu pessoalmente, mas com o qual se correspondeu e teve uma grande influência na sua vida, como adiante se verá: o Padre Joaquim Alves Correia, exilado na América, mesmo post de mortem. Depois houve o seu encontro com o amigo António José Saraiva, que foi também muito importante para a sua ligação à Literatura e a um conhecimento mais profundo da Língua e de certos autores. E também os dois anos (o que lhe consentiu a vida) de convivência e amizade com Irene Lisboa, embora nem sempre estivessem juntas: Irene, mais em Lisboa, Luísa, doente em Portalegre. Porém, a força combativa da escrita daquela escritora, sufocada por autoras de segundo plano que estiveram mais em voga e tiveram outra aura, foi muito importante para Luísa. Por último, a David Mourão-Ferreira Luísa deve a colaboração no Colóquio/Letras e o apoio à sua obra para a infância, que até certa altura nunca tinha sido comprada pela Gulbenkian. E a David, diz Luísa, deve essa respiração.
 
 
***
 
O presente livro, além de incluir fotografias inéditas, divide-se em seis partes, antes e depois do que considero um “mito”, uma vez que um escritor, para a grande maioria das pessoas comuns, é um ser mitológico, distante, que vive num lugar longe e privilegiado, um ser que tem acesso à imortalidade através da sua escrita, e a tendência é querer saber o como e o porquê das coisas e dos segredos que normalmente envolvem os que escrevem. É a resposta a esse “como” e a esse “porquê” que pretendo dar, reunindo num só livro, todo o percurso de Luísa, desde a infância à actualidade, percorrendo, paralelamente, toda a sua obra e o seu pensamento, seguindo um critério cronológico.
 
Luísa fez da Língua Portuguesa um ninho, onde ninhou palavras que se assemelham a pássaros: livres e belos no seu voejar. Por isso, atrevo-me a dizer que o seu mundo é mais além, é o dos seres selvagens que habitam as alturas. E, dessas alturas, Luísa Dacosta pode contemplar horizontes infinitos e lançar as suas palavras a ventos que não sopram, porém, o paraíso literário estará sempre onde estiver um livro seu...
 
 
Este livro pode ser adquirido através do e-mail:
 isabelferreira@net.sapo.pt
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:13

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Sábado, 26 de Julho de 2008

O POETA, A MÚSICA E O MAR

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2008
 
 
Chamavam-lhe o Poeta.
Não apenas porque escrevesse poesia, mas porque entendia a linguagem das flores; porque sabia como descobrir nas nuvens as formas de um veado; porque sentia a nostalgia do canto de um pássaro engaiolado; porque se preocupava com a monotonia da vida de um caracol; e, principalmente, porque conhecia o segredo de como plantar o Sol no seu jardim.
 
Era poeta porque amava a vida.
Viver para ele, além de muitas outras banalidades, significava ajudar os menos fortes a subir a montanha. Todos nós somos humanos, e ser humano é ser fraco também. Esta era a sua filosofia.
 
Era um homem sonhador, sentimental, apaixonado, por natureza. Subia às nuvens com a mesma facilidade com que descia aos infernos. Por isso, quando se deixava envolver pela magia de um olhar, de um sorriso, de uma palavra ou de um simples gesto, nunca se levava a sério. Ou... quase nunca.
 
Mas lá veio um dia em que o envolvimento lhe foi fatal, e, ao fazer uma viagem pelo interior de si próprio, encontrou-se no meio de uma revolução. Tentara racionalizar os seus sentimentos, simplesmente porque tinha medo das palavras que pudesse pronunciar em voz alta, e perdera assim, uma batalha.
 
Era um ser confuso. Atormentado (qual o poeta que não o é?!). Sentia-se perdido num mundo selvagem onde o egoísmo e a indiferença imperavam. Vivia dia após dia na dor, na tristeza, na angústia, na ansiedade e naquela solidão que dele fazia um verdadeiro poeta.
 
Refugiava-se na música, e foi ao som das mais belas melodias que ele escreveu as suas páginas mais célebres, como esta, dedicada à sua amada, dele separada por uma distância abismal:
 
«Tudo começou em ti. Tudo começou por ti. Contigo. Depois veio a música... «La vie bréve» (de Manuel de Falla) e eu voei alto... contigo. Dançámos. Sorrimos. Dançámos novamente. Olhámo-nos nos olhos. Fixámos esse olhar e o tempo parou nesse instante... E a música soou mais suave... «Claire de Lune» (de J. Massenet). Mas já não dançávamos. Caminhávamos apenas, de mãos dadas, por um bosque sombrio... Silenciosos... (as palavras quebrariam a magia do momento). Novamente a música... «Valse Triste» (de Jan Sibelius). No bosque sombrio, tu, a música e eu... O sorriso, o silêncio e o sonho desfazem-se... (O sonho... sempre o sonho...). Parámos no fim do caminho. Para além... (lá do outro lado do sonho) a realidade esperava-nos. Era melhor despedirmo-nos. Olhos nos olhos. Sem lágrimas. Sem palavras... «La vie bréve» (novamente). Sonho apenas sonhado. Restei eu (do lado de cá do meu sonho)... Tudo começou em ti. Depois veio a música. E agora... tudo termina em mim...»
 
Em outro momento louco escreveu:
 
«Ouço Wagner. A sua música, inspirada também num amor impossível, sublimado pela dor da renúncia. Criação máxima da sua musicalidade. Melodia quase fúnebre para um funeral de amor. Mas, pelo menos, Wagner teve o consolo de ter talento para sublimar os seus mais profundos sentimentos. O seu romance impossível não foi em vão. Ah! quem me dera ter o talento de Wagner para poder também cantar tudo o que sonhei!... Mas não! Não quero sonhos. Não quero sublimações. Não quero cânticos. Nem melodias. Nem poesias. Não quero palavras. Nem olhares. Nem fugas. Nem silêncios. Não quero ausências. Nem medos. Queria apenas que o tempo parasse naquela manhã em que te vi chorar à beira do caminho!».
 
Num outro momento, não menos arrebatado do que todos os anteriores momentos, ele escreveu: «Ao som de «Os Barqueiros do Volga» navego em mar alto... perdido e só... Ah! Se pelo menos avistasse uma barquinha...».
 
E era no mar que banhava a cidade onde nascera, que ele, o poeta encontrava o equilíbrio do seu atormentado mundo interior. Passava horas, pasmado, estendido no areal. Fizesse chuva, fizesse sol, lá estava ele, olhar perdido nas ondas que o entonteciam e enfeitiçavam, porque elas traziam o canto das sereias, no qual ele escutava a voz da sua amada.
 
E só por ela foi poeta.
E por ela, numa tarde morna de Outono, acabou por seguir aquela voz, e afundou-se nas águas calmas do seu mar...
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

DA IMPORTÂNCIA DO LIVRO E DO ACTO DE LER

 

 
© Isabel A. Ferreira 2008
 

 

 
Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre António Vieira)   
 
Os livros são barcos que dão para muitas viagens.
 
LER é, pois, como viajar num barco e ir a muitos lugares, onde nos é permitido viver uma infinidade de aventuras.
 
LER é entrar na Máquina do Tempo, que nos transporta a todos os tempos. Até ao início do mundo, passando por todas as épocas, por todos os lugares, por todas as gentes. Até às mais longínquas galáxias do universo. Se tivermos IMAGINAÇÃO.
 
Quando somos crianças gostamos que nos contem histórias.
Mia Couto, um prestigiado escritor moçambicano, que também gosta de ler, costuma dizer que ao ler «recuperamos as histórias da nossa infância». Para ele, LER «é uma caixa de tesouros que não encontramos em mais lado nenhum. Devemos ler para podermos contar histórias».
 
Daniel Sampaio, escritor português – que é também psiquiatra, irmão do nosso ex-Presidente da República, Jorge Sampaio – sobre os livros diz-nos: «Os livros são para podermos IMAGINAR».
 
Vasco Graça Moura – poeta e escritor também português – escreveu este belo texto, acerca dos livros, que passo a citar:
«Há livros que são mágicos.
Abrimo-los e é como se estivéssemos instalados num tapete voador das Mil e Uma Noites: transportam-nos através do tempo e do espaço;
Fazem vibrar aos nossos ouvidos os ecos fortes da História;
Põem-nos diante dos nossos olhos um fervilhar de gente;
Dão-nos a medida dos trabalhos e dos dias;
Mostram-nos as cores, as formas e os volumes das paisagens;
Penetram-nos no coração com os seus excursos mais prosaicos ou com os seus acentos mais líricos, tornando-nos possível fazer uma deambulação e vagabundagem com uma respiração diferente e mais livre, com um paladar de palavras feito que tem o perfume e o encorpamento de um vinho velho».
 
Paulo Filipe Monteiro, guionista, encenador e actor, diz do livro: «Um bom livro é uma viagem absorvente e nocturna para os espaços próprios da obra, para os seus mundos possíveis».
 
Fernanda Pratas (crítica literária) escreve: «LER é uma tarefa irrequieta. Envolve os sentidos todos, exige energia, mete-se com a nossa vida. Desata velhas emoções, inventa outras com um cheiro a novo que até faz doer, serena almas e inquieta-as outras vezes. Consegue o prodígio de nos dar saudades de pessoas que nunca conhecemos».
 
Teolinda Gersão (escritora) diz: «A leitura é isto: um sentido que se ilumina de quando em quando, mas que não nos é dado gratuitamente. Atravessamos um túnel, fazemos um certo esforço para chegar a qualquer lado e o lado onde chegamos é o sentido do livro. O Metro pode ser uma metáfora para isso: atravessa-se um túnel para se chegar a um lugar iluminado. A leitura não é uma coisa automática. Tem de haver um certo trabalho interior. Mesmo do leitor, porque lhe exige o esforço de se colocar na pele da personagem, vendo com os olhos dela».
 
Manuel de Pedrolo (escritor espanhol), defende os livros como a principal e insubstituível fonte de transmissão do saber.
 
E na opinião de Nelson de Matos (editor) «os livros ajudam-nos a decifrar o mundo e a conhecermo-nos a nós próprios ou, como disse o filósofo George Steiner (...) os livros são o santo e a senha para convertermos em melhor aquilo que somos. E “melhor” também quer dizer “menos sós”, mais solidários. Na medida em que busca um leitor (um interlocutor), um livro também nos ajuda a romper a solidão».
 
Arturo Pérez-Reverte, um dos escritores espanhóis mais lidos na actualidade, diz: «Nasci numa casa com uma biblioteca muito grande, cresci entre livros e descobri desde muito pequeno que os livros são uma explicação para o mundo. Quanto mais se lê mais vitaminas se tem, mais recursos se adquirem para enfrentar a vida, para sobreviver. E isso, para mim, foi decisivo».
 
O LIVRO É, POIS, UM COMPANHEIRO FIEL, UM AMIGO, QUE NUNCA NOS DEIXA FICAR SÓS, EM LUGAR NENHUM.
 
Através da leitura podemos imaginar mundos infinitos e imensos, e cada um de nós imagina esses mundos de um modo tão desigual quanto único.
 
Através da leitura, podemos criar as imagens, as paisagens, os rostos das personagens de acordo com a nossa própria visão e modo de sentir as coisas, que são diferentes de pessoa para pessoa.
 
Podemos até cheirar os aromas que as histórias dos livros nos sugerem: como o da terra molhada; como o das flores; o do mar; o do suor das gentes que trabalham nos campos...
 
Podemos rir ou chorar, conforme a história nos diz da alegria ou da tristeza.
 
LER é também APRENDER. Quem não LÊ não APRENDE. Quem não APRENDE não SABE. E quem NÃO SABE é quase como quem NÃO VÊ.
 
LER é CONHECER uma infinidade de pessoas, umas inventadas, outras verdadeiras, em torno das quais giram peripécias vulgares ou invulgares que, de um modo ou de outro, enriquecem o nosso conhecimento do mundo.
 
Cada escritor é um escritor. Cada um tem as suas próprias vivências. Vê as coisas de um modo diferente, por isso, todos os escritores podem até escrever sobre um mesmo tema, imaginemos, por exemplo, que escrevem sobre o mar, mas esse mar será diferentemente descrito, porque os olhos de cada um vão olhá-lo de um modo absolutamente singular. E o mar, que é o mesmo, será então muitos mares.
 
Daí que quantos mais livros lermos, quantos mais escritores conhecermos, maior será também o nosso conhecimento do mundo.
 
Quem não LÊ não VIVE, nem as venturas, nem as desventuras, nem as aventuras da vida. Porquê? Porque a leitura, mais do que os filmes que vemos na televisão ou no cinema, isto é, mais do que todas as imagens, nos proporciona uma ligação íntima, só nossa, única, com o que cada um de nós tem de mais valioso, que é a nossa liberdade de pensamento, e essa liberdade ninguém, nem o mais feroz e audaz dos carrascos pode tirar-nos.
 
A LEITURA desenvolve a nossa IMAGINAÇÃO, a nossa CRIATIVIDADE, e também o nosso RACIOCÍNIO, se nos propusermos LER, quase como se mastigássemos as palavras, sorvendo, uma a uma, cada gota de sentido que a escrita nos oferece.
 
E como LER nos dá conhecimentos, muitos conhecimentos, LER é preciso, para nos tornarmos pessoas esclarecidas, porque: «Quanto mais esclarecidos forem os homens, mais livres serão», como disse Voltaire, um grande escritor e pensador francês que viveu no século XVIII.
 
E a LIBERDADE que vem do nosso SABER é o bem mais precioso que temos, é a coisa mais nossa que possuímos, porque nem que nos encerrem numa masmorra, ou nos condenem à escuridão de uma funda caverna, ninguém neste mundo pode destruir em nós essa liberdade.
 
Façamos então do LIVRO um AMIGO, um COMPANHEIRO para toda a nossa VIDA.
 
Além dele nos proporcionar uma liberdade infinita, far-nos-á companhia nem que seja na mais deserta ilha do nosso planeta, porque com um LIVRO estamos na companhia de um ESCRITOR; estamos com as PALAVRAS; estamos com as PERSONAGENS da história; podemos até entrar na história, se nos deixarmos levar pelas asas da nossa IMAGINAÇÃO, transformando-nos numa personagem.
 
LER, enfim, é viver muitas vidas; e quantas mais vidas vivermos, mais humanos nos tornamos; e quanto mais humanos formos, melhor será o mundo em que vivemos; e quanto melhor for esse mundo, maior será a harmonia do futuro. E hoje, mais do que nunca, é URGENTE acreditar num futuro mais promissor.
 
 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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